Formam parte da historia da Galiza, forom gente que efetivamente deróm a vida por Galiza. Muitas galegas nacemos para defender a nossa Terra, a nossa vida forma parte da historia do nosso Povo. Fazemo-lo porque sabemos que nom estamos soas, que muita gente antes deu a sua vida polo mesmo e que o nosso caróm há muita gente com os mesmos sonhos. A luita continua e nom nos vam parar! Venceremos nós!
As luitas do 72:
Hà 40 anos, germolava a raiva do povo galego em contra do regime de Francisco Franco, a repressom sobre o nosso povo era desmesurada e a resposta fixo-se ver a finais do 1971 e começos do 72 com agitaçom na universidade de Santiago, que foi duramente reprimida pola policia.
Coincide isto com a mobilizaçom obreira em Ferrol a prol da anulaçom de sancions os representantes sindicais, pola readmissom de despedidos e contra a negativa da Direçom da “Empresa Bazan” e dos mandos dos sindicato vertical a negociar em Ferrol o que debia ser o “Quinto Convenio Coletivo” da fatoria. Assembleia trás assembléia, paro trás paro e greve trás greve, a solidariedade na comarca e no resto do povo ia medrando, mais as negociaçons seguiam sendo às costas dos trabalhadores e sem contar com eles. A repressom nom parava e produziu-se um feche indefinido com o despejo pouco depois por parte da policia armada com extrema violência. A direçom respondeu com o feche “ate novo aviso” da fatoria.
O 10 de março, e com a imposibilidade de aceder a “Bazán” as trabalhadoras sairom em manifestaçom com a intençom de mobilizar as trabalhadoras das empresas de construçom do bairro de Caraza e juntar-se com os manifestantes que desde “Astano” em Fene, que se dirigiam a Ferrol pola Ponte das Pias. Foi no começo desta avenida quando se produziu a carga policial, mais as manifestantes nom se botarom atrás, armando-se com pedras, pero a policia respostou com metralha alcançando a varias manifestantes, com resultado de 2 mortos(Amador e Daniel) e 28 feridos. As protestas fecharom-se com 130 trabalhadoras sancionadas com a perda do trabalho, 45 julgadas por associaçom ilícita e propaganda ilegal e polo menos 200 pessoas passarom a clandestinidade. Com isto, o movimento obreiro mais potente da Galiza quedou desestruturado de forma temporal.
A solidariedade com Ferrol nom se fixo esperar, estudantes e trabalhadoras de diversos pontos da Galiza realizarom diferentes paros e manifestaçons. Mais foi em Vigo donde se producirom as movilizaçons mais importantes, empresas como Censa, Vulcano, Freire, Barreras, Citroën, Ascon, Refrey, Alvarez, Santo domingo e Massó tiverom paro absoluto. O 15 de Março teve lugar umha concentraçom na Porta do Sol, produziu-se umha carga com o resultado de varias feridas e 14 multas por alteraçom da ordem pública.
A repressom e violência policial levou o povo galego a defender-se usando a violência revolucionaria, idéia que também germolava na UPG.
Celebraçom da data
Este ano, fam-se 40 das luitas do 72, e desde a AMI queremos adicar a Galiza Combatente deste ano a essas datas, porque coma nesses segundos nos que os trabalhadores nom se botarom atrás, nos momentos duros que vivemos tampouco podemos fazé-lo!
Polo que convidamos e animamos a toda a mocidade rebelde a estar com nós o próximo 13 de Outubro em Ferrol.
Os atos consistiram em:
- Palestra: As luitas obreiras no 72. Lugar: Galeria Sargadelos, Rua Rubalcava 30-32 (o caróm do concelho)
Hora: 17h30
Ponhentes: Bernardo Maiz Vazquez (historiador) e Eliseo Fernandez (historiador).
- Roteiro Histórico, com intervençons de conteúdo histórico-político dos acontecimentos do 10 de março de 1972.Saída: Praça de armas (centro da cidade)
Hora:19h30
- Ato político ao remate do roteiro no monumento a Amador e Daniel.
- Concertos
-Labregos no tempo dos sputniks
-Muxeraga
Lugar: Bar Chimarrao, entrada 3 euros.
Hora: 22h30
Obreiras do 72 a luita continua!

