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  • Concentraçom diante da distribuiçom na Corunha

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Sindicato Labrego Galego::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.sindicatolabrego.com/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_slg O SLG enmarcou a política de extorsión que practican as multinacionais da distribución na responsabilidade dos gobernos
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    No día de hoxe celebrouse un acto informativo de concentración diante dunha superficie comercial da cadea DIA en A Coruña, para sensibilizar e denunciar diante das consumidoras e consumidores as prácticas de extorsión que as multinacionais da distribución -entre elas DIA- practican para impoñer prezos ruinosos que conlevan o peche de milleiros de explotacións leiteiras na Galiza e en toda Europa.

    Nese senso, a Secretaria Xeral do Sindicato Labrego Galego, Carme Freire, enmarcou ditas prácticas na responsabilidade que os gobernos están tendo á hora de seguir propoñendo maior desregularización dos mercados e maior liberalización da produción, na próxima reforma da PAC.

    O SLG recordou que os ministros e as ministras de agricultura da UE, que se reúnen en Mérida a finais do mes de maio, vanse atopar o día 30 cunha resposta das labregas e dos labregos, convocados/as polas organizacións que forman parte da Coordenadora Europea Vía Campesina -da cal o SLG é membro-, para que a reforma da PAC que están a elaborar signifique o mantemento de explotacións en base a ter prezos que cubran custes de produción, para o cal é imprescindible que se regulen os mercados e se controle a produción, non permitindo ás multinacionais que acaben co tecido agrario galego e de toda a Unión Europea.

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  • VI Jornadas da Língua em Compostela

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Agir::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.agir-galiza.org/::/fuente_url::
    ::introtext::300410_agir_lingua  O Conselho de AGIR em Compostela anuncia no web nacional o decurso das VI Jornadas da Língua a semana entrante.::/introtext::
    ::fulltext::
    A terça, quarta e quinta, sempre a partir das 19,30 horas e sempre na Faculdade de Filologia, o estudantado da esquerda independentista oferece um programa variado com temáticas polémicas. Para isto, a militáncia de Compostela tem-se esforçado especialmente em conseguir a participaçom de ponentes com visons contrapostas ou divergentes.

    Terça-feira 4 de Maio.
    "Bases para a normalizaçom da língua galega"

    - A Gentalha do Pichel (Eduardo Maragoto)
    - AC Foucelhas de Ordes (Olga Romasanta)
    - STEG (Agostinho Nieto)
    - AGIR (Jacobe Ribeiro)

    Quarta-feira 5 de Maio.
    "Pluralidade normativa. Avanço ou retrocesso?"

    - AC O Facho (José Luis Rodríguez Pardo)
    - José Luis Rodrigues (professor de Filologia na USC)

    Quinta-feira dia 6 de Maio.
    "O papel das academias na promoçom da língua"

    - AGLP (Montero Santalha)
    - AGAL (Carlos Quiroga)
    - RAG (Fernández-Rei)

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  • Farc acusam Uribe de medir política "em litros de sangue"

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    ::pais::Colômbia::/pais::
    ::fuente::Agências::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::
    010510_uribe As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusaram o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de medir o sucesso "de sua criminosa política de segurança em litros de sangue".
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    ::fulltext::

    Segundo as Farc, durante o Governo de Uribe, as execuções extrajudiciais alcançaram "o degrau mais alto da traição humana".

    As acusações fazem parte de um texto assinado pelo porta-voz internacional das Farc, ''Ivan Márquez'' e publicado hoje no site da agência de notícias "Anncol", que costuma divulgar os pronunciamentos do grupo guerrilheiro, com a data desta terça-feira.

    No texto, que teria sido escrito das "Montanhas da Colômbia".

    ''Márquez'' diz que "as Brigadas Militares acionaram seus gatilhos para ficar com as recompensas em dinheiro, promoções e férias remuneradas oferecidas pelo Governo".

    O porta-voz das Farc também fala do chamado ''caso Soacha'', ocorrido na cidade colombiana de mesmo nome, que investiga o desaparecimento e posterior assassinato de pelo menos 20 jovens que foram apresentados como guerrilheiros mortos em combate.

    Segundo ''Márquez'', "essa história se repetiu impunemente durante os últimos anos, banhando o território da pátria com sangue inocente".

    O porta-voz afirma que mortes como as do ''caso Soacha'' são o "resultado direto de uma política oficial e de terrorismo de Estado" e que seus responsáveis "devem comparecer aos tribunais acompanhados de seu chefe, o presidente Uribe".

    "Durante o Governo de Uribe, as Forças Armadas oficiais foram transformadas em uma fria máquina de matar inocentes. Estes crimes de guerra e de lesa-humanidade têm como responsáveis altos funcionários do Estado colombiano", conclui ''Márquez''.

    O Governo colombiano já disse em diversas ocasiões que ''Ivan Márquez'', porta-voz internacional das Farc desde que o ex-número dois da guerrilha, ''Raúl Reyes'', foi abatido em um bombardeio em março de 2008, está escondido na Venezuela.

    ::/fulltext::
  • Declaração do PSTU: Ainda sobre a discussão acerca da Frente de Esquerda para as eleições

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::PSTU::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.pstu.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    010510_pstu A Executiva Nacional do PSOL divulgou nota datada de 27 de abril, onde defende a constituição de uma "Frente de Esquerda" com o PSTU e PCB, manifestando "...disposição de empreender todos os esforços possíveis para construir essa unidad e...".
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    A mesma nota afirma que "... terão responsabilidade no movimento os que optarem pela divisão antes de esgotadas todas as possibilidades de um acordo ...". Termina por chamar o PCB e o PSTU à "... assumirem a responsabilidade pela construção de uma Frente de Esquerda...."

    O PSTU não tem procuração para falar em nome do PCB, mas em nome do nosso partido temos a esclarecer o que segue:

    1 – O PSTU, por acreditar que seria positiva e importante a construção de uma frente de esquerda, classista e socialista, que envolvesse PSTU, PSOL e PCB para as eleições deste ano, apresentou em agosto do ano passado, publicamente, esta proposta ao PSOL. Depois de meses sem nenhuma resposta à proposta que fizemos, fomos informados pela imprensa, em novembro passado, de decisão da direção do PSOL de buscar um acordo eleitoral para apoiar a candidatura de Marina Silva à Presidência da República.

    2- Frente a esta situação, o nosso partido resolveu lançar a pré-candidatura à presidência do companheiro Zé Maria, ainda sem descartar a possibilidade da Frente, mas sinalizando claramente o aumento da nossa preocupação. Lançada nossa pré-candidatura, em dezembro passado, a direção do PSOL pede a primeira reunião com o PSTU para discutir a frente. Desta reunião participaram Zé Maria, pela direção do PSTU, e Afrânio Bopré e Elias Vaz, pela Executiva Nacional do PSOL.

    3 – Os representantes do PSOL na reunião disseram claramente que a prioridade para o PSOL era a aliança com Marina Silva, e que o partido estava empenhado em "...esgotar todas as possibilidades de um acordo..." com a candidata do PV. E disseram ao PSTU que esperasse, pois "...se não saísse acordo com a Marina...", voltariam a conversar conosco. Uma demonstração lamentável da arrogância do PSOL a serviço de uma política de direita. O fato de Marina ter preferido a aliança com o PSDB do Rio de Janeiro, e não o acordo com o PSOL, não diminui a gravidade da opção dos companheiros, pelo contrário, a aumenta ainda mais. Confirma a natureza de classe da candidata que queriam apoiar. Respeitamos a resistência de muitos militantes do PSOL contra o apoio à Marina, mas a aliança não saiu porque ela optou pelo PSDB, deixando na mão os dirigentes do PSOL que defendiam a aliança.

    A discussão real sobre a "cobrança de responsabilidades" começa aí, com o desrespeito que se configurou nesta postura do PSOL com relação ao PSTU e, acreditamos também ao PCB. Desrespeito que já havia se manifestado antes, na campanha passada, onde o PSOL tratou seus aliados como simples apoiadores de seus candidatos, desconsiderando solenemente os acordos programáticos feitos em comum acordo, e impondo seus candidatos a presidente e vice. Nas eleições de 2008 seguiram ocorrendo desrespeitos semelhantes, com o PSOL ocupando em várias cidades todo o tempo de TV.

    Desrespeito que se repete agora quando a Executiva Nacional do PSOL se julga no direito de "cobrar responsabilidade" do PSTU e do PCB acerca da Frente quando esta mesma Executiva há apenas 3 meses atrás defendia a aliança com Marina Silva ignorando solenemente aqueles que, agora, chama de aliados importantes. O PSTU não tem a mínima disposição para ser tratado como uma sublegenda do PSOL.

    4- O PSTU sempre defendeu que o primeiro critério para chegar a uma aliança eleitoral era conseguir um programa socialista. Este era o critério fundamental para a composição de uma possível frente, abrir o debate de programa que pudesse ser construído nas instâncias dos partidos da frente.

    O PSOL primeiro buscou Marina com um programa rebaixado. Depois definiu um programa que não é socialista na conferencia nacional que indicou Plínio. Esse programa não defende sequer a ruptura com o imperialismo e a estatização do sistema financeiro. O método definido pela direção do PSOL nos coloca perante um fato consumado, ao definir um programa no qual em essência não temos acordo.

    Isso está bem de acordo com o programa da corrente majoritária atual da direção do PSOL, "democrático e popular", semelhante ao proposto pelo PT do passado. Essa visão defende a colaboração com "setores progressistas da burguesia".

    Essa estratégia democrático-popular é que leva a direção majoritária do PSOL a apoiar, junto com Lula, ao governo nacionalista burguês de Chavez e a Lugo. Não é por acaso que nesse momento não existe no site do PSOL nenhuma crítica à repressão desatada no Paraguai, com o "estado de exceção" imposto por Lugo, junto com as Forças Armadas e a colaboração da CIA.

    Vejamos mais uma vez as "responsabilidades": definem um programa completamente distinto do que propusemos e agora vem nos cobrar mais uma vez de forma arrogante a não existência da frente.

    5- O PSTU colocou como segunda condição para concretizar a frente uma clara independência política e financeira da burguesia e seus partidos. A primeira resposta do PSOL foi buscar a aliança com um setor da burguesia, com o PV e Marina. Depois do fracasso dessa aliança, a conferência do PSOL-RS votou por conseguir dinheiro de empresas privadas. Todos conhecem o episódio de 2008, em que o PSOL gaúcho recebeu verbas de uma grande empresa, a Gerdau. Agora decidiram manter isso para as eleições de 2010.

    Para o PSTU não existem condições de lutar contra a burguesia sendo financiado pela burguesia. A resolução do PSOL gaúcho é uma bofetada na cara dos que defendem a independência de classe. A executiva nacional do PSOL não se pronunciou sobre essa resolução, e agora vem cobrar "responsabilidades" ao PSTU por não se concretizar a frente. Ou seja, o PSOL-RS vai utilizar dinheiro de empresas privadas para a campanha nacional.

    Existem também declarações dúbias de figuras públicas nacionais do PSOL sobre o tema, em que se não se aceitam contribuições de empresas, mas sim de empresários, desde que seja com pouco dinheiro.

    Para nós, é exatamente a mesma coisa a "contribuição" de Jorge Gerdau Johannpeter, e a de sua empresa Gerdau. É exatamente a mesma coisa ter uma colaboração da Votorantim ou de Antonio Ermírio de Moraes, de Roger Agnelli ou da Vale do Rio Doce, de Bill Gates ou da Microsoft. A "contribuição de pessoa física" é uma manobra largamente utilizada por todos os partidos para receber dinheiro das empresas.
    E o critério de "pouco dinheiro", como sabemos, é relativo. Para a empresa Gerdau ou para o burguês Gerdau doar cem mil reais (como aconteceu em 2008) é pouco dinheiro. Realmente nos entristece que Plinio concorde com a aceitação de dinheiro dos burgueses.

    Isso só mostra a distância que temos entre os critérios que nós defendemos e os do PSOL.

    6 – Acreditamos que nossos partidos têm sim a obrigação de buscar a unidade na luta concreta dos trabalhadores, no apoio à construção de organizações de frente única que se constituam em instrumentos para a luta da nossa classe. Por isso é muito importante e é preciso valorizar muito o esforço que temos feito, PSTU e PSOL, junto às organizações sindicais e populares onde atuam nossos militantes, para a construção da unidade nas lutas do movimento sindical e popular combativos deste país. E para a construção do Congresso da Classe Trabalhadora que acontecerá em junho deste ano e que deve unificar a Conlutas, a Intersindical, o MTL, o MTST, o MAS e setores da Pastoral operária de são Paulo. Estamos fazendo e é necessário continuar e aprofundar este esforço, conjuntamente.

    7 - No entanto este mesmo critério não se aplica de forma automática aos processos eleitorais. O processo eleitoral é um momento em que os partidos apresentam seus projetos para o país. E, como vimos, não temos, PSTU e PSOL, a mesma proposta para defender no processo eleitoral deste ano. Como não existe acordo programático e nem sobre a relação com a burguesia, é legitimo e necessário, portanto, que os partidos apresentem suas candidaturas para defender suas propostas.

    Devolvemos, então, o chamado á responsabilidade que nos fazem. A oposição de esquerda ao governo Lula, infelizmente, não vai unida nessas eleições. Pior ainda seria, se os distintos partidos se dedicassem essencialmente à disputa entre nós, como indica a "cobrança" arrogante da executiva do PSOL. Em nossa opinião a obrigação dos nossos partidos neste processo é centrarmos nossas forças no combate às alternativas burguesas, tenham elas o nome Dilma, Serra ou Marina.
    É nisto que o PSTU pretende se concentrar nos próximos meses.

    São Paulo, 30 de abril de 2010
    Comitê Executivo do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado).
    www.pstu.org.br

    ::/fulltext::
  • Chico Buarque: “Vou votar na Dilma... mas, a Dilma ou o Serra, não haveria muita diferença”

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Outras palavras::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.outraspalavras.net/::/fuente_url::
    ::introtext::
    010510_chico[Daniel Cariello/Thiago Araújo, da revista Brazuca | Foto: Jorge Bispo] - "Se tiver bola, eu dou a entrevista". Essa foi a única exigência donosso companheiro de pelada, Chico Buarque, numa caminhada entre ometrô e o campo. Uma bola. E eu acabara de informar que o dono daredonda não viria à pelada de quarta-feira. Éramos dez amantes dofutebol, órfãos.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Sem saber se esse era um gol de letra dele para fugir da solicitação de seus parceiros jornalistas, ou uma última esperança, em forma de pressão, de não perder a religiosa partida, eu, que não creio, olhei
    para o céu e pedi a Deus: uma pelota!

    Nada de enigma, oferenda ou golpe de Estado. Ele estava ali, o cálice sagrado da cultura brasileira, que sucumbiu ao ver não uma, mas duas bolas chegarem à quadra pelas mãos de Mauro Cardoso, mais conhecido como Ganso. A partir daí, nada mais alterou o meu ânimo e o da minha dupla de ataque-entrevista, Daniel Cariello. Apesar de termos jogado no time adversário do ilustre entrevistado, tomado duas goleadas consecutivas de 10 x 6 e 10 x 1, tínhamos a certeza de que ele não iria trair dois dos principais craques do Paristheama, e sua palavra seria honrada.

    Mas o desafio maior não era convencer o camisa 10 do time bordeaux-mostarda parisiense a ceder duas horas de sua tarde ensolarada de sábado. O que você perguntaria ao artista ícone da resistência à ditadura, parceiro de Tom Jobim, Vinicius de Morais e Caetano Veloso, escritor dos best sellers "Estorvo", "Benjamin","Budapeste" e "Leite Derramado", autor de "A banda", "Essa moça tá diferente", "O que será", "Construção" e da canção de amor mais triste jamais escrita, "Pedaço de mim"?

    Admirado e amado por todas as idades, estudado por universitários, defendido por Chicólatras, oráculo no Facebook, onipresente nas manifestações artísticas brasileiras – sua modéstia diria "isso é um exagero", mas sabemos que não é –, sua reação imediata ao ser comparado a Deus foi "em primeiro lugar, não acredito em Deus. Em segundo, não acredito em mim. Essa é a única coisa que pode nos ligar. Então, pra começo de conversa, vamos tirar Deus da mesa e seguir em frente".

    Enfim, ainda não creio que entrevistamos Deus, quase sem falar de Deus. Mas foi com ele mesmo que aprendi uma lição, talvez um mandamento: acreditar em coisas inacreditáveis. (Thiago Araújo)

    Você assume que não acredita em Deus, mas existem trechos nas suas músicas como "dias iguais, avareza de Deus" ou "eu, que não creio, peço a Deus". No Brasil, é complicado não acreditar em Deus?

    Eu não tenho crença. Eu fui criado na Igreja Católica, fui educado em colégio de padre. Eu simplesmente perdi a fé. Mas não faço disso uma bandeira. Eu sou ateu como o meu tipo sanguíneo é esse.

    Hoje há uma volta de certos valores religiosos muito forte, acho que no mundo inteiro. O que é perigoso quando passa para posições integristas e dá lugar ao fanatismo. O Brasil talvez seja o pais mais católico do mundo, mas isso é um pouco de fachada. Conheço muitos católicos que vão à umbanda, fazem despacho. E fica essa coisa de Deus, que entra no vocabulário mais recente, que me incomoda um pouquinho. Essa coisa de "vai com Deus", "fica com Deus". Escuta, eu não posso ir com o diabo que me carregue? (Risos). Tem até um samba que fala algo como "é Deus pra lá, Deus pra cá – e canta – Deus já está de saco cheio" (risos).

    Você já foi em umbanda, candomblé, algo do tipo?

    Já, eu sou muito curioso. A mulher jogou umas pipocas na minha cabeça, sangue, disse que eu estava cheio de encosto. Eu fui porque me falaram "vai lá que vai ser bom". Passei também por espíritas mais ortodoxos, do tipo que encarnava um médico que me receitou um remédio para o aparelho digestivo. Aí eu fui procurar o remédio e ele não existia mais. O remédio era do tempo do médico que ele encarnava (risos).

    Já tive também um bruxo de confiança, que fez coisas incríveis. Aquela música do Caetano dizia isso muito bem, "quem é ateu, e viu milagres como eu, sabe que os deuses sem Deus não cessam de brotar." Eu vi cirurgias com gilete suja, sem a menor assepsia, e a pessoa saía curada. Estava com o joelho ferrado e saía andando. Eu fui anestesista dessa cirurgia. A anestesia era a música. O próprio Tom Jobim tocava durante as cirurgias. Eu toquei para uma dançarina que estava com problema no joelho. Ela tinha uma estreia, mas o ortopedista disse "você rompeu o menisco". Ela estreou na semana seguinte, e na primeira fila estavam o ortopedista e o bruxo (risos).

    Uma vez, estava com um problema e fui ao médico. Ele me tocou e não viu nada. Aí eu disse "olha, meu bruxo, meu feiticeiro, quando ele apertava aqui, doía". Ele começou a dizer "mas essa coisa de feitiçaria..." e atrás dele tinha um crucifixo com o Cristo. Daí eu perguntei "como você duvida da feitiçaria, mas acredita na ressurreição de Cristo?". Eu acho isso uma incongruência. Gosto de acreditar um pouco nisso, um pouco naquilo, porque eu vejo coisas inacreditáveis. Eu não acredito em Deus, acredito que há coisas inacreditáveis.

    De vez em quando você dá uma escapada do Brasil e vem a Paris. Isso te permite respirar?

    Muito mais. Eu aqui não tenho preocupação nenhuma, tomo uma distância do Brasil que me faz bem. Fico menos envolvido com coisas pequenas que acabam tomando todo o meu tempo. Aqui, eu leio o Le Monde todos os dias, e fico sabendo de questões como o Cáucaso, os enclaves da antiga União Soviética, que no Brasil passam muito batidos. O Brasil, nesse sentido, é muito provinciano, eu acho que o noticiário é cada vez mais local.

    Meu pai, que era um crítico literário e jornalista, foi morar em Berlim no começo dos anos trinta. Foi lá, onde teve uma visão de historiador, de fora do país, que ele começou a escrever Raízes do Brasil, que se tornou um clássico. A possibilidade de ter esse trânsito, de ir e voltar, eu acho boa. É como você mudar de óculos, um para ver de longe e outro para ver de perto.

    Nesse seu vai e vem Brasil-França, o que você traria do Brasil para a França, e vice-versa?

    Eu traria pra cá um pouquinho da bagunça, da desordem. Os nossos defeitos, que acabam sendo também nossas qualidades. O tratamento informal, que gera tanta sujeira, ao mesmo tempo é uma coisa bonita de se ver. Você tem uma camaradagem com um sujeito que você não conhece. Aqui existe uma distância, uma impessoalidade que me incomoda.

    Para o Brasil, eu gostaria de levar também um pouco dessa impessoalidade. Da seriedade, principalmente para as pessoas que tratam da coisa pública. Não que não exista corrupção na França.

    Outra coisa que eu levaria pra lá é o sentimento de solidariedade, que existe entre os brasileiros que moram fora. Isso eu conheci no tempo que eu morava fora, e vejo muito aqui através das pessoas com as quais convivo. Eles se juntam. Como se dizia, "o brasileiro só se junta na prisão". Os brasileiros também se juntam no exílio, na diáspora.

    Falando em exílio, tem uma história curiosa de Essa moça tá diferente, a sua música mais conhecida na França.

    É. A coisa de trabalho (N.R.: na Itália, onde Chico estava em exílio político, em 1968) estava só piorando e o que me salvou foi uma gravadora, a Polygram, pois minha antiga se desinteressou. A Polygram me contratou e me deu um adiantamento. E consegui ficar na Itália um pouco melhor. Mas eu tinha que gravar o disco lá. Eu gravei tudo num gravador pequenininho. Um produtor pegou essas músicas e levou para o Brasil, onde o César Camargo Mariano escreveu os arranjos. Esses arranjos chegaram de volta na Itália e eu botei minha voz em cima, sem que falasse com o César Camargo. Falar por telefone era muito complicado e caro. Então foi feito assim o disco. É um disco complicado esse.

    Você acabou de citar o Le Monde. Para nós, que trabalhamos com comunicação, sempre existiu uma crítica pesada contra os veículos de massa no Brasil. Você acha que existe um plano cruel para imbecilizar o brasileiro?

    Não, não acredito em nenhuma teoria conspiratória e nem sou paranoico. Agora, aí é a questão do ovo e da galinha. Você não sabe exatamente. Os meios de comunicação vão dizer que a culpa é da população, que quer ver esses programas. Bom, a TV Globo está instalada no Brasil desde os anos 60. O fato de a Globo ser tão poderosa, isso sim eu acho nocivo. Não se trata de monopólio, não estou querendo que fechem a Globo. E a Globo levanta essa possibilidade comparando o governo Lula ao governo Chavez. Esse exagero.

    Você acha que a mídia ataca o Lula injustamente?

    Nem sempre é injusto, não há uma caça às bruxas. Mas há uma má vontade com o governo Lula que não existia no governo anterior.

    E o que você acha da entrevista recente do Caetano Veloso, onde ele falou mal do Lula e depois acabou sendo desautorizado pela própria mãe?

    Nossas mães são muito mais lulistas que nós mesmos. Mas não sou do PT, nunca fui ligado ao PT. Ligado de certa forma, sim, pois conheço o Lula mesmo antes de existir o PT, na época do movimento metalúrgico, das primeiras greves. Naquela época, nós tínhamos uma participação política muito mais firme e necessária do que hoje. Eu confesso, vou votar na Dilma porque é a candidata do Lula e eu gosto do Lula. Mas, a Dilma ou o Serra, não haveria muita diferença.

    O que você tem escutado?

    Eu raramente paro para ouvir música. Já estou impregnado de tanta música que eu acho que não entra mais nada. Na verdade, quando estou doente eu ouço. Inclusive ouvi o disco do Terça Feira Trio, do Fernando do Cavaco, e gostei. Nunca tinha visto ou ouvido formação assim. Tem ao mesmo tempo muita delicadeza e senso de humor.

    A música francesa te influenciou de alguma maneira?

    Eu ouvi muito. Nos anos 50, quando comecei a ouvir muita música, as rádios tocavam de tudo. Muita música brasileira, americana, francesa, italiana, boleros latino americanos. Minha mãe tinha loucura por Edith Piaf e não sei dizer se Piaf me influenciou. Mas ouvi muito, como ouvi Aznavour.

    O que me tocou muito foi Jacques Brel. Eu tinha uma tia que morou a vida inteira em Paris. Ela me mandou um disquinho azul, um compacto duplo com Ne me quitte pas, La valse à mille temps, quatro canções. E eu ouvia aquilo adoidado. Foi pouco antes da bossa nova, que me conquistou para a música e me fez tocar violão. As letras dele ficaram marcadas para mim.

    Eu encontrei o Jacques Brel depois, no Brasil. Estava gravando Carolina e ele apareceu no estúdio, junto com meu editor. Eu fiquei meio besta, não acreditei que era ele. Aí eu fui falar pra ele essa história, que eu o conhecia desde aquele disco. Ele disse "é, faz muito tempo". Isso deve ter sido 1955 ou 56, esse disquinho dele. Eu o encontrei em 67. Depois, muito mais tarde, eu assisti a L'homme de la mancha, e um dia ele estava no café em frente ao teatro. Eu o vi sentado, olhei pra ele, ele olhou pra mim, mas fiquei sem saber se ele tinha olhado estranhamente ou se me reconheceu. Fiquei sem graça, pois não o queria chatear. Ele estava ali sozinho, não queria aborrecer. Mas ele foi uma figuraça. Eu gostava muito das canções dele. Conhecia todas.

    Falando de encontros geniais, você tem uma foto com o Bob Marley. Como foi essa história?

    Foi futebol. Ele foi ao Brasil quando uma gravadora chamada Ariola se estabeleceu lá e contratou uma porção de artistas brasileiros, inclusive eu, e deram uma festa de fundação. O Bob Marley foi lá. Não me lembro se houve show, não me lembro de nada. Só lembro desse futebol. Eu já tinha um campinho e disseram "vamos fazer algo lá para a gravadora". Bater uma bola, fazer um churrasco, o Bob Marley queria jogar. E jogamos, armamos um time de brasileiros e ele com os músicos. Corriam à beça.

    Vocês fumaram um baseado juntos?

    Não. Dessa vez eu não fumei.

    E essa sua migração para escritor, isso é encarado como um momento da sua vida, já era um objetivo?

    Isso não é atual. De vinte anos pra cá eu escrevi quatro romances e não deixei de fazer música. Tenho conseguido alternar os dois fazeres, sem que um interfira no outro.

    Eu comecei a tentar escrever o meu primeiro livro porque vinha de um ano de seca. Eu não fazia música, tive a impressão que não iria mais fazer, então vamos tentar outra coisa. E foi bom, de alguma forma me alimentou. Eu terminei o livro e fiquei com vontade de voltar à musica. Fiquei com tesão, e o disco seguinte era todo uma declaração de amor à música. Começava com Paratodos, que é uma homenagem à minha genealogia musical. E tinha aquele samba (cantarola) "pensou, que eu não vinha mais, pensou". Eu voltei pra música, era uma alegria. Agora que terminei de escrever um livro já faz um ano, minha vontade é de escrever música. Demora, é complicado. Porque você não sai de um e vai direto para outro. Você meio que esquece, tem um tempo de aprendizado e um tempo de desaprendizado, para a música não ficar contaminada pela literatura. Então eu reaprendo a tocar violão, praticamente. Eu fiquei um tempão sem tocar, mas isso é bom. Quando vem, vem fresco. É uma continuação do que estava fazendo antes. Isso é bom para as duas coisas. Para a literatura e para a música.

    Tanto em Estorvo quanto em Leite derramado o leitor tem uma certa dificuldade em separar o real do imaginário. Você, como seus personagens, derrapa entre essas duas realidades?

    Eu? O tempo todo, agora mesmo eu não sei se você esta aí ou se eu estou te imaginando (gargalhadas).

    Completamente. Eu fico vivendo aquele personagem o tempo todo. Entrando no pensamento dele. Adquiro coisas dele. Você pode discordar, mas chega uma hora que tem que criar uma empatia ou uma simpatia. Você cria uma identificação. E alguma coisa no gene é roubado mesmo de mim, algumas situações, um certo desconforto, não saber bem se você é real, se você está vivendo ou sonhando aquilo. Por exemplo, agora que ganhamos de 10 a 1 (referência à pelada que jogamos três dias antes), eu saí da quadra e falei: "acho que eu sonhei. Não é possível que tenha acontecido" (risos).

    Você é fanático por futebol?

    Não sou fanático por nada. Mas eu tenho muito prazer em jogar futebol. Em assistir ao bom futebol, independentemente de ser o meu time. Quando é o meu time jogando bem, é melhor ainda, pois eu consigo torcer. Agora mesmo, no Brasil, tinha os jogos do Santos.

    Mas eu vou menos aos estádios. Eu não me incomodo de andar na rua, mas quando você vai a alguns lugares, tem que estar com o cabelo penteado, tem que estar preparado para dar entrevistas. Aqui, eu estou dando a minha última (risos). Aqui, é exclusiva. Fiz pra Brazuca e mais ninguém. Eu quero ver o pessoal jogar bola. Então eu vejo na televisão. E quando não estou escrevendo, aí eu vejo bastante.

    É verdade que um dia o Pelé ligou na sua casa, lamentando os escândalos políticos no Brasil, e disse "é, Chico, como diz aquela música sua: 'se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão'"?

    É verdade (risos). Eu falei "legal, Pelé, mas essa música não é minha". O Pelé é uma grande figura. Nós gravamos um programa juntos. Brincamos muito. Conheci o Pelé quando eu fazia televisão em São Paulo, na TV Record, e me mudei para o Rio. Os artistas eram hospedados no Hotel Danúbio, em São Paulo. O mesmo onde o Santos se concentrava. Então, eu conheci o Pelé no hotel. E sempre que a gente se encontra é igual, porque eu só quero falar de futebol e ele só quer saber de música. Ele adora fazer música, adora cantar, adora compor. Por ele, o Pelé seria compositor.

    E você, trocaria o seu passado de compositor por um de jogador?

    Trocaria, mas por um bom jogador, que pudesse participar da Copa do Mundo. Um pacote completo. Um jogador mais ou menos, aí não.

