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cartaz25j2012-12h30-2Galiza - Nós-UP - Mediante umha análise da conjuntura política, caraterizada pola dura ofensiva do PP-PSOE contra as conquistas e direitos do povo trabalhador, recentralizaçom espanholista e endurecimento patriarcal, NÓS-UP dá a conhecer o Manifesto do Dia da Pátria 2012.


Neste documento apela “aos setores sociais e populares dispostos para a luita sem trégua sob um programa genuina e nitidamente independentista, socialista e feminista”, a apoiar a manifestaçom independentista que 25 de Julho sairá às 12.30 da Alameda compostelana.

O manifesto considera “tímida, insuficiente e moderada” a resposta obreira e popular os ataques da burguesia. O texto que reproduzimos integramente considera que a hegemonia reformista na direçom do sindicalismo e dos movimentos sociais dificulta articular respostas amplas e contundentes.

Por este motivo NÓS-UP considera que a “Pátria, o povo trabalhador galego, as mulheres, necessitam, necessitamos, insubornáveis e firmes instrumentos defensivos para organizar a resistência popular, para organizar as luitas, para atingir vitórias. Nom sóm tempos de timoratismos. Há que dizer basta! Nom vamos continuar a ceder. Chegou o momento da rebeliom contra o Capital, Espanha e o Patriarcado”.

Construir a alternativa revolucionária

Para NÓS-UP este Dia da Pátria tem umha importáncia especial para continuar a “tecer, contra vento e maré, um projeto anticapitalista, antipatriarcal e patriótico” polo que, tal como vem defendendo desde a sua fundaçom há agora once anos, manifesta absoluta vontade para participar com quem tenha plena e honesta disposiçom em convergir neste objetivo”. 

Mas a alternativa constrói-se no fragor da batalha ideológica, política e social, organizando povo, unindo a classe trabalhadora na luita. Longe de gabinetes tecnocratas e de profissionais da política espetáculo burguesa.

Firmeza nos princípios

NÓS-UP embora é consciente das suas “modestas e limitadas forças”, considera que frente a tantas “recomposiçons de anacos dos partidos sistémicos, dos velhos reformismos, de oportunismos de toda índole”demonstrou que nom se deixa seducir por estes cantos de sereia nem vai “renunciar aos princípios, nem ao programa político, para participar em amórficas manobras de confusom, em desesperadas operaçons interclassistas e mornamente soberanistas, condenadas a repetir, umha vez mais, fórmulas que a mais recente história nacional constatou como mais do mesmo”.

25 de Julho 2012

Manifesto à Pátria e ao Povo Trabalhador Galego

Nem Espanha, nem UE, nem FMI

Independência, Socialismo e Feminismo

Contrariamente a interesseiras e falsas leituras, o agravamento das políticas socioeconómicas, do centralismo espanhol e o endurecimento patriarcal, nom derivam basicamente da chegada do PP ao governo espanhol.

A crise estrutural capitalista provoca que os partidos do sistema apliquem similares receitas ultraliberais impostas polo verdadeiro governo -a Comissom Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu. A denominada troika é quem realmente decide as políticas económicas, quem marca as diretrizes do governo de serviço, neste caso o de Mariano Rajói. Deste jeito, o Estado espanhol, cedendo soberania, está a caminhar para se converter num protetorado das protências centrais da UE.

Neste últimos anos, primeiro o PSOE, e depois o PP, sob a justificaçom da “austeridade” aplicárom similares políticas concretizadas em duras reformas laborais que facilitam e embaratecem o despedimento, reduzem salários, incrementam os impostos diretos para o povo trabalhador, rebaixam as pensons, aumentam a idade de reforma, privatizam a sanidade e a educaçom, desmantelam serviços sociais, incrementam o preço de artigos de primeira necessidade. As conseqüências som o incremento do desemprego, da precariedade laboral, emigraçom juvenil, empobrecimento para os segmentos mais vulneráveis da classe trabalhadora: mulheres, pessoas idosas e jovens.

Na Comunidade Autónoma, o governinho de Feijó reproduz em pequena escala idênticos patrons económicos e políticos, apresentando-se falsamente como a cara amável da austeridade. Na prática, nom passa de ser umha sucursal dos seus amos madrilenos. A estabilidade de que goza deve-se à ausência de oposiçom real. PSOE e BNG carecem de um projeto integral alternativo ao PP e estám mais dedicados a apagar as liortas internas que a desmontar o aparelho de propaganda de Sam Caetano.

