A Associaçom Cultural Xérmolos é responsável pola organizaçom, desde a década de 70, deste clássico do verao galego. Este ano, como todos os anteriores, haverá postos de artesania, de literatura e de instrumentos tradicionais, assim como estabelecimentos gastronómicos.
O festival decorrerá dias 4 e 5 de agosto em Pardinhas,Guitiriz, autodefinindo-se como "feira e festa da música e da arte".
Numha entrevista publicada no Novas da Galiza neste mês, Alfonso Blanco, da entidade organizadora, lembra as origens do Xérmolos e diz acreditar que “mantemos o ‘espírito de Pardinhas’” já que “rejeitamos desde sempre a massificaçom e apostamos no corpo a corpo”.
Blanco diz manter umha “filosofia de que todo o mundo tem algo a oferecer” polo que “a celebraçom está cimentada na amizade a nas relaçons”, apontando que, apesar de mudanças nos tempos, Pardinhas continua a ser um foro de contato intergeracional.
“Nom querem jovens, querem consumidores”
Na entrevista ao Novas da Galiza, Blanco afirma que, como no Fraquismo, “a mocidade continua a ver-se como algo que há que eliminar, negando a criatividade e a força”. Diz que se oculta a imagem dessa mocidade comprometida com a organizaçom de atividades culturais ou procurando alternativas para os problemas do nosso país.
Dificuldades económicas
As coletas entre vizinhos e a venda de material, bebidas e comidas som o principal pilar económico de Pardinhas, junto com pequenas achegas institucionais. Isso é a sua fortaleça, pois lhe permite nom renunciar aos seus princípios, mas também o maior perigo: em 2011 tivérom que pedir um crédito para poder continuar adiante. Nestes tempos em que o capitalismo mais selvagem nom tem reparos em saquear o dinheiro público, a cultura é a primeira vítima –nom por acaso, aliás- e Pardinhas depende de que as e os assistentes continuem a dar seu apoio económico a um festival que é 100% gratuito.
Cartaz do Festival
No sábado, o Bloquinho de Xérmolos porá o ponto lusófono ao Festival, com os seus ritmos afro-bahianos, para logo deixar passo a Milesios, banda galega de fusom de música galega e irlandesa cujo nome é tirado do livro das lendas irlandês. Na sua lista de títulos está a segunda posiçom atingida no concurso Runas do Festival de Ortigueira, em 2009.
O castelám Eliseo Parra será o primeiro nome internacional a tocar nesta ediçom do Festival, acompanhado pola orquestra de percussom Coetus, composta por 16 músicos e músicas. Eliseo Parra destaca como um músico de culto no mundo do folk, cuja tarefa mais reconhecida é o trabalho sobre diferentes expressons das músicas tradicionais da Península Ibérica, recuperando-as e vigorizando-as .
A seguir, o basco Kepa Junkera será o nome internacionalmente mais popular de quantos vam passar por Pardinhas este ano. O ‘trikitixista’ (a ‘trikitixa’ é um acodeom basco) atuou no festival em 1993 pola primeira vez, e é um amante da Galiza, o qual tem o seu resultado em peças e vídeos –ver em baixo- ao longo da sua extraordinariamente longa carreira. O seu estilo único e a fusom com músicas de todo o mundo, converteu a Kepa num dos referentes históricos da música tradicional basca.
Os galegos de Quempallou, penúltima banda da noite do Sábado, remoçam a música tradicional galega, adaptando-a aos novos tempos mas mantendo intacta a sua pureza. Som já uns clássicos da nossa música, divertidos e enérgicos.
E para terminar, os Cuchufellos –que venhem de atuar no Festival da Terra e da língua e na Jornada de Rebeliom Juvenil- proponhem umha potente mestura de metais e gaita, com ritmos mui vivos e cenografia do mais peculiar.
Os concertos do domingo configuram umha proposta mais tranquila, com Tamborada Chotokoeu seguidos de Zurrumalla, que embora levam 12 anos de carreira em festas e seráns estám a presentar o seu primeiro álbum. Gaitas, saxos, requintas, acordeons, pandeiretas... da mao desta banda do Condado.
Da Polónia chegam Beltaine, que baseados nas músicas escocesas, bretás e irlandesas nom renunciam à fussom com estilos muito diversos, mesmo música indiana, com multidom de instrumentos: dos mais típicos aos mais exóticos e raros.
Para fechar esta ediçom do festival, Chotokoeu definem-se nas redes sociais como “Festa e caralhada”. Muito representativo.
Foto: Xérmolos/Andrea Carpente Barral - Cartaz do Festival


