A autora pergunta-se se é possível umha história das mulheres e os problemas decorrentes do privilegiamento de um outro sujeito universal: a mulher. Pergunta-se se há um modo de interrogaçom próprio do olhar feminino, um ponto de vista especificamente das mulheres ao abordar do passado, umha proposta de releitura da História em feminino.
Procura as diferenças de registo da memória feminina, os perigos de se invertir a diferença entre os sexos de umha força explicativa universal; de se observar os usos sexualmente diferenciados dos modelos culturais comuns aos dous sexos, de se definir a natureza da diferença que marca a prática feminina, e da incorporaçom feminina da dominaçom masculina. A autora procura, enfim, colocar alguns pontos de reflexom sobre a epistemologia feminista e a sua resonáncia na historiografia.
É da maior importância discutir questons tam candentes e atuais, procurando perceber as possibilidades abertas para a produçom de conhecimento polas discussons que estám por volta da incorporaçom da categoria do género e que apontam para a sexualizaçom da experiência humana no discurso.
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