A luita obreira e popular é o único caminho

Nos últimos meses, temos assistido a um tímido –mas claramente insuficiente e moderado, despertar da classe obreira e das camadas populares. A greve geral de 29 de março, as mobilizaçons do setor naval em Trasancos e Vigo, dos mineiros do leste da Galiza, do estudantado… de dúzias de manifestaçons em defesa da sanidade e educaçom pública, dos postos de trabalho, som um claro sinal de que há que superar o medo e a resignaçom, que é imprescindível sair à rua e luitar polo nosso futuro.

Mas a direçom e orientaçom destas luitas ainda está sob a hegemonia de quem carece de vontade política para questionar e superar o quadro de exploraçom capitalista, opressom nacional e dominaçom patriarcal. Evitam construir dinámicas de mobilizaçom, todo o que se convoca ou promove, sempre é guiado pola lógica eleitoral-institucional. As castas políticas e sindicais esterilizam as luitas provocando frustraçom. A difícil conjuntura que atravessamos tem forçado um giro “esquerdista” e “soberanista” das forças sistémicas. Mas nom passa de pura aparência, ilusionismo, pois na realidade nom deixa de ser um simples verniz que desaparece facilmente com a arranhadela de umha unha.

É umha evidência que o proletariado galego e o conjunto da classe obreira carece de umha alternativa revolucionária de massas em que confiar. Umha força sociopolítica que sem ambigüidades defenda as reivindicaçons populares, promova a auto-organizaçom obreira, a confluência das mobilizaçons e das luitas acumulando forças para umha mudança radical. Porque, frente ao curtoprazismo das ilusons eleitoralistas, nom há alternativa no quadro do sistema capitalista, da dependência nacional e do dominaçom patriarcal. É suicida seguir confiando na economia de mercado, na democracia representativa, na negociaçom e conciliaçom social, na autonomia que nos concedeu Espanha. É como acreditar que se podem lançar pedras à lua.

 A Pátria, o povo trabalhador galego, as mulheres, necessitam, necessitamos, insubornáveis e firmes instrumentos defensivos para organizar a resistência popular, para organizar as luitas, para atingir vitórias. Nom sóm tempos de timoratismos. Há que dizer basta! Nom vamos continuar a ceder. Chegou o momento da rebeliom contra o Capital, Espanha e o Patriarcado. Contra os empresários, os patrons, contra os seus partidos e sindicatos corruptos, contra as suas instituiçons e elites económicas, políticas e religiosas, contra os seus meios de comunicaçom que só mentem e manipulam, contra a Uniom Europeia, o FMI e a NATO.

Construir a alternativa revolucionária

Há que continuar a tecer, contra vento e maré, um projeto anticapitalista, antipatriarcal e patriótico. NÓS-UP manifesta absoluta vontade para participar com quem tenha plena e honesta disposiçom em convergir neste objetivo.

Mas a alternativa constrói-se no fragor da batalha ideológica, política e social, organizando povo, unindo a classe trabalhadora na luita. Longe de gabinetes tecnocratas e de profissionais da política espetáculo burguesa.

A verdadeira alternativa obreira e popular nom virá derivada de falsas recomposiçons de anacos dos partidos sistémicos, dos velhos reformismos, de oportunismos de toda índole.

NÓS-UP é consciente das suas modestas e limitadas forças, mas nom por isso vai renunciar aos princípios, nem ao programa político, para participar em amórficas manobras de confusom, em desesperadas operaçons interclassistas e mornamente soberanistas, condenadas a repetir, umha vez mais, fórmulas que a mais recente história nacional constatou como mais do mesmo.

O caminho a seguir nom é fácil. Está pragado de obstáculos. Saber superá-los exige saber combinar acertadamente habilidade, paciência e perserverança.

Só queremos e buscamos o reconhecimento e a satisfaçom de acompanhar o nosso Povo e a nossa Classe face o horizonte da libertaçom e emancipaçom.

Neste Dia da Pátria de 2012 apelamos os setores sociais e populares dispostos para a luita sem trégua sob um programa genuina e nitidamente independentista, socialista e feminista, a apoiar a manifestaçom que NÓS-UP convoca na capital da Galiza.

Queremos manifestar o nosso apoio e solidariedade com Telmo Varela, para o que solicitamos a sua imediata liberdade, assim como a do conjunto das presas e presos políticos galegos.

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Viva a luita obreira e popular!

Antes mort@s que escrav@s!

Galiza, julho de 2012


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