A novela do Códice continua a fazer correr rios de tinta e sensacionalismo da pior classe, enquanto a totalidade dos média, envolvidos nos aspetos banais e intranscendentes do caso, velam a chave de todo este cenário: o estado de completo abandono e desleixo em que se encontra umha parte substancial do património histórico-artístico galego em maos da Igreja Católica e a inibiçom e permisividade das administraçons públicas perante semelhante situaçom. O desprezo polo nosso alcança hoje cotas de institucionalizaçom.
Hoje, quando a versom oficial dos acontecimentos sobre a reapariçom do Códice Calixtino é posta en entredito por amplos setores da vizinhança de Compostela e do país, o diário El País bota novas luces sobre um caso que parece ser irredutível aoconto do electricista vingativo e o deám atraiçoado. Segundo o jornal espanhol “os investigadores crem que nom só eram responsáveis dos furtos o eletricista e a familia que o encobria”. Contodo, até este momento, nom se anunciárom novas investigaçons no contorno da cúria de Compostela.
A complexidade do caso parece evidenciar-se porque, segundo esta fonte, durante as pesquisas se comprovou que “havia personagens habituais do contorno eclesiástico com muitas cousas que ocultar”. Segundo El País, que se remete a um membro da equipa policial que localizou o Códice, “alguns mentiam como poucos, e outros vazavam”. “Por unha questom ou por outra, consideravam que tinham algo que esconder, que eram suspeitos de primeira e cerravam-se em banda”. Obviamente, a pesquisa nom remexerá finalmente nestas águas.
