Laura Sousa, secretária de organizaçom de Adiante, devolveu Marcial Vilamor a umha atualidade que continua a ser de luita, onde deve ser afrontada ainda a miséria política da continuidade posfranquista, ao tempo que Martim Paradelo, da CNT, lembrava que se este marceneiro foi assassinado foi precisamente pola sua obra e a coerência extrema com o seu pensamento. Por seu turno, Mári Fidalgo, da CUT, que aproveitou para pôr o acento na celebraçom do dia da resistência indígena (12 de outubro), recordou que também aquelas outras opressons que se fôrom resolvendo visíveis, como a de género, de opçom sexual, a étnica, devem ser combatidas implacavelmente através de umha açom sindical para a que o trabalho nom pode já ser o centro da atribuiçom de direitos num mundo precarizado.
Finalmente, encarrárom umha semana de memória a palavra de Manuel Sam Martim Varela, neto de Marcial Vilamor, e Mónica Camanho, quem junto a Míni e Mero lhe pugérom o ponto mais emotivo à homenagem, que evoluíu da lembrança familiar de Manuel de seu avó, à leitura-homenagem de um poema de Pilar Palhares à companheira deste por parte de Mónica Camanho, para rematar com um canto coletivo do poema Irmao de Celso Emílio, musicado por Míni e Mero.
Finalizava deste jeito umha semana em que Manuel Sam Martim intervira no Bar Olvido sobre a história familiar de Marcial, e na qual Eliseu Fernandes nos devolvia à fortaleza do movimento sindical da etapa republicana, sobretodo na cidade de Compostela. E era encerrada com umha oferenda de flores na qual família e assistentes deitárom cravos vermelhos à placa que chanta na terra de Sar a memória deste ebanista, deste sindicalista, deste trabalhador, deste revolucionário.




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