Os orçamentos municipais de Sada e a Relaçom de Postos de Trabalho da Cámara Municipal trazerám muita controvérsia nos messes vindouros. O atual regedor da localidade marinhá e a sua equipa, som fieis executores da palavra de ordem mais repetida polos líderes do PP (enmagrecer a administraçom). Palavra de ordem falsa, porque as intençons som outras.
Ao mais puro estilo Feijó, Ernesto Anido, Presidente da Cámara Municipal, anuncia que nom se vam cobrir três das vagas atualmente vazias na RPT e que serám despedidos dous trabalhadores eventuais da Cámara Municipal. E em nome da "eficácia e da eficiência", e também da austeridade "feijoniana" criará-se um posto de livre designaçom, que será denominado como de "Coordenador Geral". O primeiro que chama a atençom é o salário de quem obstente tal posto, que será de 65.000 euros anuais. Umha quantia que dificilmente alcançaria a soma dos salários dos cinco postos que se vam suprimir, se os cinco estivessem na atualidade ocupados.
O segundo ponto verdadeiramente chamativo é o das funçons que vai cumprir este "super-empregado", porque à parte de pôr em causa os princípios que teoricamente (segundo Anido) auspiciam a criaçom do posto (já que a sua existência é contraditória de raíz com tais princípios) pom em causa a própria democracia municipal. Segundo palavras do regedor da localidade, o tal Coordenador terá como funçons "programar e definir os objetivos das diferentes áreas" da Cámara, além de que as suas tarefas mais significativas serám "a planificaçom de objetivos, metodologias, procedimentos e estrategias" e a "planificaçom da política orçamentar mediante a definiçom de objetivos e programas em cada exercício".
O primeiro que cabe perguntar-se, perante tanto palavrom tecnocratista de patacom e meio (ou seja, ante esta tomadura de pelo) é em quê lugar fica a vontade popular à que Anido aludiu para postular-se como Presidente da Cámara (a pesar de que o PP nem de longe é a força mais votada neste concelho) quando evidentemente vamos ter um "cargo político por contrato" em Sada, que vai cobrar um salário estratosférico nada acorde com a populaçom do concelho, a sua extensom e a sua renda per cápita e vai tomar decisons políticas sem que ninguém o eligira.
A segunda pregunta é, onde ficam entom as funçons do Presidente da Cámara e o resto dos membros do governo e, sobre todo, como se justificam os salários que cobram todos eles?
A terceira seria, se relativizássemos sobre a legitimidade ou nom desta manobra, à que nom duvidamos de qualificar de puro latrocínio, seria porquê em lugar de "amortizar" postos de trabalho nom se auto-reduzem os membros do governo os seus próprios salários?
Esta cacicada do governo municipal deve ter umha resposta contundente do movimento popular em toda a comarca. De NÓS-UP saudaremos qualquer iniciativa de protesto e estamos dispostos a apoiar mobilizaçons contra este puro roubo.


