Na causa 128/36, conselho de guerra no que o fascismo “julga” Johám Jesus Gonçales Fernandes, os informes apresentados por Gutiérrez Cabeza sinalam a resistência do Terço de Calo, liderado polo canteiro de Cúntis. Textualmente, diz que Joám Jesus “andou polas ruas de Santiago, à frente de um grupo armado composto por umhas setenta pessoas, precedido de umha bandeira vermelha em cujo remate figurava a fouce e o martelo comunista, e em correta formaçom encontrando-se mais tarde na praça do Hospital [hoje praça do Obradoiro] desta cidade ao frente de dita gente armada”. De novo, para Héitor Picalho, em entrevista do galizalivre.org, sinala que “Quando estala o fascismo em Compostela Johám Jesus encabeça o Terço e passa por diante do Quartel de Artilharia, a hastear a bandeira vermelha (que os sublevados interpretárom como a bandeira comunista), mas que nom vinha a ser outra cousa que a bandeira da USG, quiçais a primeira bandeira soberanista galega (que era a fusom das cores galegas com a comunista)”.
Apresentamos aquí a recriaçom desta bandeira histórica, por força aproximada, ao carecer de fotografias, obra de Ruth Caramês, baseada na documentaçom de Héitor Picalho.

