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feijoo e rajoy espanholistasGaliza - Galiza Confidencial - [Félix Sória] Já está bem de mungir a vaquinha do terrorismo! O PP apresentou esta semana no Parlamento da Galiza umha proposta para fazer outra condena institucional do terrorismo. Sejamos sérios, quantos cidadaos conhece, amável leitor ou leitora, que defendam o uso da violência para defenderem a sua ideologia, a sua religiom ou os seus ideais políticos?


Nom somos crianças, nom viajamos da Corunha a Lugo passando por Tui, nem de Vigo a Ourense fazendo umha paradinha em Riba d'Eu. Exceto os ingénuos, os amigos de estudar o sexo dos anjos e os autores deste enésimo bis, ninguém ignora que com a sua proposta o PP tenta que o senhor e mais eu, a sua família e a minha, os seus amigos e os meus e a sociedade galega no seu conjunto se meta num beco que, logicamente, leva a nengures.
 
Por quê? Porque umha sociedade perdida em nengures dorme melhor e, portanto, é mais doada de governar.
 
Um partido que até a semana passada nom deu fechado o gabinete que tinha Bárcenas na rua Génova, é lógico que aplique a táctica de falar por falar e pretenda centrar o debate político e a atividade do poder legislativo em zonas que estám mui claras mas que a segundo quem interessa apresentar como umha zona escura.
 
Nessa linha, a de falar por falar o seguinte passo pode ser que a Cámara galega perda o tempo condenando a violência machista, os roubos, as estafas, os abusos sexuais, o desemprego, a pornografia infantil, a conduçom temerária, etcétera e etcétera, até converter o poder legislativo num altifalante dos desejos que compartilhamos cerca do cem por cento dos galegos. A listagem de cousas em que há consenso é longa, de jeito que os deputados falem por falar em contas de pôr coto à ruina demográfica, cultural e económica do país.
 
Prefiro nom entrar no sectário conceito de terrorismo que tenhem alguns dirigentes do partido que ainda nom condenou os que figérom do terror umha ferramenta de governo, mesmo para roubar. Limitarei-me a sublinhar que nengumha das pessoas com as que me dou (militantes ou simpatizantes do PP, Anova, FPG, PSdeG, CxG, Nós-UP, UPyD, BNG, EU, empresários, sindicalistas, dependentes de comércio, labregos, autónomos, parados, estudantes, vaqueiros, bancários, albaneis, jornalistas, professores de ensino básico, medio e superior, informáticos, profissionais do transporte), nengumha!, precisa neste momento (de facto, nom o precisam desde há já muitos anos) que o Parlamento da Galiza condene o terrorismo.
 
Que pensar da teima dalguns em falar do que já temos falado mil vezes?
 
Nom haverá ninguém no PP que repare que na atual situaçom sócio-económica outra desnecessária condena institucional do terrorismo transmitirá a mesagem de que os deputados choram pola espinha no cu para esquecer o cancro?

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