Sabemos que os anos 2012 e 2013 som anos dumha dureza -dum empioramento das condiçóns de vida do conjunto do povo trabalhador galego-, como nom se viu em mais de 60 anos.
Da capacidade de resistência do povo trabalhador galego frente, a ofensiva capitalista; da correlaçom de forças do proletariado galego frente, a oligarquia espanhola e a sua aliada a burguesia galega; dependerá se os próximos anos (2013, 2014), som outros anos de depauperaçom do povo trabalhador galego, ou nom. Mas ainda que a resistência espontánea do proletariado chegue a parar esta ofensiva momentaneamente, nom será mais que umha paralizaçom temporal -de 4-6-8-12 meses-, na que o capitalismo estará preparando a planificaçom de outra campanha de medidas reacionárias, para proteger os seus privilégios.
No mundo o imperialismo seguirá realizando guerras de rapina. Empregando cada vez um maior número de mercenários como tropa de infanteria, em muitos casos ligados a grupos integristas islámicos, lamaistas, ou cristáns, procedentes de paises subdesenvolvidos, que se aliam com os setores reacionários dos paises atacados.
A dinámica belicista do imperialismo em decadência, levará num prazo curto de tempo a outra guerra mundial interimperialista. Por isso hoje podemos afirmar que o enfrentamento entre o bloco imperialista mais velho (EE.UU e UE), com o novo bloco imperialista (China e Rússia), polos recursos naturais, levará irremediavelmente e com total seguridade a umha guerra mundial se se prolonga esta grande depressom económica.
Para entender a greve geral do 14 de novembro, hai que entender a situçom atual de grande depressom económica na que levamos desde o ano 2008. Unida a depressom está umha grande ofensiva capitalista contra as melhoras sociais que som o fruito dos mecanismos capitalista para frenar a luita de classes, (a negociaçom sindical, o parlamentarismo, o direito a greve económica, os convénios laborais setoriais, "o gasto social").
Os recortes no gasto do estado tenhem um grande efeito negativo entre a aristocracia obreira. Ademais -como todas sabemos-, produzirom umha importante depauperaçom entre a maioria do proletariado. Porque a raçom dos recortes em "gasto social" é aumentar a plusvalia coa que pode quedar o capital, reduzindo o que tem que gastar em manter a paz social.
Outro importante resultado desta depressom é a bancarrota e processo de proletarizaçom da aristocracia obreira e da pequena-burguesia. Por isso parte da contra-reforma laboral está destinada a favorecer a umha pequena-burguesia arruinada, na explorarçom do proletariado.
Os sindicatos som um grande instrumento da aristocracia obreira para poder defender as suas migalhas do botim do capital. Estamos falando de diversos grupos sendo o maioritário o que trabalha para o estado (funcionários, "empregados de empresas públicas", postos de livre designaçom, assessores, técnicos, liberados sindicais, liberados de fundaçóns, etc).
Neste momento tamem podemos nomear como fator destacado, que a repressom do estado está chegando a setores da aristocracia obreira, que nom estavam acostumados a sofri-la. De maneira que pouco a pouco a repressom deixa de ser seletiva, para transformar-se em habitual nas movilizaçóns.
O que temos claro é que a história mostra-nos que tanto o sindicalismo, coma o parlamentarismo, som magníficos instrumentos da reaçom para adormecer e assimilar à vanguarda prática do proletariado.
Os sindicatos tenhem redes de fundaçóns, ong´s, Fesga, etc, com estómagos agradecidos que lhe devem o posto de trabalho ao dinheiro que o estado espanhol lhes da, por evitar a luita de classes.
Por isso temos que ter claro que tanto sindicatos, coma as manifestaçóns, ou as greves gerais, -por elas soas-, nom som revolucionárias, nunca puiderom mudar o poder dum estado burguês polo poder do estado proletário.
A greve geral insurrecional -da que falava o Che-, ou as greves políticas dos Naxalitas na Índia, som umha cousa muito diferente. Som greves armadas, num contexto histórico de guerra popular, no momento de realizar umha ofensiva militar, etc, nada parecido as greves gerais europeias.
