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200812 duxcorunhaGaliza - Diário Liberdade - Um homem negro foi proibido de entrar nesses dous locais corunheses. Quando voltou acompanhado do seu advogado recebeu umha explicaçom: “segundo os chefes os negros eram para trabalhar e que como clientes davam muito má imagem misturados entre os brancos”.


O Dux e o Amura som dous conhecidos locais da noite na cidade. A sua principal atividade foca-se na promoçom do esnobismo e o mau gosto, desde as suas sedes nos ‘Los Cantones Village’, um centro comercial tam moderno e bilinguista que utiliza umha mestura deslabaçada de espanhol e inglês.

Embora os dous ‘pub’ som conhecidos polas suas práticas ultras quanto a direito de admissom, impondo umha apariência física à moda e de acordo aos estereótipos mais comerciais, agora as acusaçons sobem um degrau e vam ter que enfrentar um processo judicial.

No fim de semana dos dias 11 e 12 um homem de nacionalidade senegalesa tentou entrar junto a um amigo aos dous locais de lazer noturno. O Julgado de Instruçom número 1 admitiu a trámite a denúncia deste cliente contra os encarregados dos bares, na que se lhes acusa de um delito de coaçons agravado polo fato de estar vinculado a motivos racistas.

Apesar de que durante os meses anteriores o acusado frequentava tanto Dux como Amura, no sábado, quando o denunciante tentou passar acompanhado de um amigo, o acesso foi-lhe barrado. Domingo acudiu em companhia do seu advogado, para que este comprovasse os fatos e a cena repetiu-se.

Segundo a versom do homem denunciante, sábado foi impedido de entrar no Amura por volta das 2:00 h, porque o controlo de porta “tinha ordens dos chefes de nom permitir a entrada a determinados negros”. As ameaças teriam chegado ao ponto de dizer que “a Polícia lhes tinha dito concretamente que a ele nom lhe permitissem a entrada por estar em busca e captura”, ponto completamente falso, como informou o advogado da pessoa afetada.

Após a negativa no Amura, a situaçom e os argumentos repetírom-se no Dux, segundo a denúncia, no que é “política dos chefes” que negros e negras nom se podam juntar com brancas e brancos.

No domingo, acompanhado do seu advogado, a situaçom repetiu-se e o argumento, mais umha vez, foi que era “política dos chefes”. Conforme ao relato do advogado, aconteceu entom umha situaçom mais típica de épocas passadas, nas que se discutia se negras e negros eram pessoas ou animais, do que de umha cidade galega do século XXI: “segundo os chefes os negros eram para trabalhar e como clientes davam muito má imagem misturados entre os alvos”  foi a resposta à pergunta de se a negativa à entrada tinha relaçom com a sua “cor de pele ou raça” e que, em tal caso, era umha incoerência ter contratado pessoal de porta negro. Ainda, quando as duas pessoas tentárom entrar na mesma fôrom “violentamente” impedidos.

Na terça-feira dia 14 apresentou-se a denúncia.

Foto: Pepenella / Trivago - Dux, na Corunha.


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