    Você ainda pretende pendurar as chuteiras aos 78 anos, como afirmou?

    Não. Já prorroguei. Tava muito cedo. Agora, eu deixei em aberto. Podendo, vou até os 95 (risos).

    O Niemeyer está com 102 anos e continua trabalhando. Aliás, não só trabalhando como ainda continua com uma grande fama de tarado (risos).

    Ele me falou isso. Eu fui à festa dele de 90 anos e ele me disse: "o importante é trabalhar e ó (fez sinal com a mão, referente a transar)". Aí eu falei "é mesmo?" e ele respondeu "é mesmo".

    Falando nisso, o Vinícius foi casado nove vezes. Você acha a paixão essencial para a criação?

    Sem dúvida. Quando a gente começa – isso é um caso pessoal, não dá pra generalizar – faz música um pouco para arranjar mulher. E hoje em dia você inventa amor para fazer música. Se não tiver uma paixão, você inventa uma, para a partir daí ficar eufórico, ou sofrer. Aí o Vinícius disse muito bem, né? "É melhor ser alegre que ser triste... mas pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza, senão não se faz um samba não".

    Quando eu falo que você inventa amores, você também sofre por eles. "E a moça da farmácia? Ela foi embora! Elle est partie en vacances, monsieur!". E você não vai vê-la nunca mais. Dá uma solidão. Eu estou fazendo uma caricatura, mas essas coisas acontecem. Você se encanta com uma pessoa que você viu na televisão, daí você cria uma história e você sofre. E fica feliz e escreve músicas.

    Pra finalizar. Se você fosse escrever uma carta para o seu caro amigo hoje, o que você diria?

    Volta, que as coisas estão melhorando!

    MAIS

    A entrevista foi publicada originalmente na revista Brazuca, uma publicação bilíngue sobre cultura brasileira que circula em Paris e Bruxelas. A partir de 3 de maio, a degravação completa estará disponível no site de Brazuca. Também lá, é possível baixar em pdf, desde já, a edição completa de março-abril (inclusive com as fotos de Chico...)

    Daniel Cariello, editor de Brazuca e co-autor da entrevista, é colaborador regular da Biblioteca Diplô /Outras Palavras. Escreve a coluna Chéri à Paris, uma crônica semanal que vê a cidade com olhar brasileiro. Os textos publicados entre março de 2008 e março de 2009 podem ser acessados aqui. A reestreia, em que Daniel fala sobre a entrevista com Chico, aqui.

    Thiago Araújo é diretor de Brazuca.

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  • Juventude organizada comemora o 1º de Maio em diferentes comarcas galegas

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::BRIGA::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.briga-galiza.org::/fuente_url::
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    010510_briga Ao longo das últimas duas semanas, BRIGA desenvolveu umha intensa e variada actividade agitativa e propagandística inserida na campanha polo 1º de Maio de 2010, Dia do Internacionalismo Proletário.
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    A Corunha, Trasancos, Compostela, Ponte Vedra e Vigo fôrom os principais panos de fundo da nossa celebraçom particular desta data.

    Galeria de imagens aqui.

    Sob a palavra de ordem "Nem reforma laboral nem desemprego juvenil. Canha à patronal!!", as principais cidades do país e diversas vilas fôrom cenários de centos de cartazes e colantes colados, multidom de pintagens contra as agressons do patronato e pola auto-organizaçom obreira, murais comemorativos, faixas penduradas nas principais vias de acesso às cidades, boicotagens às oficinas do INEM, às lojas do vozeiro da burguesia Adolfo Dominguez e diversas entidades bancárias. Além do mais, a sede do PSdG-PSOE em Compostela foi objecto dum boicote anónimo, entendemos que como resposta à política neoliberal que o gabinete ZP está a ensaiar, centrada no resgate financeiro de especuladores com fundos públicos (Plano E), e especialmente polas anunciadas concessons à patronal recolhidas na nova reforma laboral.

    De BRIGA queremos saudar este 1º de Maio como o dia forte da luita de classes que é, umha data para redobrar os esforços em combater aos culpáveis e gestores da crise provocada polo Capital.

    Aguardamos a vossa assistência às manifestaçons convocadas pola CIG nos seguintes pontos:

    Vigo, às 12:00 h. do Cruze da Dobrada

    A Corunha, às 12:00 h. da Praça de Vigo

    Compostela, às 12:30 h. da Praça Vermelha

    Ponte Vedra, às 12:30 h. da Praça da Ferraria

    Ferrol, às 12:00 h. da Av. de Esteiro

    Lugo, às 12:30 h. da Ronda da Muralha

    Ourense, às 12:00 h. do Pavilhom dos Remédios

    Ribadeu, às 12:30 h. do Edifício Sindical

    As Rias, às 12:30 h. da Praça do Peixe (do local sindical)

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  • Maria José Belbel falará na Galiza sobre o devir dos feminismos emergentes

    ::cck::2164::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Maribolheras::/fuente::
    ::fuente_url::http://maribolheras.com/::/fuente_url::
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    300410_maribolheras María josé belbel falará na Galiza do devir dos feminismos emergentes, do feminismo queer, do transfeminismo, das valoraçons posteriores ao congresso feminista de Granada e das jornadas transfeministas de Barcelona .
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    ::fulltext::

    Joves 6 ás 20:00 na Casa das Atochas ( r. atocha alta, 14 A Corunha)
    Venres 7 ás 20:00 na Cova dos Ratos (Vigo)
    Sábado 8 ás 19:00 nas Dúas Café Bar (Praça da Oliveira, compostela)

    Apresentaçom da convidada

    O trabalho de María José Belbel centra-se no activismo feminista queer, nos estudos culturais. Foi umha histórica militante do MC, militante antifranquista desde 1971, activista do movimento feminista desde a sua fundaçom dentro da assembleia de mulheres de Granada (1977).

    Umha das suas múltiplas preocupaçons centra-se na ética dos movimentos sociais e nas políticas de afectos e de redes dentro dos mesmos. Desenvolveu trabalhos de traduçom de textos inéditos de Eve Kosofsky Sedwick; hai que destacar também a sua traduçom junto a Beatriz Preciado do video Not for Sale: o movimento da arte feminista estadounidense nos anos setenta, de laura Nottingham (2004-2006).

    Formou parte de exposiçons colectivas como '100x 100: diez mujeres andaluzas' (Museo de Arte Contemporáneo, Sevilla,1993) com poemas visuais, fanzins, collages, cartazes e gravaçons de grupos de mulheres punk y riot grrrls e Transgenéric@s (KM Kulturunea, Donosti, 1998) e na exposiçom do projecto Desacuerdos, MACBA, Barcelona, 2005.

    Co-dirigiu uns grupos de lectura junto a Azucena Vieites em relaçom ao seminário Retóricas de Género/Políticas de identidad, dirigido por Beatriz Preciado UNIA arte y pensamiento, Sevilla, 2003. Posteriormente realizou um video de documentaçom de dito atelier, 2005.

    Actualmente colabora coas maribolheras no seu blogue, baixo o alcume 'de nombre de guerra RITA'.

    Também colaborou nos fanzins de Erreakzioa-Reacción desde 1997; Seminario Sólo para tus ojos: el factor feminista en las artes visuales, Arteleku, Donosti,1997; coordenaçom do seminário La Repolitización del espacio sexual en las prácticas artísticas contemporáneas; coordenaçom da revista Zehar co mesmo título, nº 54 Arteleku, 2004 e Mutaciones del Feminismo, Arteleku, MACBA, UNIAarteypensamiento, 2005. O seu primeiros texto feminista "La mujer y los libros de texto" publicou-se no número 0 da revista La Tiza, do Sindicato de Ensino UCSTE, 1978.

    E poderíamos seguir e seguir falando dos seus trabalhos dentro do feminismo, a arte e o activismo. Mas, o melhor, é que acodades aos actos d'A Corunha, Vigo ou Compostela para terdes a experiência de escoitá-la e de compartilhar os debates mais actuais dentro do movimento cumha activista que recolhe a experiencia e o background dos últimos 30 anos de luita feminista e de libertaçom sexual e de gênero.

    A viagem de Belbel e mais estas conferências englobam-se num projecto comunitário de viagens e afectos feministas organizado por:

    AS DUAS* DEGENERANDO*MARIBOLHERAS PRECÁRIAS*
    *OQUENOSSAEDACONA*TRANSGALIZA

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  • Sobreviverá a Bélgica?

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    ::pais::Bélgica::/pais::
    ::fuente::ODiario.info::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.odiario.info::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_belgica Artificialmente criada em 1831 e mais tarde confirmada pelo Tratado de Versalhes para servir de tampão ao expansionismo francês, a Bélgica é cada vez mais um país Estado sem sentido e o espelho de uma outra artificialidade, a actual União Europeia.
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    "Bye Bye Belgium", "Este país ainda fará sentido?": os cabeçalhos dos jornais belgas, sobretudo os francófonos, reflectiam na sexta-feira [dia 23 de Abril] a inquietação da imprensa nacional sobre o futuro do país, no dia a seguir à enésima demissão do governo devida a um conflito sobre os direitos linguísticos dos francófonos que vivem nos arredores flamengos de Bruxelas.

    O rei Alberto II, que ainda não aceitou esta demissão, vai prosseguir durante o dia as consultas com o conjunto dos chefes dos partidos. O chefe do Open VLD, o partido dos liberais flamengos, entreabriu a porta a um novo compromisso lançando aos responsáveis dos partidos francófonos um ultimato para quinta-feira, 29 de Abril, data da próxima reunião plenária do Parlamento belga, para encontrar um acordo. Os presidentes dos partidos francófonos declaram-se prontos a reabrir as discussões com o Open VLD mas não aceitam o novo ultimato. «O importante é o acordo e não a data», respondeu a presidente do partido centrista CDH, Joëlle Milquet.

    Esta manhã [23 de Abril], os jornais belgas apareceram cheios de inúmeras páginas especiais. O editorial do diário de Bruxelas Le Soir alinha as interrogações: «Ainda fará sentido manter um país em que já não existem homens e mulheres ou sistemas, capazes de fazer compromissos, mesmo que pequenos, indispensáveis para a continuação da Bélgica?» Se assim for, «é preciso passar à frente e assumi-lo», acrescenta.

    O diário popular francófono La Dernière Heure profetiza com um "Bye Bye Belgium" com uma indirecta irónica especificando: "Isto não é uma ficção". Uma referência à partida a uma emissão televisiva belga que, em Dezembro de 2006, suscitou grande emoção anunciando em directo aos telespectadores a declaração da independência dos flamengos da Bélgica.

    Inquietação a duas semanas da presidência belga da UE

    Para La Libre Belgique, é «o golpe de força flamengo» que atrai sobretudo a atenção. A saber, uma tentativa, na quinta-feira [22 de Abril], de todos os partidos flamengos, logo depois da demissão do governo, de impor à Câmara dos deputados a votação de um projecto de lei pondo em causa os direitos linguísticos dos francófonos que vivem na Flandres.

    Uma «embrulhada», é o título dado pelo editorialista do diário Open VLD depois desta crise «duma gravidade sem precedentes» e «de que nenhum cidadão estava à espera». Segundo este artigo, «agiu apenas por razões eleitoralistas. Incomodado por um governo em que não está presente, dilacerado por divisões internas, gerido por novatos, o VLD quer conquistar a oposição a toda a pressa, onde poderá recuperar a saúde. Está no seu direito. Mas não tem o direito de fazer refém um país, uma população».

    Agarrando num comunicado da agência noticiosa belga, o diário realça também os editoriais dos jornais flamengos, que se mostram menos dramáticos, havendo até alguns que saúdam o golpe táctico do presidente do partido liberal flamengo. De Standaard, o diário flamengo de referência, não se mostra menos inquieto. Vê nos sobressaltos actuais «um claro sinal da impotência da política belga». A Libre Belgique também lista «dez áreas em perigo» entre os quais o orçamento, o futuro das pensões ou ainda o dossier nuclear.

    A imprensa belga não é a única a mostrar-se preocupada. Os meios de comunicação estrangeiros também se interrogam sobre esta crise, dez semanas antes da presidência belga da União Europeia. «A queda de coligação belga ameaça a Bélgica quanto ao seu papel de presidente», sublinha The Financial Times, de que a agência belga se faz eco. «Espero que esta questão na Bélgica seja sanada», declarou pelo seu lado o ministro dos negócios estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, sem se mostrar especialmente inquieto quanto às consequências da crise belga para a União Europeia. A presidência espanhola, como é o costume para preparar a passagem do testemunho, «já trabalhou sobre os principais assuntos europeus» com a Bélgica, afirmou.

    Finalmente, um economista calculou que esta crise política poderá custar milhões de euros à Bélgica. «Uma nova crise política no nosso país poderá levá-lo à beira do abismo. [...] Os mercados financeiros são maníaco-depressivos quanto à dívida do Estado e poderão passar rapidamente duma calma aparente a um pânico generalizado com penalizações de risco de circunstância. Por outras palavras, um país tem o maior interesse em manter-se, na medida do possível, afastado das colunas da imprensa mundial».

    Este texto foi publicado pelo diário francês Le Monde de 24 de Abril de 2010.

    Tradução de Margarida Ferreira

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  • A derrota total ianque no Vietname, 35 anos depois

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    ::pais::Vietname::/pais::
    ::fuente:: ::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::

    {youtube}AFEjnJxgOYk{/youtube}

    Imagens do último dia de presença imperialista ianque no Vietname, da a sua derrota e expulsom do país: vitória das forças comunistas patrióticas vietnamitas.

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  • Reino de Espanha "legaliza" prisom perpétua para combater dissidência política

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    ::pais::Espanha::/pais::
    ::fuente::Galiza Livre::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizalivre.org::/fuente_url::
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    300410_prisom_perpetua O Reino de Espanha conta já com a pena de prisom perpétua de facto, tipificada irregularmente através da "Doutrina Parot", que obriga a cumprir várias condenas separadamente, e portanto permite ampliar a estadia nas cadeias até quatro décadas.
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    Nom cumpre um cálculo matemático demasiado complexo para compreender que a medida supom, para quem a padecer, umha vida completa entre reixas, superando com muito o cómputo real das "prisons perpétuas" de outros Estados europeus. Na França, por exemplo, os tribunais supervisam a condena a perpetuidade do réu aos quinze anos, o que adoito se resolve num indulto que nunca supera as duas décadas de prisom.

    Ao Estado espanhol, conhecido em ámbitos da judicatura menos repressiva como "a Turquia occidental", nom lhe avonda esta medida. No dia de onte, através do Congresso dos Deputados, acrecescentou umha nova medida no que será a vindoura reforma do código penal: nem mais nem menos que umha etapa de "liberdade vigilada" de mais dez anos, a somar aos corenta que, supostamente, o preso ou a presa passaria entre reixas.

    Desta maneira, os juristas e os políticos que os secundam reconhecem que, no caso dos e das prisioneiras políticas, o sistema penitenciário nom cumpre a funçom de reiserçom que se apregoa, polo que cumpre ainda mais mao dura para evitar qualquer "desvio antisocial" da pessoa que saiu da cadeia.

    Esquerda do regime cala e outorga

    Como é habitual no processo de excepcionalidade e fim do Estado de direito que estamos a atravessar, quanto menos desde o 11-S, o papel da esquerda do regime é fundamental. Assi, ERC sumou os seus votos aos de PSOE e CiU para aprovar a medida, enquanto IU e BNG outorgavam o visto e praze com a sua abstençom. Na abstençom colocou-se aliás o PP, a quem a medida parece "insuficiente", dado que procura novos caladoiros de votos naqueles sectores desejosos de impor as cadeas perpétuas explícitas e os retornos do paredom de fusilamento.

    Apenas PNV e Nafarroa Bai votárom em contra.

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  • Povo vietnamita celebra 35 anos da vitória contra os Estados Unidos da América

    ::cck::2160::/cck::
    ::pais::Vietname::/pais::
    ::fuente::Opera Mundi::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.operamundi.com.br::/fuente_url::
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    300410_vietname2 Ainda amanhecia quando milhares de vietnamitas, organizados em colunas, começaram a se aproximar do Parque 30 de Abril, diante do antigo palácio presidencial, na cidade de Ho Chi Minh.
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    ::fulltext::

    Sindicatos, universidades, fábricas e organizações camponesas enviaram suas delegações, além das forças armadas. Respondiam à convocação para a manifestação que celebraria o triunfo do Vietnã socialista contra o governo de Saigon (velho nome da cidade) e seus aliados norte-americanos.

    Não foi um comício de tipo ocidental. O horário já era extravagante. Todos estavam avisados que as atividades começariam pontualmente às 6h30 e estariam encerradas três horas depois, antes que o calor alucinante de Ho Chi Minh vencesse o dia. Quem ocupava as arquibancadas armadas no caminho central do parque eram as autoridades e os convidados. Os cidadãos, com seus agrupamentos, foram os responsáveis pelo espetáculo.

    Poucos discursos, apenas quatro – e religiosamente cronometrados. O primeiro secretário do Partido Comunista do município falou por 20 minutos. Depois vieram o presidente da Associação dos Veteranos de Guerra, o secretário-geral da federação sindical local e o presidente da Juventude Comunista de Ho Chi Minh – cada qual com direito a 10 minutos de discurso. O presidente da República, Nguy?n Minh Tri?t, 68, um sulista que teve participação discreta na guerra e está no cargo desde 2006, apenas assistiu, junto com outros dirigentes.

    Aproximadamente 50 mil pessoas desfilaram diante das tribunas. Grupos teatrais representaram momentos da guerra de 21 anos contra os norte-americanos e o então Vietnã do Sul. Muita música, até com um pouco de ritmo pop, além dos acordes previsíveis da Internacional (o histórico hino socialista) e de canções revolucionárias. Depois, uma longa marcha, com militares, trabalhadores, mulheres, intelectuais, estudantes, camponesesm com suas faixas e bandeiras, além de modestas coreografias.

    Mas a maior emoção estava no rosto dos veteranos de guerra. Um deles era o coronel Nguy?n Van Bach, de 74 anos, cabelos inteiramente brancos. Nascido na província de Bình D??ng, no sul do país, integrou-se à luta armada em 1947, aos 11 anos. Ainda era a época da guerra contra os franceses, que não aceitavam a independência conquistada em 1945, sob a liderança do líder comunista Ho Chi Minh.

    Van Bach ainda combatia no final de abril de 1975. Fazia parte das tropas guerrilheiras. Estava em um destacamento que já controlava a cidade de Tan An, na província de Long An, localizada no delta do rio Mekong. Foi lá que soube da queda de Saigon nas mãos de seus camaradas. "Tive uma alegria tão grande que provocava lágrimas", lembra-se. Ainda se emociona, como vários de seus amigos, quando se recorda dessa data.

    Afinal, no dia 30 de abril de 1975, encerravam-se mais de 30 anos de guerra regular ininterrupta. Desde que fora formado o primeiro pelotão da guerrilha comunista, em dezembro de 1944, sob o comando de Võ Nguyên Giáp, braço direito de Ho Chi Minh, os vietnamitas enfrentaram sucessivamente invasores japoneses, franceses e norte-americanos.

    Colonia francesa desde 1856, o Vietnã foi ocupado pelas tropas nipônicas durante a Segunda Guerra Mundial. Os comunistas assumiram a linha de frente na luta contra os soldados de Hiroito, aproveitando o colapso de Paris às voltas com a ocupação nazista. Lideraram uma frente de várias correntes políticas, denominada Vietminh, e declararam a independência do país depois da capitulação japonesa, em agosto de 1945. No dia 2 de setembro do mesmo ano nascia a República Democrática do Vietnã.

    Guerra da Indochina

    O general De Gaulle, presidente da França, assim que viu derrotado o nazismo, ordenou que suas tropas sufocassem os rebeldes vietnamitas. Foram oito anos de sangrentos combates. Os homens de Ho Chi Minh e Giáp organizaram uma poderosa resistência guerrilheira, que progressivamente aterrorizou e desgastou os franceses. Mais de 90 mil gauleses perderam a vida nos campos de batalha.

    A estocada final contra os colonizadores foi em 1954. Ficou conhecida como a batalha de ?i?n Biên Ph?, uma região no noroeste do Vietnã, perto da fronteira com o Laos. Os franceses imaginavam-se invulneráveis nessa posição estratégica, da qual planejavam sua contra-ofensiva a partir de uma grande concentração de recursos humanos e materiais. Mas o Vietminh, através de trilhas na selva e túneis, foi cercando o local sem ser percebido.

    300410_vietnameDepois de oito semanas, entre 13 de março e 7 de maio, as tropas do general Christian De Castries estavam destruídas e desmoralizadas. Foi o derradeiro capítulo da chamada Guerra da Indochina. Os franceses, derrotados, aceitaram as negociações que levariam aos acordos de Genebra, em 1954. Pelos termos desse tratado, o Vietnã ficaria provisoriamente dividido em dois, ao norte e ao sul do paralelo 17. Mas eleições gerais teriam lugar em 1956 para reunificar o país.

    Quando se consolidaram as perspectivas de vitória eleitoral comunista, os grupos conservadores chefiados pelo católico Ngô ?ình Di?m deram um golpe de Estado no sul e cancelaram as eleições. Os Estados Unidos, que já tinham sido os principais financiadores das operações francesas, assumiram a defesa do regime de Saigon. Forneceram, a princípio, recursos, armas e assessores militares.

    Guerra do Vietnã

    Os comunistas reagiram e lideraram, a partir de 1960, um levante popular e guerrilheiro contra Diem, articulado pela Frente de Libertação Nacional com o apoio do norte. Os norte-americanos, diante da fragilidade de seus aliados, enviaram tropas para defendê-los. Era o início da Guerra do Vietnã.

    A participação direta dos Estados Unidos durou até 1973. Acabaram asfixiados e quebrados como os franceses. "A supremacia deles era tecnológica", recorda outro veterano, o general ?? Xuân Công, 72. "Mas o armamento deles era para guerra à distância, com aviões, foguetes e bombas. Nós reduzimos o espaço, forçamos o combate no quintal de suas tropas. As armas modernas não tiveram serventia nem substituíram sua falta de moral para a luta".

    A casa começou a cair depois da chamada Ofensiva do Tet (o ano novo vietnamita), em 1968, quando as forças guerrilheiras atacaram dezenas de objetivos ao mesmo tempo, incluindo a própria embaixada norte-americana em Saigon. A Casa Branca já tinha mais de 500 mil homens em combate. A sociedade estrilava com as mortes, derrotas e mentiras.

    Os EUA, durante os quatro anos seguintes, despejaram uma quantidade de bombas superior a que foi empregada em todas as batalhas da Segunda Guerra Mundial. No final de 1972 submeteram Hanói a 12 dias e noites de terror. Utilizaram armas químicas para destruir a capacidade alimentar dos vietnamitas e anular as forças guerrilheiras. Mas suas tropas estavam cada vez mais tomadas pelo medo e incapazes de defender suas posições territoriais.

    Derrota norte-americana

    Washington se viu forçado às negociações de Paris, que levariam à retirada de seus soldados em 1973. O regime de Saigon ficou por sua própria conta. Não permaneceu de pé por muito tempo. Em 1975, o Vietnã reconquistava sua unidade nacional e os comunistas venciam a mais duradoura guerra do século 20.

    Os mortos vietnamitas, civis e militares, chegaram a três milhões, contra apenas 50 mil "sobrinhos" do tio Sam. Dois milhões de cidadãos, incluindo filhos e netos da geração do conflito, padecem de alguma deformação genética provocada pela dioxina, subproduto cancerígeno presente no agente laranja, fartamente empregado pelos norte-americanos. Além das perdas humanas, a economia do país foi quase levada à idade de pedra, como preconizava o general norte-americano Curtis LeMay.

    Mas quem desfila a vitória, ainda assim, é o Vietnã. Os norte-americanos foram ocupar o mesmo lugar na galeria de fotos que japoneses e franceses, para não falar dos chineses: o de agressores colocados para correr. "Nossa estratégia se baseou em uma ideia simples: a da guerra de todo o povo", enfatiza o general Công. "Não havia um centímetro de nosso território no qual os norte-americanos podiam ficar tranquilos. Eles perderam para o medo."

    Essas são águas passadas, porém. Das quais ficam lições, estímulos e valores, é certo, além de grandes livros, fotos e filmes. Mas não resolvem os desafios da paz. Os vietnamitas, nesses 35 anos, tiveram que cuidar de outro problema, para o qual a guerrilha e seus inventos não eram solução. Como alimentar e desenvolver uma nação tão pobre e destruída? Essa é a outra história do Vietnã indomável.

    Nesta semana, a partir de hoje (30/4), Opera Mundi publica uma série de reportagens especiais sobre como está o Vietnã e como vivem os vietnamitas após 35 anos do fim da guerra.

    *Texto e fotos

     

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  • Todas e Todos ao 1º de maio na Praça da Sé (SP)

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Outubro Vermelho::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.outubrovermelho.com.br/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_1maio A Intersindical, as Pastorais Sociais, a Conlutas e mais um conjunto de entidades e os partidos de esquerda – PSOL – PCB e PSTU – organizam o ato de 1º de maio na Praça da Sé. O ato está previsto para começar às 10 horas, após a missa do trabalhador na Catedral de São Paulo.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    O 1º de maio na Praça da Sé tem se notabilizado como um ato independente, classista, organizado com recursos próprios, sem o patrocínio do governo e de empresas. Tem sido o contraponto aos megashows, sorteios de casas e de carros feito por outras centrais sindicais que distorcem o caráter do 1º de maio, que maculam seu sentido histórico de um dia de luta e resistência da classe trabalhadora em todo o mundo.

    O 1º de maio da Praça da Sé celebra a rica história de luta dos trabalhadores e trabalhadoras, leva as reivindicações imediatas e históricas da nossa classe e não abre mão de manter uma organização independente sem dinheiro dos patrões e do governo para tutelar nossas ações.

    O PSol convoca toda sua militância para estar presente no 1º de maio. Nosso pré-candidato Plínio de Arruda Sampaio estará presente, assim como nossos deputados, Ivan Valente, Raul Marcelo e Carlos Giannazi. Nossos ativistas sindicais estão juntos na organização desta atividade, contribuindo para manter o 1º de maio de luta como referência para a classe trabalhadora.

    É fundamental também fortalecer essa convocatória, convidar os amigos e ativistas de seu local de trabalho, estudo e moradia, ajudar a preparar a presença do PSol no ato com faixas, bandeiras e cartazes.

    O PSol estará presente também nos atos regionais de 1º de maio, como na cidade de Campinas. Outras cidades do interior do Estado também farão atos locais com o mesmo caráter do ato na Praça da Sé, o PSol estará presente nestes atos.

    Todas e todos ao 1º de maio na Praça da Sé.

    Leia abaixo a íntegra do texto do panfleto impresso e as entidades que assinam a convocatória do 1º de maio de luta na Praça da Sé.

    1º de Maio não é dia de festas, showmícios ou sorteios, 1º de Maio é dia de luta e luto ! Luto porque em 1886 milhares de trabalhadores saíram às ruas de Chicago nos EUA por melhores condições de trabalho, dentre elas a redução da jornada para 8 horas. Foi uma grande greve geral violentamente reprimida com várias prisões, dentre estas a de cinco sindicalistas que foram condenados à morte, estes ficaram conhecidos como os mártires de Chicago; sendo assim, o 1º de Maio é o dia dedicado a todos aqueles que tombaram lutando e também é a data onde os trabalhadores do mundo todo (menos nos EUA) saem às ruas por direitos e conquistas.

    Ao invés de organizar as lutas dos trabalhadores, algumas centrais sindicais no Brasil, como a Força Sindical e a CUT, realizam neste 1º de Maio showmícios financiados pelas mesmas empresas e governos que atacam nossos direitos. Para nós o 1º de Maio é dia de lutar contra o capitalismo, denunciando as grandes empresas, os Estados e seus governos; e reafirmar a luta cotidiana para transformar a sociedade e continuar buscando a construção de uma sociedade justa e igualitária, a sociedade socialista.

    A situação da maioria do povo brasileiro continua muito difícil, milhões de trabalhadores estão desempregados ou vivendo de bicos. Mesmo os empregados na maioria das vezes não recebem o suficiente para viver dignamente. Muitos vivem em moradias precárias e os serviços públicos estão completamente abandonados, a educação, a saúde, o transporte, a infra-estrutura. A violência e a falta de perspectiva da juventude preocupam e os recursos naturais estão sendo destruídos pela ganância do capital.

    No Brasil, apesar dos discursos bonitos os governantes não investem nas políticas públicas, prejudicando os mais pobres. Ao invés de atender as reivindicações populares, o Estado criminaliza a pobreza e os movimentos sociais que lutam por vida digna.

    Em São Paulo, Serra e Kassab não tem a menor preocupação social. Exemplo disso na cidade foi o que aconteceu com as áreas atingidas pelas enchentes (como o Jd. Pantanal na zona leste) e a política de expulsão da população em situação de rua das áreas centrais. No estado gastam-se milhões para iludir o povo dizendo que tudo está melhor, mas quem depende da saúde e do transporte público sabe o caos em que eles se encontram, além disso, na educação os professores tiveram que recorrer à greve para defender uma escola pública de qualidade.

    Lula continua adotando a política do "para o capital tudo, para o social migalhas". Os bancos nunca lucraram tanto enquanto isso suas reformas atacam direitos trabalhistas e previdenciários. Apesar de ter sido eleito com a esperança de mudar a realidade social e econômica da classe trabalhadora, ele se limita a utilizar as "bolsa isso, bolsa aquilo", explorando a miséria popular.

    Não podemos esquecer a dimensão internacionalista do 1º de Maio, somos solidários com o povo irmão do Haiti que sofreu com o terremoto, mas que continua sofrendo cotidianamente com a ocupação militar estrangeira (inclusive brasileira). Sem contar a ação imperialista dos EUA que se faz presente pelo mundo inteiro, de modo muito evidente no Haiti e no Oriente Médio, em particular na Palestina, no Iraque e no Afeganistão.

    Por tudo isso é que o 1º de Maio de Luta é na Sé !

