1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (1 Votos)

051212 constituGaliza - NÓS-UP - Como cada ano, este 6 de dezembro constitui umha data de referência para o regime imperialista e capitalista espanhol, que tenta vender-nos a legitimidade da sua opressom com base na Constituiçom de 1978.


Umha Constituiçom monárquica concedida pola ditadura militar, unilateralmente imposta ao povo galego e a outros povos igualmente submetidos a umha soberania espanhola, tam alheia aos interesses do nosso povo como ligada aos da oligarquia da qual essa Carta Magna é subsidiária.

Devemos lembrar novamente que, longe de recuperar nem que fosse a legalidade democrática prévia ao golpe fascista de 1936, a Constituiçom foi o resultado da concessom do poder ditatorial nacional-católico. Umha concessom, digamo-lo todo, que foi possível graças ao papel de forças reformistas como o PSOE e o PCE, que abandonárom as suas posiçons opositoras para se integrarem no sistema de liberdades limitadas e vigiadas que deu continuidade ao projeto imperialista e capitalista espanhol de sempre.

Tal e como a esquerda nacional galega denunciou na altura, a Constituiçom de 1978 careceu já à nascença de qualquer legitimidade, sendo um produto unilateralmente imposto sob a ameça da continuidade franquista, graças às forças "opositoras" que se somárom à ilegítima operaçom.

Porém, 34 anos depois temos muitos mais argumentos para, como galegos e galegas, como trabalhadores e trabalhadoras, rejeitarmos esse pacto que blindou a continuidade da exploraçom de classe, do submetimento nacional e de género que na atualidade se manifesta mais claramente que nunca na nossa terra, a Galiza.

Aos que falam do caráter inamovível do fraudulento referendo com que no-la impugérom, lembramos-lhes como os seus "valedores" a mudam quando é conveniente para os seus objetivos de classe, como vimos recentemente quando PP e PSOE juntárom os seus votos para umha "reforma express" que facilitou a imposiçom das draconianas políticas económicas que estamos a padecer na atual crise.

Nom devemos esquecer que esta crise generalizada do capitalismo espanhol e do próprio sistema jurídico-político que lhe dá forma está intimamente ligada com os limites e défices constitucionais, que impedem questionar a economia de mercado, que imponhem a unidade "indivisível" e que mantenhem o patriarcado como parte da ideologia dominante.

Por isso, também hoje mais do que nunca, a saída da crise passa pola superaçom do modo de produçom capitalista em que o regime espanhol se sustenta; passa polo rejeitamento de um texto constitucional que impom graves restriçons de direitos sociais e económicos fundamentais, como na atualidade vemos; e que nega radicalmente os direitos nacionais e lingüísticos da Galiza.

Conscientes do relacionamento estreito entre os fatores nacional, social e de género, NÓS-Unidade Popular defende umha proposta estratégica de ruptura democrática, através do exercício do direito de autodeterminaçom no quadro de umha ampla rebeliom popular, que abra um novo caminho à Galiza, com o seu povo trabalhador à frente, com o objetivo de construirmos um Estado galego independente, socialista e livre de patriarcado.

Adiante a luita pola ruptura democrática!

Fora a Constituiçom espanhola!

Fora o capitalismo e o patriarcado!

Por umha Constituiçom galega, republicana e socialista!

Galiza, 6 de dezembro de 2012


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Publicidade
Publicidade
first
  
last
 
 
start
stop

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.