Para podermos avaliar a gestão do Partido Popular, governante tanto em Madrid como na Galiza, vamos trazer à tona os últimos dados sobre o Estado espanhol.
1º O Estado espanhol é o estado com maior desemprego de toda a União Europeia, com mais de 24% de população no desemprego, na frente da Grécia, Portugal ou a Polónia.
2º A recente subida do IVA torna o Reino de Espanha um dos Estados mais caros da UE, onde este imposto direto sobe até aos 21%. Em troca, em países como França, Reino Unido, Holanda ou Luxemburgo apenas chega aos 15% ou 19%.
3º Se falarmos do Salário Mínimo Interprofissional a gráfica logo vira e situa o Estado espanhol na cauda. Luxemburgo, à cabeça, conta com um SMI de 1544 euros, o mais alto da UE. Holanda, Bélgica e França ficam na casa dos 1200 euros. Há que descer ao inferno da precariedade para dar com o Estado espanhol que, com um SMI de 641 euros, está ao nível de estados como a Grécia ou a Eslovénia.
4º O rácio de policiais no Reino de Espanha fica muito por cima da média recomendada na Europa. Em finais de 2010, o Estado espanhol tinha um rácio de quase 4 polícias por cada 1000 habitantes. Segundo Europa, o rácio devia ser de 1,8 por cada 1000 habitantes. Segundo as recomendações da Europa podemos afirmar que Espanha é um estado policial, mais quando este rácio não inclui a polícia local dos concelhos.
Espanha, ou melhor, o Estado espanhol, porque nem país é este Reino definido por Marx como cárcere de povos, é um barco opressor que se afunda.
Se o proletariado galego tinha razões avondas para deixar esta caravela imperialista e construir uma afouta dorna que navegasse livre e orgulhosa face ao socialismo, hoje os motivos não deixaram de crescer. Quando um barco afunda, só há uma solução... Ir embora antes de afogar!