    Fórum das Pastorais Sociais e CEBS da Arquidiocese de São Paulo – INTERSINDICAL – CONLUTAS – MTST – ANEL – CONTRAPONTO – MUST – SEFRAS – Padres Oblatos de Maria Imaculada – Casa da Solidariedade – Fórum dos Trabalhadores Desempregados – Tribunal Popular – Fórum Popular de Saúde – Espaço Cultural Carlos Marighela – Instituto Zequinha Barreto – Circulo Palmarino – PCB – PSTU – PSOL

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  • Vitória dos torturadores: o STF na contramão da História

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Vermelho::/fuente::
    ::fuente_url::http://vermelho.org.br::/fuente_url::
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    300410tortura O fim da tarde desta quinta-feira (29) foi de festa e alívio para ex-agentes da repressão que atuaram à margem da lei durante a ditadura militar (1964-1985).
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    Por sete votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente a ação que pedia a inconstitucionalidade da Lei nº 6.638/79, conhecida como Lei da Anistia.

    A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) — que moveu a ação — questionava o 1º parágrafo do artigo 1º da lei. Por meio dele, os militares resolveram "autoanistiar-se" ainda em 1979. Tornaram impunes todos os agentes públicos que "cometeram crimes políticos" ou "crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política".

    Não se pode afirmar que a deliberação do STF surpreende. Desde quarta-feira, quando se iniciou o histórico julgamento, a sessão apontava para deixar tudo como está. Ouvidos na tribuna do Supremo, representantes da Advocacia Geral da União (AGU) e da Procuradoria Geral da República (PGR) defenderam a validade da anistia como "instrumento necessário para permitir a transição segura para regimes democráticos".

    O ministro Eros Grau, relator do processo, afirmou que o Estado precisa reconhecer seus erros, sobretudo os crimes que cometeu em períodos de arbítrio. Mas, para justificar seu voto contrário à ação, ponderou que é de competência do Legislativo — e não do Judiciário — uma eventual revisão da Lei da Anistia. Seu voto, lido durante cinco horas, foi seguido por mais seis ministros e considerado "brilhante" pelo polêmico Gilmar Mendes.

    Não há nada de "brilhante" numa interpretação da História que nega punição a autores de crimes hediondos. A Lei da Anistia concedeu perdão a responsáveis por escabrosas práticas de tortura nos porões da ditadura. "É lícito e honesto que governantes e seus comandados que tenham cometido crimes de profunda violência sejam perdoados por uma lei votada por um Congresso submisso?", perguntou o jurista Fábio Konder Comparato, no Supremo, quando falava em nome da OAB.

    Com a Lei nº 9.140, de 1995, o Brasil reconheceu a responsabilidade do Estado pelos mortos e desaparecidos políticos do regime. Foi um avanço para fazer valer o "direito à memória e à verdade" — mas é pouco se comparado à reação de outros países do Cone Sul que enfrentaram governos autoritários na segunda metade do século 20. Mais de 25 anos após o fim de regime militar, os brasileiros sequer podem conhecer a justa dimensão do que era o aparato repressor.

    Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile, ao contrário, lutaram para responsabilizar e punir as altas autoridades políticas que cometeram crimes contra a humanidade. Por sinal, o julgamento da Lei da Anistia no STF começou uma semana depois de a Justiça argentina condenar Reynaldo Bignone, último presidente da ditadura militar do país (1976-1983), a 25 anos de prisão, por envolvimento em sequestro, roubo agravado, privação ilegítima de liberdade e imposição de torturas.

    Decisões do gênero são quase impossíveis no Brasil, onde todos os generais-presidentes já estão mortos, de Castello Branco a João Baptista Figueiredo. Mas há centenas de brasileiros e até estrangeiros que patrocinaram, ordenaram ou efetivamente praticaram a tortura — e seus nomes são desconhecidos. Não temer o passado é um pré-requisito para a consolidação da democracia.

    Mesmo depois de terem implantado um portentoso e clandestino aparato de repressão, os torturadores fracassaram ao tentar privar o Brasil de aspirações progressistas, democráticas e socialistas. Esses ideais continuam vivos e se expandem na sociedade brasileira — nos movimentos organizados, nos partidos políticos de esquerda, nos meios acadêmicos, culturais e artísticos, até mesmo nos grotões do país. Apesar dos torturadores. Apesar do Supremo.

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  • 120 anos - 1º Maio pelos direitos dos trabalhadores

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    ::pais::Portugal::/pais::
    ::fuente::PCP::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.pcp.pt::/fuente_url::
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    300410_pcp Há 120 anos com a jornada do 1º de Maio pela consagração das 8 horas como horário de trabalho diário, tinha lugar a primeira grande acção internacional da classe operária. A primeira grande acção internacionalista dos operários contra a opressão e a exploração.
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    ::fulltext::

    Pela primeira vez se contrapunha, à escala mundial, a unidade na acção da classe operária e do movimento dos trabalhadores contra a unidade da burguesia como classe. A classe operária tinha então percorrido um longo e doloroso caminho no seu processo de organização e auto-consciencialização política como força social autónoma. A palavra de ordem do Manifesto Comunista – «Proletários de todos os países, uni-vos» –, passava do campo dos apelos, ao campo das acções práticas.

    Cabe a Marx a explicação da importância da redução do horário de trabalho na luta contra a exploração capitalista, cabe igualmente a Marx o mérito de ter defendido, em 1866, na I Internacional, conhecida como a Associação Internacional dos Trabalhadores, a limitação do horário de trabalho a 8 horas como condição prévia indispensável para a melhoria social em geral, e que era chegada a hora de se travar uma luta intensa por este objectivo. Desde então, a luta pela redução do horário de trabalho tornou-se na plataforma do movimento operário e sindical à escala internacional contra a exploração.

    Mas o 1.º de Maio, embora ligado como símbolo à luta pela redução do horário de trabalho, tornou-se, com o desenvolvimento do movimento operário e sindical e da influência do marxismo à escala internacional, numa plataforma da unidade da luta económica e política.

    Decorreu pouco mais de um século. A classe operária transformou-se num gigantesco exército, disputando o seu lugar na história através duma luta heróica que, com avanços e recuos, vitórias e derrotas, marca decisivamente o sentido e o conteúdo da evolução social.

    Reflectindo a diversidade de situações, de estádios de desenvolvimento e de organização dos trabalhadores e das tarefas que se colocam em cada país, as jornadas do 1º de Maio tornaram-se num momento de luta à escala mundial pela melhoria das condições de vida, pela liberdade, pela paz e pelo socialismo. Uma jornada de luta emancipadora, contra todas as formas de opressão.

    Foi através da luta intensa e de muitos sacrifícios que os trabalhadores conquistaram a redução do horário de trabalho e o direito a comemorar o 1º de Maio como o dia do Trabalhador. Uma luta que teve que enfrentar a acção unida das classes dominantes e dos seus aparelhos de dominação e repressivos. A reivindicação da redução do horário de trabalho haveria de traduzir-se numa forte oposição do patronato e dos seus representantes políticos, os quais não hesitaram recorrer à violência mais extrema com prisões, assassinatos, condenação e criminalização da luta reivindicativa e da organização de associações de classe, para conter a luta dos trabalhadores e manter os níveis de exploração do trabalho assalariado. Condenação e criminalização da luta que, passadas tantas décadas, ressurge de novo no sempre actual confronto de classes!

    Mas, os que julgavam conseguir afogar em sangue a aspiração dos trabalhadores a uma vida digna e poderem construir uma vida livre de exploração, enganaram-se e enganam-se redondamente. Quando a 11 de Setembro de 1887, a burguesia americana cometeu o crime monstruoso condenando à morte 8 trabalhadores, que passaram à história como os «mártires de Chicago», as últimas palavras de Spie, um dos trabalhadores enforcados foi de que chegaria o tempo em que o silêncio deles seria mais eloquente do que os seus discursos.

    Passado mais de um século, desde que foram proferidas estas palavras, o 1º de Maio, tornou-se uma luta universal, profundamente enraizada na consciência dos trabalhadores e de muitos milhões de pessoas, uma data símbolo da luta internacional contra todas as formas de exploração.

    Nesse longo caminho, por vezes sinuoso, de sofrimento e de luta, mas também de conquista, a Revolução de Outubro e a construção do socialismo na Rússia foi, não só um acontecimento inspirador dos trabalhadores dos países capitalistas no seu combate contra a exploração, mas um elemento propulsor para a afirmação e conquista de direitos do mundo do trabalho e dos povos.

    As transformações e realizações revolucionárias, a força do seu exemplo permitiram que noutros países, pela luta dos trabalhadores e das massas, se alcançassem importantes conquistas sociais, a construção do denominado Estado Social nos países capitalistas desenvolvidos, onde as classes dominantes receavam novas revoluções sociais.

    Um processo que o século XX conhece e que se desenvolve e amplia com a derrota do nazi-fascismo e com a alteração da correlação de forças, resultante do alargamento e consolidação do campo socialista e da tomada de conhecimento e consciência de largas massas da existência dos caminhos da emancipação.

    Foi perante a perspectiva da real possibilidade de concretização do socialismo, a luta e os processos de conquista social encetados pelo movimento operário político e social, que os representantes do capitalismo foram obrigados à cedência táctica de importantes direitos laborais e sociais que se traduziram em avanços civilizacionais no domínio da protecção social na doença, no desemprego e na velhice, no direito à saúde, à educação, nas condições de trabalho, nomeadamente na diminuição generalizada da jornada de trabalho, no reconhecimento no direito à organização e acção sindical em geral e nas empresas.

    A Revolução de Abril, sendo a resposta do povo português à ditadura fascista e ao domínio do capital monopolista na vida dos portugueses, decorre desse amplo movimento que aspira a formas mais elevadas de emancipação social. Isso foi bem evidente nesse grandioso 1º. de Maio de 1974 que projectou a acção das grandes massas para o objectivo de profundas transformações políticas e sociais e ligou o projecto libertador ao da emancipação social e política dos trabalhadores, produzindo uma alteração qualitativa na natureza do 1º. de Maio no nosso país e que irá ter profundas repercussões na evolução da revolução portuguesa.

    Aliás em Abril de 1974, lá no Sindicato dos Metalúrgicos como noutros sindicatos fundadores da CGTP, estávamos a preparar um grande 1º de Maio, proibido, para o Rossio, com panfletos que defendiam o direito à greve, o fim da guerra colonial e a liberdade.

    Aquele grande primeiro 1º de Maio teve uma participação espontânea mas já tinha uma ampla base organizada que vinha de longe.

    Ainda sob a ditadura, as jornadas de luta do 1º. de Maio, por acção decisiva do PCP que assume um papel fundamental na sua organização, tiveram uma importância inquestionável na concretização da reivindicação da redução do horário de trabalho e na luta contra a ditadura e pela liberdade, nomeadamente na grande jornada de 1962 que mobilizou dezenas de milhar de trabalhadores, em diferentes zonas do país, e que pôs fim ao trabalho de sol a sol, com a conquista das 8 horas de trabalho nos campos.

    A evolução da situação internacional e nacional, anos que nos separam da derrota do socialismo na URSS e nos outros países socialistas e a contra-ofensiva que desde então se desencadeou contra o mundo do trabalho, mostram bem quanto ilusórias eram as premissas em que assentavam o propagandeado e endeusado capitalismo de rosto humano, assente no seu modelo de "Estado Social", hoje sujeito a acelerada degradação.

    É certo que, desde finais dos anos 70 do século passado, a ofensiva neoliberal desencadeada pelo capitalismo, como resposta à sua profunda crise, mostrava já os seus propósitos de recuperar todas as parcelas de domínio perdido e repor os níveis anteriores de exploração do trabalho, senão aprofundá-los, mas a amplitude da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e as suas organizações projecta-se agora a um nível qualitativamente novo no ataque aos direitos e às condições de vida das massas. Uma ofensiva que só não tem ido mais longe, porque tem sido confrontada com a vigorosa luta dos trabalhadores e dos povos.

    No novo quadro de relações de forças, alterado a favor do capital, o capitalismo deixa cair agora alguns dos disfarces com que pretendia encobrir a sua natureza exploradora e a social-democracia e os partidos socialistas, tal como no passado, assumem o papel de cúmplice do grande capital e de força de capitulação perante o programa neoliberal que passaram a assumir como seu em matérias centrais para garantir condições de vida dignas para os trabalhadores e os povos.

    Esta contra-ofensiva do grande capital determinada pelas exigências de reprodução do capital e a obtenção do lucro máximo e que nestes últimos vinte anos redobrou na sua acção predadora, se conduziu à degradação generalizada das condições de vida e de trabalho de amplas massas, acabou também por levar ao agudizar e acentuar das próprias contradições do sistema de exploração, que se traduz na grave e profunda crise que o sistema capitalista enfrenta hoje.

    Crise que é um rude golpe na fábula do capitalismo triunfante, de que seria capaz de dominar as suas contradições insanáveis e conter a acção destruidora inerente à sua própria evolução e a sua incapacidade para responder aos problemas dos trabalhadores e da humanidade.

    Estas alterações no plano do capitalismo global, ampliaram e aceleraram os efeitos devastadores das políticas de recuperação capitalista no nosso país que os partidos da direita e o PS conduziram em anos sucessivos da sua acção governativa contra as conquistas de Abril, os direitos dos trabalhadores e do povo para promover uma escandalosa centralização e concentração da riqueza a favor do grande capital monopolista.

    Uma acção governativa que assumiu como suas as teses do capitalismo dominante de diabolização de tudo o que é público e de mercantilização dos direitos sociais; de estigmatização e desclassificação de todo o mundo de referências a um passado de conquistas sociais e que transfigurou os direitos sociais conquistados em privilégios, para impor o reino absoluto da flexibilidade, esse mundo feito de precariedade e arbítrio.

    São hoje bem visíveis as consequências desta política e das políticas que promoveram a desregulamentação financeira, as privatizações, a liberalização dos mercados, a livre economia de casino, em detrimento da produção real e das condições de vida dos trabalhadores e dos povos.

    O desemprego crescente, o contínuo aumento da precariedade, a degradação da qualidade do emprego, a liquidação dos direitos laborais e sociais, a flexibilização e o aumento dos horários de trabalho, a desvalorização e liquidação da contratação colectiva, a desvalorização do valor dos salários e das reformas com o aumento da taxa de exploração do trabalho, acentuando as desigualdades sociais e fenómeno da pobreza e da exclusão social. Consequências que se alargam à liquidação do direito à saúde com a crescente degradação dos serviços públicos de saúde; à deterioração do sistema de protecção, ao direito a uma reforma digna e à protecção no desemprego e a todos os domínios da nossa vida colectiva.

    É ver o que está a acontecer hoje mesmo com o país em resultado da desastrosa política de direita e da sua submissão aos ditames e à chantagem do mercado capitalista e do grande capital nacional e internacional.

    O país vive, neste momento, sobre uma intensa e perigosa operação de carácter especulativo dirigida a partir dos centros de decisão do grande capital que têm nas descredibilizadas agências de notação internacionais um dos seus principais instrumentos.

    Não é excessivo afirmar que o capital financeiro "soltou os cães"! Essas agências que em plena crise, perante a especulação, as fraudes e os abusos, calaram! Essas agências que aplaudiram as formidáveis transferências de dinheiro dos Estados aumentando os seus défices.

    Como predadores implacáveis que rapinam os recursos dos povos, o grande capital financeiro depois de ter absorvido incomensuráveis recursos públicos entregues por um poder político que o serve, lança agora um fortíssimo ataque contra a nossa economia visando apoderar-se de importantes recursos nacionais, estorquir milhões de euros dos nossos recursos por via da dívida, tornar mais dependente aquele que é hoje um dos mais dependentes países da União Europeia.

    Perante este verdadeiro roubo feito a Portugal, o papel que PS e PSD (com o apoio do Presidente da República) se preparam para assumir é de participarem nessa operação, exigindo mais sacrifícios aos trabalhadores, não para resolver os problemas nacionais mas para entregar mais dinheiro aos especuladores.

    Se existisse a vontade da Comissão Europeia e do Governo português a actual operação especulativa poderia ser interrompida desde já. Não é esse, contudo, o caminho que está a ser seguido.

    A concertação entre PS e PSD, no seguimento dos entendimentos verificados sobre o Orçamento de Estado e sobre o PEC, não irá trazer nada de novo nem "acalmar os mercados". Destina-se, isso sim, a aprofundar os aspectos mais negativos da política de desastre económico e social de que ambos têm sido responsáveis ao longo dos últimos 34 anos. Não se limitam a aceitar a chantagem do grande capital. Usam-na para dobrar a parada na exigência e aceleração de sacrifícios aos trabalhadores, aos que estão desempregados, aos reformados, aos pequenos e médios empresários. Chamam a isto missão patriótica. Como assim?

    Quando se exigia uma nova política e uma enérgica tomada de posição contra as restrições da União Económica e Monetária, e a exigência do fim da especulação que estão a arrastar o país para o desastre, o que o grande capital reclama e o PS e PSD adoptam, são novos cortes nos salários, no subsídio de desemprego e noutras prestações sociais, o alargamento da jornada de trabalho, a privatização de serviços e empresas do Estado. E vamos ver o que mais, quando se sentirem em condições para isso!

    Não podem por isso contar com o PCP para esta política. Contarão sim, com a nossa firme intervenção na denúncia destas medidas, contarão com o PCP na afirmação de uma política alternativa, na mobilização para a luta contra o PEC e a política de direita.

    Hoje e passado 120 anos, as razões para comemorar o 1º. Maio mantêm-se actuais, porque tal como no passado se mantêm as condições de exploração do trabalho.

    Hoje, tal como há mais de 100 anos o 1º de Maio continua a fazer sentido como jornada de luta pela exigência das reivindicações concretas dos trabalhadores, mas também como a grande manifestação de afirmação do projecto emancipador dos trabalhadores.

    A evolução do capitalismo e a experiência de todos estes anos de combate pelos direitos dos trabalhadores, mostram quanto efémeras e inseguras são as conquistas dos trabalhadores, enquanto se mantiver o sistema de exploração.

    Só o fim do capitalismo pode dar segurança e manter perenes os direitos sociais dos trabalhadores e dos povos.

    Só a luta, a unidade e a organização dos trabalhadores tendo como objectivo a sua superação pode garantir a defesa e o alargamento das conquistas e criar as condições para uma alternativa política duradoura, onde o trabalho com direitos e o direito ao trabalho sejam um valor central e estruturante da nova sociedade liberta da exploração do homem pelo homem.

    Num momento em que se agravam todos os problemas sociais e se desenha uma nova e violenta ofensiva que hipoteca o desenvolvimento, o emprego e as condições de vida dos trabalhadores e novas e mais agravadas condições de exploração, bem patentes no Programa de Estabilidade e Crescimento, na ordem do dia continua colocada a inadiável tarefa da ruptura e da mudança.

    Ruptura com a política de direita e os paradigmas neoliberais das privatizações, das liberalizações a favor do grande capital e da desregulamentação do mercado de trabalho e da liquidação dos direitos.

    Mudança no rumo do país com uma nova política patriótica e de esquerda, capaz de relançar o país na direcção do progresso e da justiça social.

    Uma verdadeira política alternativa como aquela que o PCP propõe no seu Programa de Democracia Avançada para Portugal.

    A resposta ao crescente agravamento da situação económica e social, de forma sustentada e coerente, a resposta aos grandes anseios das largas massas dos trabalhadores de garantia de emprego com direitos e uma vida melhor, exigem a realização desse Programa de ruptura e de mudança. Programa que o fracasso da política de direita e do capitalismo dominante, que estão na origem da crise que o país enfrenta, tornou ainda mais premente e actual.

    O que Portugal precisa não é mais neoliberalismo disfarçado de capitalismo dito regulado, mas de uma coerente e firme política antimonopolista que assuma e garanta uma efectiva subordinação do poder económico do grande capital ao poder político, em nome dos reais interesses dos trabalhadores e do povo.

    O que Portugal precisa não é de um Estado mínimo para as funções sociais, as tarefas do desenvolvimento económico e a promoção dos grandes interesses e dos grandes negócios do grande capital, mas de um Estado como o que defendemos no nosso Programa de Democracia Avançada para Portugal, que assegure as tarefas da realização de uma democracia política, económica, social e cultural que a Constituição da República consagra e projecta.

    Um programa que tem como grandes objectivos a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e da população, a dinamização da actividade económica, do emprego, da defesa da produção nacional e dos sectores produtivos, o combate aos défices estruturais do país e a elevação das condições do desenvolvimento geral do país.

    Um Programa que assume como um dos eixos essenciais de uma política alternativa a valorização do trabalho e dos trabalhadores, através de uma justa repartição da riqueza com a valorização dos salários e do seu poder de compra e o aumento do salário mínimo nacional, uma nova política fiscal para aliviar a carga sobre as classes laboriosas e a defesa do trabalho com direitos.

    Um Programa com uma política de promoção de serviços públicos, nomeadamente um Serviço Nacional de Saúde de qualidade e uma Escola Pública que garanta a gratuitidade de todo o ensino e um sistema público e universal de Segurança Social fortalecido, na base de um novo sistema de financiamento que garanta a elevação das prestações sociais, das reformas e pensões.

    No momento em que passam 120 anos sobre as primeiras manifestações do 1º Maio, entendendo o seu significado histórico, a sua evolução e a evolução da consciência de classe e política dos trabalhadores onde encontramos o PCP e a acção dos comunistas.

    No longo percurso da sua luta, os trabalhadores cedo sentiram a exploração capitalista a que reagiram muitas vezes espontaneamente. Foram atingidos pelos despedimentos e pelo desemprego e, em certas situações, identificaram as novas máquinas mais produtivas como responsáveis por perderem os seus postos de trabalho e destruíram-nas, não vendo que o responsável era o capitalismo que os explorava e considerava peças descartáveis, Não tendo acesso a necessidades básicas criaram associações de socorros mútuos mas perceberam que não chegava, a exploração capitalista e os interesses antagónicos entre o trabalho e o capital levaram à criação dos sindicatos, organizações de classe para a defesa dos interesses dos trabalhadores no plano económico e social no confronto com os exploradores.

    Neste percurso os trabalhadores portugueses construíram uma obra notável:- a CGTP-IN, o movimento sindical unitário, com as suas características distintivas de organização sindical de classe, unitária e de massas. A grande central sindical portuguesa, democrática e independente, que congrega os mais combativos sindicatos portugueses, a legítima herdeira e continuadora das tradições revolucionárias do 1º. de Maio. A grande, forte e ampla central sindical dos trabalhadores portugueses que é o mais sólido baluarte e garantia da defesa dos interesses colectivos dos trabalhadores, contra a exploração. Neste ano que se assinala o 40º aniversário da CGTP-IN, mais uma vez reafirmamos o total empenhamento dos comunistas portugueses na defesa das suas características essenciais e para o seu necessário e imprescindível fortalecimento.

    A criação de organizações de classe sindical foi um passo muito importante que levou o capital ao ataque aos sindicatos ou à criação de "sindicatos" amigos e colaborantes, mas os trabalhadores valorizando os seus sindicatos perceberam que não era suficiente, que era necessária a sua organização de classe no plano político, para disputar o poder político, para em todos o plano defender os seus interesses que se associam aos interesses de todas as camadas populares. E surge assim a necessidade do seu partido político.

    Em Portugal, o Partido Comunista Português, com a sua natureza de Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, é o que melhor defende os interesses e aspirações de todas as classes, camadas e sectores sociais anti-monopolistas. E aqui reafirmamos a nossa inabalável confiança nos trabalhadores portugueses, na sua luta e nas suas organizações de classe.

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  • A pior derrota desde 1985

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Celso Lungaretti::/fuente::
    ::fuente_url::http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/::/fuente_url::
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    300410_derrota A Folha de S. Paulo mente descaradamente: "Por 7 votos a 2, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a Lei da Anistia não pode ser alterada [grifo meu] para possibilitar a punição de agentes do Estado que praticaram tortura durante a ditadura militar (1964-1985)".
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    O Estado de S. Paulo mente descaradamente:

    "A anistia é ampla, geral e irrestrita. O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu ontem que a Lei de Anistia é válida e, portanto, é impossível processar penalmente e punir os agentes de Estado que atuaram na ditadura [grifo meu] e praticaram crimes contra os opositores do governo como tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados".

    O Globo, quem diria, foi o jornalão que relatou corretamente o ocorrido:

    "Por sete votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira arquivar a ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que contesta a Lei de Anistia, o que mantém vedada a possibilidade de processar torturadores [grifo meu]. A mesma regra vale para quem lutou contra o regime militar".

    Pois, exibicionismos retóricos e penduricalhos ideológicos à parte, o que o STF realmente decidiu foi: não cabe ao Judiciário alterar a Lei da Anistia, pois esta tarefa competiria ao Congresso Nacional. Só isto. Quem ler com atenção o relatório do ministro Eros Grau constatará que é este o fulcro da questão.

    Portanto, se o Congresso Nacional decidir revogar a anistia de 1979 e substitui-la por outra Lei, ou simplesmente alterá-la, poderá fazê-lo quando bem lhe aprouver. E, nesse caso, seria, sim, possível "processar penalmente e punir os agentes de Estado".

    Conforme venho afirmando desde agosto de 2008, o grande erro da esquerda foi ter tirado esta discussão dos trilhos: o que havia a se fazer com a anistia imposta em 1979 pela ditadura de 1964/85 era dar-lhe o mesmo tratamento do restante do entulho autoritário. Deveria ser deletada pela democracia e substituída por outra, a ser gerada em liberdade.

    Mas, para tal parto, era fundamental a anuência do Executivo, com seu formidável poder de fogo, e do Legislativo, que é quem dá a formatação.

    Havia, entretanto, consideráveis obstáculos:

    no Ministério prevalecia a corrente reacionária de Nelson Jobim, cuja função tem sido muito mais a de porta-recados dos comandantes militares do que a de seu superior;

    o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre preferiu deixar tudo como estava, desautorizando duas vezes a ala então encabeçada por Tarso Genro e Paulo Vannuchi, daí a orientação que a Advocacia Geral da União tem seguido, de endossar a impunidade dos torturadores;

    não se vislumbrava possibilidade nenhuma de o Congresso sequer aceitar mexer na anistia de 1979 sem um empenho do Governo neste sentido (as bancadas direitistas seriam naturalmente contrárias e a governista estaria, no mínimo, dividida, daí resultando um cenário óbvio de derrota).

    O que a esquerda poderia ter feito em 2008?

    Agir como esquerda: iniciar essa cruzada nas ruas e nas praças (além da web, claro...), convencendo primeiramente a sociedade, para que esta pressionasse os Poderes, de baixo para cima.

    O que a esquerda fez?

    Escolheu a opção menos trabalhosa, mas que manteve a luta restrita a uma minoria politizada: desencadeou uma guerrilha jurídica, utilizando o subterfúgio de descaracterizar os genocídios e atrocidades perpetrados pela ditadura militar, ao apresentá-los como se fossem iniciativa espontânea de subalternos e não ordens recebidas dos superiores, começando pelos generais ditadores.

    Ou seja, na vã esperança de colocar uns velhos caquéticos na prisão, a esquerda se dispôs a avalizar uma das grandes falácias da ditadura: a de que aquele festival de horrores nos porões nada mais seria do que excessos cometidos por alguns aloprados, ao invés de constituir a própria essência do regime.

    Resultado: nossa pior derrota política desde a redemocratização do Brasil.

    ALGOZES E VÍTIMAS

    Pois a leitura que a indústria cultural está martelando do julgamento no STF, com recursos infinitamente superiores aos nossos para fazer a cabeça da maioria da população, embaralha algozes e vítimas, sem deixar claro quem foi o quê.

    Parecerá ao cidadão comum que os dois lados extrapolaram os limites civilizados e a melhor solução é passar-se uma borracha em cima.

    É o que sempre alegaram as viúvas da ditadura: não tendo como negar a ocorrência de execuções, torturas, estupros, ocultação de cadáveres e outros crimes bestiais cometidos pelos golpistas de 1964 e seus sicários, passaram a imputar práticas semelhantes aos resistentes, pinçando um ou outro episódio infeliz e trombeteando-o ad nauseam em sua propaganda goebbeliana.

    Ou seja, tentam fazer com que a exceção tenha o mesmo peso da regra, omitindo que em todas as lutas contra a tirania através dos tempos foram cometidos erros, sem que isto descaracterizasse o fundamental em tais confrontos: uns lutam para perpetuar o arbítrio e outros para dar-lhe fim.

    De resto, em seu interminável e chatíssimo blablablá, os ministros do Supremo não deram resposta satisfatória a uma questão crucial: leis votadas por Congressos que funcionam precariamente em regimes de exceção têm o mesmo peso das produzidas na vigência plena das liberdades democráticas?

    Pois o Congresso que pariu a anistia de 1979 era aquela casa da sogra que os militares fechavam tantas vezes quantas quisessem, cassando seus membros a bel-prazer, dissolvendo e/ou reorganizando partidos na marra e impondo restrições as mais arbitrárias a quem pretendesse se candidatar a uma cadeira.

    Ou seja, tratava-se de um Congresso purgado, manietado e intimidado, que funcionava como Poder de fachada, pois o verdadeiro e único Poder estava na caserna.

    Pretender que o mostrengo engendrado nessas condições – a anistia que igualou algozes e vítimas – tenha sido um pacto sagrado de conciliação nacional, desculpem-me os doutos ministros, é simplesmente risível.

    No fundo, os parlamentares estavam pisando em ovos e a esquerda anuiu sob chantagem, pagando o preço que lhe impuseram para a libertação de presos políticos e o retorno seguro dos exilados.

    A anistia que os algozes concederam a si próprios foi uma aberração jurídica, inclusive, porque nenhum deles tinha sido ou estava sendo punido de forma nenhuma. Colocou-se no mesmo plano a anistia das vítimas presas/barbarizadas e o habeas corpus preventivo dos criminosos recompensados/promovidos.

    O julgamento da 5ª feira Negra nada fez para desestimular a eventual repetição de tais farsas.

    Se é para avalizar o que a lei do mais forte determinou, para que precisamos de uma corte suprema?

     

    ::/fulltext::
  • Entidades culturais viguesas organizam jantar polo 1º de Maio

    ::cck::2155::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::AC Semente Vermelha::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.sementevermelha.org/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_macarico O C.S.O. O Maçarico e a A.C. Semente Vermelha organizamos um jantar para este Sábado, dia 1 de Maio, com o galo do dia do internacionalismo proletário.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Em plena crise capitalista, a burguesia segue a botar acima da classe trabalhadora as conseqúências de umha crise que ela mesma provocou; umha crise que vem confirmar, mais umha vez, o fracasso do capitalismo a nível mundial, a sua impotência humanitária, a necessidade da exploraçom da maioria social e a destruiçom do meio ambiente.

