1. A política da Galiza decidem-na os galegos e galegas. Há quem a isto lhe chama “Direito de autodeterminaçom”. Eu, e a ONU, gostamos desse termo.
2. Criaçom de umha Banca Pública galega. Imprescindível para sair da crise, para tranquilizar a pequena empresa (que é a que cria postos de trabalho) e os pequenos aforradores e para servir de contrapeso à banca privada. Nom há força política à margem do PP que nom tenha considerado essa criaçom, ou seja que isto parece pam comido.
3. Separaçom absoluta do governo laico e as instituiçons religiosas. Nem oferendas ao apóstolo, nem assistência a procissons, nem vantagens fiscais. Até o PSOE cncorda, ou sexja que esta medida é outra das que saem adiante sem falta.
4. Eliminaçom das Deputaçons provinciais. Esta é outra que parece reunir consenso. Eu de passagem eliminava as províncias e estabelecia a circunscriçom única: pode-se falar. E já postos, algo revolucionário, que todos os votos tenham o mesmo valor. Isto vai haver que pelejá-lo.
5. Cessamento progressivo dos subsídios à educaçom privada. Como dim sempre os liberais, tem que acabar a cultura do subsídio e do chuchar do bote, cumpre deixar que funcione o livre mercado.
6. Caminhar para a imersom lingüística em todas as etapas da educaçom. Sem inventar nada, copiando descaradamente a fórmula da Catalunha para que nom podam dizer que nom é legal.
7. Recuperar o controlo das autoestradas de pagamento, especialmente a AP9, que esgana a atividade económica interna e dificulta a conexom territorial.
Todos coincidimos em que nom há via alternativa e que a concessionária do Citigroup e os fundos dos Emirados Árabes incumprem as condiçons do serviço ao que estám obrigados. Contodo, isto nom vai ser doado. Há a quem isso de “recuperar o controlo…”. Isto vou-lho consultar a Cristina Kirchner.
8. Paralisaçom definitiva do maussoleu do Gaiás e venda do já construido: todo o que nos dem será ganho neto. As maçás podres convém tirá-las da cesta, nom andar-lhes buscando os anacos aproveitáveis. Quero supor que desta vez já teremos a liçom sabida.
9. Defesa a ultrança das atividades económicas produtivas e estratégicas, especialmente as industriais. Custe o que custar. Nom se pode perder a construçom naval nem a do automóvel e as suas auxiliares. Cada indústria que fecha é um cravo no nosso ataúde.
10. Racionalizaçom do mapa de universidades, aeroportos e grandes portos. É preferível ter umha só universidade, com os sete cámpus (ou menos), sem duplicaçons, com um bom sistema de bolsas e umha só estrutura. É melhor ter um aeroporto competitivo, com a autoestrada gratuita, a ter três insustentáveis. É umha asneira tirar mil milhons de euros ao mar em Ponta Langosteira.
11. Renúncia ao subsídio, mesmo à toleráncia do modelo comercial das grandes superfícies, dificultando fiscalmente a sua continuidade em benefício da reinstalaçom das pequenas e medianas lojas urbanas.
12. Crítica do mapa ferroviário de alta velocidade desenhado para nos ligar com Madrid. Essa linha nom é rendável, polo menos para nós. O abaratamento de umha linha ágil entre Ferrol e Vigo sim.
13. Abandono absoluto dos processos de privatizaçom da saúde: Todos. Um exemplo: A falta de financiamento e a paralisaçom das obras do grupo de empresas que constrói o hospital de Vigo debe aproveitar-se para deter esse projeto que hipoteca os fundos sanitários públicos para décadas e reformular-se para ser um hospital público, nos prazos que for possível.
14. O novo governo deve pular porque todos os serviços essenciais estejam sob o controlo ou supervisom efetiva da cidadania: a eletricidade, a água, as tarifas das telecomunicaçons…
15. A Galiza nom quer saber nada da monarquia nem de indústrias armamentistas nem de participar em invasons e guerras polo mundo adiante. Tampouco dos tribunais políticos de excepçom: o Supremo, a Audiência Nacional, o Constitucional.
16. A Junta da Galiza nasceu para defender os interesses e a cultura da Galiza, umha cultura absolutamente aberta ao mundo. Os interesses e as culturas alheias som legítimas sempre que as apoiem os seus governos, ou a venda de ingressos ou obras. O governo galego tem a obrigaçom de defender "exclusivamente” a literatura, o teatro, a música, o audiovisual, os meios e a arte galega como parte do seu património. O resto tem avondo quem os defenda, e parece-nos bem.
Poderíamos continuar mas cuido que já dá para ver a ideia de por onde vai o nosso programa. Se alguém apoiar…


