As duas reflexons tenhem plena vigência no cenário político atual. Partidos políticos, meios de comunicaçom, correntes de opiniom e pensamento, homens (e mulheres) de estado e opinólogos. Unionistas: dos recentralizadores e dos federalistas. Soberanistas. Todos e todas coincidem: há um colapso do pacto constitucional de 1978. E se nom andamos com tino pode acontecer o que sentenciava o Beiras: pode ser resolto sem o “salto qualitativo que permita quotas de soberania”. Regeneraçom e república espanhola. Mudança e permanência. Pode acontecer. E patrocinada também por segmentos da direita espanhola.
E o nacionalismo galego ao fio do fim do ciclo constitucional de 1978, tem que clarificar a sua proposta jurídico-política para a sociedade. Foi assim nos albores do pacto constitucional. A quebra democrática e a abertura de um processo democrático no nosso País, fôrom as propostas do nacionalismo galego. E fijo-o em condiçons de fraqueza e minorizaçom. Num cenário onde brigava contra quase todos. PCE, AP, PSOE e UCD, entre outros, trabalhavam contra a possibilidade de ver um processo constituínte e democrático no nosso País. Perdemos na altura. Mas aqui continuamos.
Estamos num momento político em que se está a interiorizar, por segmentos em expansom, fundamentalmente da militáncia e o ativismo nacionalista, a disjuntiva entre autonomismo e soberanismo. Próxima parada: a sementeira em cada canto do País. Nom é esta, com certeza, a política de quem assinalou a disjuntiva em 2006 e da sua criaçom concreta: AGE. Estes estám em cousas “mais importantes”. Como pensar nos inquéritos que os situam por cima do PSOE... aí compitem agora, dizque.
“A mim nom me vale o soberanismo de Mas” clama um dirigente anovista. Coma quen descubriu algo. Aínda estou a buscar os textos da esquerda soberanista galega onde se diga tal cousa! Onde se exprese tal anceio! Iso si, de facer un mínimo de pedagoxía soberanista, aproveitando os recursos da Radio Galega e de La Voz dos que dispón; ná de ná. Mellor confundir a necesidade de soberanía de Galiza coa ideoloxía ou aspiración de Mas.
Isso sim, lembrai: “a esquerda soberanista e a esquerda federal tenhem muito em comum e é mais o que as une que o que as separa”, insiste. Nom tenho dúvida de que tenhem cousas em comum. Mas divergem no fundamental: qual é o sujeito de soberania na plasmaçom do projeto político. E muito olho com desprezar esta questom. Em Espanha, hoje, gentes do PSOE e setores do PP (incluído o “padre de la constitución” e intelectual de direitas, Herrero de Miñón) vislumbram umha saída federal e mesmo republicana. O mesmo que IU. Ergo, a mim o federalismo de IU nom me vale.
(Nun recente trabalho académico, perguntavam que elementos uniam e separavam os agentes e atores políticos no conflito de Irlanda do Norte. Inclusive num cenário de guerra, algumhas maes dos soldados unionistas e algunhas maes dos combatentes do IRA – esta era umha das soluçons- compartilhavam muito: os seus filhos morriam. O que nom tinham em comum eram os projetos políticos. Uns queriam a permanência no Reino Unido. Os outros reunificar-se na Irlanda).
Só o projeto da esquerda soberanista galega, nacionalistas e independentistas unidos e unidas, podemos situar no debate político galego umha cuádruple questom que nos permita a verdadeira rutura democrática na Galiza: sujeito de soberania (povo galego), exercício da autodeterminaçom (Estado galego), indepêndencia (governar nós a nossa Terra) e justiça social (governo da maioria social: operários e camadas populares).
Polo demais... ficou muito bem a campanha. Muito bonito todo... @Aure_Lopes