    Num contexto de contínuas mobilizaçons fracassadas polo pactismo e a capitulaçom dos sindicatos, que ignoram a necessidade de impulsar luitas imediatas face a perda de direitos da classe trabalhadora, ERE's, deslocalizaçons de empresas, aumento imparável do desemprego e a precariedade, volvemos a reivindicar, mais do que nunca, a necessidade de derrubarmos este sistema e construir a alternativa socialista.

    E por isto que o 1º de Maio de este ano tem umha importáncia esencial à hora de deixar claro qual é a força de classe que representamos, quais som os objectivos imutáveis.

    Animamos-vos a participar neste jantar, que terá lugar no parque florestal de Beade por volta das 15h, após a manifestaçom que decorrerá desde A Doblada à Porta do sol.

    Para apontar-se, chamade a: 671644308 ou enviade um correio a: eventos@sementevermelha.org.

    ::/fulltext::
  • Adiante pola Greve Geral

    ::cck::2154::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Adiante::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.adiantegz.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_ad ADIANTE adhire no vindeiro 1º de maio a manifestación convocada pola CUT, con saída na praza de Fernando O Católico ás 11:00 horas da mañá, baixo a lenda: Folga Xeral Xa!
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Por moito que o sistema a través dos seus instrumentos de propaganda, os "medios de información" nos queira convencer, hoxe non é unha data ritual ou de lecer. A folcrorización desta data tan significativa para nós ven de lonxe, mais tanto o 30 de Abril, Día internacional da sabotaxe anticapitalista, coma o 1º de Maio, Día do internacionalismo proletario, son xornadas de loita nas que a clase traballadora debemos lanzar con enerxía as nosas reivindicacións e mais as nosas exixencias
    fronte ás/aos inimigas/os da nosa clase.

    Non é para nada un "festivo" máis do calendario. Son moitas/os as/os compañeiras/os que no día de hoxe están a traballar arreo, principalmente no sector servizos (hostelaría, limpeza, reparto, atención ao público e en todos os Centros Comerciais do País, auténticos parques temáticos da especulación, a explotación e o consumismo). De entre elas/es, é a mocidade -carnaza das ETT's- a que está a ocupar os postos do traballo máis precario, desprovista de dereitos laborais, sociais e mesmo sindicais, ameazada pola patronal, atemorizada pola tan útil violencia estrutural do desemprego.

    Non é baladí lembrar o aumento desproporcionado do desemprego no marco galego, cuxas cifras nos tiran o alento a cada pouco.

    Eis o senso de estarmos hoxe aquí, na rúa. Neste espazo de expresión que nos pertence. Sabendo que con esta convocatoria puntual non abonda. Conscientes de que é preciso avanzar os 365 días do ano, organizando, traballando, e loitando para reconstruír un movemento obreiro desartellado hai 30 anos polo pacto franquismo-felipismo-carrillismo.

    Unha organización da mocidade comunista e independentista coma ADIANTE é dona da súa función política no tempo que estamos a vivir: formar e organizar á mocidade traballadora, estudante e desempregada, ás novas camadas do pobo traballador, para responder de fronte ás agresións do sistema e construír unha realidade nova, é dicir: participar e artellar a batalla das ideas e soster no tempo as diferentes dinámicas dunha loita sen tregua.

    E no contexto actual, de crise, de especial vulnerabilidade da clase obreira galega, só unha FOLGA XERAL pode axudarnos a medírmonos na rúa, a pasar revista ás nosas forzas, a analisar e organizar a resposta obreira, tan urxente, que deixe morto o monstro do actual sistema fraticida.

    Os mesmos gobernos, as/os mesmas/os banqueiras/os, os mesmos lobbies, as/os mesmas/os empresarias/os que nos levaron da súa man a ésta crise -privatizando os beneficios e socializando as perdas-, coidan xa domesticada á clase obreira no seu conxunto, diante da súa irresponsábel pasividade. Están mesmo a se reforzar na derrota dunha clase desartellada, sen mecanismos de resposta, alienada e entregada.

    Até tal punto nos consideran domésticos que invisten millóns en reclutar mozas e mozos en masa para desenvolver o rol de policías, picoletos, militares, carceleiros ou seguratas. É dicir, quérenos fieis, caladas e calados, coa disposición de defender as súas propiedades e os seus privilexios, coa disposición de maltratar e agredir á nosa clase. E rinse de nós chamándolle a esta relación de propietarios-mercenarios "traballo".

    É por isto que urxe a FOLGA XERAL NACIONAL. Unha folga xeral que non é un fin en si mesma. Unha folga xeral, impulsada no conxunto do pobo traballador galego para levar á rúa o conflito, para escenificar o disenso, para recoller a proposta dunha sociedade mellor e propagar a faísca, prendela en niveis máis elevados de loita, izar o estandarte da auto-organización da nosa clase, da recuperación da nosa auto-estima, da reconstrución do movemento obreiro galego e combativo no camiño da nosa total emancipación nacional e social.

    Que viva o internacionalismo proletario! Viva Galiza ceibe e socialista! ADIANTE XA, COA FOLGA XERAL!

    ::/fulltext::
  • Central Obreira Galega convoca concentraçom na Corunha polo 1º de Maio

    ::cck::2153::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::COG::/fuente::
    ::fuente_url::http://coggalicia.blogspot.com::/fuente_url::
    ::introtext::

    300410_cog Para o 1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário, a Central Obreira Galega (COG), convoca umha concentraçom diante da Delegaçom do Governo Espanhol na Galiza, sediada na praça de Ourense nº11 da Corunha.

    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Na concentraçom, o companheiro Mário Dias, Coordenador Nacional da nossa central, lerá o manifesto acordado pola direcçom da COG em que se denuncia a situaçom da classe trabalhadora perante a actual crise económica capitalista e as contínuas agressons da patronal e se fam as propostas da nossa organizaçom para a combater, entre elas, a uniom das distintas centrais sindicais combativas e organizaçons obreiras para a imediata convocatória de umha greve geral.

     O dito manifesto será publicado nas páginas deste jornal amanhá, a partir das 12.30 horas.

    ::/fulltext::
  • Adiante pola Folga Xeral !!

    ::cck::2146::/cck::
    ::pais::::/pais::
    ::fuente::::/fuente::
    ::fuente_url::::/fuente_url::
    ::introtext::

    300410_adADIANTE - ADIANTE adhire no vindeiro 1º de maio a manifestación convocada pola CUT, con saída na praza de Fernando O Católico ás 11:00 horas da mañá, baixo a lenda: Folga Xeral Xa!

    ::/introtext::
    ::fulltext:: Por moito que o sistema a través dos seus instrumentos de propaganda, os "medios de información" nos queira convencer, hoxe non é unha data ritual ou de lecer. A folcrorización desta data tan significativa para nós ven de lonxe, mais tanto o 30 de Abril, Día internacional da sabotaxe anticapitalista, coma o 1º de Maio, Día do internacionalismo proletario, son xornadas de loita nas que a clase traballadora debemos lanzar con enerxía as nosas reivindicacións e mais as nosas exixencias fronte ás/aos inimigas/os da nosa clase.

    Non é para nada un "festivo" máis do calendario. Son moitas/os as/os compañeiras/os que no día de hoxe están a traballar arreo, principalmente no sector servizos (hostelaría, limpeza, reparto, atención ao público e en todos os Centros Comerciais do País, auténticos parques temáticos da especulación, a explotación e o consumismo). De entre elas/es, é a mocidade -carnaza das ETT's- a que está a ocupar os postos do traballo máis precario, desprovista de dereitos laborais, sociais e mesmo sindicais, ameazada pola patronal, atemorizada pola tan útil violencia estrutural do desemprego.

    Non é baladí lembrar o aumento desproporcionado do desemprego no marco galego, cuxas cifras nos tiran o alento a cada pouco.

    Eis o senso de estarmos hoxe aquí, na rúa. Neste espazo de expresión que nos pertence. Sabendo que con esta convocatoria puntual non abonda. Conscientes de que é preciso avanzar os 365 días do ano, organizando, traballando, e loitando para reconstruír un movemento obreiro desartellado hai 30 anos polo pacto franquismo-felipismo-carrillismo.

    Unha organización da mocidade comunista e independentista coma ADIANTE é dona da súa función política no tempo que estamos a vivir: formar e organizar á mocidade traballadora, estudante e desempregada, ás novas camadas do pobo traballador, para responder de fronte ás agresións do sistema e construír unha realidade nova, é dicir: participar e artellar a batalla das ideas e soster no tempo as diferentes dinámicas dunha loita sen tregua.

    E no contexto actual, de crise, de especial vulnerabilidade da clase obreira galega, só unha FOLGA XERAL pode axudarnos a medírmonos na rúa, a pasar revista ás nosas forzas, a analisar e organizar a resposta obreira, tan urxente, que deixe morto o monstro do actual sistema fraticida.

    Os mesmos gobernos, as/os mesmas/os banqueiras/os, os mesmos lobbies, as/os mesmas/os empresarias/os que nos levaron da súa man a ésta crise -privatizando os beneficios e socializando as perdas-, coidan xa domesticada á clase obreira no seu conxunto, diante da súa irresponsábel pasividade. Están mesmo a se reforzar na derrota dunha clase desartellada, sen mecanismos de resposta, alienada e entregada.

    Até tal punto nos consideran domésticos que invisten millóns en reclutar mozas e mozos en masa para desenvolver o rol de policías, picoletos, militares, carceleiros ou seguratas. É dicir, quérenos fieis, caladas e calados, coa disposición de defender as súas propiedades e os seus privilexios, coa disposición de maltratar e agredir á nosa clase. E rinse de nós chamándolle a esta relación de propietarios-mercenarios "traballo".

    É por isto que urxe a FOLGA XERAL NACIONAL. Unha folga xeral que non é un fin en si mesma. Unha folga xeral, impulsada no conxunto do pobo traballador galego para levar á rúa o conflito, para escenificar o disenso, para recoller a proposta dunha sociedade mellor e propagar a faísca, prendela en niveis máis elevados de loita, izar o estandarte da auto-organización da nosa clase, da recuperación da nosa auto-estima, da reconstrución do movemento obreiro galego e combativo no camiño da nosa total emancipación nacional e social.

    Que viva o internacionalismo proletario! Viva Galiza ceibe e socialista! ADIANTE XA, COA FOLGA XERAL!

    ::/fulltext::
  • Jornadas da mocidade independentista em Vigo

    ::cck::2152::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CMI Galiza::/fuente::
    ::fuente_url::http://galiza.indymedia.org/gz::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_amigz Nos dias 5, 6, 7, e 8 de Maio teram lugar as I Jornadas da Mocidade Independentista em Vigo com charlas, coloquios, jantar, concerto...
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Vai o programa:

    5 de Maio:

    A mocidade na defesa do galego
    (Mocidade pola Língua)
    Ás 20:00h. no C.S.A. Guindastre
    (Rua Xulián Estevez 22, Teis)


    6 de Maio:

    Feminismo e MJG
    (Assembleia de mulheres de Vigo)
    Ás 20:00h. no C.S.A. Guindastre
    (Rua Xulián Estevez 22, Teis)


    7 de Maio

    Desportos e MJG
    (Siareir@s Galeg@s)
    Ás 20:00h. no L.S. Faisca
    (Rua Toledo 9, Calvário)


    8 de Maio

    O papel da mocidade nos colflictos do metal
    (trabalhador do metal)
    Ás 12:00h. no C.S. A Revolta
    (Rua Real 32, Casco Velho)

    Jantar de Convivio
    Ás 14:30h. no C.S. A Revolta

    CONCERTO SOLIDÁRIO "NOM NOS VAM CALAR"

    Zënzar
    Raiba
    Esquios
    Ceboletas eléctricas

    Na sala A Farandula (Churruca, frente a praça de Portugal) às 00:30h.



    AVANTE A MOCIDADE INDEPENDENTISTA!!
    VIVA GALIZA CEIVE E SOCIALISTA!!
    ::/fulltext::
  • Festa anti-jacobeia na Corunha, no Sábado 1 de Maio

    ::cck::2151::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Nomepisesofreghao::/fuente::
    ::fuente_url::http://nomepisesofreghao.blogaliza.org/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_rfg Feminifestaaaaa!!! Este sábado, 1º de maio, ás 22:00h. festa na Nena Pepita para presentar a campaña da Rede Feminsta GZ: "A Igreja contra as mulheres, as mulheres contra a igreja", ademais, nuha data tan sinalada, despediremos a 2ª visita deste ano das Generatech.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Haberá sorteo dun Kit Activista Feminista (para o que temos rifas as Nomepises e na Nena Pepita) presentaremos produccións do traballado en Xeneratech GZ, producións tamén das accións da Rede durante este ano, xogos, licor café, VJs...

    Non podes faltar!!

    Aquí deixamos o manifesto e o cartaz da Festa, difundide e asistide!!!

    A IGREJA CONTRA AS MULHERES, AS MULHERES CONTRA A IGREJA
    A Igreja como instituiçom que é um instrumento fundamental de submetimento feminino empregando para este fim as chaves simbólicas das que o patriarcado se serve como estrategia de domínio.
    Na sexualidade:
    A doutrina sexual do catolicismo caracteriza-se por cingir a sexualidade ao mero acompanhamento da actividade reprodutiva, considerando toda actividade sexual fora do matrimónio como pecaminosa. Assim nem a masturbaçom, nem o lesbianismo, homossexualidade e bissexualidade, nem a prática heterossexual fora da relaçom matrimonial, por destacar algumhas das práticas sexuais mais comuns, som consideradas correctas para a moral católica.
    Na família:
    Consolidárom o contrato matrimonial convertendo a mulher na "ama de casa" que esta obrigada a manter a unidade familiar, assim todas as mulheres seremos filhas-maes-esposas-coidadoras, situaçom onde a opressom e exploraçom patriarcal se confunde com o amor e com o afecto.
    O matrimónio heterossexual e indivisível cuja finalidade principal é a de trazer filhas e filhos a este mundo. A fidelidade e exclusividade sexual converte-se em umha outra obriga, mais férrea para as mulheres que para homens.
    No ensino:
    O machismo é umha matéria mais do curriculum educativo, mas sabe ocultar-se mui bem nos desenhos e enunciados sexistas dos livros de texto, nas liçons dessa história sem mulheres, nos contos de heróis machos e de princesas débeis... porém é na matéria de Religiom Católica onde o machismo tem o seu pilar.
    Na vida laboral:

    A Igreja olha como ataque frontal à religiom e à moralidade que a mulher entre no trabalho remunerado, há que reclui-la no lar para realizar tarefas próprias do seu sexo, as "suas labores". Consolida a visom de mulher-esposa, mulher-mae ou mulher-irmá de...umha figura sempre dominada por um varom.

    Todos os valores inculcados pola religiom: submissom, passividade, aceitaçom das ordens, etc, etc, suponhem umha impagável formaçom como mau de obra barata e submissa.

    ::/fulltext::
  • Esquerda independentista chama a participar nas mobilizaçons da CIG no 1º de Maio

    ::cck::2149::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Primeira Linha::/fuente::
    ::fuente_url::http://primeiralinha.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_crise Mais um ano achegamo-nos à data do 1º de Maio, ao Dia do Internacionalismo Proletário, umha jornada de luita que chega no meio de umha crise do sistema capitalista a nível mundial da qual ainda nom conhecemos a sua verdadeira duraçom nem profundidade.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Um contexto duro para a classe obreira e as classes populares na Galiza e no que se fai precisa umha resposta contundente e combativa para frearmos as novas agressons que a burguesia espanhola, o seu governo e os seus meios de comunicaçom preparam com a cumplicidade dos sindicatos amarelos espanhóis e da esquerda reformista e autonomista.

    Como todos os anos a organizaçom política da esquerda independentista NÓS-UP e a organizaçom juvenil BRIGA apresentam os seus manifestos perante o Dia Internacional da Classe Obreira e fam um apelo à participaçom nas manifestaçons que a CIG convoca em diferentes ciudades e vilas do País:

    Vigo, às 12:00 h. com saída do Cruze da Dobrada

    Corunha, às 12:00 h. com saída da Praça de Vigo

    Compostela, às 12:30 h. com saída da Praça Roxa

    Ponte Vedra, às 12:30 h. com saída da Praça da Ferraria

    Ferrol, às 12:00 h. com saída da Avda. de Esteiro

    Lugo, às 12:30 h. com saída da Ronda da Muralha

    Ourense, às 12:00 h. com saída do Pavelhom dos Remédios

    Ribadeu, às 12:30 horas, com saída do Prédio Sindical

    ::/fulltext::
  • Contra a reforma laboral e das pensons, Greve Geral!

    ::cck::2148::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Nós-UP::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.nosgaliza.org/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_nosup Perante o 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário, NÓS-Unidade Popular quer fazer um apelo à participaçom maciça da classe obreira galega nas manifestaçons convocadas pola CIG por todo o País para defendermos os nossos direitos frente à ofensiva da burguesia no contexto da crise económica capitalista.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Umha crise que se converteu no pretexto para o governo espanhol do PSOE tomar umha série de decissons antipopulares que fam que o peso da crise económica recaia sobre a maioria trabalhadora. O mesmo governo que destina fundos multimilionários para ajudar a bancos em perigo pola crise financeira e para impulsionar o processo de concentraçom das caixas de aforro favorecendo os interesses de uns quantos empresários (para isto sim há dinheiro), também está a pactuar umha nova reforma laboral para embaratecer e facilitar o despedimento e recurtar direitos laborais atingidos após décadas de luita obreira.

    Por nom falarmos da proposta de reforma do sistema de pensons, com a que pretendem que trabalhemos até os 67 anos e que quotizemos 25 anos em lugar dos 15 actuais para "assegurar" um sistema de pensons que supostamente "corre perigo" no futuro.

    Devemos acrescentar o aumento de um imposto indirecto como o IVA, decissom que empobrecerá as classes populares mentres se evita umha reforma fiscal que se baseie nos impostos directos aumentando a pressom fiscal sobre os ricos e reduzindo-a entre as rendas mais baixas.

    Os recurtes em gastos sociais, algo que na Galiza também favorece a política privatizadora do governo autonómico do PP em ámbitos como a sanidade, o ensino ou os serviços sociais. Mas para manter o exército espanhol participando na invasom e ocupaçom imperialista do Afeganistám, ou no Líbano, também há dinheiro de sobra.

    Mentres tanto, sindicatos corruptos e vendidos ao Estado como CCOO e UGT tam só fôrom quem de organizar manifestaçons para cubrir o expediente e aparentar que fam algo em defesa da classe trabalhadora, mas por detrás negociam com o governo espanhol e a CEOE a nova reforma laboral.

    Corresponde ao sindicalismo nacional e de classe representado pola CIG emprender este caminho, abandonando as atitudes vacilantes e a dependência política do reformismo autonomista representado polo BNG para fazer converger as múltiplas luitas laborais e sociais que se pruduzem na Galiza numha Greve Geral nacional que para a esquerda independentista é umha necessidade inexcusável neste contexto de constantes agressons da burguesia e de crise do sistema capitalista.

    Devemos parar os pés da burguesia e dos seus lacaios e demonstrar que o povo trabalhador galego nom está disposto a tragar com outra reforma laboral que só beneficia a quem provocárom esta crise.

    Que os ricos paguem a crise!

    Contra a crise capitalista, Independência e Socialismo!

    Galiza, 1º de Maio de 2010

    ::/fulltext::
  • 1º de Maio: Um dia de luita

    ::cck::2145::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Corrente Vermelha::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::300410_luita"As vosas leis están en oposición á natureza, á liberdade e ao ben estar".::/introtext::
    ::fulltext::
    120 anos despois destas palabras dos cinco sindicalistas dos EEUU mortos pola sua participación nas folgas de Chicago pola xornada laboral de 8 horas, e em plena crise capitalista, os especuladores do mundo, a Union Europea, o FMI, a patronal berran: para superala non se pode gastar máis, há que reducir o déficit.

    Xa esqueceron a "refundacion do capitalismo" e agora culpan aos gastos sociais do seu aumento, e os gobernos aprestanse tomar as medidas legais necesarias: reduccion das pensions, privatizacions, abaratamento do despido, aumento do IVE, imposto que só pagan os asalariados e asalariadas, etc.

    Mostran o mundo o "exemplo" grego cando a realidade é que o déficit cresceu porque a banca foi resgatada co diñeiro publico, os empresários despiden, presentan EREs ou pechan empresas como Air Comet, SYKES, Alfageme,... sem nengun impedimento, e retiran o imposto sobre o Patrimonio ou as SICAV, refuxio das grandes fortunas, non pagan impostos. E a isto chamanlle "sair da crise entre todos".

    O plan de choque do goberno central tem a súa version na Xunta do PP com o obxectivo do saqueo e privatizacion de todos os servizos públicos galegos rendibles, e a perda de centos de postos de traballo e mais precariedade. Desde o Sergas ate os bombeiros, desde o Consorcio de Igualdade e Bem estar ate as Escolas de Idiomas, pasando pola estrela da coroa, as Caixas de Aforro; este é o plan da Xunta.

    Pola sua banda, mentras o desemprego atinxe xá a mais de 4 millons de persoas, ameazase com recurtes no gasto social e nos direitos políticos e sindicais, cando se fala dun pensionazo e das privatizacions ou se pretende unha nova reforma laboral, desde as centrais sindicais maioritarias chaman ao dialogo social freando a resposta social.

    Fronte aos plans dos gobernos e a patronal xá houbo ducias de mobilizacions como os metalurxicos na defensa da Bolsa de traballo ou as plataformas contra a privatización da sanidade, mas tamen no resto do Estado, como as Folgas Xerais em zonas de Andalucia, etc., no camiño da mobilizacion que prepare unha folga xeral.

    por unha saída da crise favorable á clase traballadora e o pobo

    - contra o desemprego, reparto do traballo reducindo a xornada a 35 horas sem reduccion de salários.

    - contra a privatizacion dos servizos, por uns servizos que resposten ás necesidades sociais con emprego de calidade e medios profesionais e materiais suficientes.

    - por un plan de obras publicas e sociais, com contratacion directa desde os Concellos e institucions.

    - adiantar a idade de xubilacion aos 60 anos com contrato de relevo, e equiparacion das pensions mais baixas a SMI.

    - prohibicion dos EREs e dos despidos. Non máis deshaucios e condonacion das hipotecas.

    - o diñeiro tem que sair de onde está, nacionalizacion da banca e os sectores estratexicos, alen das empresas em crise e cambio da política fiscal: que pague quem mais tem.

    Para avanzar há que rexeitar o dialogo social, a chamada á paz social so conduce a unha nova derrota da clase traballadora, é preciso construir e fortalecer o sindicalismo de clase, unitário e combativo, sobre a base das asembleas decisórias, que retome o obxectivo da transformacion social.

    ACUDE ÁS MANIFESTACIONS DA CIG

    ::/fulltext::
  • 1º de Maio na Galiza: mobilizaçons sindicais nas principais vilas e cidades

    ::cck::2144::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::DL::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_obreiros O Dia do Internacionalismo Proletário está marcado neste ano polo aprofundamento da crise capitalista.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Neste contexto, os sindicatos "oficiais", CCOO e UGT, marcham juntos como sempre, fazendo da data um expediente administrativo ao serviço do sistema e da sua estabilidade.

    De resto, as convocatórias som variadas e marcadas pola crise, as ameaças de agressons aos direitos laborais e a ainda insuficiente resposta unitária por parte do movimento obreiro e popular.

    Sindicalismo nacionalista e de classe

    No caso da CIG, a maior organizaçom de massas galega nom dependente de qualquer estrutura espanhola "superior", neste ano há oito convocatórias noutras tantas cidades e vilas da Galiza. O lema da convocatória deste ano é: "Emprego e salários dignos. Nom ao pacto social" e "O défice público que o pague o capital. Reforma fiscal já!".

    Eis as mobilizaçons anunciadas:

    Vigo, às 12:oo h. com saída do Cruzamento da Dobrada

    Corunha, às 12:oo h. com saída da Praça de Vigo

    Compostela, às 12:3o h. com saída da Praça Roxa

    Ponte Vedra, às 12:3o h. com saída da Praça da Ferraria

    Ferrol, às 12:oo h. com saída da Avda. de Esteiro

    Lugo, às 12:3o h. com saída da Ronda da Muralha

    Ourense, às 12:oo h. com saída do Pavilhom dos Remédios

    Ribadeu, às 12:30 horas, com saída do Edifício Sindical

    Além do apoio do institucional BNG, aliado à corrente maioritária na central nacionalista, as mobilizaçons contam com o apoio anunciado das forças políticas de esquerda nom reformista, como NÓS-Unidade Popular, o MpB ou a Corrente Vermelha.

    CUT e CGT, juntas em Vigo

    Mais um ano, a segunda central nacionalista galega, a CUT, marcha em Vigo junto à secçom galega da central anarquista espanhola CGT. A manifestaçom parte da praça de Fernando o Católico às 11 horas e a CUT convoca-a reclamando umha greve geral galega.

    Esta mobilizaçom conta tradicionalmente com o apoio político da FPG.

    CNT, anarco-sindicalismo também em Vigo

    A mais veterana das centrais sindicais com presença na Galiza, a centenária CNT, convoca nesta ocasiom também em Vigo, polo fim das restriçons de direitos laborais. A marcha anarco-sindicalista parte às 12 do meio dia do cruzamento das ruas Gram Via e Lepanto com a rua Urzaiz, concluindo na Porta do Sol, onde terá lugar um comício.

    A CNT de Ferrol anunciou que um autocarro viajará a Vigo levando trabalhadores e trabalhadoras à manifestaçom viguesa.

    COG concentra-se na Corunha

    A Central Obreira Galega, resultado de umha cisom da CUT, anunciou a convocatória de umha concentraçom às 11:15h. em frente da Delegaçom do Governo Espanhol na Galiza, na praça de Ourense nº 11, da Corunha.

    Actividades complementares

    Tal como vimos anunciando nas nossas páginas durante os últimos dias, Centros Sociais das cidades onde há convocadas manifestaçons operárias neste 1º de Maio organizam actividades complementares, nomeadamente festas e jantares.  Podes informar-te lendo as notícias relacionadas mesmo abaixo destas linhas.

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  • 1° de Maio: Vamos lutar em defesa dos aposentados e pela jornada de 36 horas

    ::cck::2143::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Conlutas::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.conlutas.org.br/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_conlutas No Dia Internacional do Trabalhador nossas principais bandeiras de luta serão em defesa dos aposentados e pela redução da jornada sem redução de salários e direitos
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    O 1º de Maio já está aí. Vamos manter a tradição da esquerda e preparar atos unitários e classistas. Não faremos como as centrais governistas que realizam showmícios financiados pelas mesmas empresas e governos que atacam direitos e salários dos trabalhadores do decorrer do ano.

    Uma das nossas principais bandeiras será a defesa do reajuste dos aposentados igual ao do salário mínimo: 9,68% retroativos a janeiro de 2010. A votação está marcada para a próxima terça-feira (5/4). Além disso, está em pauta o fim do Fator Previdenciário. Precisamos reafirmar o apoio da Conlutas à Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), que luta em defesa das aposentadorias.

    Também serão levantadas as bandeiras de luta pela redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução de salários e de direitos, aumento de salário e contra a ocupação militar no Haiti.

    O 1º de Maio é dia de luta contra o capitalismo, para denunciar as grandes empresas, os Estados e seus governos e reafirmar a luta por uma sociedade justa, igualitária, uma sociedade socialista.

    A Conlutas faz um chamado a todos os setores do movimento sindical, popular e estudantil à realização de atos unitários, classistas, de oposição de esquerda ao governo Lula, aos governos estaduais e municipais e aos patrões. Vamos organizar atos conjuntos com todos os setores que hoje compõem o processo de reorganização e aproveitar para convocar o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora.

    Bandeiras de luta

    Em cada Estado devemos nos apoiar nas mobilizações que estão ocorrendo e buscar unificá-las com as mobilizações nacionais que são:

    - Aposentados: reajuste igual ao do salário mínimo, reposição das perdas e fim do fator previdenciário!

    Estamos diante de mais um episódio na luta dos aposentados contra o governo Lula. Já é a terceira vez que o governo e as centrais governistas tentam uma manobra para impedir que os projetos de lei que garantem o fim do fator previdenciário, o reajuste igual ao do salário mínimo e a reposição das perdas sejam aprovados na Câmara dos Deputados. O governo quer pagar apenas 6,14% de reajuste. É necessário denunciá-lo e as centrais governistas que defendem 7,7%. Precisamos dizer que não há déficit na previdência, como insiste em afirmar o governo Lula. Só o ano passado o governo destinou R$ 283 bilhões para pagamento de juros e serviços da dívida externa.

    - Redução da jornada de trabalho, para 36h, sem redução de salário e direitos

    Essa bandeira deve estar presente em todas as campanhas salariais cuja jornada é superior a 36h semanais. Além disso, vamos denunciar que passados mais de sete anos, o governo Lula não tomou uma iniciativa sequer para reduzir a jornada, nem para 40h semanais. Vamos fazer um chamado às centrais governistas por um dia nacional de paralisações; não devemos apostar as nossas fichas em um congresso corrupto como as centrais governistas vêm fazendo. Essa vitória dependerá exclusivamente da mobilização de nossa classe e por isso será preciso unidade e uma forte ação contra o governo e os patrões.

    - Aumento geral dos salários

    Durante o Governo Lula os empresários e banqueiros aumentaram em 400% o seu lucro enquanto os salários aumentaram pouco mais de 50% no mesmo período. Vamos denunciar que isso só foi possível por que o governo, no momento da crise, despejou centenas de bilhões do dinheiro público para as grandes empresas e ao latifúndio, enquanto aos trabalhadores sobraram demissões e agora um ritmo infernal de trabalho. Portanto, há condições, sim, para um aumento geral dos salários!

    - Reforçar reivindicações das campanhas salariais e manifestar apoio à luta do funcionalismo público federal

    Em cada estado, região ou município devemos destacar as ações das categorias em mobilização, especialmente as campanhas salariais e dar divulgação a essas lutas. É preciso manifestar apoio à luta do funcionalismo público. Esse setor se enfrenta novamente contra o governo Lula, agora contra os projetos que na prática congelam o reajuste destes trabalhadores por 10 anos.

