1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (2 Votos)

160812 torradoGaliza - NÓS-UP - Faro Obreiro entrevista Manuel Torrado, ativista cultural de Candeám e um dos promotores do festival de música "Som das mámoas".


No mundo capitalista no que vivemos, onde a sociedade está adormecida e alienada polo sistema, o festival “Som das mámoas” é um oásis no deserto, um claro exemplo de vontade e de esforço popular, que tem mais valor acrescentado por ser realizado por jovens. Qual é o motivo do nascimento do festival?

Umha das motivaçons do festival e descriminalizar a juventude, algo mui necessário nos tempos em que vivemos.
A média de idade das pessoas que trabalhamos na organizaçom do nosso festival é das mais baixas que conhecemos. Isso pode parecer umha desvantagem em experiência, mas soubemos canalizar essa energia e potenciá-la em ilusom. Como exemplo de dificuldade, o ano passado o único meio de transporte com o que contávamos era umha moto. Estas adversidades figerom-nos crescer.

Criar um festival desde zero, com as amizades do bairro, é umha experiência que nengum de nós esquecerá jamais.
Assim mesmo, sempre gostamos da ideia de potencializar a relaçom entre a vizinhança, organizando atividades que favoreçam a convivência de experiências comuns.

O Som das mámoas nom é simplesmente um festival de música. Na sua primeira ediçom, o ano passado, além de atuaçons musicais realizárom-se jogos populares, desportos, um jantar, obradoiros… provocando que a vizinhança participara e colaborara no festival. Como vos auto-organizades? A associaçom vicinal e a equipa de fútebol também formam parte do tecido que criastes?

O primeiro ano, a organizaçom estava formada por um grupo de amizades, isto facilitou muito a comunicaçom. Reuniamo-nos semanalmente e tomávamos as decisons oportunas, criando, por exemplo, comissons de trabalho para as distintas atividades que aparecessem.
Com a chegada da segunda ediçom o grupo cresceu e profissionalizou-se, o ambiente segue sendo imelhorável, mas é preciso usar ferramentas telemáticas para poder agilizar o fluxo de informaçom.

A associaçom vicinal apoiou-nos desde o início facilitando a obtençom de autorizaçons e apoio logístico. A equipa de fútebol facilitou as suas instalaçons para as atividades e a Comunidade de montes de Candeám já apostou polo projeto quando ainda era tinta sobre papéis.

O vosso projeto nasce no meio da grande crise do capitalismo, o qual provoca que muitas empresas nom colaborem economicamente. Como vos financiades? tedes apoio institucional?

Existem quatro pontos básicos na financiaçom do festival: patrocínios privados, merchandising, balcom e subsídios públicos.
Na primeira ediçom o subsídios públicos nom chegárom nem a 10% do orçamento final. Economicamente dependemos muito do balcom e também dos patrocínios.

O festival do ano passado foi um sucesso, o esforço e ilusom pudérom com a inexperiência. Como valorizades ser um dos principais festivais musicais de referência na comarca?

 A nossa introduçom no panorama festivaleiro foi muito positivo, já que o festival   se organiza num lugar familiar para a maioria das viguesas (frente as instalaçons  do Celta na Madroa), o que facilita a chegada da gente interessada em escuitar música em direto.Também é um fator determinante contar com umha parada de autocarro a escassos metros das instalaçons.
Ainda assim pensamos que na comarca existem numerosos festivais dos que ainda podemos aprender muito. Desde a humildade e com muita ilusom, temos a esperança de crescer para oferecer cada ano mais tempo de lazer, para que a gente que se achegue desfrute desta festa tanto como nós.

Vindouro 1 de setembro tem lugar a segunda ediçom. O formato do festival continua a ser o mesmo? Pode-se adiantar algumha informaçom ou surpresa?

O formato do festival seguirá sendo de umha só jornada, o 1 de setembro. Ainda assim este ano faremos atividades nos dias prévios. 14 de agosto, véspera de feriado, temos preparada umha apresentaçom em Redondela; haverá música em direto e esperamos poder oferecer algumha surpresa mais.Também temos pensado fazer umha apresentaçom também em Vigo, mas ainda nom esta fechada a data.No mês de agosto organizaremos um torneio de fútebol 7 de bares, com equipas formadas polos clientes habituais de cada estabelecimento.

No dia do festival ofereceremos música em direto desde a manhá, com algumha surpresa incluída, teremos obradoiros, um jantar popular, torneios de chave e petanca, um encontro de fútebol, e estamos a trabalhar na possibilidade de incluir um campeonato de salto de bicicletas na modalidade de dirt e bmx.

O objetivo e oferecer mais variedade sem perder a identidade que lhe queremos dar ao festival.


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Publicidade
Publicidade
first
  
last
 
 
start
stop

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.