Os abolicionistas defendem que esta medida protege o interesse superior dos menores, que podem estar a ver a televisão nesse momento, ao impedir que contemplem um "espectáculo de violência explícita" em plena faixa horária reforçada.
Esta organização, num comunicado, aponta que a retransmissão de uma exibição taurina em horário infantil vulnera a Lei Geral Audiovisual, além da directiva 2007/65/CE, mais conhecida como "Diretiva Televisão sem Fronteiras".
Assim, sublinha nesta nota que para "proteger o interesse superior dos menores e evitar prejuízos morais" no seu desenvolvimento psicossocial "são necessárias medidas drásticas", que "correspondem à Junta" como instituição responsável pela proteção do menor.
"É paradoxal", afirma 'Galiza, melhor sem touradas', que enquanto se retira da grelha qualquer conteúdo suscetível de mostrar violência, verbal ou física, de ficção ou documentário, para depois das 22 horas, se programe uma tourada, "em contra do critério geral" de diferentes peritos em saúde mental.
A plataforma denuncia que este tipo de conteúdos na televisão pública não são "um sinal de liberdade, mas um ato de libertinagem" abrigado numa "maioria absoluta" que põe numa "salva de prata financiada com dinheiro público" meios como TVE ou RNE a disposição do "lobby taurino" como altofalantes de ideias e factos, apesar de que o rejeita" a maioria da população.
'Galiza, melhor sem touradas' declara o seu "respeito absoluto" para os profissionais que conformam o grosso da corporação da radiotelevisão pública, mas defendem a ideia de "desligar" a emissão durante a tourada e que a delegação na Comunidade ofereça alguma reportagem ou conteúdo apto para todos os públicos.
Com LV/ Axencias