    Haiti: Solidariedade sim, ocupação militar não!

    Neste 1º de Maio mais uma vez vamos erguer defender a solidariedade ao povo haitiano. Vamos denunciar que os efeitos nefastos causados pelo terremoto têm sua intensidade agravada a partir das inúmeras décadas de opressão e retaliação impostos pelo imperialismo. Vamos reafirmar a importância da solidariedade classista e internacional, e fazer contundente exigência da retirada das tropas de ocupação militar daquele país. É preciso denunciar o papel do exercito brasileiro nesta ocupação e a irresponsabilidade do Governo Lula neste episódio. Vamos divulgar a visita de nossa delegação, este mês, ao Haiti e de nossa contribuição material ao Batay Ouvriye. Denunciar que nada está sendo reconstruído pelas tropas, que é com a própria força e solidariedade do heróico povo haitiano. Contra a ocupação, vamos exigir a presença de médicos, engenheiros, educadores e não soldados! Fora as tropas brasileiras do Haiti!

    Faixas e bandeiras - Vamos ao 1º de Maio com nossas faixas, bandeiras, manifestos, formando as colunas da Conlutas. Além de nossas reivindicações principais, não podemos deixar de falar da luta contra a opressão, o machismo, a homofobia, da luta por direito a moradia, saúde, educação, estabilidade no emprego, e a defesa do Socialismo, alternativa para a vida da classe trabalhadora, para a vida da humanidade.

    São Paulo

    Capital - O ato em São Paulo acontece na Praça da Sé e será divido em três blocos: sindical, dos movimentos populares e partidos políticos. Haverá apresentações de grupos culturais como Operário em Construção, Marighela, Rap-MST e Radiola.

    Programação:
    10h30 - Abertura do ato com a coordenação e a apresentação do grupo Radiola.
    11h – Fala dos blocos dos sindicatos
    11h50 – Fala os movimentos populares
    12h45 – Fala os partidos políticos
    13h – Encerramento.

    São José dos Campos - O evento acontece neste sábado, dia 1º de Maio, a partir das 10h, na Praça Pedro Pinto da Cunha, em frente à Igreja São Judas Tadeu, no Jardim Paulista.

    A luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial e sem banco de horas, estará no centro da manifestação, organizada pela CONLUTAS, sindicatos dos Metalúrgicos, dos Químicos, Trabalhadores da Alimentação, Correios, Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas), servidores municipais de Jacareí, oposição dos servidores municipais de São José dos Campos, oposição alternativa da APEOESP, Ação Eco-Socialista, Movimento Mulheres em Luta e Must (Movimento Urbano dos Sem-Teto) do Pinheirinho.

    Ribeirão Preto

    Em Ribeirão Preto haverá um ato público na Esplanada Pedro II, às 9h.

    Rio de Janeiro

    Niteroi - Neste ano a atividade do 1º de Maio será no Morro do Bumba, em Niterói-RJ. O ato levará a solidariedade para todos os trabalhadores vitimados em todo o Estado do Rio de Janeiro e denunciará o descaso dos poderes públicos municipal, estadual e federal relativo às tragédias das últimas chuvas potencializadas pela inércia dos governos de plantão.

    Programação

    30 de abril – 6ª feira – a partir das 16 horas – Panfletagens de agitação para o Ato do 1º de Maio nos seguintes locais: Central do Brasil, Metrô Carioca e Praça XV (Barcas);
    01 de maio - sábado – Ato do Dia do Trabalhador em Niterói – concentração a partir das 10 horas da manhã no Morro do Bumba.

    Minas Gerais

    Belo Horizonte - No dia 30/04, às 8 horas no auditório do Sindicato dos Comerciários de BH, acontecerá o Encontro Metropolitano com as Centrais Sindicais para a elaboração de uma plataforma de luta unitária a ser encaminhada aqui em Minas, cujas principais bandeiras são:

    - Valorização dos salários em nível regional;
    - Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
    - Contra o fator previdenciário;
    - Contra criminalização e judicialização do movimento sindical e popular;
    - Contra as práticas anti-sindicais;
    - A questão da terra.

    O ato do 1º de Maio unitário, acontecerá no mesmo dia do encontro, 30 de abril, na Praça Sete, a partir de 14 horas.

    Rio Grande do Sul

    Porto Alegre - A comemoração acontece na sexta- feira (30). Haverá o lançamento da revista "O ensino público pede socorro", com a participação de professores e funcionários públicos. Logo em seguida, uma passeata irá do no Largo Glênio Peres até o centro da cidade, com a participação de sindicatos filiados à Conlutas. O ato se unificará com outras centrais sindicais e continuará em marcha até a sede do governo onde haverá um protesto contra o governo de Ieda Cruz. O encerramento será na Secretária Municipal de Saúde e denunciará o descaso e precariedade do governo com o setor.

    Rio Grande do Norte

    Natal - Será empunhada a bandeira por um mundo socialista, com a unificação dos trabalhadores da cidade e do campo, mulheres e homens, jovens e idosos. Juntos, pretendem ampliar ainda mais a jornada de lutas por uma sociedade justa. Participam da atividade o Sintsef, Sindsaude, Sintest, Sindbancários, Sinai, CASS, ANEL, POR, Intersindical, MST, GAS, MR, PSOL, PSTU e outras entidades.

    Programação

    Dia 30 (sexta-feira), 15h - Concentração no cruzamento da rua Baraúnas
    com Av. 9 - em frente a Igreja Universal.
    16h - Ato na praça Gentil Ferreira, no Alecrim

    Dia 1º (Sábado) 9h - Panfletagem e ato no cruzamento da entrada de
    São Gonçalo do Amarante (Nordestão do Gancho)

    A história do 1º de Maio

    O 1º de Maio é uma homenagem aos milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) que foram às ruas protestar contra as péssimas condições de trabalho as quais eram submetidos - férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam - e exigir a redução da jornada de trabalho de 16 para 8 horas. Essa mobilização envolveu mais de 250 mil trabalhadores. Em greve, realizaram manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentavam a cidade. Entretanto, a repressão policial foi brutal: trabalhadores foram presos, feridos e alguns deles mortos. Isto foi em 1886.

    Após diversos enfrentamentos com mortes de trabalhadores e policiais, a polícia promoveu uma investigação pesada e centenas foram presos. Oito dos militantes mais ativos de Chicago foram acusados de conspiração.

    Albert Parsons, August Spies, Adolf Fischer e George Engel foram enforcados no dia 11 de Novembro de 1887. Louis Lingg teria cometido suicídio na prisão. Os três restantes foram finalmente perdoados em 1893.

    Em 1889, a Segunda Internacional Socialista aprovou em seu congresso, realizado em Paris, proclamar o dia 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador, em memória aos "mártires" de Chicago e pela luta por jornada de oito horas. Essa deveria ser uma grande manifestação internacional.

    Em 1890, o Congresso norte-americano se viu obrigado a voltar a lei que estabeleceu a jornada de oito horas de trabalho.
    Em 1º de Maio de 1891, nova manifestação no norte da França sofreu forte repressão policial resultando na morte de dez manifestantes, o que reforçou a data do 1º de maio como um dia de luta dos trabalhadores.

    Em abril de 1919 o senado francês ratificou as oito horas diárias de trabalho e proclamou o 1º de Maio daquele ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adotou o 1º de Maio como feriado nacional. Este exemplo foi seguido por muitos outros países, com exceção dos EUA.

    Fontes: Informes das regionais - História: páginas da Cimi, Mundo Português e PSTU

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  • Manifesto da CGT da Corunha para o 1º de Maio

    ::cck::2139::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CGT::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.cgtgalicia.org::/fuente_url::
    ::introtext::300410_cgt Este Primeiro de Maio, a CGT da Coruña volve saír á rúa. ::/introtext::
    ::fulltext::
    Nestes tempos nos que a patronal, apo-iándose nunha lexislación cómplice, efectúa milleiros de despedimentos de traballadores ante a pasividade do sindicalismo habitual, a CGT fai un chamamento á mobilización e a solidariedade de clase para amosar, firmemente, que terán a oposición dos traballadores todos aqueles para os que non somos máis que ferramentas de usar e tirar segundo as súas comenencias.

    Cada despido é unha agresión

    Para a CGT, cada un dos despedimentos que se están a producir todos os días non deben ser consentidos polos traballadores e traballadoras. O único que temos é o noso traballo e non podemos admitir que se vexa como normal que, cando lle pete ao empresario, nos dean a patada e nos manden, no mellor dos casos, a cobrar do paro.

    Temos que dicir tamén que a nós dános igual que o traballador sexa fixo ou temporal, que teña contrato ou que non. Diga o que diga a lexislación, unha finalización dun contrato, aínda que sexa legal, é un despido. Non por ser legal, a situación á que se leva ao traballador é menos grave que un despedimento improcedente ou nulo legalmente.

    Pois ben, para a CGT cada unha das compañeiras ou dos compañeiros que quedan no paro non é soamente unha agresión ao afectado, senón a todos nós, como traballadores; é a agresión máis dura que podemos sufrir por parte dos patróns.

    Ningunha agresión sen resposta

    A CGT non vai permanecer indiferente ante esta situación. A CGT non acepta a pasividade xeral que se está producindo cando despiden a alguén. Para nós, a gravidade da agresión debe ser respondida coa contundencia axeitada e, polo tanto, cada un dos despedimentos será contestada polos medios que teñamos. A mobilización e a solidariedade son e serán as directrices que guiarán a nosa acción sindical.

    Un novo Primeiro de Maio

    O Primeiro de Maio é, en primeiro lugar, unha manifestación de pertenza á clase obreira, o recordatorio de que esta sociedade sigue dividida en opresores e oprimidos, en explotadores e explotados. Pero este Primeiro de Maio ten unhas características que aínda fan máis necesaria a nosa presenza na rúa: máis de catro millóns de parados, milleiros de traballadoras e traballadoras desafiuzados, a ameaza dunha nova reforma laboral, o endurecemento das xubilacións, unha patronal voraz e insaciable, unha lexislación laboral que permite ás empresas o fraude continuo, unha Inspección de Traballo inútil, uns sindicatos "maioritarios" colaboradores co Estado e coa patronal, que non se cuestionan a inxusta sociedade na que vivimos... Cada un destes temas serían suficientes para saír á rúa a berrar e amosar que estamos dispostos á loita.

    A CGT fai un chamamento, neste Primeiro de Maio, á mobilización, á organización e á loita para a desaparición desta sociedade inxusta na que vivimos e para consecución dunha sociedade xusta e igualitaria.

    Hoxe, máis que nunca, viva o Primeiro de Maio!

    Viva a clase obreira!

    ::/fulltext::
  • Quatro anos de prisão para ex-directora da migração de Angola

    ::cck::2138::/cck::
    ::pais::Angola::/pais::
    ::fuente::Página um::/fuente::
    ::fuente_url::http://pagina-um.blogspot.com/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_corrupom O Tribunal de Luanda condenou esta quinta-feira a ex-directora dos Serviços de Migração e Estrangeiros de Angola (SME, equivalente ao SEF português), Maria Joaquina da Silva, com quatro anos de prisão efectiva por crimes de peculato, falsificação de documentos e burla
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    O tribunal condenou ainda outros seis membros da anterior direcção dos SME, entre eles o director-adjunto Rui Garcia Neto e o antigo chefe da unidade marítima de Luanda - ambos condenados a oito anos de prisão.

    A defesa dos arguidos já anunciou a intenção de recorrer para o Supremo.

    Em causa está o abuso de funções da antiga direcção e a concessão de vistos a indivíduos de outra forma impedidos de entrar no território angolano por questões criminais.

    ::/fulltext::
  • Ohiana Garmendia, presa santurtziarra, hospitalizada de urgência

    ::cck::2063::/cck::
    ::pais::Euskal Herria::/pais::
    ::fuente::Boltxe::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.boltxe.info::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_presos A santurtziarra Oihana Garmendia, encerrada na prisão francesa de Fleury, teve que ser translada a um hospital.
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    ::fulltext::
    Etxerat comentou que uma presa comum cuja cela está próxima da de Oihana incendiou a sua cela, criando-se uma situação de extrema gravidade, e com toda a fumaça indo para a cela de Ohiana.

    A demora a levar as presas do lugar pôde provocar uma grave tragédia, com resultados trágicos.

    Oihana deu entrada no hospital por ter inalado fumaça e com várias fracturas nos pulsos depois de ter tido que bater na porta da sua cela para que a tirassem de ali.

    Parece ser que a parcimónia dos carcereiros franceses não fez mais do que agravar a situação.

    Em definitivo, a criminosa politica prisional dos estados francês e espanhol, pondo em perigo a vida @s pres@s politc@s basc@s e d@s seus familiares um dia sim, outro tambien.

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  • Líder indígena: Lula é inimigo público número 1

    ::cck::2137::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Pravda.ru::/fuente::
    ::fuente_url::http://port.pravda.ru/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_amazonia  Os Kayapó Metuktire, da aldeia Piaraçu, divulgaram nesta segunda-feira (26/4) comunicado no qual reafirmam sua intenção de resistir à construção da hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. Apresentamos o comunicado do líder Megaron Txukarramãe.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Os Kayapó Metuktire, da aldeia Piaraçu, divulgaram nesta segunda-feira (26/4) comunicado no qual reafirmam sua intenção de resistir à construção da hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. Desde sexta-feira, 23/4, os índios paralisam o tráfego da balsa que corta o Rio Xingu, na BR-080, no Mato Grosso. A rodovia inicia-se nos limites do Parque Indígena do Xingu, próximo à TI Capoto-Jarina, e corta a BR-163 e a BR-158. Os grupos que serão direta ou indiretamente afetados pelo empreendimento estão tomando iniciativas para impedir a obra e mandam recado contundente ao Presidente Lula. Leia abaixo o comunicado assinado pelo cacique Megaron Txucarramãe.

    Comunicado

    Nós lideranças e guerreiros estamos aqui em nosso movimento e vamos continuar com a paralisação da balsa pela travessia do rio xingu. Enquanto Luiz Inacio Lula da Silva insistir de construir a barragem de Belo Monte nós vamos continuar aqui. Nós ficamos com raiva de ouvir Lula falar que vai construir Belo Monte de qualquer jeito, nem que seja pela força!!!

    Agora Nos indios e o povo que votamos em Lula estamos sabendo quem essa pessoa. Nós não somos bandidos, nós não somos traficantes para sermos tratados assim, o que nós queremos é a não construção da barragem de Belo Monte.

    Aqui nós não temos armas para enfrentar a força, se Lula fizer isso ele quer acabar com nós como vem demonstrando, mas o mundo inteiro vai poder saber que nós podemos morrer, mais lutando pelo nosso direito. Estamos diante de um Governo que cada dia que passa se demonstram contra nós indios.

    Lula tem demonstrado ser inmingo número um dos indios e Marcio Meira o atual Presidente da Funai tem demostrado a ser segunda pessoa no Brasil contra os indios, pois, a Funai não tem tratado mais assuntos indigenas, não demarcação de terra indigena mais, não tem fiscalização de terra indigena mais, não tem aviventação em terra indigena. Os nossos líderes indigenas são empedido de entrarem dentro do predio da funai em Brasilia pela força nacional. O que esta acontecendo com nós indios é um fato de grande abandono, pois, nós indios que somos os primeiros habitantes deste pais estamos sendo esquecidos pelo Governo de Lula que quer a nossa destruição, é esta a conclusão que chegamos.

    Lider indigena Megaron Txukarramãe

    Aldeia Piaraçu, 26 de abril de 2010

    ::/fulltext::
  • PSOL insiste na construção da Frente de Esquerda unitária e socialista nestas eleições

    ::cck::2136::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::PSOL SP::/fuente::
    ::fuente_url::http://psolsp.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::

    300410_psol Nota da Executiva Nacional do PSOL.

    ::/introtext::
    ::fulltext::
    O PSOL realizou sua III Conferência Nacional Eleitoral no dia 10 de abril e após um intenso e importante processo de debates definiu a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio a presidente da República. Definiu também uma base inicial de diretrizes programáticas e a tática da Frente de Esquerda buscando aliança eleitoral com o PSTU e PCB e um diálogo com os movimentos sociais autênticos e combativos da classe trabalhadora brasileira e com todos os atores que se coloquem em oposição de esquerda e conseqüente ao governo Lula. Nesse sentido, o PSOL vem manifestar sua disposição de empreender todos os esforços possíveis para construir essa unidade, pois consideramos que a Frente de Esquerda é uma necessidade no atual momento para a classe trabalhadora brasileira, para os setores oprimidos, para todos aqueles que lutam por outro projeto político que resgate as bandeiras históricas do povo brasileiro.

    O cenário eleitoral se apresenta como uma grande peça de manipulação do povo, pois as candidaturas de Dilma, amparada pelo governo Lula e a máquina de Estado; a de José Serra, da nefasta aliança PSDB-DEM; a de Marina Silva, do PV, que aceitou aliar-se ao PSDB e ao DEM no Rio de Janeiro, defendem a mesma política econômica em vigor no país há 16 anos, que submete o Brasil ao capital financeiro e à lógica do neoliberalismo. Basta ver a política de privatizações e a entrega da soberania nacional, do patrimônio público e a desastrosa política ambiental, como verificada no leilão da usina Belo Monte e nas recentes enchentes, que causaram desmoronamentos de encostas deixando centenas de vitimas, devido à ausência de uma política habitacional para as populações carentes. O caso da usina de Belo Monte é outra grande negociata, patrocinada agora pelo governo Lula, para favorecer grandes empreiteiras e com os mesmos métodos antidemocráticos e truculentos de desrespeitar os direitos dos povos originários, tal como ocorria no governo FHC. Ao lado disso, o grande capital, que tem assumido em suas grandes publicações, como a revista Veja, não ter contradições de fundo entre as candidaturas Dilma e Serra, patrocina uma ofensiva sobre os direitos do povo trabalhador brasileiro. O Estado, suas leis e seu aparato repressivo, perseguem brutalmente os movimentos sociais e suas ações, e criminalizam a pobreza.

    É preciso, portanto, construir nas lutas sociais uma frente de resistência que tenha capacidade de potencializar um plano de ação e uma plataforma de reivindicações para defender a classe e mobilizá-la contra os ataques do grande capital e dos seus governos. É por isso que o PSOL saúda e está engajado na construção do CONCLAT, que ocorrerá em junho, e que deverá fundar uma nova central combativa e classista no Brasil. É este mesmo espírito de unidade na ação para criar um novo instrumento de frente única que deve balizar a disposição de todos para constituir a Frente de Esquerda eleitoral. O Brasil precisa nestas eleições de uma alternativa socialista e de esquerda, buscando construir a unidade de todos que têm responsabilidades reais junto ao movimento de massas e ao povo pobre e trabalhador. O momento é de superarmos nossas dificuldades e construir a unidade. Vamos partir daquilo que nos une e não daquilo que nos divide. Não é o momento de decretar impossibilidades de se formar a Frente de Esquerda, pois terão responsabilidade no movimento os que optarem pela divisão antes mesmo de esgotarmos as possibilidades de um acordo por essa unidade.

    O PSOL está propondo com os aliados da Frente, com os movimentos sociais, com a intelectualidade crítica, a realização de um esforço coletivo de elaboração de um programa mínimo comum, que pode ter como patamar mínimo o programa/manifesto da Frente de Esquerda de 2006 que uniu a todos nós, e que agora pode ser atualizado. para ter como ponto de partida, um programa de claro corte anticapitalista e ecosocialista. Dessa forma, chamamos os companheiros do PSTU e do PCB a assumirem a responsabilidade pela construção de uma Frente de Esquerda nas eleições de outubro, para apresentarmos ao povo pobre, ao conjunto da classe trabalhadora e aos setores médios uma verdadeira alternativa de esquerda, que coloque na ordem do dia o chamado à mobilização.

    Foi esse o sentido do esforço do PSOL de ter chegado ao nome de Plínio Arruda Sampaio, para avançarmos na construção de um projeto de esperança, de luta e de unidade da esquerda socialista, combativa e democrática.

    São Paulo, 27 de abril de 2010

    Executiva Nacional do PSOL

    ::/fulltext::
  • Felco – Festival Latino Americano da Classe Obreira

    ::cck::2134::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Fundação Clóvis Salgado::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.fcs.mg.gov.br::/fuente_url::
    ::introtext::300410_festivalDe 28 de Abril a 2 de Maio de 2010 (filmes em DVD).::/introtext::
    ::fulltext::

    De 28 de abril a 2 de maio de 2010 acontece no Cine Humberto Mauro a 5ª Edição Belo Horizonte do Festival Latino Americano da Classe Obrera (Cinema e Vídeo).

    Nesta edição o FELCO tem como referência estética e reflexiva a participação feminina nas lutas sociais e políticas na América Latina.

    Na programação, filmes clássicos e contemporâneos do cinema Latino Americano serão apresentados ao público durante cinco dias em três mostras específicas:

    Mulheres e Revoluções, que reúne filmes históricos e atuais de cineastas de ambos os sexos e de coletivos cuja abordagem seja a luta feminina no contexto social da América Latina.

    Utopias e Barbáries, que trás obras diversas sob a curadoria do cineasta Silvio Tendler, que apontam para as transformações em curso na América Latina e no Mundo após a segunda Guerra Mundial.

    Vídeo-Ativismo, com obras de cunho social e político que retratam as atuais frentes de lutas dos oprimidos e das classes trabalhadoras na América Latina.

    Além dos filmes, estão programados debates com o público com a presença de realizadores convidados, oficinas culturais e o lançamento da segunda edição do catálogo da Rede Felco Minas Gerais.

    As Edições Especiais FELCO BH acontecem anualmente no Cine Humberto Mauro de onde seguem com programação itinerante por vários espaços alternativos da cidade, região metropolitana de Belo Horizonte e interior do Estado de Minas Gerais.

    http://redefelcominas.ning.com

    ::/fulltext::
  • O que você fará no 1º de Maio?

    ::cck::2133::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::PCB Foz do Iguaçu::/fuente::
    ::fuente_url::http://pcbfoz.blogspot.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_pcb É difícil recusar os convites, cada vez mais sedutores, para uma confraternização entre patrões e funcionários.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Contudo precisamos resgatar a data como um Dia dos Trabalhadores, um dia para a gente se organizar e reivindicar o que nos é de direito.

    A história da classe trabalhadora é a história de suas lutas. Os direitos que temos hoje são resultado da ação dos trabalhadores que enfrentaram os ataques do capital e de seu Estado. Os direitos não são fruto das concessões dos patrões e governos, incansáveis na busca do lucro sobre a exploração do nosso trabalho.

    Portanto fazemos um chamado aos trabalhadores para, juntos, realizarmos nossas lutas, reivindicações e denúncias dos desmandos do capitalismo, o sistema econômico que vive a partir do lucro em cima do nosso trabalho.

    A crise capitalista só foi segurada temporariamente devido às demissões de trabalhadores e ao uso de recursos públicos para salvar as empresas da falência. Ou seja, a classe trabalhadora pagou a conta. Nós, trabalhadores, devemos questionar os planos de ajustes dos governos e acreditar somente em nossa mobilização, rompendo as ilusões com estes governos.

    Devemos denunciar as entidades que dizem estar ao lado dos trabalhadores, mas que na realidade estão junto dos patrões e do governo. Essa é a política da CUT, CTB, UGT e da Força Sindical, que negociam a redução de salário e a retirada dos direitos. Isso sem falar que ocultam o significado do Dia do Trabalhador com festas e sorteios.

    Só vamos reverter essa situação quando nos enxergarmos como classe e lutarmos por nossos direitos e por novas conquistas. E um dos espaços para que todos se assumam como categoria é o sindicato. Participe, discuta, faça com que sua reivindicação concretize-se em direito!

    BASTA!

    É hora também de denunciar as perseguições realizadas por parte dos governantes e donos do capital. A cada dia fica evidente o aumento nas retaliações aos que questionam a falta de emprego, os problemas na saúde pública, no transporte coletivo, educação, moradia e segurança.

    Estas perseguições deixam claro que os poderosos não abrem mão de seus privilégios e não aceitam melhorias para os trabalhadores e a população. Por isso, perseguem os trabalhadores informais, tentam retirar direitos dos servidores públicos, se esforçam para enfraquecer os sindicatos, terceirizam e privatizam os serviços essenciais para o povo.

    O 1º de Maio é o dia de repúdio aos que dizem ajudar o povo e os trabalhadores, mas que são os verdadeiros responsáveis pelas injustiças, pelas promessas não cumpridas e pela negação dos direitos da população.

    O que queremos e defendemos

    - Nenhum direito a menos, avançar nas conquistas;
    - Contra a perseguição aos trabalhadores informais, ambulantes e panfleteiros;
    - Pelo fim da catraca eletrônica e consequente achatamento salarial;
    - Fim dos cargos comissionados e encargos especiais na administração pública;
    - Transporte público de qualidade;
    - Fim das demissões e das readmissões com salários e condições de trabalho inferiores;
    - Aumento real nos salários e melhores condições de trabalho;
    - Contra o banco de horas;
    - Contra as condições de trabalho que causam doenças;
    - Não financiamento ao FMI e aplicação de recurso em prol dos trabalhadores;
    - Reforma agrária e urbana digna a todos, sob o controle dos trabalhadores;
    - Contra a violência e criminalização do movimento sindical, popular e estudantil;
    - Soberania sobre os recursos naturais; o pré-sal é nosso;
    - Contra o bloqueio a Cuba; apoio à Palestina; retirada das tropas brasileiras do Haiti;
    - Por uma sociedade sem explorados e exploradores, uma sociedade socialista

    APP SINDICATO - FOZ
    ASSOCIAÇÃO GUATÁ
    CONLUTAS
    INTERSINDICAL
    MST
    SIND. JORNALISTAS - FOZ
    SIND. HOTÉIS E SIMILARES
    SIND. COMERCIÁRIOS
    SINTEOESTE

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  • Israel quer acabar com investigações de ONG

    ::cck::2128::/cck::
    ::pais::Israel::/pais::
    ::fuente::Esquerda.net::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.esquerda.net/::/fuente_url::
    ::introtext::
    200410_palestina O parlamento israelita vai debater uma lei que permite a dissolução de organizações envolvidas na investigação de crimes de guerra do seu exército.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    A lei surge na sequência do relatório Goldstone sobre os crimes de guerra na invasão de Gaza no fim de 2008. Este inquérito da ONU conseguiu reunir provas desses crimes graças ao esforço de organizações locais que trabalham em Israel. ??Segundo o jornal inglês Guardian, o próprio primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu considerou o "efeito Goldstone" como uma das três principais ameaças à segurança que o país enfrenta.

    Algumas associações debaixo da mira desta lei são a B'Tselem, Gisha, Adalah, a Associação dos Direitos Civis de Israel e os Rabinos pelos Direitos Humanos. ??A proposta de lei foi subscrita por deputados de vários partidos. Ronit Tirosh, do partido oposicionista Kadima, diz que ela "irá acabar com o alvoroço das ONG que tentam subverter o Estado com o pretexto dos direitos humanos".

    Uma sondagem do jornal Ha'aretz diz que 58% dos judeus israelitas defendem que as organizações que divulgaram as condutas criminosas de Israel não devem continuar a poder trabalhar livremente. Mais de metade dos inquiridos acha que há "demasiada liberdade de expressão" em Israel.

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  • Bolívia e Venezuela inauguram núcleo de produção agrícola

    ::cck::2142::/cck::
    ::pais::Venezuela::/pais::
    ::fuente::Opera Mundi::/fuente::
    ::fuente_url::http://operamundi.uol.com.br/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_chavez-evo O presidente boliviano, Evo Morales, visitou o colega venezuelano, Hugo Chávez, em sua terra natal, Barinas, nesta quinta-feira (29/4).
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Durante o encontro, além de iniciarem as negociações de acordos de cooperação para os próximos cinco anos, os presidentes fundaram a Fundação Araguaney.

    "Há uma profunda amizade entre o presidente venezuelano e o povo da Bolívia", afirmou Evo, que se disse surpreso com a receptividade dos venezuelanos.

    Organização socialista que faz parte dos projetos de integração da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), a Fundação Araguaney visa impulsionar a produção agrícola em Barinas, especificamente em relação à produção de leite e gado.

    Para Chávez, a iniciativa é "um exemplo de produção socialista, que visa aumentar a produção sem deixar que apenas a minoria enriqueça, ao contrário, ela existe para beneficiar toda a população".

    Futebol

    A visita de Evo Morales à Venezuela foi a terceira no mês de abril e faz parte do plano de estreitar as relações entre os dois países, que segundo o presidente boliviano são "nações irmãs".

    "Dentro de três meses eu visitarei a Bolívia. Queremos nos reunir trimestralmente para desenvolver a cooperação bilateral. Hoje, esta é a primeira dessas reuniões e o início deste processo", disse Chávez.

    Na sexta-feira, os presidentes devem continuar seguindo a agenda da visita, que prevê uma partida de futebol e novas reuniões que visam promover a cooperação econômica binacional principalmente nas áreas comerciais, petrolíferas, agrícolas, de gás e petroquímica.

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  • CIG denuncia presença de amianto nas obras da central de Caixanova em Vigo

    ::cck::2123::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CIG::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizacig.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_caixanova As mostras remitidas pola CIG a un laboratorio confirman a presenza de amianto nas obras da central de Caixanova.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    O Gabinete de Saúde Laboral da Confederación xa presentou denuncia na Fiscalía por delito contra a saúde dos traballadores/as.

    Os primeiro resultados das análises realizadas ás mostras recollidas nas obras da central de Caixanova en Vigo confirmaron a presenza de amianto no edificio. Dende a sección sindical da CIG exixiron que se investigue o impacto da exposición do po de amianto e como pode afectar na saúde dos 500 empregados/as que traballan na central.

    Unha das tres mostras remitidas pola CIG a unha empresa especializada deu positivo e veu confirmar a presenza de amianto nas obras da central de Caixanova. Diante desta situación, a sección sindical da CIG en Caixanova exixiu que se analice o impacto da exposición ao po de amianto e como pode afectar no futuro á saúde das persoas que traballan na central, "xa que non nos consta que en ningún momento se removese o amianto conforme as medidas de seguridade previstas na lei". Así mesmo, subliñaron o Gabinete Técnico de Saúde Laboral da CIG xa ten presentado denuncia na Fiscalía por un delito contra a saúde dos traballadores/as.

