Todxs sabemos já a constante criminalização e demonização que por parte do Estado vêem-se exercendo sobre os direitos dxs presxs vascxs e as suas famílias. Por desgracia, esta estratégia atingiu um enorme sucesso, de modo que a maioria da sociedade galega assumiu por completo esta visão criminalizante que se difunde desde os órgãos do poder.
Que tem isto que ver com nós? Pois é bem singelo, a força de STOP Desafiuzamentos Compostela achamos que surge da legitimidade social que o movimento tem. Legitimidade social que, através da pressão na rua, é a que nos da a capacidade de defender os direitos das pessoas que ficam sem habitação. Nas últimas datas isto fez-se especialmente notável, sendo quem de erixirse coma um desafio sério a entidades coma o Banco Santander ou Novagalicia Banco. E é precisamente esta legitimidade social a que buscam atacar, através da tentativa de vincular a STOP Desafiuzamentos Compostela com um movimento tão criminalizado coma é o das famílias dxas presxs vascxs. O intuito último e criminalizar STOP Desafiuzamentos Compostela, de tal modo que as pessoas afectadas pelas execuções hipotecarias não se acheguem nunca a este colectivo.
STOP Desafiuzamentos Compostela não é mas que um grupo de pessoas, mas tristemente, é também a única ferramenta que as pessoas afectadas têm à sua disposição para defender, de verdade, os seus direitos. Não é questão de botar-nos flores, mas sim é certo que melhor ou pior, algo fazemos. Nós pouco nos importamos que nos vinculem com tal ou qual movimento social, ou que nos tentem criminalizar a modo individual; mas sim que há uma coisa que nos importamos: tentar atacar STOP Desafiuzamentos Compostela é atacar a todas as pessoas que estão sendo submetidas à grande estafa imobiliária, que se vêem dia a dia na rua e sem futuro, e para as que um movimento coma STOP Desafiuzamentos Compostela é a única ferramenta da que dispõem para tentar melhorar, ainda que seja só um pouco, a sua situação. E isto é o que nós não vamos permitir.
Foto do Diário Liberdade - Manifestação na sucursal do BBVA em Conjo (Compostela) contra um desalojo hipotecário
