Várias entidades sociais e ambientais denunciárom a "inoperáncia" da Junta da Galiza na hora de prever e combater fogos como o que continua ativo em Valdeorras na altura de redigirmos estas linhas. Um fogo que se iniciou na sexta-feira e ainda se mantém fora de controlo dous dias depois.
O Sindicato Labrego Galego, a Associaçom Galega de Apicultura e Verdegaia denunciárom conjuntamente que o governo autónomo galego, em maos do PP, aplica "medidas contrárias à exploraçom racional do monte e favorece de jeito indireto a praga dos incêncios florestais", acrescentando que "boa prova disso é a recente aprovaçom da Lei de Montes ou o rascunho da de cultivos energéticos florestais".
Por outra parte, a reduçom de orçamento e meios humanos e materiais carateriza também a política do Partido Popular à frente da Junta da Galiza, o que dificulta afrontar crises graves como a que se vive nestes momentos no interior da Galiza. Outros quatro incêndios fôrom controlados mas nom totalmente apagados ontem em diferentes pontos da Galiza, nos concelhos de Friol, Návia de Suarna, Ribas do Sil e Sam Joám de Rio.
Ao menos meia dúzia de casas, além de palheiros, instalaçons elétricas e outros bens comuns e particulares fôrom destruídos polo fogo, enquanto presidentes de cámaras como o do Barco reclamam um "plano a sério" para a proteçom dos núcleos rurais habitados em toda a Galiza, que se veem periodicamente ameaçados por incêndios de grandes dimensons, principamente no verao.
O abandono do monte, derivado do despovoamento do rural e das políticas florestais aplicadas polos sucessivos governos som outros factores que aumentam o riscos e os efeitos dos incêndios, junto às altas temperaturas que se registam na área do atual fogo.
SLG, AGA e Verdegaia anunciárom a criaçom de umha entidade nom governamental comum que, com caráter permanente, vigie, debata, proponha, denuncie e mobilize para mudar as políticas florestal que subjazem no grave problema que para a Galiza suponhem os fogos florestais.
Foto: Miguel Vilar.




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