    Orde de paralización

    A semana pasada a sección sindical da CIG en Caixanova presentou denuncia na Inspección de Traballo ante a posibilidade de que houbese amianto entre os materiais da estrutura do edificio da central en García Barbón. Despois de recoller mostras sospeitosas, que foron amosadas á Inspección de Traballo, a CIG remitiunas a un laboratorio independente para sometelas a análise.

    O xoves 22 e o luns 26 de abril, a Inspección xirou visitas ás obras. Houbo unha orde de paralización da obra que finalmente o Xefe da Inspección en Pontevedra decidiu que fose parcial. O martes 27 houbo unha nova visita da Inspección para comprobar a recollida de mostras dos materiais por parte dunha empresa especializada.

    Dende a sección sindical destacaron que o persoal que recolleu as mostras ía enfundado nun traxe illante con máscaras e luvas, mentres que "nós puidemos estar expostos ao po do amianto durante nove meses en mangas de camisa".

    ::/fulltext::
  • Compostela: Ruas desfeitas na USC de excelência

    ::cck::2117::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Agir::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.agir-galiza.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_fochancos Onte de manhá, um pequeno grupo de estudantes do Campus Sul da USC, fartos e fartas de conviver dia a dia entre os extremos da decrepitude infraestrutural por umha banda, e as maravilhosas campanhas de excelência universitária que se gastam a reitoria, o concelho, e os bancos patrocinadores, pola outra, decidimos pôr maos à obra.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    E nunca melhor dito. Ataviad@s com indumentária operária e armad@s de cinzéis, martelos, caldeiros e umha carretilha, desmontamos em parte a perigosa superfície do passeio anexo à entrada à faculdade de Políticas e a escola de Relaçons Laborais. Este terreno leva mais de 6 anos em estado ruinoso, causando notáveis problemas para a circulaçom, nomeadamente de pessoas com mobilidade reduzida.

    Após mais de meia hora de levantamento de baldosas, um carro da seguridade privada de Prosegur apareceu no lugar sem intervir. Até que o fijo também umha unidade da polícia local que solicitou a identificaçomd@s operári@s por nom ter permisso para acordoar a zona, que fora efectivamente delimitada como corresponde para garantir umha intervençom deste tipo.

    Posteriormente, @s estudantes volvêrom ficar sós e continuárom picando até algo antes das 14 horas, quando tocou hora de abandonar o trabalho, nom sem antes deixar bem asseguradas dúas faixas de denúncia e proteger com fita os espaços mais afectados.

    De AGIR-Compostela esperamos que esta intervençom, recebida com alegria por estudantes que se passavam pola zona crendo que se tratava dumha obra com licença, acelere os trámites para que o Concelho ou a Universidade (nom se decidem a quem corresponde a competência sobre o passeio) ordenem os seus rostos visíveis a saír trabalhar de maos dadadas com os seus banqueiros preferidos, já que tam concernidos estám todos eles pola mediatizaçom da grandiosidade (teleférico, cidade da cultura, Campus Excelência e Campus Vida, Jacobeu e Ano Santo...) e o destaque desta cidade-ficçom sumida porém na realidade do tránsito, as obras e o turismo exagerados, a espanholizaçom e o folclorismo, a policializaçom asfixiante e o "postureo" de cidade ponteira com cifras de paro escandalosas e sem sectores económicos produtivos.

    ::/fulltext::
  • Juntas, luitamos polo reconhecimento das mulheres labregas

    ::cck::2114::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::SLG::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.sindicatolabrego.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_camponesa Labregas do Estado espanhol e Europa estám a levar ao cabo o seminário europeu Labregas polos nossos direitos, organizado em Cáceres pola Confederaçom de Mulheres do meio Rural, CERES, em colaboraçom com a área de mulheres da Coordenadora de Organizaçons Agrárias e Gadeiras (COAG), as mulheres de COAG de Estremadura e a Coordenadora Europeia Via Camponesa (CEVC).
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    O papel que desexamos ter as mulleres na actividade agraria e no desenvolvemento rural é unha das claves centrais deste encontro.

    Nunha fonda rolda de intervencións, as mulleres asistentes coincidiron en destacar a merma dos seus dereitos, sobresaíndo as dificultades interpostas na consecución da titularidade compartida das explotacións e a cotización á seguridade social por parte das labregas.

    Hoxe en día, na maioría dos casos mulleres que traballan na explotación co mesmo grao de implicación que o seu compañeiro, chegadas á idade da xubilación non contan con pensión algunha, xa que o núcleo familiar "non se puido permitir" o pago da Seguridade Social para dúas persoas, sendo a muller a que prescinde -ou fáiselle prescindir- desta cobertura.

    Denunciamos tamén a falta de recoñecemento das achegas que as mulleres realizamos á sociedade, engadindo a miúdo á nosa xornada laboral a responsabilidade do coidado da familia e mesmo a prestación de servizos sociais (coidado de maiores, etc), sen que nin a Administración nin grande parte da sociedade valore o noso esforzo.

    Iso si, nós, as mulleres labregas, somos perfectamente conscientes da importancia do noso traballo. E valorámonos como peza fundamental na loita pola consecución do benestar social, non só derivado da alimentación sa e de calidade que proporcionamos, senón tamén do papel que realizamos como coidadoras das persoas e da terra.

    A participación na toma de decisións e execución das mesmas, fortemente vinculada ao concepto de visibilidade das mulleres labregas, revelouse neste foro como un obxectivo fundamental na nosa loita.

    Rexeitamos os simulacros de atención á especificidade das mulleres labregas ao estilo do Foro Europeo "As Mulleres no Desenvolvemento Sustentable do Medio Rural", que o Ministerio de Medio Ambiente, Medio Rural e Mariño (MARM) está a levar a cabo durante estes días en Cáceres. "Estamos fartas de que se fale das mulleres labregas sen as mulleres campesiñas".

    Constatouse tamén que as labregas non nos sentimos representadas no modelo industrial de produción agraria, encadrado no actual sistema capitalista neoliberal e patriarcal, que destrúe a diario os nosos proxectos de produción de alimentos e reserva para nós postos de traballo cada vez máis precarios.

    As mulleres reafirmámonos na nosa relación especial co medio, rexida por unha actitude de respecto e coidado pola terra e a natureza. As mulleres labregas demandamos e loitamos por un sistema produtivo alimentario realizado por persoas para as persoas. E decidimos implicarnos, como campesiñas europeas, na loita internacional das mulleres do mundo.

    Convencidas da consistente certeza dos nosos posicionamentos, esiximos o recoñecemento oportuno e identificamos a discriminación da opinión das mulleres como unha forma máis de violencia contra nós.

    As mulleres produtoras de alimentos reiteramos que o fracaso do actual sistema produtivo, baseado na explotación exacervada de recursos e a intensificación industrial, fica máis que constatado a día de hoxe, con miles de labregas e labregos arruinados, a privatización da produción alimentaria polas multinacionais e a taxa de mortalidade por fame máis alta da historia da humanidade.

    ::/fulltext::
  • ADIANTE perante a expulsom de Ivám Prado

    ::cck::2113::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::ADIANTE::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.adiantegz.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_israel ADIANTE já pediu em datas passadas, e com o galho dos protestos do povo galego contra o genocídio praticado polo sionismo israelita, a disoluçom deste Estado, enclave do imperialismo mundial e laboratório do terrorismo de estado.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Outra volta, e sen ningún tipo de explicación, desenvolvendo unha vez máis a práctica totalitaria que caracteriza á administración sionista, expulsan ao compañeiro Iván Prado, promotor do Festiclown 2010 en Palestina, e mais á intérprete Laila T.Q., despois de máis de seis horas de celas de incomunicación e interrogatorios continuados sen lles recoñeceren ningún tipo de dereito, como o de asistencia letrada, ou intérprete.

    Dende ADIANTE queremos expresar a nosa solidariedade cos compañeiros e co proxecto internacionalista do Festiclown 2010, e exixir máis unha vez a disolución do Estado de Israel e o consecuente recoñecemento do dereito a decidir do pobo palestino.

    Palestina vencerá!

    Disolución do Estado Sionista de Israel!

    ::/fulltext::
  • Chega o mês das letras: exposiçom de Carvalho Calero na USC

    ::cck::2112::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::AGIR::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.agir-galiza.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_carvalho Todos estes meses, a exposiçom sobre carvalho Calero promovida no centenário do seu nascimento e vigéssimo aniversário da sua morte, foi levada por AGIR graças à Fundaçom Artábria (que editou e nos emprestou o material) a liceus de secundária de Compostela e Vigo. Depois, iria parar a Corunha.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    E agora, perto do mês das letras e quando se começam a anunciar actos com o galho do 17 de Maio, a exposiçom retorna à capital para ficar na Universidade durante um mês.

    O Comité de Campus Sul tem sido o primeiro em ubicar a exposiçom sobre um dos pais do reintegracionismo. Está em Intercentros, o espaço compartido polas Faculdades de Sicologia e Magistério, frente à cafetaria. Permanecerá lá a semana toda até a vindoura ser colocada no Campus Histórico.
    ::/fulltext::
  • Greve geral para Índia em protesto contra elevação de preços

    ::cck::2111::/cck::
    ::pais::Índia::/pais::
    ::fuente::Vermelho::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.vermelho.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_india Uma greve geral convocada por vários partidos opositores e de esquerda em protesto contra o aumento dos preços e a incapacidade do governo para deter a escalada no custo de vida paralisou nesta quarta-feira uma grande parte da Índia.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    A greve geral afetou o transporte aéreo, ferroviário e rodoviário nos Estados de Bengala Ocidental, Tripura, Arunachal Pradesh, Orissa, Uttar Pradesh, Andhra Pradesh e Kerala, e outras zonas do país onde a maioria das escolas e estabelecimentos comerciais permaneceram fechados, revelou a agência de notícias IANS.

    A principal demanda dos partidos políticos liderados pela esquerda é que o governo revogue as medidas que fizeram disparara os preços dos combustíveis, dos fertilizantes e de outros produtos básicos.

    O aumento recente no prço da gasolina, do diesel e do gás está relacionado com a decisão das autoridades de restabelecer um imposto de 5% sobre a importação de combustíveis, eliminado em 2008.

    Batatas, cebollas, grãos e cereais também tiveram seus preços elevados nas últimas semanas, com a inflação dos produtos alimentícios rondando 17,65% em um mês, de acordo com dados oficiais.

    A inflação anual na Índia também aumentou consideravelmente nos últimos meses, de 0,5% em setembro do ano passado para 9,9% em março, seu maior nível em 17 meses.

    O descontentamento pela política de preços também repercutiu no Parlamento Nacional, onde as sessões legislativas foram interrompidas na terça-feira por protestos da oposição.

    As principais forças opositoras do país querem apresentar uma moção de desconfiança contra a Lei de Orçamento elaborada pelo governo. Caso a lei seja aprovada, a oposição obrigaria o governo a renunciar com a moção.

    Embora sua aprovação seja pouco provável, já que o Partido do Congresso e seus aliados na situação contam com os votos necessários para derrotá-la, a apresentação da moção e os protestos de rua significam uma forte mensagem ao governo sobre o crescente descontentamento popular no país, opinam analistas locais.

    ::/fulltext::
  • Noite Hard Core o 8 de Maio com Sem Resposta e Rojo 2

    ::cck::2107::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Fundaçom Artábria::/fuente::
    ::fuente_url::http://agal-gz.org/blogues/index.php/artabria::/fuente_url::
    ::introtext::290410_guitarras Fundaçom Artábria organiza no seu local de Ferrol umha noite de hardcore em galego::/introtext::
    ::fulltext::

    O próximo sábado, 8 de Maio, contaremos no nosso Local Social com umha espectacular noite de Hard Core em galego com os vigueses Sem Resposta e Rojo 2.

    O concerto começará às 22h e tem um bilhete de 4 euros, 3,5 euros se és associad@ da Fundaçom Artábria.

    + info:
    http://www.myspace.com/semrespostahc
    http://www.myspace.com/rojo2coia

    ::/fulltext::
  • STF decide sobre aplicação da Lei de Anistia

    ::cck::2104::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Carta Maior::/fuente::
    ::fuente_url::http://cartamaior.com.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_stf Após décadas de espera, a sociedade brasileira vive nesta quarta-feira, 28 de abril de 2010, um momento histórico na luta em defesa dos direitos humanos.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Finalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se a Lei de Anistia se estende aos agentes públicos e privados envolvidos em graves crimes contra a população civil que resistiu à ditadura militar brasileira. Entre esses crimes se destacam execuções sumárias, torturas e desaparecimentos forçados. Julgamento pode ser acomapnhado ao vivo pela TV e pela internet.

    No cenário político nacional, e mundial, a expectativa é grande em relação ao julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A ADPF, cujo relator é o Ministro Eros Grau, será o único processo a ser julgado nesta data pelo Plenário do STF.

    O Centro Pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) ingressou como amicus curie na referida ADPF, em concordância com a ação ajuizada pela OAB. O objetivo do CEJIL é contribuir para a reflexão do tema por meio de sua experiência adquirida no litígio internacional de casos cujo foco é a ilegitimidade de leis de anistia. Tais leis resultaram na impunidade de graves crimes cometidos durante ditaduras militares ou guerras civis na América Latina.

    No julgamento, o CEJIL defenderá em sustentação oral que, de acordo com tratados e decisões de Tribunais Internacionais, leis de anistia não podem impedir a investigação de graves violações cometidas de modo sistemático durante períodos de exceção, em respeito aos direitos à verdade e à justiça das vítimas, suas famílias e de toda a sociedade brasileira.

    O julgamento ocorre a partir das 14 horas e pode ser visto no site http://www.tvjustica.jus.br/assista_online.php

    ::/fulltext::
  • A farsa da guerra contra as drogas

    ::cck::2141::/cck::
    ::pais::México::/pais::
    ::fuente::Brasildefato::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.brasildefato.com.br/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_cocaina1 A maioria dos assassinados não faz parte do combate ao narcotráfico; na verdade, trata-se de execuções de população civil
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Há alguns dias, em um fórum, escutei as mães dos jovens massacrados impunemente no bairro popular Villas de Salvárcar, em Ciudad Juárez, e as lágrimas contidas diante dos poderosos caíram dos meus olhos, que já viram muitas atrocidades nesta vida. Mortes impunes. Mortes e, também – de novo –, o flagelo dos desaparecimentos forçados.

    Tudo acontece em meio a histórias enganosas, que tentam esconder o verdadeiro caráter da militarização do país. A farsa da versão de uma "guerra contra as drogas". A maioria dos assassinados não faz parte de uma guerra contra as drogas, contra o tráfico, de enfrentamentos entre militares e traficantes. Na verdade, trata-se de execuções de população civil, de jovens – homens e mulheres – e de pobres.

    Essa é a realidade da maioria das mortes denunciadas agora em Ciudad Juárez. Jovens executados pelas mãos de grupos paramilitares (milícias) ou militares uniformizados e usando máscaras negras.

    A outra versão enganosa é a dos "arrastões". Novamente, os comandos com as mesmas características policiais e militares não realizam "detenções", mas desaparecimentos forçados de pessoas, e isso numa escala muito maior do que sabíamos antes.

    Meras cifras
    A diferença em relação aos desaparecimentos dos anos 1970 é que as vítimas não são, agora, ativistas políticos e militantes, mas população civil fora de todo o conflito social, político ou de tráfico de drogas. Não apenas em Ciudad Juárez, mas em muitos estados do país, pois isso já aconteceu aos montes nos estados de Coahuila, Tamaulipas, Michoacán e Guerrero, onde se estende a militarização e seu rastro de estupros e abusos.

    Esses casos são manejados como meras cifras, como os números de execuções, que permitem aos militares e os governantes espúrios dizerem que "estão ganhando a guerra" porque aumentou o número de mortes.

    Tanta violência oficial é disfarçada por uma guerra jamais declarada pelo povo do México – que não tomou essa decisão e jamais foi consultado para fazê-lo – e que levou a uma espiral de violência estrutural que causou perto de 20 mil execuções em apenas três anos de governo ilegítimo.

    Este destruiu a institucionalidade e acabou com qualquer legalidade, em uma estratégia que subordina qualquer direito da maioria ao interesse econômico da classe dominante e à injustificável "razão de Estado", acima de e contra a cidadania.

    Violações
    Qualquer programa de "reconstituição do tecido social" tem de passar, primeiramente, pela volta do exército ao quartel e pela rejeição da impunidade para as violações dos direitos humanos cometidas pelas Forças Armadas.
    Os exemplos têm aumentado consideravelmente nos últimos anos: tortura, abuso policial, prisões arbitrárias, execuções extrajudiciais, criminalização dos movimentos sociais, violência institucional, feminicídio, discriminação, exploração, miséria, fome, desemprego, impunidade, crescimento do número de presos políticos e desaparecidos etc.

    Os ataques recentes contra os acampamentos do Sindicato Mexicano de Eletricistas (SME) por hordas enfurecidas do modelo policial criado como um monstro e chamado de Polícia Federal Preventiva,já produziu um saldo de trabalhadores espancados, baleados, presos e torturados.

    Eles sofreram ataques em suas casas, realizados nas sombras da noite, violando o direito de greve e eliminando o direito ao emprego, a ter um sindicato para se organizar livremente.

    Reduzindo a nada as conquistas históricas da classe trabalhadora encarnadas há quase um século na Constituição, que foi a primeira a incorporar os direitos sociais e econômicos, direitos coletivos hoje em pleno retrocesso.

    Militarização
    O "calderonismo" [referência a Felipe Calderón, presidente do México] repete a cruel repressão dos governos do PRI [Partido Revolucionário Institucional], que enviou tropas para reprimir milhares de ferroviários em 1958, estudantes em 1968, vilas e comunidades rurais e indígenas nos anos 1970, em Guerrero e Chihuahua, e em 1994, no estado de Chiapas.

    Hoje, quase todo o país está militarizado, com dezenas de soldados nas ruas e praças, em uma guerra perdida contra as drogas que não foi decidida pelo povo do México, mas com a qual ele já teve que contribuir com milhares de mortos, feridos, mutilados e desaparecidos.

    Diante de tantas manifestações de injustiça, intolerância, abuso e desprezo dos donos do poder contra a grande maioria da população, vemos a tentativa de impôr, pela força, as políticas neoliberais de privatização que violam os direitos humanos e eliminam qualquer manifestação de democracia.

    Para conter a resistência aos seus planos, não hesitaram em criminalizar o protesto social, inventando delitos graves a serem imputados aos presos do movimento social e que consigam ocultar seu caráter de presos políticos e aumentar suas penas.

    Criminalização
    Entre os exemplos, não existe apenas o abuso contra mulheres indígenas em Querétaro, acusadas pelo "sequestro" de agentes da Agência Federal de Investigação (AFI). Existe também a condenação imposta a Ignacio del Valle e a outras lideranças de Atenco, ou a Sara López e os outros presos em Campeche, também acusados de "retenção ilegal" dos funcionários diante dos quais eles protestavam.

    Desde a perspectiva do poder autoritário, leva-se em conta apenas os lucros gerados sobre a vida dos povos. Por isso, ao invés de construir avanços legislativos que visem a proteger os direitos humanos desde uma perspectiva integral, são introduzidas leis regressivas e obscurantistas que violam o direito das mulheres de decidir sobre os seus próprios corpos e que derrubam as conquistas dos trabalhadores e os direitos sociais estabelecidos nos contratos coletivos de trabalho e na Lei Federal do Trabalho.

    Em nosso ensanguentado país, é necessário recuperar a capacidade de criar sonhos coletivos, o que envolve a construção organizada da resistência e da solidariedade entre o povo trabalhador que, desde baixo, sempre produziu e criou toda a riqueza, e que, hoje, encontra-se cada vez mais afundado na miséria.

    Governo legítimo
    Exigimos compromisso e determinação de lutar para mudar essa situação. Que ninguém fique indiferente perante o sofrimento de tanta gente. Um Estado que não consegue gerar emprego, saúde, educação, habitação, alegria e felicidade entre os seus habitantes, não merece continuar existindo.

    E as pessoas, em todos os momentos e, especialmente, depois de termos atingido os limites do horror, têm o direito inalienável de escolher o governo que merece e revogar o mandato daqueles que violaram o mandato constitucional de defender o bem comum e que favoreceram seus interesses particulares, como esse governo ilegítimo tem agido.

    A real unidade de todos os movimentos contra a repressão e pela defesa dos direitos humanos é urgente. Qualquer movimento, por legítimas que sejam as suas pretensões individuais, deve também incluir essas reivindicações como condição necessária para o sucesso e a continuidade da luta.

    Também é verdade que, face à gravidade da situação – o fato de que o "calderonismo" flerte não apenas com um poder espúrio, mas também com um estado policial similar ao de um golpe militar – e, em meio à crescente decomposição social, a necessidade da saída desse governo, produto de uma fraude eleitoral, é colocada novamente para setores cada vez mais amplos da população.

    São eles ou nós, como dizem as vozes de milhares de pessoas nas ruas. E, sem eles e elas nas ruas, não há direitos humanos possíveis.

    Rosario Ibarra é ativista mexicana, fundadora do Comitê Eureka e senadora pelo Partido do Trabalho (PT)

    Tradução: César Ortega

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  • Lênin – O gênio do proletariado

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    ::pais::Rússia::/pais::
    ::fuente::PCR Brasil::/fuente::
    ::fuente_url::http://pcrbrasil.org/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_lenine "Simples como a verdade, no rosto brilhavam e flamejavam aqueles olhos agudos de combatente infatigável contra as mentiras e os males da vida" (Maximo Gorki)
    ::/introtext::
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    1870 – 10 de abril no calendário antigo, 22 no atual: nasce Vladimir Ilich Ulianov na pequena cidade de Simbirsk (Ulianovsk) situada a 1.500 Km de S. Petersburgo, então capital do vasto império russo. Sob a tirania dos Romanov, a Rússia era, autocraticamente, governada pelo czar (imperador) Alexandre II.

    1879 – Freqüentando o Liceu de Simbirsk (1879-1887), Vladimir Ilich conheceu cedo as obras dos grandes escritores russos: Pushkin, Gogol, Turgueniev, Tolstoi, Dostoievski, Bielinski, Herzen, Tchernichévski... Os dois últimos organizaram a primeira sociedade secreta de oposição ao czarismo: Vontade do Povo.

    1887 – Alexandre Ulianov (Sacha), ir-mão de Vladimir, é enforcado, em março, aos 21 anos, por ter preparado as bombas que não chegaram a matar o czar. Em agosto, Ilich inicia o curso de Direito na Universidade de Kazã, sendo expulso, em dezembro, por participar de discussões sobre aspectos retrógrados do regimento da Universidade. Com sua prisão, dá-se o seu batismo revolucionário.

    1891 – Permitido somente prestar exames, sem direito a freqüentar a Universidade de S. Petersburgo, Vladimir Ilich Ulianov estudou sozinho todas as matérias do curso de direito, bacharelando-se com as melhores notas entre 134 estudantes regulares do curso.

    Primeiras ações na clandestinidade

    1894 – Clandestinamente, foi impresso seu primeiro livro, Quem são os "Amigos do Povo" e como lutam contra eles os Social -Democratas, no qual V. I. Ulianov desenvolveu a tese da aliança do operariado com o campesinato.

    1895 – Ilich consegue aglutinar os diversos círculos marxistas de S. Petersburgo numa única organização política – União de Luta pela Libertação da classe operária -, que invadida, foi destruída pela Okhrana (polícia política secreta czarista). Vladimir é preso juntamente com outros membros da organização.

    1897 – sem julgamento, IIich é condenado a três anos de desterro na aldeia siberiana de Chuchenskoe, onde, além de se dedicar ao estudo de várias línguas, escreveu mais de trinta trabalhos importantes, terminando, inclusive, o Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia. Em Chuchenskoe, Vladimir se casa com Nadejda Krupskaia (Nádia), professora que conhecera num círculo de S. Petersburgo, também condenada ao desterro.

    1900 – em janeiro, findo o desterro, Ulianov dirige-se para Ufá. O POSDR (Partido Operário Social-Democrata Russo), fundado em Minsk, em 1898, por insistência de Ilich na realização de seu I Congresso, aprova a publicação de um jornal que seria o seu órgão oficial. Vladimir decide publicá-lo no exterior, devido à truculenta repressão da Okhrana na Rússia.

    Em dezembro, quase inteiramente elaborado por Ulianov, é lançado em Munique, sul da Alemanha, o primeiro número do Iskra (A Centelha), que trazia, no cabeçalho, a epígrafe: Da centelha saltará a chama.

    1901- A revista Zariá (Aurora), editada pela redação do Iskra, publica parte do artigo A Questão Agrária e os Críticos de Marx, assinado por Lênin, pseudônimo derivado de Lena, o grande rio navegável da Sibéria. Daí em diante, embora ele tenha usado outros pseudônimos, o mundo passou a conhecer Vladimir Ilich Ulianov como Lênin.

    1902/16 – Nos quinze anos que precederam a revolução socialista de 1917, Lênin viveu praticamente fora da Rússia, com exceção de pequeno período durante a primeira Revolução russa (1905-1907). "Líder puramente por virtude do intelecto", como se referiu a ele John Reed, Lênin causou a todos que o conheceram a indelével impressão de ser portador de um cérebro muito privilegiado.

    1902 - foi publicado, em Stuttgart, o seu livro Que Fazer?

    O bolchevismo se organiza em Partido de novo tipo

    Em 1903, na cisão do POSDR, durante seu II congresso, concluído em Londres, surge o "partido de novo tipo", bolchevique, revolucionário, liderado por Lênin. "O bolchevismo existe como corrente de pensamento político e como partido político desde 1903?, ele escreveu, mais tarde, em Esquerdismo, doença Infantil do Comunismo.

    Em agosto de 1914, o imperialismo (especialmente o alemão) deflagrou a Primeira Guerra Mundial, que causou milhões de mortos e incontáveis desgraças às massas populares. Conclamando os povos a declararem guerra à guerra, Lênin redigiu um grande manifesto, propondo a conversão da guerra imperialista em guerra civil: as armas deveriam voltar-se não irmão contra irmão, trabalhadores assalariados de um país contra outro, mas contra os governos burgueses, reacionários e opressores. "O fim das guerras, a paz entre os povos, o fim das pilhagens e violência – tal é o nosso ideal", deixou o líder bolchevique consignado em A Questão da Paz. " O desarmamento é o ideal do socialismo", escreveu em Sobre a Palavra de Ordem do Desarmamento.

    Sem interromper suas atividades político-partidárias, Lênin ministrou numerosas conferências em várias cidades européias, e escreveu, em 1915/16, uma série de livros e trabalhos: Cadernos Filosóficos, continuação de Materialismo e Empiriocriticismo de 1908, O Socialismo e a Guerra, A Revolução Socialista e o Direito das Nações à Autodeterminação, Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo, terminado no verão de 1916, em Zurique, sua última cidade fora da Rússia.

    "Espero, herr Ulianov, que na Rússia o senhor não tenha de trabalhar quanto aqui" – disse seu locador, despedindo-se; ao que Lênin redargüiu: – "Creio, herr Kammerer, que em Petrogrado irei ter muito mais trabalho!"

    O Poder para o Proletariado: "Paz, Terra e Pão"!

    1917 – Às 23 horas de 3 de abril, Lênin chega à estação Finlândia da capital pátria. Milhares de trabalhadores agitam bandeiras vermelhas, saudando-o com entusiásticas aclamações. O Líder discursa: "Camaradas! . O povo precisa de paz, o povo precisa de pão, o povo precisa de terra. Eles lhes dão guerra, fome e nada de pão – deixam os proprietários continuarem controlando a terra... Precisamos lutar pela revolução ... Viva a revolução socialista mundial!" .

    "Foi extraordinário", afirma o escritor N. Sukhanov, que não era bolchevique. Rodeado pelo povo, Lênin é conduzido à sede do Partido, e, daí, com Krupskaia, dirige-se à casa da irmã Ana, onde depara, sobre a cama do quarto que lhes fora preparado, um cartaz: "Proletários de todo o mundo, uni-vos!".

    Entre a queda do czar (fevereiro/1917) e a tomada do poder pelos bolcheviques em outubro, a Rússia viveu uma revolução social de baixo para cima sem precedente na história da humanidade.

    Na fria noite de 24 de outubro, saindo de vez da clandestinidade, Lênin vestiu o velho sobretudo e, enrolando um cachecol no pescoço, encaminhou-se para o Instituto Smolny, Estado-Maior da revolução, onde pôs-se a dirigi-la pessoalmente: ordenou à Guarda Vermelha que ocupasse todas as posições estratégicas da capital. Afinal chegara o momento para o qual criara o mais eficiente partido revolucionário do mundo.

    Na manhã de 25 de outubro de 1917, com exceção do Palácio de Inverno, sede do governo provisório, as principais instituições de Petrogrado (S. Petersburgo) estavam sob o controle da Guarda Vermelha. À noite, o Palácio de Inverno foi tomado de assalto, vencendo, assim, sem morticínio, num país que contava cerca de 150 milhões de habitantes, a Revolução Socialista de outubro, primeira revolução proletária do planeta.

    À tarde de 26 de outubro, ante o II Congresso dos Soviets, reunido no Smolny, Lênin vê aprovados, por unanimidade, os seus dois primeiros decretos soviéticos: Sobre a Paz e Sobre a Terra. Este abolia a propriedade latifundiária da terra sem qualquer indenização, constituindo-se no ponto de partida de uma nova era para a Rússia. O Decreto Sobre a Paz estigmatizou a guerra como o maior crime contra a humanidade.

    Elegendo o Conselho de Comissários do Povo, com Lênin a presidi-lo, o II Congresso dos Soviets de toda a Rússia escolheu, entre outros, para o Comissariado (Ministério) das Nacionalidades, Stálin; Trostky para o das Relações Exteriores, encerrando-se seus trabalhos ao som de A Internacional.

    O povo soviético derrotou 14 países capitalistas

    1918/23 – no dia 4 de janeiro de 1918, o Pravda publicou um dos documentos mais notáveis da História Universal, a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado, redigida por Lênin, que destacava a principal tarefa do poder Soviético: a eliminação da exploração do homem pelo homem.

