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040113 cancelasGaliza - Galizalivre - [CS Nom há muitas semanas, inaugurava-se em Compostela um novo e reluzente Centro Comercial, sonho dos empresários locais e imao para os doentes do vírus do consumismo da comarca e arredores.


Com só dar umha volta pola descomunal infraestrutura vê-se o nível de ridiculez do espaço e da gente atraída, cheio de lojas de roupa, restaurantes de comida rápida, promessas de lazer e sobretodo muita luz e música que fam com que seja impossível ter um instante de paz.

Miragem de progresso

Os primeiros dias depois da abertura forom um completo sucesso para os magnatas que investírom no projeto, abrindo os jornais com os 116.000 visitantes recebidos e deslocando gente de todas as partes com degoiros de verem o maior ecrám de cinema da Galiza ou as grandes promoçons de roupa barata e à última que podiam encontrar aqui.

Mas que benefício tiram em realidade os galegos dumha monstruosidade coma esta? Em primeiro lugar, é evidente que vai ser devastador para o pequeno comércio tanto da cidade coma das comarcas limítrofes. Disto já tinhamos constância em quanto a tendas de comida, fechadas a base de supermercados, de roupa desportiva, fechadas por plataformas coma Decathlon, ou mesmo espaços de esparcmento como os pequenos cinemas que Cinesa se ocupou de tirar do meio. Mas desta vez parece que já é o golpe final, posto que segundo apontam os membros das associaçons de comerciantes de Compostela e arredores pouco vam poder fazer contra, por exemplo, plataformas coma Primark, que com o anúncio das peças de roupa mais baratas do mercado fai sair todos os dias dúzias de persoas com bolsas cheias desse lixo que nomeiam roupa, dumha qualidade pior inclusive que a produzida por Inditex. E em resumidas contas, tiramos em claro que o lastro que vai trair esta máquina do capital vai ser o ultimatum do comércio local, a lavagem de cérebro assegurado para as jovens geraçons picheleiras e a reduçom radical na qualidade do trabalho da zona, já que os comerciantes botados à ruína acabarám nas mesmas empresas que os empobrecêrom, cobrando os 400 euros que recebe um empregado de armazém do Primark com completa disponiblidade horária para a loja, enquanto antes o salário e os horários os decidiam eles.

Segurança questionável

Mas afora as questons económicas e sociais, nas últimas datas acabamos de saber da morte duma meninha e da hospitaliçaçom doutro rapaz em circunstâncias semelhantes neste centro, o que sem dúvida parece dever-se a fendas na segurança, o qual obviamente nom denunciárom os meios convencionais e semelha que vai ser deixado no esquecimento.

Resposta popular

Contra este monstro do consumismo só nos queda protestar e denunciar abertamente a sangria que supom, e após umha concentraçom da Assembleia de Estudantes de Ensino Médio de Compostela e outros labores de crítica promete um 2013 de luita e ataque, posto que nom é umha possibilidade deixar de lado a perfeita máquina do consumismo, ao qual mais que nunca se está a submeter à populaçom compostelana.


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