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260412 diego2Galiza - Diário Liberdade - Coincidindo com o quarto aniversário do Centro Social Gomes Gaioso, que nestes dias organiza diferentes eventos comemorativos, falamos com um dos dinamizadores das atividades desse espaço cultural corunhês.


Diário Liberdade - Chega aí o vosso quarto aniversário, conta-nos as atividades que envolvem a data.

Diego Ruiz - Todo vai começar no dia 28, como último sábado de mês, temos foliada. Nom queríamos alterar isto porque valorizamos a alta participaçom que sempre tem e alegramo-nos de contribuir para dinamizar a música tradicional, mantemos esta atividade, portanto, mas combinamo-la com a presença do humorista Pedro Brandariz. Será ele que inicie a jornada às 21h30, fazendo-nos rir um bocado para começarmos bem tanto o dia quanto a celebraçom do nosso aniversário.

Umha novidade que introduzimos neste ano é o facto de realizar as atividades do aniversário em duas jornadas separadas por umha semana, já que no sábado 5 nos juntamos ao meio-dia. Sócias e sócios e as amigas e amigos que quigerem vir, podem jantar no nosso local por 12€. Já pola noite alguns dos melhores disco-jóqueis reggae e ska da Corunha virám pôr música ao Centro Social.

DL - Que avaliçom farias após estes quatro anos de existência do Gomes Gaioso?

Diego - O primeiro que acho devemos avaliar positivamente é que ainda existamos. Nom é fácil manter um projeto como este sem subsídios e que se move nos valores mais alternativos aos imperantes na sociedade. Sempre poderíamos organizar cousas mais comerciais, com mais resultados no imediato, mas pretendemos garantir a oferta de palestras, cursos ou atividades em geral que só se podem dar em locais como o nosso, que precisamente por transformadores é difícil que tenham difusom de massas, só contamos para isto com as redes sociais e o esforço militante das pessoas sócias.

Algo a importante é a boa relaçom que queremos ter com a vizinhança. Quiçá seja a destacar especialmente a festa do solstício de verao que todos os anos realizamos em parceria com o Cúrcuma, é muito participativa e demonstra que em geral as vizinhas e os vizinhos estám connosco.

Também em quatro anos, que nom som poucos -pessoalmente diria que parecem mais-, houvo pessoas que se fôrom, por um motivo ou por outro, mas outras que vinhérom. Muito positivo também é esse equilíbrio que permitiu que cheguemos aos dias de hoje. Podemos falar de que no Gomes Gaioso, no dia-após-dia podemos encontrar um valioso grupo humano que aos poucos se fai mais grande e interessante desde a heterogeneidade. Este grupo humano só se consegue fazendo as cousas medianamente bem, de facto, nos últimos meses, tivemos algum debate em positivo e algumha modificaçom no nosso funcionamento que só pode fazer com que o projeto funcione melhor. Estamos a fazer um trabalho mais dinámico do que nunca e com mais qualidade em questons organizativas, o que nos permite trabalhar ainda mais com resultados.

260412 ANIVERSARIOFINALDL - E como afrontades o futuro depois das datas imediatas do aniversário?

Diego - É evidente que vivemos umha época especial. Talvez nos últimos anos pudéssemos falar em que nom havia consciência, que ocidente estava muito acomodado, que nom existia a esquerda, etc. Era fácil escuitar certos tópicos que eram mais ou menos certos. Hoje podemos falar numha situaçom distinta, estamos a assitir a tempos interessantes, duais, onde por um lado vemos com preocupaçom como o nosso presente e futuro se veem depauperados a passos de gigante, mas também estamos a assistir a um lento mas, acho que certo, acordar das redes populares perante a necessidade mesma de sobrevivência, a Grécia é só um adianto do que veremos no nosso entorno a curto ou meio prazo, a Grécia nem é, nem deve ser umha exceçom.

O Gomes Gaioso, perante esta situaçom, nom deve jogar um papel estático. Já nos nossos princípios fundacionais falávamos de nós como umha ferramenta para transformar a realidade, para atingir um futuro melhor, nom queremos ser apenas um local onde se fagam cousas distintas, queremos também formar parte protagonista nos acontecimentos históricos que aí venhem para mudar o rumo da história, queremos que a maioria social que cada vez se vê mais desfavorecida nom só recupere o que tinha em 2007, pois também queremos contribuir para aprender com esta experiência, aspiramos a ajudar a tornar ciente o povo trabalhador de que, como vim nestes dias num grafito de rua numha foto de rede social, "reformar o capitalismo seria como perfumar a merda", portanto há que acabar com este cancro económico, político e social, polo bem das trabalhadoras e trabalhadores galegos e da humanidade toda.

DL - Quanta sinceridade.

Diego - Insisto, queremos aprender dos erros, temos que chamar as cousas polo seu nome.

DL - Diego, muito obrigado pola entrevista e sorte e força para o aniversário e para o futuro.

Diego - Das sócias e sócios do Gomes Gaioso obrigadas e obrigados ao Diário Liberdade, força e sorte para vós também.


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