    Em março, por questões estratégicas, o governo transfere-se para Moscou, que se torna a capital da nova República, passando Lênin a residir e trabalhar no Kremilin (cidadela).

    Dizendo ser necessário "estrangular a criança bolchevique no berço", Winston Churchill anuncia uma "campanha de 14 estados" contra a Rússia soviética, desencadeando-se, então, de meados de 1918 a meados de 1921, uma guerra de intervencionistas estrangeiros e contra-revolucionários (guardas brancos), custando à recém-fundada República milhões de vidas e incalculável devastação econômica.

    O desempenho de Lênin, durante a guerra civil e intervenção militar estrangeira, foi excepcional. Sob sua direção, traçavam-se operações militares, forjando-se nos combates o Exército Vermelho. Possuindo uma profunda compreensão da psicologia das massas, o líder soviético a todos cativava: "Tudo para a frente, tudo para a vitória!" era sua palavra de ordem.

    Apesar do enorme trabalho de organização e defesa do Estado, ele inaugurou a III Internacional (Comintern), em março de 1919. No verão desse ano, falando a estudantes, finalizou sua conferência "Sobre o Estado" com as palavras: "E quando no mundo já não houver possibilidade de explorar... já não acontecer que uns se fartam enquanto outros passam fome... atiraremos essa máquina para o monte de sucata. Então, não haverá Estado e não haverá exploração."
    Derrotadas pelo Exército Vermelho todas as forças estrangeiras e contra-revolucionárias que tentaram sufocar o nascente socialismo na Rússia, Lênin encheu-se de legítimo orgulho: "Resistimos contra todos." E, implantada, em 1921, a NEP (Nova Política econômica), elaborada por ele, reforçou-se a aliança do operariado com o campesinato, consolidando-se o Poder Soviético, premissa indispensável de todo o desenvolvimento posterior da Rússia socialista.
    Mas em conseqüência do imenso esforço e trabalho que até então realizara, passados trinta anos sem descanso, Lênin entrou em profunda estafa, adoecendo no inverno de 1921. Escreveu a Máximo Gorki: "Terrivelmente cansado. Insônia. Vou tratar-me."

    Submetendo-se a rigoroso tratamento médico, o líder soviético melhorou no decorrer de 1922, ditando seus últimos trabalhos no início de 1923. Suas obras completas estão reunidas em 55 alentados volumes.

    Para sempre na luta dos oprimidos

    1924 – No dia 21 de janeiro de 1924, após o jantar, Lênin recolheu-se em seu quarto, na casa de repouso em Gorki, aldeia próxima a Moscou, onde convalescia. De repente, sua temperatura subiu bruscamente, a respiração tornou-se difícil, ficou inconsciente, sucumbindo a um derrame cerebral – eram 18 horas e 50 minutos.

    A notícia propagou-se rapidamente pelo mundo. Sun-Yan-Sen finalizou emocionado discurso fúnebre, ao receber a notícia de sua morte: "Na memória dos povos oprimidos, tu viverás durante séculos, grande homem!" O médico e empresário norte-americano, Armand Hammer, que assistiu aos funerais do líder da primeira revolução socialista vitoriosa da Terra, escreveu: "Nenhum rei, imperador ou papa recebeu uma derradeira homenagem como aquela." Embalsamado, Vladimir Ilich Ulianov encontra-se na Praça vermelha, centro de Moscou.

    Marco da História Universal, o mundo jamais será o mesmo após Lênin, símbolo do passado, do presente e do futuro na luta pela libertação.

    Elio Bolsanello, autor do livro LÊNIN – Biografia Ilustrada.

    Retirado do Jornal A Verdade, nº 49

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  • É a vida...

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    ::columna_opiniom::Em coluna::/columna_opiniom::
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    António Barata

    No nosso país, volta, não volta geram-se estranhas unanimidades. As mais recentes vieram com a cri­se. 

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    De repente, descobriram que os especuladores financeiros são uns malandros, os offshores abominá veis, o neoliberalismo a causa de todas as desgraças por que a huma nidade está a passar e, mais recen temente, que os salários e prémios dos gestores das empresas públicas são imorais. Comentadores, fazedo res de opinião, associações patro nais, grandes e pequenos patrões, banqueiros, políticos, governantes, gestores, que ainda há menos de dois anos defendiam com unhas e dentes o que condenam agora, es candalizam-se com os ganhos milio nários dos gestores públicos, que num só dia auferem, cada um deles, milhares de salários mínimos anuais. Como se pode pedir sacrifícios aos trabalhadores se aqueles que dis põem do poder de decidir dos seus ga nhos se fazem pagar principesca mente? — moralizam. Ao ponto de os visados, à defesa, hipocritamente dizerem que sim, mas que a culpa não é deles, que apenas se limitam a re ceber aquilo que determinam as co missões de vencimentos e as assem bleias de accionistas. O presidente Cavaco aproveita para ir debitando os seus habituais discursos moralizadores, confirmando que de facto é um escândalo – como se nada tivesse a ver com o assunto, como se não tivessem sido os seus governos a iniciar as privatizações e a defender que os gestores e os políticos tinham de ser muito bem pagos, por só assim se dava dignidade aos cargos e se premiava a competência. O governo, por seu lado, também acha indecente, e toca de propor a re dução das remunerações e pré mios dos gestores.

    Mas nenhum destes sobressaltos é para levar a sério. Da mesma forma que, passado o susto inicial, volta ram as antigas práticas especulado ras e a cantiga do "menos Estado" — quando os tão incensados "produ tos financeiros" passaram a não va ler nada e os bancos a ameaçar falir uns atrás dos outros — também, da qui a umas semanas, quando o as sun to já estiver esgotado e não for politicamente relevante, toda esta cambada vai descobrir que "o mérito deve ser devidamente recompensa do", "que afinal os prémios e vencimentos estão em linha com o que se pratica lá fora" (pena que o mesmo argumento não valha quando se trata dos salários dos trabalhadores), da mesma forma que já redesco briu que afinal a crise e a corrupção no nosso país só se ultra passam quan do o "Estado sair da economia e a deixar entregue aos privados".

    Muito prosaicamente, a EDP e a ZON já recusaram a proposta do Estado de redução de remunerações e pré mios dos seus gestores, no que foram seguidas pelas restantes empresas públicas ou com forte participação do Estado, que simplesmente ignoraram a directiva governamental. O que não espantou ninguém nem causou qualquer sobressalto, deixando-nos perfeitamente elucidados sobre quem detém o poder real neste país.

    E pronto, é a vi da... O governo cumpriu o seu de ver, Cavaco e os deputados também, que mais se lhes pode pedir?

    Desiludam-se os que pensam que o capitalismo é regulável. O problema não está no capital financeiro, está no capital.

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  • Comunicado da AMI perante o 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::AMI::/fuente::
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    290410_trabalhadores A ordem estabelecida obriga-nos a alimentar ao inimigo com o trabalho das nossas mãos. Melhoras salariais, ascensos, comissons... Nom som mais que simples promessas que buscam a submissom da clase trabalhadora.
    ::/introtext::
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    A dia de hoje há umha taxa de desemprego do 40% na mocidade. Cada quatro dias morre umha pessoa em accidente laboral, e a diário há lesons e eivas a causa das más condiçons. Estrés, depressons, e outras doenças também venhem directamente da situaçom na qual as empresas situam à clase trabalhadora. A fragmentaçom e competitividade convirtem as reivindicaçons laborais em simples batalhas por amarrar-se a um posto precário. Se queremos trabalhar estamos condenadas à emigraçom ou a sofrer o terrorismo da patronal. Aliás, no âmbito da precariedade, as mulheres seguimos sendo as mais prejudicadas, já que cobramos um 25,5% menos que os homens pola realizaçom do mesmo trabalho. Sem falarmos das miles de horas adicadas a actividades nom asalariadas, despreçando e inferiorizando a quem sostem os alicerces da sociedade.

    Mais nós nom queremos ser cúmplices dum sistema de globalizaçom que mata à fame, que assassina pessoas e destrui a Terra e a nossa identidade. Empresários, políticos e banqueiros som inimigos aos que temos que combater no dia a dia. Nem a repressom, nem as ameaças da patronal, nem as vozes reconciliadoras dos sindicatos apaga-lumes vam ser motivos para frear umha luita que tem um objetivo além da simples reforma laboral, o derrubamento do sistema. Para manter um discurso e umha acçom revolucionária é fundamental nom esquecer que o que o nosso objetivo é superar esta sociedade de clases.

    Os gurús do neoliberalismo pretendem que claudiquemos, que as nossas reivindicaçons se cingam a aumentar o poder adquisitivo, para manter a roda: As horas nas que produzimos e, durante o lazer, as horas nas que consumimos. Assi vivemos para o capital. Mas a precariedade é umha violência estrutural que estamos dispostas a combater.

    A batalha constante a pé de rua e a criaçom de alternativas de autogestom vam ser as nossas ferramentas nesta luita anticapitalista. Cremos numha mocidade galega combatente e consciente de que o modelo econômico atual nom nos leva a ningures. Cumpre reagir, e reagiremos. Que nom estejam tranquilos os inimigos do Povo trabalhador. Nos petos baleiros medram as pedras!

    CONTRA O CAPITALISMO, INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO!

    A dia de hoje há umha taxa de desemprego do 40% na mocidade. Cada quatro dias morre umha pessoa em accidente laboral, e a diário há lesons e eivas a causa das más condiçons. Estrés, depressons, e outras doenças também venhem directamente da situaçom na qual as empresas situam à clase trabalhadora. A fragmentaçom e competitividade convirtem as reivindicaçons laborais em simples batalhas por amarrar-se a um posto precário. Se queremos trabalhar estamos condenadas à emigraçom ou a sofrer o terrorismo da patronal. Aliás, no âmbito da precariedade, as mulheres seguimos sendo as mais prejudicadas, já que cobramos um 25,5% menos que os homens pola realizaçom do mesmo trabalho. Sem falarmos das miles de horas adicadas a actividades nom asalariadas, despreçando e inferiorizando a quem sostem os alicerces da sociedade.

    Mais nós nom queremos ser cúmplices dum sistema de globalizaçom que mata à fame, que assassina pessoas e destrui a Terra e a nossa identidade. Empresários, políticos e banqueiros som inimigos aos que temos que combater no dia a dia. Nem a repressom, nem as ameaças da patronal, nem as vozes reconciliadoras dos sindicatos apaga-lumes vam ser motivos para frear umha luita que tem um objetivo além da simples reforma laboral, o derrubamento do sistema. Para manter um discurso e umha acçom revolucionária é fundamental nom esquecer que o que o nosso objetivo é superar esta sociedade de clases.

    Os gurús do neoliberalismo pretendem que claudiquemos, que as nossas reivindicaçons se cingam a aumentar o poder adquisitivo, para manter a roda: As horas nas que produzimos e, durante o lazer, as horas nas que consumimos. Assi vivemos para o capital. Mas a precariedade é umha violência estrutural que estamos dispostas a combater.

    A batalha constante a pé de rua e a criaçom de alternativas de autogestom vam ser as nossas ferramentas nesta luita anticapitalista. Cremos numha mocidade galega combatente e consciente de que o modelo econômico atual nom nos leva a ningures. Cumpre reagir, e reagiremos. Que nom estejam tranquilos os inimigos do Povo trabalhador. Nos petos baleiros medram as pedras!

    CONTRA O CAPITALISMO, INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO!

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  • Encarcerados da Operaçom Carioca gozam de privilégios em prisom

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Galiza Livre::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizalivre.org::/fuente_url::
    ::introtext::

    290410_prisom Nom som presos políticos, a sua única motivaçom vital é o lucro e a ánsia de domínio e, portanto, gozam de direitos penitenciários: estám presos perto das suas moradas, nom tenhem intervidas as comunicaçons, recebem visitas com normalidade.

    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Esta é a nota comum com a delinquência "de luva branca" no Reino de Espanha, mas a realidade ainda pode ser pior.

    Segundo investiga a juíza instructora do caso, alguns presos, na cadeia de Bonxe, desfrutam de privilégios ilegais, e que os diferenciam do resto de reclusos, e mesmo chamam por telefone móbil ao exterior. O director do centro de Bonxe declarou onte que "desconhece essa questom e nom tem constáncia de que exista umha pesquisa aberta".

    A dia de hoje, sabe-se que um dos encarcerados empregou um telefone móbel de pré-pago para contactar com pessoas relacionadas com a trama. Isto, segundo considera a juíza instrutora, pode afectar a marcha das pesquisas, dado que pode modificar as atitudes de pessoas que iriam declarar como testemunhas.

    Visitas irregulares.

    Para culminar este tratamento de privilégio, sabe-se agora que algum dos detidos recebeu grande cantidade de visitas, algumha delas saltando os estritos trámites aplicados a todas as pessoas que visitam os presos.

    ::/fulltext::
  • Dia D incomoda o Governo de Minas

    ::cck::2127::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Diário da Classe::/fuente::
    ::fuente_url::http://ucdiariodaclasse.blogspot.com/::/fuente_url::
    ::introtext::
    300410_diad Nessa terça feira dia 27 de Abril, os trabalhadores (as) em Greve da rede estadual de ensino realizaram dezenas de manifestações em todo o Estado com ocupações de rodovias, manifestações nas SREs e outros órgãos públicos, realizando o maior conjunto de manifestações desde que a Greve começou.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Essas manifestações conjuntas foram batizadas de dia D, pois o foco era forçar a Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais, a receber a comissão de negociação.

    Em BH, após reunir mais de 1000 manifestantes em frente a Cidade Administrativa ocupando por 40 minutos a rodovia MG-10, os trabalhadores se dirigiram para a Secretaria Estadual de Educação e ocuparam toda a entrada do prédio exigindo a abertura de negociação. A SEE recebeu a comissão de negociação porém a secretária Vanessa Guimarães não estava presente.

    Atualmente, por fonte de um funcionário (a) da Metropolitana A que pediu para não ser identificado (a), cerca de 70 % das escolas de BH e grande BH estão envolvidas na Greve.

    Nessa quinta feira, dia 29 de Abril, os trabalhadores(as) em educação terão mais uma assembléia de avaliação do movimento. O sentimento de indignação e repulsa pela nota enviada pela SEE às Direções das escolas estaduais, autorizando a contratação de professores para atuarem no lugar dos grevistas e a anotação das faltas como se fossem faltas comuns e não como GREVE, enrijeceu mais ainda o sentimento de revolta pelo qual passa os servidores do Estado de Minas Gerais. Em uma postura autoritária e desesperada a SEE – MG tenta sufocar a Greve com imposições e arbitrariedades, típicos de quem foi criada numa cultura ditatorial e não consegue estabelecer nenhuma forma de respeito ao funcionalismo público.

    O momento exige unidade e acima de tudo coragem para derrotar mais uma vez as atitudes fascistas desse governo que apenas mudou de regente, mas a cadência continua a mesma: exploração, desrespeito e demagogia, a cara do PSDB em Minas.
    Da redação do jornal: Diário da Classe
    Direto da Manifestação em BH.::/fulltext::
  • Assassinato do líder comunitário mobiliza movimentos contra o agronegócio no CE

    ::cck::2126::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::MST::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.mst.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_mst Em vez do silêncio, o canto. Canto embargado pela dor e pelo cansaço, mas fortalecido pelas muitas vozes que se juntaram às dos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Ali, em meio ao acampamento do MST, em frente à sede Incra no Ceará, centenas de integrantes de movimentos sociais reuniram-se para homenagear o agricultor e líder comunitário José Maria, na data que marcava a passagem do sétimo dia de seu assassinato, no Sítio Tomé, localizado em Limoeiro do Norte, na divisa com o município de Quixeré, na Chapada do Apodi, interior do estado.

    De mãos dadas, os participantes da celebração pactuaram: "nós decidimos. De agora em diante, temeremos mais à miséria do que à morte". Com tal força, ressoaram as vozes, que do medo fez-se a confiança; da dor pela perda, a coragem para seguir na luta. Afinal, como lembraram o coro e os acordes dos violeiros, "não precisa ser herói para lutar pela terra, pois, quando a fome dói, qualquer homem entra em guerra". Assim, multiplicaram-se Josés Marias, Dorothys, Franciscos, Margaridas. Todos eram os mártires de Carajás e de tantas outras batalhas, na insistência de lutar por um outro mundo, um outro projeto de desenvolvimento e de sociedade.

    Sobre o asfalto preto transmutado em chão sagrado, foi celebrada a missa pelo padre Jéferson Carneiro da Silva, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e por mais sete padres ligados aos movimentos sociais. Padre Jéferson conclamou a todos a "não esmorecer para manter de pé a luta em favor da vida" e a " gritar que os pobres continuam sendo a classe privilegiada de Deus, apesar de os poderes humanos os relegarem a nada. Precisamos colocar de pé outra vez a voz dos que são massacrados e criminalizados". E exaltou a importância da unidade na luta.

    Ao ato religioso, seguiram-se pronunciamentos de lideranças dos movimentos, que destacaram a necessidade da apuração rigorosa do assassinato. Mas é preciso, ainda, impedir que José Maria morra pela segunda vez, deixando-se que chegue à morte a sua peleja. Por isso, Lourdes Vicente, integrante da Coordenação Estadual do MST, puxou o grito que ecoou por toda a avenida: "a cada companheiro tombado, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!" Estava selado o compromisso de todos na continuidade do combate ao uso dos agrotóxicos e na defesa das comunidades tradicionais da região.

    O Homem

    "Se eu morrer, continuem a minha luta. Se fizerem isso, já terá valido a pena", costuma dizer o ambientalista, conforme lembrou, emocionado, o trabalhador Ricardo Cassundé, que acompanhava as lutas de Zé Maria do Tomé, como era conhecido. Ele tinha 44 anos quando foi alvejado por 19 tiros, destruidores tal qual a matadeira usada contra trabalhadores que, em outros tempos, pelos sertões da Bahia, também tentaram resistir à opressão.

    Nos últimos anos, foi presidente a Associação dos Desapropriados Trabalhadores Rurais Sem Terra da Chapada do Apodi e denunciou a desapropriação dos agricultores devido à implantação de grandes projetos de irrigação na região do Vale do Jaguaribe. Zé Maria também denunciava o uso de agrotóxicos e a pulverização aérea que, há dez anos, têm contaminado famílias, terras, animais e, sobretudo, a água da região.

    "Ele estava descendo a serra, vindo de mais ações, como era tão comum em sua vida", lamenta Ricardo, ao falar dos momentos anteriores ao assassinato. Dele não foi levada a moto, mas sim a pasta que continha documentos, fotos e outros materiais que comprovavam as denúncias que fazia. Essa é mais uma característica que fortalece as suspeitas de que tenha se tratado, de fato, de uma execução decorrida da atuação política do agricultor. A isto se soma o fato de que José Maria já vinha recebendo ameaças anônimas, que chegaram a ser registradas duas vezes por meio de boletins de ocorrência, de acordo os advogados que acompanham o caso.

    A Terra

    O professor José Ernani Mendes, da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano, localizada em Limoeiro do Norte, explica que a Região do Jaguaribe tem se caracterizado, nas últimas décadas, por um elevado nível de concentração de terra. "Na Chapada do Apodi, o projeto de fruticultura que vem sendo desenvolvido é um projeto marcadamente ocupado pelo agronegócio. Para se instalar lá, o agronegócio expulsou pequenos agricultores. Há estudos importantes, feitos por professores da universidade, constatando esse processo de concentração por parte das grandes empresas do agronegócio, que ocuparam, inclusive, terras da União", detalha.

    Junto ao agronegócio, chegou à região também o agrotóxico, que tem ameaçado a vida em todas as formas. Mendes explica que as empresas fruticultoras estão utilizando a pulverização aérea de forma indiscriminada, o que tem causado a contaminação da água que abastece a comunidade. Os produtos têm gerado irritações na pele e nos olho dos habitantes. "A gravidade da contaminação é verificada no aumento do número de casos de câncer na região, que já é alarmante", afirma o professor.

    A morte do líder comunitário traz à tona conflitos que não são novos. Já em 2008, funcionários da Fazenda Ouro Verde, propriedade da transnacional Del Monte Fresh Produce Brasil Ltda. localizada na Chapada do Apodi, paralisaram suas atividades e denunciaram as péssimas condições de trabalho às quais eram submetidos. Os trabalhadores da Del Monte, uma das maiores empresas do setor de produção e exportação de frutas instaladas o Brasil, tinham contato constante com os agrotóxicos, causando doenças em muitos deles.

    A Luta

    A morte do líder comunitário expõe à sociedade os conflitos que ocorrem há mais de uma década na Chapada do Apodi: a luta contra o agronegócio e o uso de agrotóxicos e em defesa dos trabalhadores que têm sido expulsos de suas moradias devido à chegada e à ocupação das terras por parte das grandes empresas. As denúncias levaram instituições como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Ministério Público, a Justiça Federal e diversas universidades a analisar os problemas na Chapada.

    Apesar da perseguição, José Maria havia conquistado vitórias: ano passado, a Câmara Municipal de Limoeiro do Norte aprovou uma lei que proíbe a pulverização aérea. No entanto, a estudante de direito Maiana Maia, que acompanha o caso, explica que apesar da conquista popular, a pressão dos interesses econômicos e políticos levou o prefeito da cidade a apresentar um Projeto de Lei que, entre outras definições, propõe ser revogada a lei que proibira a pulverização por aeronaves."Diante da possibilidade desse retrocesso na luta, as comunidades pressionaram para que se realizasse uma Audiência Pública que tratasse especificamente do tema – pulverização aérea – com pesquisadores, integrantes do Ministério da Agricultura, do Ministério Público e da sociedade civil como um todo.", explica Maiana. A audiência ocorrerá, na Câmara de Limoeiro, no dia 12 de maio, e dela participarão diversos movimentos sociais.

    Essa luta agora será encampada por muitos outros Josés. Para o ambientalista e advogado João Alfredo, vereador de Fortaleza pelo PSOL, a morte de José Maria assemelha-se à de Chico Mendes e a de Irmã Dorothy, pois todos sabiam que iriam morrer, mas não desistiram da luta. "Por isso, a nossa obrigação é assumir essa luta do José Maria, a luta contra o sistema que explora os trabalhadores e destrói a natureza. Nós não deixaremos que calem essa voz", garante Alfredo. "É hora dos movimentos se unificarem em torno da luta por mudanças estruturais no país", defende Alessandro Nunes, assessor técnico da Cáritas Brasileira Regional. Assim, vão verter-se em verdade os dizeres da faixa exposta durante a missa em homenagem ao agricultor: "se me matarem, ressuscitarei na luta do meu povo".

    Crédito das fotos: Camila Garcia

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  • Organização camponesa de Moçambique conhece experiências de comunicação popular no Brasil

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    ::pais::Moçambique::/pais::
    ::fuente::ARNP::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.radioagencianp.com.br::/fuente_url::
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    290410_mocambique O integrante da União Nacional de Camponeses de Moçambique (UNAC), Apolinário Maria Ricardo Bada, está no Brasil para conhecer experiências de comunicação voltadas aos movimentos sociais. Segundo ele, o objetivo é aprimorar, por meio da comunicação popular, a troca de informações entre os movimentos e o diálogo das organizações com a população mundial.
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    "Independentemente de casos concretos de cada país, se houvesse países perfeitos não haveria movimentos sociais. Hoje em dia a sociedade é feita de comunicação [sic], a comunicação é prioridade. Com diferentes dimensões, temos que olhar para os movimentos sociais como movimentos que lutam sempre pelo mesmo objetivo. Então, nós achamos que a consolidação de forças, de estratégias, é sempre importante."

    Com a visita ao Brasil, ele tem expectativa de fazer parcerias que consolidem um trabalho de comunicação popular no continente africano. Apolinário, que também é integrante da via campesina em Moçambique, explica que desde 2003 a UNAC produz boletins nos quais camponeses tem espaço para trocar informações, experiências e conhecimentos. Saiba mais na página do movimento moçambiquenho: www.unac.org.mz

    De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.

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  • CUT paralisa concurso-oposiçom na CRTVG

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Galicia Hoxe::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galiciahoxe.com::/fuente_url::
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    290410_rtvg O xuízo pola denuncia da Central Unitaria de Traballadores, que representa trescentas setenta persoas, levarase a cabo o vinte de maio.

     

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    O 20 de maio celebrarase no Tribunal Superior de Xustiza de Galicia o xuízo contra patronal e sindicatos da Compañía de Radio Televisión de Galicia (CRTVG) pola suposta ilegalidade da OPE (oferta pública de emprego), segundo informa a Central Unitaria de Traballadores (CUT), sindicato que representa 370 persoas que queren evitar o "ERE encuberto" que, segundo eles, se pretende levar a cabo na coorporación. Os sindicatos representados no comité de empresa da compañía -CIG, CC OO, UXT e USO- xa rexeiteron en numerosas ocasións esta acusación e consideran que un proceso de consolidación restrinxido ós traballadores da casa, tal como afirman que expón a CUT, sería ilegal.

    A Central Unitaria de Traballadores piden a nulidade das oposición e demanda que se ordene a paralización do proceso de oferta pública de emprego no relativo á quenda libre das prazas non cubertas pola promoción interna.

    Desta forma a dirección da CRTVG atrasou o seu compromiso de convocar a OPE no mes de abril debido tamén a que aínda non conta co informe preceptivo da dirección xeral de Función Pública e de Orzamentos. Por outra banda, este atraso débese á denuncia presentada pola CUT. O director xeral da CRTVG, Alfonso Sánchez-Izquierdo, ratificou o seu compromiso de presentar en abril a convocatoria da OPE para os traballadores do ente público, unha delas, a última en sede parlamentaria, na comisión de control da entidade o pasado 30 de marzo.

    Non obstante, a dirección non levou as bases para a convocatoria ao pleno do consello da CRTVG do martes, o último deste mes, e o compromiso de realizar a convocatoria, "se ben segue adiante", queda atrasado a falta da autorización de Facenda e debido á denuncia interposta polo sindicato CUT, que non ten representación no comité de empresa, segundo fontes consultadas por Europa Press.

    Estas mesmas fontes destacaron que existe un informe xurídico que rexeita que o ente público deba atender esa demanda e que, polo tanto, recomenda "seguir adiante" coa convocatoria da oferta pública de emprego. Recordaron que a celebración da convocatoria, que contaría cunhas 200 prazas, estaba acordada entre a dirección e o comité de empresa por vía xudicial, polo que lamentaron o "incumprimento" deste pacto entre ambas as dúas partes.

    Na coorporación pública hai actualmente un total 443 contratos temporais. O comité considera non consolidables 154. Dos 289 restantes, 220 entran no proceso pactado coa dirección e os 69 que faltan vincúlaos a empresa a "programas non permanentes na grella" da televisión e a radio.

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  • Campanha 'Quem nom vive aí?'

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::GAS::/fuente::
    ::fuente_url::http://grupodeaxitacionsocial.blogspot.com/::/fuente_url::
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    290410_vive A Oficina Dereitos Sociais – Coia (ODS-Coia) e o Grupo de Axitación Social (G.A.S.) lanzamos a campaña "Quen non vive aí?".
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    O título da campaña alude a un deses programas de televisión nos que se amosa groseiramente a riqueza e o luxo duns poucos, mentres a maioría estamos na obriga de vivir coa miseria que deixan os grandes capitais.

    A campaña fai fincapé en seis colectivos que están a sufrir moreas de problemas para rematar o mes, mentres que dirixentes de grandes empresas ou bancos e políticos enchen as mans cos nosos cartos.

    Quen non vive aí?

    Con crise ou sen ela, dende logo o que non cambiou é que a riqueza que producimos todas segue beneficiando e acumulándose nas mans de moi poucas persoas, corporacións e bancos. Á vez que os recortes e a austeridade marcan as políticas sociais, millóns de euros aparecen para rescatar aos culpábeis e máximos beneficiarios da crise.

    Mentres á xente do común a empobrecen, a precarizan e a desafiúzan. Os grandes capitais afrontan a crise como unha grande oportunidade de inverter e mercar a baixo custe, non debemos estrañarnos entón de que o ano pasado o número de fortunas billonarias en todo o mundo medrase en varios centos.

    O luxo e a ostentación dunhas poucas seguen a ser os modelos sociais e o espello no que nos din que debemos mirarnos na procura do éxito, cando a maioría apenas chegamos a fin de mes.

    Por todo isto e xogando co nome dun deses programas de TV, que parecen cachondearse das nosas miserias amosando casas de luxo, presentamos a aqueles sectores que non poden vivir aí sinalando á vez a algúns dos culpábeis:

    1- As Familias que cobran RISGA: preto de 6.500 familias galegas viven da RISGA (Renda Integración Social de Galicia) e que teñen que pasar o mes cunha media de 380 €.

    Pola contra si podería disfrutar dese castelo Abel Caballero, alcalde de Vigo. Polo seu cargo cobra 6250 €/mes, el non ten que agardar os seis meses de media que tarda en resolverse un expediente de RISGA.

    2- As perceptoras de Pensións Non Contributivas (PNC): as 50.000 galegas que cobran PNC, teñen que vivir con menos de 350 €/mes. Un colectivo no que moitas mulleres soas que traballaron toda a súa vida chegan aos 65 anos e cobran unha esmola que as coloca embaixo do limiar da pobreza.

    O que sí estaría moi ben nese chalé é Teddy Bautista, presidente da SGAE. Xa que vai quedar cunha pensionciña de 24.500 €/ mes grazas ao seu traballo nunha organización que vive de mercadear a cultura de todas.

    3- As persoas Sen Fogar: só na cidade máis de 300 malviven nas rúas. Ningún dos distintos gobernos que pasaron por Concello ou Xunta foron quen de abrir un albergue público que evitara o goteo de mortes nas rúas.

    Si podería gozar da mansión Pierre Ianni, director da planta viguesa de PSA-Citroën. Malia que a súa nómina (seguramente que millonaria) é un misterio, sabemos que a planta que dirixe vai recibir máis de 40 millóns de euros, mentres botan á rúa a 800 traballadores que tiñan contratos eventuais.

    290410_quem4- As persoas Paradas: máis de catro millóns, das cales 236.000 son galegas. Mentres esgotan as prestacións, o goberno quere que lle deamos as grazas por poder percibir durante seis meses os 420 €, produto estrela de Zapatero para paliar a crise.