Mas nas greves gerais tamem se pode ver a força do movimento obreiro, o mesmo movimento que é utilizado polos sindicatos como única moeda de troca, coa que poder negociar a cambio de frenar a luita de classe. As greves som bons caldos de cultivo que muitas vezes sacam o melhor que as obreiras e os obreiros levam dentro. Som um bafo de dignidade, numha vida de humilhaçom, mas que de por si nom podem solucionar os nossos problemas sociais.
O velho partido proletário e o partido proletário de novo tipo.
As organizaçóns comunistas atuais esquecerom mais de três quintas partes do Que Fazer? de Lenine. Na Galiza o Movimento Galego ao Socialismo e Foga, som dous bons exemplos do revisionismo espontaneista, economicista e, sindicalista. O seu discurso de lugares comúns sacado da II Internacional, foi intentado levar a cabo umha e mil vezes, sempre com os mesmos resultados desastrosos para os interesses do proletariado.
Refugiam-se baixo este discurso de acumular forças nas grandes massas, unir as vontades individuais, unir aos sindicatos, unir às comunistas, transformar as luitas económicas curtopracistas numha revoluçom, mediante o trabalho nos sindicatos e com o parlamentarismo como instrumento, ate dar um salto nas luitas parciais das estruturas organizativas de massas, ate a revoluçom. Um processo que jamais se viu na história.
O partido de novo tipo nom nasce pola vontade subjetiva, senom que é umha realidade social objetiva, umha relaçom entre as pessoas que o formam e é -o que esquece o revisionismo-, umha uniom objetiva entre a teoria revolucionária da vanguarda e as grandes massas. Isto é algo objetivo portanto que nom depende simplesmente da vontade dumhas pessoas, senom dumha uniom, duns vínculos, dumha relaçom que objetivamente existe numha sociedade concreta.
No nosso trabalho diário devemos ter as questóns táticas mui presentes, já que coma organizaçom política devemos formar-nos nelas e gerir-nos por elas. Mas todo isto deve estar supeditado a uns normas qualitativamente mais importantes, de maior perspetiva que fagam umha ligaçom cos objetivos políticos finais e marquem a folha de rota, isto é a estratégia. A estratégia como ente fundamental deve diferenciar entre os distintos tipos de contradiçóns que existem na sociedade, e os seus graus de importância. Se nom temos estratégia ou esta é pouco clara, cairemos em erros práticos e a tática será um fim em si mesma (taticismo) e cairemos na improvissaçom como forma habitual de intervençom política.
A consciência -que nom surge expontaneamente-, é umha necessidade para qualquer movimento revolucionário. A consciência da-nos essa visom que vai mais ala do imediato. Umha visom estratégica que nos permite iniciar a luita efetiva polo poder político.
Os bancos, demais oligopólios, o estado, os partidos institucionais, a igreja, os sindicatos, som todos instrumentos do próprio sistema capitalista para perpetuar o regime.
Fai mais de cem anos que Lenine já dixo, que a consciência tem que ser introduzida no movimento desde fora do próprio movimento. Nos hoje seguimos a preguntar-nos por que a consciência tem que ser introduzida desde fora do movimento?
Primeiro: Porque a consciência é o fruito do conhecimento científico da realidade e, nom do consenso geral ou, dos tópicos maioritariamente aceitados.
Segundo: Porque um ator social que surge no próprio sistema, responde ao funcionamento a curto prazo nesse mesmo sistema, adaptando-se aos margens, ocos e, mecanismos deste sistema. Mentres que um ator que surge fora do sistema é o único que pode sobreviver ao margem deste, (das prevendas, das subvençóns, da legalidade, dos meios de comunicaçom, etc) e, incluso transformar-se numha praga que destruí ao sistema.
Se o comparamos com um ecossistema natural (ponhamos um australiano), resulta que nengumha espécie natural deste ecossistema, destruiria o seu ecossistema, senom que aproveitaria os seus ocos, mudando com el, mas sem destrui-lo.
Mas um animal externo -coma o coelho-, que surgiu fora deste ecossistema, pode chegar a el, adaptando-se, mudando certos comportamentos, transformar-se numha auténtica praga incontrolável, que destruí o ecossistema.
