Reproduzimos a seguir ambos posicionamentos políticos na íntegra.
NÓS-Unidade Popular
NÓS-Unidade Popular diante da impossibilidade de um Dia da Pátria unitário
Como é conhecido, NÓS-UP propujo publicamente a meados de maio ao conjunto das organizaçons políticas soberanistas e independentistas galegas procurar a fórmula mais apropriada para garantir um Dia da Pátria unitário com parámetros claramente soberanistas.
Já previamente tínhamos defendido esse cenário no espaço organizativo que aglutina o conjunto das 14 entidades políticas, sindicais e sociais que, ao longo de fevereiro, realizamos conjuntamente umha campanha em prol da soberania, a ruptura democrática e um processo constituinte galego, culminada na manifestaçom nacional de 3 de março.
A nossa proposta unitária foi novamente divulgada na conferência de imprensa nacional que realizamos a 16 de maio em Compostela.
A única equaçom que defendemos e seguimos considerando necessária para fazer frente à multicrise do Estado espanhol e às suas dramáticas conseqüências contra a Galiza, as mulheres e o seu povo trabalhador, é a unidade de açom da esquerda independentista e do nacionalismo soberanista.
Nom contemplamos nem consideramos útil qualquer outra variável que dificulte ou enrareça os avanços experimentados em prol do diálogo, unidade de açom e iniciativas conjuntas que facilitem aprofundarmos no clima de interlocuçom e colaboraçom das forças políticas patrióticas.
Infelizmente, os diferentes ritmos e prioridades políticas, que NÓS-Unidade Popular respeita, impedírom essa convocatória unitária nesta ocasiom.
Como bem sabem o BNG, Causa Galiza, a CIG e o conjunto de entidades sociais setoriais do campo da esquerda patriótica, NÓS-UP tem um firme e sincero compromisso de contribuir para facilitar a criaçom de um amplo, transversal, plural e suprapartidário movimento social soberanista a partir de postulados feministas e anticapitalistas. Nessa direçom, apoiaremos aquelas iniciativas de unidade de açom em prol da liberdade da Galiza e da emancipaçom do nosso povo, como poderia ter sido um 25 de julho unitário.
Sem vontade de dramatizar nem polemizar, sim lamentamos que essa convocatória unitária nom poda concretizar-se.
Diante dessa evidência, voltaremos a pronunciar-nos publicamente sobre o 25 de Julho para divulgar o formato, orientaçom e caraterísticas da iniciativa independentista, socialista e feminista de NÓS-Unidade Popular para o Dia da Pátria.
Direçom Nacional de NÓS-UP
Galiza, 9 de junho de 2013
Causa Galiza
Foi impossível neste 2013 celebrar um 25J soberanista e supra-partidário
Achega-se um novo 25J enquadrado num contexto que o soberanismo compreendido na sua acepçom mais ampla qualificou de emergência nacional e social. Um Dia da Pátria marcado pola generalizaçom do empobrecimento, o desemprego e a emigraçom, o espólio territorial, o assentamento na consciência social do medo à miséria e certa resignaçom suicida ante a agressiva folha de rota de Madrid e a Troika.
Construir perspetivas amplas de luita frente ao futuro imediato é umha necessidade histórica porque esta ofensiva do Estado e da Troika contra a maioria social galega é estratégica: visa reduzir a cinças o terreno ganhado após décadas de luita entre Capital e Trabalho, remodelar à machada o edifício social e fazer irreversível a colonizaçom e a assimilaçom do País.
Propostas concretas de unidade de açom
Estas diagnoses som partilhadas hoje por todo o campo nacionalista. Tanto como a necessidade da soberania nacional, de amplas unidades de açom que actuem como muros de defesa e alavancas para o avanço da maioria social e da rutura democrática frente ao pacto da Segunda Transición, que abençoará a nível jurídico o cenário resultante da crise atual.
Causa Galiza, procurando esta unidade de açom para este 25J, propujo ao BNG artelhar um formato de convocatória que possibilitasse umha ampla mobilizaçom soberanista e supra-partidária. Como opçom B, após receber a negativa do BNG e dentro do mesmo critério de amplitude, propugemos a NÓS-UP ir a umha mobilizaçom conjunta independentista e evitar assim a atomizaçom das convocatórias.
Convocatória
Nengumha das fórmulas expostas logrou ir avante. O resultado evidencia da nossa ótica que os processos de unidade de açom entre forças soberanistas abertos nestes meses ainda precisam tempo para madurar, consolidar-se e estar à altura da situaçom atual. De Causa Galiza atuará-se nos próximos tempos para facilitar que esta situaçom transitória se supere no futuro imediato.
Nestas circunstáncias, a nossa organizaçom está já a contatar com organizaçons sociais e políticas independentistas para a realizaçom dumha mobilizaçom com a fórmula mais abrangente possível. Aguardamos que em 2014 e, sobretodo, no dia após dia, seja fatível a unidade na açom, porque a naçom galega e a maioria social deste país assim o precisar.

