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banda desenhada galega salpockGaliza - Galiza Confidencial - [Eduardo Maronho] A banda desenhada galega está de parabéns. Demo Editorial acaba de publicar 'Sálpock: O val dos cegos', o primeiro título desta publicaçom dedicada à fantasia e à ficçom científica.


Demo Editorial estreava há uns meses a coleçom Häinös, umha nova linha de publicaçons consagrada à fantasia e à ficçom científica. O primeiro título publicado sob este selo é Sálpock: O val dos cegos (Demo, 2012), obra que resultou finalista na ediçom de 2011 dos Prémios Castelao de Banda Desenhada que convoca a Deputaçom da Coruha. Dificilmente poderia imaginar-se umha escolha mais atinada, já que este álbum escrito por Álvaro Lopes e debuxado por Luís Sendom aposta decididamente polo género futurista na sua versom mais aventureira e juvenil. 
 
Sálpock, o protagonista do relato, cai do céu ao planeta Zakfart, onde viverá a sua infancia e mocidade sob o jugo dun regime tiránico. De neno escravo passará a gladiador na mocidade, antes de fugir e retornar para derrocar o tirano no poder. Os autores mostram a sua paixom polo género da ficçom científica aderindo-se a umha tradiçom de relatos que tem sido cultivada repetidamente dentro do mesmo, aquela na que um personagem de perfil mesiánico encontra o seu destino liderando um povo submetido na conquista da liberdade. A sua proposta convida o leitor a umha aproximaçom direta e sem preconceitos, que goze da aventura e a épica polas que os autores apostam com convicçom, mas também da capacidade do relato para evocar outras sagas solidamente instaladas no imaginário coletivo. 
 
As primeiras páginas da banda desenhada, que os autores compartilhárom na rede como adianto editorial, avondam para constatar a personalidade e a fluidez narrativa do debuxante Luís Sendom, mas permitem também relacionar os seus desenhos com os de peças clave do género, coma as sagas cósmicas de Jack Kirby, a versión Marvel do John Carter de Edgar Rice Borroughs ou mesmo clásicos da BD galega de ficçom científica, como Reimundo Patinho. Sendom consegue assimilar este caudal referencial integrando-o no seu pessoal estilo, tam próprio da banda desenhada independente onde desenvolveu a parte mais significativa da sua carreira.
 
Embora a extensom do álbum (60 páginas) impede que algumhas personagens e situaçons recebam toda a atençom que poderiam merecer, Sendom e Lopes completam um trabalho consistente e bem equilibrado, que tem nos leitores novos o seu destinatário natural mas que gostará também a qualquer afeiçoado à fantasia futurista. Como presente, o álbum contén un código que permite descargar da rede um jogo de rol inspirado na serie. Cómpre reconhecer, xa que logo, o labor de Demo Editorial, que nom só segue a apostar pola produçom propia e a ediçom en galego, senón que ademais se dirige a segmentos de mercado ata o de agora pouco atendidos. 

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