Toda a família política que inicia o governo de Ponte Areias com o golpe de Estado fascista de 1936, e que se perpetua com Pepe Castro depois da chamada “Transiçom”, é responsável pola situaçom de colapso que atualmente padece o nosso Concelho. No governo, mudárom com os anos a embalagem, passando das estruturas do franquismo à ” Unión del Condado”, de AP a PP, UCPA, ACIP… mas fôrom e som os mesmos, e som os responsáveis pola atual situaçom. O bipartido de Candeira-Mera nom foi mais que o fruto dum malentendido entre as divergências da direita local. Desde o ano 36 até hoje mesmo, em colaboraçom com parte do empresariado local, por meio de centenas de enchufados na cámara municipal a direita tem tecido umha das redes caciquistas mais fortes da Galiza, que permitiu a sua perpetuaçom no poder até finalmente trazer o Concelho para o colapso.
É necessário assinalar que todos eles figérom negócio à custa das arcas municipais. As suas famílias tenhem-se beneficiado e atingido um status a golpe de favorecer os seus e deixar fora quem nom fosse do círculo da direita local. Televisom, “Bombeiros”, CIM, Biblioteca, Centro de Desenvolvimento local, organismos dependentes do Concelho e nas empresas cúmplices que venhem apoiando historicamente as campanhas eleitorais da direita, por toda a parte favorecidos vivendo do dinheiro da maioria social.
Um caso que pode servir de exemplo da combinaçom de falta de escrúpulos, baixeza moral e ambiçom desse bando que som os José e Nava Castro, Solla, Carrera… é o acontecido com a Escola Municipal de Ponte Areias, com o Conservatório ou com a estaçom de autocarros, cuja gestom corresponderia à Junta da Galiza, mas que asumiu o governo local , ainda estando afogado em dívidas para poder colocar parte da sua gente e alimentar assim a referida rede caciquista.
De NÓS-Unidade Popular manifestamo-nos contra do engano e da política do medo à populaçom. A intervençom ao Concelho de Ponte Areias ou o plano de ajuste que a evitaria, som a mesma cousa: cortar serviços e direitos ao mesmo povo trabalhador que os possibilita através da riqueza criada por meio do seu trabalho. O que o PP fai, cumprindo com as exigências patronais e da banca, é destinar essa riqueza aos petos destes; nem mais, nem menos. As conseqüências, como o empobrecimento da populaçom, diminuiçom da qualidade ou supressom de serviços básicos, aumento de mortes derivadas da privatizaçom da sanidade e abandono da pública… nom lhes importam. Se o capitalismo se baseia no roubo dos patrons à classe trabalhadora, em momentos de crise como o atual, o roubo continua e incrementa-se.
Apelamos à mobilizaçom e à luita, às açons individuais contra o capital, mas também e especialmnte às coletivas. Animamos a que contatedes com a nossa organizaçom, porque será só por meio da luita organizada que poderemos parar a ofensiva do capital e sentar as bases dum novo sistema de organizaçom social mais necessáro do que nunca.
Foto:Ponte Areias Digital