Na nossa sociedade esse agente externo é a teoria revolucionária, que nos da a consciência do mundo e de nos mesmos. Esse agente esterno é o partido de novo tipo, é o movimento revolucionário e, é o contrapoder proletário, que ja nasce ao margem do poder do estado burguês, mas metido na realidade social e, com umha consciência que é o fruito do materialismo histórico e do socialismo científico.
Algumhas vezes nas greves a contradiçom hegemónica entre as classes transforma-se em luita de classes, num enfrentamento político entre a lei do piquete e a lei do estado e, este conflito político por impor a lei dumha classe, colhe forma de violência revolucionária. Mas a violência revolucionária por ela soa, nom é suficiente, se nom serve para reforçar um movimento com umhas estruturas, uns atos públicos, uns recursos materiais.
As organizaçóns "comunistas" que seguem umha política sindicalista, acabam caindo nos mesmos vícios reacionários que pretendiam combater. Intentam frenar a luita de classes, intentam evitar o enfrentamento político, intentam que as massas obreiras nom podam impor o seu poder espontaneamente na luita de classes.
A política sindical de condenar a violência revolucionária das massas proletárias; "vender" a mentira de que o estado é um ente de arbitragem ao margem das classes; "vender" como lógica, legítima, necessária, a existência da policia, é umha política reacionária.
Nom se trata tanto duns feitos determinados ailhados, trata-se de que o aparato moderno do sindicalismo forma parte dos mecanismos de auto-regularçom do capitalismo, devido em primeiro lugar a que está dirigido pola aristocracia obreira; em segundo lugar ao desenvolver-se dentro dos parámetros do sistema um sindicato medra e desenvolve-se, na medida que pode reformar ao próprio sistema sem destrui-lo; em terceiro lugar porque o programa que hai detras das revindicaçóns sindicais é o programa da oligarquia, as ideas da oligarquia, que nunca podem levar a por em perigo os seus privilégios de classe. Por este motivo estas organizaçóns obreiras, estes sindicatos "de classe" acabam condenado a luita de classes.
O antagonismo de classe, colhe forma de luita de classes, mas esta luita espontânea nom pode triunfar, mesmo assí pom sobre a mesa a necessidade da auto-organizaçom das massas obreiras e isto é o que lhes doe aos delatores, às ratas reacionárias.
A continuaçom imos ver um simples exemplo do que acontece continuamente. Declaraçóns de Manuel Garcia (UGT), ou Serafin Otero (CIG) (podedes ler as suas declaraçóns 16-11-012 La Voz de Galicia ediçom de Vigo páginas L2-3 n.43.511). Estes delatores natos som o exemplo do baixo que pode cair umha pessoa desde o ponto de vista da moral proletária.
Seguidamente transcrevemos literalmente as declaraçóns de Manuel G. e de Serafin O. no jornal La Voz de Galicia:
Manuel Garcia: "hubo gente [de la organización independentista] AMI que nos silbaron y nos llamaron bandidos y traidores..."
Serafin Otero: "Otero recalca que durante toda la jornada habia reinado la tranquilidad y la policia <> por lo que <> la actitud de los elementos que califica de <> en el multitudinário piquete."
Estas som as declaraçóns duns delatores, duns reacionários que buscam facilitar a detençom do proletariado galego mais consciente, facilitar a persecuçom do MLNG,etc. Em definitiva buscam favorecer o aparato repressivo do estado inimigo, ao mesmo tempo que querem confundir para alienar ao povo trabalhador galego.
Que se o comportamento da polícia foi o adequado, que mais... Aqui temos os típicos argumentos duns reacionários, que chamam -como dixo Malcom X-, às vítimas verdugos e, aos verdugos vítimas. Os clássicos reacionários que se queijam e condenam a violência dos oprimidos, mas vem coma normal a constante violência do estado contra o povo trabalhador, mas sem esta violência do estado nom duraria nem um mês o modelo de relaçóns sociais capitalista. Um modelo de relaçóns sociais individualista, arcaico e, anti-social.


