Se a isto somarmos o termo capitalista, temos a combinaçom e o resultado nas nossas vilas e cidades, com milhares de galegos e galegas repetindo consignas lançadas polas oligarquias e amplificadas polos seus altofalantes, os meios de comunicaçom.
Coitadinhos eles, que nom tenhem culpa. O capitalismo e o seu sistema nom quer pessoas críticas, nom quer pessoas dissidentes. O sistema quer educar e formar pessoas submissas, sentadas diante de um ecrám a jogar o papel de "tont@s úteis" e a vibrar com o desporto-negócio de turno. Entretanto, eles, os capitalistas, aplicam o seu reformismo económico selvagem.
Todo isto fai parte de um processo sissudo, medido, controlado e com certeza, bem planificado. Só há que olhar a ofensiva e o despregamento mediatico para se dar conta que ao sistema interessa-lhe mais criar sujeitos pasivos que ativos. Interessa-lhe mais fomentar os desportos-negócio de massas (selecionados polo sistema) que os desportos populares e de base, em definitivo, criar muitos mais espetadores que atores. Assim, desta maneira, além do lucro económico, adormecem a populaçom. O pam e o circo já venhem de velho.
Nom é casualidade que nestes momentos de agudiçamento da crise capitalista, éste despregamento mediático se torne mais feroz. O último, bochornoso e manipulador anúncio televisivo da seleçom espanhola de futebol, fai referência a umha suposta recuperaçom económica. Essa recuperaçom chegará, según este anúncio, graças a "La Roja" e ao orgulho pátrio. Só lhes falta implorar também à Virgem dos Milagres ou a Manolo Escobar para solucionar todos os nossos males. Note-se a ironia.
Mas, de que recuperaçom económica estám a falar?, essa que nos condena a sofrer umha sangrante emigraçom?, a que nos fai ter medo a perder os nossos postos de trabalho?, a que nos recurta os nossos direitos laboráis e sociais?, a que nos da umha educaçom e sanidade cada vez mais miserenta?, a que nos asobalha como povo?. Para nós, revolucionarias e revolucionarios galeg@s, o capitalismo nom se recupera e tampouco se reforma, destroi-se!.
Que também utilizem o desporto, concretamente nestes dias o futebol, como meio de doutrinamento tampouco é nada novo. Contai quantas vezes ouvimos (umha e outra vez) aos meios de (des)informaçom repetir as mesmas palavras: Espanha, naçom, sentimento, país, orgulho... etc; Desta maneira, tenta o regime monárquico-fascista introduzir o seu falso argumento de umha naçom espanhola que nunca existiu. Menos mal que o desporto nom é política.
Nom imos cair nas suas redes, tampouco no desánimo e no desalento. Devemos continuar a trabalhar nesta senda, traçada e forjada ao longo da nossa história. Devemos recolher o testemunho de muitas galegas e galegos, que no transcurso de todos estes seculos, tenhem defendido a nossa pátria frente à barbárie assimiladora espanhola.
Estamos a representar, por convicçom e compromisso, o papel da rebeldia e o da insubmissom frente ao sistema. Esse papel que rejeitam os pailáns e pailanas, que por falta de educaçom e formaçom, preferem ficar sentadas a ver que dim os de cima em lugar de se formarem, reagirem e tomar decisons por elas próprias.
Enquanto ficar umha só pessoa a defender a nossa língua e os nossos direitos, que como naçom nos correspondem, Espanha pode ter claro, que seguirá a ser um Estado imperialista fracassado.
Eles terám o poder, mas nós contamos com a força da razom. Eis eiqui, o peso mais puro e verdadeiro que declinará a balança ao nosso favor.
Como dizia Celso Emilio Ferreiro: "Ergueremo-la esprança sobre ista terra escura, coma quem ergue um facho em umha noite sem lua".
Alexandre Costa
27.06.12