    Podería vivir nesa casa de luxo Amancio Ortega, propietario de Inditex. Xa que rematou o 2009 cun haber que suma 16.420 millóns de euros, 5.644 máis que hai un ano pese que a crise obrigou a que miles de traballadoras perderan os seus empregos.

    5- A Mocidade: que sen emprego, ten iso si a liberdade de escoller hipoteca ou a axuda do momento para emanciparse. No mellor dos casos poderán pagar esas vivendas grazas á súa beca ou ao seu traballo en precario, sempre prescindible segundo ao sistema lle pete.

    Gozaría felizmente dese casa hiperluxosa José Luis Méndez López, director de Caixa Galicia, co seu soldo de máis dun millón de euros. Gañado con moito mérito, xa que nun ano de crise para o sector, o beneficio da caixa que preside foi de 91 millóns de euros.

    6- Dende logo non a maioría da poboación galega: que bastante ten con sufrir recortes sociais xerais, entre outros moitos: a privatización da sanidade (con recortes de persoal, contratación precaria, externalización, etc), ou os insuficientes orzamentos para educación (desmantelando as escolas de idiomas, non cubrindo baixas de profesorado, retirada de axudas a transporte, comedor).

    Por suposto podería trasladar aí a súa residencia oficial Núñez Feijóo, presidente da Xunta, a pesar da súa propagandística rebaixa de soldo, aínda cobra 87.500 €/ano. Malia que non nos importa tanto ese recorte de soldo, se non as promesas de austeridade e as súas medidas anticrise que de novo marcan a "reactivación"do mercado inmobiliario (ao estilo PP) como un dos seus obxectivos.

    Vigo, abril 2010

    Oficina Dereitos Sociais – Coia | Grupo Axitación Social

    http://odscoia.arkipelagos.net/

    http://grupodeaxitacionsocial.blogspot.com/

    ::/fulltext::
  • Chuvas intensas já provocaram 6 mortos em Moçambique

    ::cck::2121::/cck::
    ::pais::Moçambique::/pais::
    ::fuente::Canalmoz::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.canalmoz.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_mocambique As chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes que afectam um pouco todo o país, e que provocaram inundações, principalmente na zona centro, já causaram seis mortos e 51 feridos.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Os danos causados por estes fenómenos incluem a destruição de 2 382 casas, 55 salas de aulas, 11 locais de culto e quatro postos de saúde, para além de inundação de campos agrícolas.

    Esta informação foi avançada pela ministra da Administração Estatal, Carmelita Namachilua, que falava esta quinta-feira, na Assembleia da República (AR), sobre o ponto de situação em relação às calamidades.

    A titular da pasta da Administração Estatal disse que para monitorar a situação de calamidades, em Fevereiro de 2010, o Governo, através de uma equipe técnica, realizou uma avaliação intermédia da campanha agrícola e da segurança alimentar que constatou, segundo ela, que a situação da seca causou a perda de cerca de 647 901 hectares de culturas agrícolas da primeira época em 55 distritos na região cento e sul do país.

    Ainda segundo a ministra, esta situação poderá significar uma redução na produção de cereais na ordem de 353 mil toneladas, ou seja, 11 porcento da produção total de cereais projectado para a presente campanha agrícola.

    Assim, de acordo com dados apresentados pela ministra, cerca de 456 290 pessoas encontram-se numa situação de insegurança alimentar extrema com maior incidência para a província de Tete (142 mil pessoas), Sofala (90 210 pessoas), Inhambane (47 720 pessoas), Manica (42 950 pessoas), Gaza (30 mil pessoas), Maputo (22 mil pessoas), e Nampula com 9 410 pessoas.

    Alegou a ministra que esta situação fez com que o Governo decretasse o alerta vermelho institucional, criando maior espaço para coordenação entre os diferentes intervenientes na gestão de calamidades.

    Neste contexto, ainda segundo a ministra, foram realizadas acções de busca e evacuação das populações para as zonas seguras. Assim, até o dia 16 de Março tinham sido evacuados 6 257 pessoas das bacias do Zambeze, Púnguè e Búzi, estando a grande parte das famílias já acomodadas nas zonas de reassentamento.

    Namachilua frisou que a época chuvosa 2009/2010 está sendo caracterizada por uma série de acontecimentos que obrigam o Governo a redobrar as suas actividades para minimizar a perda de vidas humanas e de infra-estruturas essenciais para o desenvolvimento das comunidades.

    Na zona sul, a presente época chuvosa iniciou com a queda de precipitação acima do normal facto que, na cidade de Maputo afectou 1 580 pessoas que ficaram com residências inundadas.

    Nas últimas duas semanas do corrente mês, as províncias de Gaza e Maputo foram afectadas por enxurradas que alagaram zonas residenciais e áreas de produção agrícola. Na cidade de Xai-Xai, a situação afectou 251 famílias.

    Referiu também a ministra, que o Governo criou condições para abrigo de apenas 161 famílias.

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  • Em Angola, “português é a língua da nacionalidade”, diz Pepetela

    ::cck::2120::/cck::
    ::pais::Angola::/pais::
    ::fuente::Observatório do Algarve::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.observatoriodoalgarve.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_pepetela Nasceu em Benguela Artur Pestana, como escritor ficou Pepetela, tradução do seu apelido na língua umbundu. Diz que a língua "molda a expressão do pensamento" e quanto ao novo acordo ortográfico, "está mais contra os que estão contra".
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    "Eu escrevo em português, mas se o fizesse em francês seria outra coisa, outra cabeça, e à expressão própia dentro da língua, alguns chamam estilo", afirma logo no início da conversa com o Observatório do Algarve.

    Conversa que se travou sob o pretexto do doutoramento "Honoris Causa" recebido na Universidade do Algarve e que o escritor dedicou "ao povo angolano", considerando que "muito dificilmente se separará a obra e a vida de um escritor da história e cultura do seu povo" .

    Uma dedicatória que estende à sua mãe e à sua mulher. A primeira por uma "estória de matemática, uma equação" que o empurrou para a escrita e a outra "por ser responsável por, pelo menos, metade daquilo que tenho produzido".

    Para Pepetela, os ambientes entram nas escritas, as palavras, seus instrumentos de trabalho, são também a ligação com o exterior e portanto "é diferente estar em Portugal, no Brasil ou, por exemplo, nos Estados Unidos".

    Isso vê-se em qualquer conferência internacional, ilustra o escritor angolano, "quando procuramos sempre moçambicanos, cabo-verdianos, portugueses, antes de tudo".

    O português é a língua da nacionalidade

    E como vai o português, enquanto língua oficial em Angola? "Como língua materna, já ultrapassou todas as outras", disso não tem dúvidas Artur Pestana que garante ser o português dominado por mais de 90 por cento dos angolanos, embora uns se expressem melhor que outros. Não é só, portanto, a língua oficial, mas sim "a língua da nacionalidade".

    Uma nação para cuja classe dirigente lança um olhar crítico, perante "o processo lento que será necessário percorrer, até ter uma elite capaz e séria. E a oposição ainda não tem força", remata.

    Ainda assim, Pepetela fala do irromper de "espaços de liberdade, órgãos de informação com mais pluralidade", de lugares "onde se pode fazer cultura".

    A "falta de imaginação" do novo acordo ortográfico

    É um tema quase incontornável, quando se fala de lusofonia, mas Pepetela confessa-se "um bocado farto" do acordo.

    "Eu sou contra este acordo, mas sou ainda mais contra os que estão contra, que me parece terem uma reacção parecida com a que existiu no século dezanove, relativamente ao francês". É uma reacção reaccionária, diz num jogo de palavras significativo.

    Reacções à parte, Pepetela diz que o acordo sofre de "falta de imaginação". E dá um exemplo: Diz-se António em português e Antônio em brasileiro. "Não seria altura de se inventar um novo acento, para definir as sílabas tónicas, uniformizar grafia e sotaques?, questiona.

    Um outro livro na calha

    "Este ano não sai nada ", não há novo livro, comenta de imediato quando o Observatório do Algarve o questiona sobre novos trabalhos.

    Pepetela está antes envolvido num projecto que implica "muita pesquisa e investigação. Tento sempre ser diferente, evitar o perigo da repetição", justifica.

    Mas não é possível, por enquanto, saber mais sobre o seu novo trabalho. "Sou supersticioso e ainda não é o tempo de falar nisso", atalha.

    Pepetela retomaria este escrúpulo de falar de si próprio e da sua obra no discurso que proferiu, após receber as insígnias de doutor "Honoris Causa onde disse que, no seu "fraco entender, um ficcionista deve contar preferentemente estórias, com 'es', e não falar ou escrever sobre aquilo que é o seu trabalho íntimo, talvez o mais íntimo dos trabalhos humanos".

    "Chamemos-lhe discrição ou suma vaidade a este cuidado de não revelar intimidades. Há porém escritores, também especialistas em teoria literária, e que sem caírem em esquizofrenias, conseguem analisar, ponderar e divulgar aquilo que vão descobrindo nos textos ditados pela sua própria imaginação. O que alguns denominam subconsciente", afirmou.

    Uma obra que é a busca de encontros, desencontros, às vezes encontrões

    "Tocou-me vivamente o gesto da UAlg ao lembrar-se de me outorgar o título de Doutor Honoris Causa. Compreendo o gesto como vontade de homenagem que ultrapassa o próprio homenageado, mas também, e principalmente, visa uma literatura e uma nação, a angolana", afirmou ainda.

    Para ele, "muito dificilmente se separará a obra e a vida de um escritor da história e cultura do seu povo", uma perspectiva que está plasmada na sua obra, intimamente ligada à luta de libertação, mas também à história e aos universos míticos de Angola, à crítica ideológica e social de um período mais recente.

    O sociólogo António Correia e Silva, reitor da Universidade de Cabo Verde, foi o padrinho do doutoramento e para ele "não há como desligar a escrita de Pepetela de um projecto político que permitiu aos povos da periferia colonizadora tornarem-se em autores da sua própria história. Uma escrita assumidamente política, mas não panfletária. Uma escrita que resgata a vida que ficava fora da moldura. Uma busca de encontros, desencontros, às vezes encontrões".

    "Suspeito por isso que esteja um pouco desarmado perante uma obra literária complexa, que fala do branco e do negro, da paz e da guerra, da realidade e da utopia, do passado e do presente, da África e da Europa, do planalto e da estepe", acrescentou.

    O reitor da UAlg, João Guerreiro, mencionou por sua vez quatro paralelos entre a obra do novo doutor e a instituição que dirige: "a interculturalidade, a valorização da língua portuguesa, a adopção de um intransigente compromisso social e a liberdade".

    Igualmente presente na cerimónia, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, disse que as suas palavras tinham como objectivo "saudar o escritor e através dele, não apenas a literatura, mas o homem nas suas metamorfoses, que revelam a história".

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  • Oaxaca: Confirmados dois mortos e seis desaparecidos em ataque paramilitar

    ::cck::2119::/cck::
    ::pais::México::/pais::
    ::fuente::Kaos en la Red::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.kaosenlared.net::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_oaxaca[Cactus / Amap] Companheiras e companheiros: A caravana humanitária integrada por observadores internacionais, defensores de direitos humanos, jornalistas, maestros e integrantes de diversas organizações oaxaqueñas que se dirigia ao município autónomo de San Juan Copala, foi emboscada por um grupo de homens armados, ficando várias pessoas feridas e algumas mortas.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Não se tem informação oficial do número de pessoas feridas nem mortas, porque o Governo local se negou a entrar à zona. Por sua vez, o Governo federal não fez caso da solicitação de várias organizações da sociedade civil e de deputados, deputadas e senadores para ingressar a resgatar as vítimas.

    Só se conseguiu confirmar a lamentável, triste e dolorosa morte de nossa colega e irmã Bety Cariño directora de CACTUS e integrante da Rede de Rádios Indígenas Comunitárias do Sueste Mexicano e de Juri Jaakkola, observador de direitos humanos de nacionalidade finlandesa.

    Bety Cariño Trujillo, é uma defensora de direitos humanos desde mais de 15 anos, tem um trabalho de acompañamiento comunitário na região da mixteca capacitando aos povos indígenas da região e brindando solidariedade e assessoria às mulheres da zona para a defesa dos seus direitos, do mesmo modo impulsionou a criação de redes de economia solidária em várias comunidades da zona e conseguiu junto com várias organizações mais criar a Rede de Rádios Indígenas Comunitárias do Sueste Mexicano, actualmente tinha o acompañamiento de uma organização internacional de protecção a defensores de direitos humanos pelo risco que enfrentava no exercício de trabalho na defesa dos direitos dos povos indígenas.

    Bety será recordada como uma colega e lutadora incansável que perdeu a vida acompanhando uma caravana humanitária que procurava como sempre o fez, o benefício dos mais pobres, como uma companheira confiável, comprometida e incansável que acompanhava as nossas lutas com o seu espírito e que não vai deixar-nos render-nos até encontrar a justiça e o castigo deste acto estúpido de barbárie e violência perpetrado por um grupo paramilitar que actua sob a complacência do governo do estado de Oaxaca.

    Até o momento de enviarmos esta comunicação, quando menos 6 pessoas se encontravam em qualidade de desaparecidas nas inmedições do ataque. Entre as pessoas desaparecidas encontra-se 1 cidadão da Bélgica, 3 integrantes de VOCAL e 2 jornalistas da revista Contralínea, que acompanhavam a Missão humanitária.

    As autoridades estatais tinham-se negado a entrar à zona a constatar o estado físico dos integrantes da missão, ainda que segundo reportes de colegas que se encontram em Juxtlahuaca uma coluna de  aproximadamente 45 elementos da polícia estatal em companhia do Ministério Público e de serviços periciais teriam realizado um operativo para ingressar à zona do ataque às 10 da manhã do dia de hoje, desconhecendo até o momento o resultado do tal operativo.

    Neste momento encontram-se desaparecidos:

    1. Martin Sautan - Bélgica

    2. David Venegas - Oaxaca - VOCAL

    3. Noé Bautista - Oaxaca - VOCAL

    4. Fernando Santiago - Oaxaca - Brigadas Indígenas

    5. David Cilia - Contralínea

    6. Ericka Ramírez - Contralínea

    Ante esta brutal agressão contra os defensores, defensoras e observadores internacionais de direitos humanos, de representantes dos meios de comunicação e do horrível assassinato de nossa colega Bety Cariño, exigimos às autoridades estatais e federais:

    · Ingresso à zona da agressão, recuperação dos corpos, resgate dos desaparecidos ou sequestrados, atenção aos feridos.

    · Apresentação com vida dos activistas, defensores e jornalistas desaparecidos.

    · Estabelecimento de garantias de segurança para os feridos e para os sobreviventes.

    · Intervenção da Procuraduria Geral da República na investigação destes factos.

    · Investigação e sanção aos responsáveis intelectuais e materiais destes factos alguns deles habitantes da comunidade da Sabana Copala, pois desde as casas deste lugar se perpetrou o ataque e que provavelmente pertencem à organização paramilitar denominada Unidade de Bem-estar Social para a Região Triqui (UBISORT)

    · Investigação imparcial, expedita e certera a cargo da Procuraduría Geral da República para castigar aos assassinos deste grupo paramilitar.

    · Destituição imediata do Secretário de Governo do estado de Oaxaca, da Procuradora do Estado e do Secretário de Segurança Pública e Protecção Cidadã por negar-se a intervir de maneira oportuna uma vez que se teve conhecimento destes factos, favorecendo com isso a actuação impune do grupo paramilitar agressor.

    Solicitamos a intervenção das organizações da sociedade civil nacional e internacional para denunciar estes factos, dos meios de comunicação para dá-los a conhecer e de toda a sociedade no seu conjunto para exigir o seu esclarecimento.

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  • Governo reduz subsídio de desemprego

    ::cck::2118::/cck::
    ::pais::Portugal::/pais::
    ::fuente::Esquerda.net::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.esquerda.net::/fuente_url::
    ::introtext::
    Helena André, ministra do Trabalho A Ministra do Trabalho, Helena André, propôs esta quarta-feira aos parceiros sociais uma redução substancial do valor do subsídio de desemprego, impedindo-se que a prestação possa ser superior a 75% do valor líquido da remuneração de referência.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Na reunião de concertação social que ocorreu durante a tarde, a ministra do Trabalho propôs que o montante mensal dos subsídios de desemprego não possa ser nunca superior a 75 por cento do valor líquido da remuneração de referência. Esta proposta faz parte de um conjunto que tem como objectivo rever o regime de subsídio de desemprego de modo a promover "um mais rápido regresso à vida activa".

    Na actual lei, a formulação é diferente e impõe que o subsídio mensal não possa ser superior ao valor líquido da remuneração. Portanto, na prática, verifica-se um corte de 25 por cento no limite imposto pela actual legislação e esta é a forma do Governo "tornar a situação de desempregado menos atraente face a situação em que terá emprego", o que corresponde às intenções anunciadas por José Sócrates na saída da reunião, desta manhã, com o líder do PSD Pedro passos Coelho.

    Actualmente, o subsídio de desemprego tem dois limites: não pode ser inferior ao indexante dos apoios sociais (IAS) que actualmente corresponde ao valor de 419,22 euros, e não pode ser superior a três IAS, isto é, 1257,66 euros.

    A lei em vigor também estabelece que de qualquer forma, o subsídio mensal nunca pode ser superior ao valor líquido da remuneração de referência. O valor líquido da remuneração de referência obtém-se pela dedução, ao valor ilíquido daquela remuneração, da taxa contributiva que seria imputável ao beneficiário e da taxa de retenção do IRS. Assim, ao reduzir-se este limite para 75 por cento do valor líquido o que se faz é uma redução efectiva do subsídio de desemprego.

    Esta alteração tocará sobretudo a quem tem um subsídio de desemprego entre o limite mínimo e máximo, não devendo atingir muitos do que recebem já o subsídio máximo.

    Além disto, outras regras poderão ser alteradas. O Governo propõe como "emprego conveniente" aquele que garante uma retribuição de valor igual ou superior à prestação de desemprego, acrescida de 10 por cento se a oferta de emprego ocorrer nos primeiros doze meses. O documento apresentado na Concertação Social define também que o "emprego conveniente" é aquele que o empregado é obrigado a aceitar.

    O pacote de propostas apresentadas aos parceiros sociais prevê também uma maior flexibilização do regime de acumulação de rendimentos de trabalho com prestações de desemprego, nomeadamente subsídio de desemprego parcial.

    A proposta da ministra do Trabalho prevê ainda algumas regras que vão contribuir para o combate à fraude no usufruto desta prestação social, como a criação de faltas de comparência nos serviços de emprego e encurtamento de prazos para a cessação de subsídio por motivo de escusa de emprego conveniente. Neste âmbito, os serviços de emprego vão, até ao final do ano, utilizar técnicos para acompanhar 50 por cento das entrevistas de emprego nas áreas consideradas prioritárias.

    Antes da reunião as duas principais centrais sindicais UGT e CGTP manifestaram-se indisponíveis para aceitar a redução do subsídio de desemprego.

    "Não é possível, nem admissível, reduzir a remuneração do subsídio de desemprego, nem o tempo de atribuição", disse o secretário-geral da UGT, João Proença, aos jornalistas. O dirigente da CGTP, Arménio Carlos, adiantou que esta central sindical não admite nada que vá no sentido da restrição ou redução do subsídio de desemprego.

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  • O que faz falta

    ::cck::2116::/cck::
    ::pais::Portugal::/pais::
    ::fuente::Jornal Mudar de Vida::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.jornalmudardevida.net::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_republica A acesa guerrilha travada há meses entre os partidos do poder é tudo menos luta política.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    A corrupção e as golpaças reveladas têm, seguramente, absoluto fundamento: fazem parte do modo de vida do capital e do poder político que o serve. Como disse Marx, vivemos no tempo em que "tudo se torna objecto de tráfico" e isso significa "o tempo da corrupção geral, da venalidade universal".

    Mas o fogo cruzado de escândalos serve apenas para que as forças do poder disputem entre si lugares e supremacia política. Nada que tenha a ver com uma correcção do rumo que o país leva. A política do PS reúne no essencial a concordância dos homens de negócios e essa é que é a bitola. PSD e CDS limitam-se a reclamar afinações e a anunciar, desde já, medidas ainda mais violentas.

    Com efeito, o bloco do poder, correspondendo ao imperativo do mundo dos negócios, declarou por consenso uma guerra de classe aos trabalhadores, materializada no Orçamento do Estado e no Programa de Estabilidade e Crescimento.

    No OE e no PEC não se vislumbra uma orientação de combate ao desemprego ou à degradação das condições de vida da população. Pelo contrário, todo o "estímulo" ao crescimento económico passa por reduzir o valor do trabalho; e a diminuição do défice do Estado passa por extorquir mais dinheiro aos assalariados. Qualquer ideia que restasse de "pacto social" entre capital e trabalho foi varrida.

    Cabe particularmente ao movimento sindical levantar uma barreira a esta ofensiva. Só o conseguirá se eliminar as ilusões sobre bons e maus patrões, se não esperar bom senso da parte do capital, se fizer apelo às energias de classe dos trabalhadores, se estimular a combatividade, se der a perceber que as vitórias terão de ser arrancadas a partir de posições de força.

    É esse o sinal que se espera das próximas manifestações de 25 de Abril e 1 de Maio; e sobretudo das greves dos Transportes e da Função Pública.

    ::/fulltext::
  • Autocarros para a manifestaçom da CNT em Vigo e palestra em Ferrol

    ::cck::2115::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CNT::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.cntgaliza.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_cnt A Federación Local da CNT de Ferrol vai participar na manifestación do 1º de maio de que organizáción galega da CNT convoca de xeito unitario na cidade de Vigo, ás 12 horas, con saída na confluencia da Gran Vía e a rúa Urzáiz.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Desde Ferrol haberá autobuses que partirán en dirección a Vigo, saíndo ás 9 da mañá do local da CNT en Ferrol Avenida de Esteiro, 10), e facendo paradas en Fene, Pontedeume e Betanzos.

    Este Sindicato organiza ademáis un acto sindical para o día 30 de abril, ás 20 horas, no seu local social (Avenida de Esteiro, 10), no que falarán Xabier Porto (secretario do Sindicato), Francisco Fernández (traballador do metal) e Eliseo Fernández (historiador).

    Neste ano no que a CNT celebra o centenario do seu nacemento (1910) consideramos que a clase traballadora precisa revisar con urxencia o modelo de organización sindical existente. Desde hai moitos anos, o sindicalismo de xestión amosa a súa incapacidade para conseguir ningunha
    mellora para a clase traballadora, e fracasa miserablemente á hora de defender as conquistas históricas do movemento obreiro.

    Nunha data de forte significación histórica como é o 1º de maio, compre lembrar a vella consigna dos nosos antecesores: "A emancipación dos traballadores será obra dos traballadores mesmos". Porque só desde unha maior implicación da clase traballadora na defensa dos seus intereses, poderemos revertir o proceso de perda de dereitos impulsado pola patronal e xestionado polos gobernos do PSOE e o PP.

    Por todo elo, neste 1º de maio chamamos á clase traballadora a sair á rúa e participar nas mobilizacións contra a perda de dereitos laborais e contra a lacra do paro.

    Nin un só recorte máis!!!

    Ferrol, 28 de abril de 2010
    Federación Local da CNT de Ferrol

    ::/fulltext::
  • Jandira: é preciso punir os torturadores para contar a História

    ::cck::2110::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Vermelho::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.vermelho.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::290410_metallica-and-justice-for-all Emoção, convicção, indignação, esperança, solidariedade, saudade e garra.::/introtext::
    ::fulltext::
    Poderia citar muitos sentimentos para expressar tudo que passou na cabeça e no coração de tantos lutadores, familiares, cidadãos que estiveram na OAB-RJ, dia 15 de abril, para o lançamento da campanha pela abertura dos arquivos da ditadura.

    Diferentemente do que muitos acham, um país só é digno de ser uma nação se conseguir contar plena e verdadeiramente sua História, se definir valores para as relações intergeracionais, se conseguir mostrar as razões da liberdade e para que servem, como também o que significa a falta dela.

    Infelizmente o Brasil tem uma tradição histórica e cultural de ignorar, esquecer o passado. Todos os países da América Latina que passaram por ditaduras militares, repressoras e cruéis, abriram seus arquivos e, apesar de leis de anistia ou "obediência devida", processaram e condenaram os torturadores e os mandantes. Tortura é um crime contra a Humanidade, hediondo e covarde e não pode prescrever e muito menos ser esquecido.

    A geração dos nossos filhos e netos tem que saber que a tortura é crime inaceitável e passível de punição. Não pode haver impunidade para quem torturou, matou, e retirou pessoas queridas do convívio de suas famílias e da sociedade, caso dos desaparecidos mortos, esquartejados, despejados no mar ou em cemitérios clandestinos, após terem sido presos, privando suas famílias do direito inalienável de enterrar seus mortos, ou pelo menos saber o que foi feito deles.

    Os desaparecidos se transformaram em fantasmas que assombram a cidadania e mantem abertas as feridas dessa guerra suja, por constituírem crimes continuados, uma verdadeira tortura psicológica sem fim. Onde estão eles? O Brasil, "mãe gentil", tem o direito de saber. Só a verdade trará a paz e cicatrizará essas feridas.

    O próprio Estado já reconheceu sua responsabilidade nesses casos que violam todas as leis de guerra. As mentiras passadas e repassadas muitas vezes com o cinismo de alguns generais em meios de comunicação precisam ter a devida resposta do Estado Brasileiro.

    As Forças Armadas, cuja grande maioria repudia com firmeza a tortura, a ilegalidade e a quebra da disciplina que resultaram dos porões do regime, precisam demonstrar seu total descompromisso com o período ditatorial, condenar práticas criminosas e assumir junto ao povo a credibilidade de quem tem compromisso com a Constituição e com suas funções lá definidas. O silêncio, os arquivos fechados, as explicações mentirosas, como as do atentado ao RioCentro, comprometem a instituição.

    A abertura dos arquivos da ditadura é uma obrigação histórica, que trará tranquilidade à nação, respeito às famílias que obtiveram na reparação econômica um reconhecimento de culpa do Estado, mas não consideram isso uma solução. As mães que perderam seus filhos, muitos ainda jovens estudantes, querem saber quando, como e quem os fizeram entrar para a estatística dos desaparecidos políticos.

    Não perdoar os torturadores é decisivo para a democracia, e a Suprema Corte Brasileira terá este compromisso, no qual se empenham lutadores que conseguiram salvar sua vidas com o exílio e o apoio de muitos outros democratas que acreditavam na reconquista de uma República Federativa Brasileira democrática ou até mesmo daqueles que, sem qualquer vínculo ideológico, foram capazes de generosamente auxiliar um coirmão.

    Reforçar a cultura da solidariedade, da liberdade, da cidadania plena constitui o maior legado que podemos deixar às futuras gerações. Para isso, é necessário que o Estado Brasileiro torne todo esse período aberto e transparente.

    Hoje em dia, quem quiser informar-se sobre o golpe militar de 64, o papel dos norte-americanos nesse golpe, suas causas e consequências ou até sobre a repressão no Brasil terá mais sucesso se se dirigir à Biblioteca do Congresso, em Washington, onde os documentos oficiais relativos ao período estão disponíveis para consulta há alguns anos.

    Memória, verdade e justiça são pilares sustentados pelo povo, pelos artistas que emprestam seu prestígio e representatividade à campanha para dar voz aos desaparecidos, uma campanha, que se ampliará pelo país, e será capaz, na mistura da razão com a emoção, de provocar a superação dessa página triste da nossa História, que precisa ser dignamente virada.

    * Jandira Feghali, ex-deputada federal pelo PCdoB- RJ, foi secretária de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia de Niterói e secretária de Cultura do Rio de Janeiro (RJ)

    ::/fulltext::
  • Palestra no L.S Faísca: Classe trabalhadora e autodeterminaçom

    ::cck::2109::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Faísca::/fuente::
    ::fuente_url::http://faisca-gz.blogspot.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_mani Causa Galiza organiza na véspera do Dia do Internacionalismo Proletário umha palestra centrada no direito de autodeterminaçom do povo galego
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    A assembleia de Causa Galiza em Vigo organiza umha charla formativa mais, que leva por título “Classe obreira e Autodeterminaçom”.

    A palestra terá lugar esta sexta-feira, dia 30 de abril ás 20:30h no L.S. Faísca. Intervirán Ricardo Castro da CUT e Paulo Paio da CIG.

    ::/fulltext::
  • Que é roubar um banco em comparação a fundar um?

    ::cck::2108::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::O provocador::/fuente::
    ::fuente_url::http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_banco No Brasil, seja para o que for, não há no mundo país melhor.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Quero fundar um banco e ganhar bilhões. Bancos são criados para dar lucro. Não por acaso, os banqueiros simbolizam o cume do sistema capitalista. São magnatas por excelência, invejados e odiados por isso. Devem viver preocupadíssimos com a opinião dos outros.

    O dramaturgo alemão Bertolt Brecht deixou-nos uma pergunta famosa: Que é roubar um banco em comparação a fundar um banco? No Brasil, a resposta fica na ponta da língua: em se tratando de sistema financeiro, seja para o que for, não há no mundo país melhor.

    O lucro líquido do Bradesco no 1º trimestre deste ano foi de R$ 2,103 bilhões. Bilhões. Não fosse pouco, representa um aumento de 22,1% em relação ao mesmo período de 2009. Congratulações.

    Na soma de todo o ano passado, o líder entre os privados, Itaú Unibanco, teve lucro líquido de R$ 10,1 bilhões. Dez bilhões. Um crescimento de 29% contra o resultado de 2008, de R$ 7,8 bilhões. Parabéns, parabéns.

    Os caras não param de bater recordes, dia após dia, o céu como limite. Porque a usura deixou de ser pecado capital faz tempo. Mas bem que gostaria de ver todo esse dinheiro arder nas chamas eternas do inferno.

    Veja bem: não quero queimar banqueiros em praça pública. Mas sim cada centavo acumulado nessa atividade de tão baixo risco. Ainda mais no país com a segunda maior taxa de juros do planeta. Voltaremos à liderança em breve, tudo indica.

    Quando vejo uma fila daquelas de 45 minutos de espera. Ou aquelas tarifas ininteligíveis, sempre caríssimas. Os juros do cheque especial. Os salários dos bancários. A falta de retorno social desse negócio. Os dividendos astronômicos que os executivos da área recebem.

    E esses lucros de bilhões e bilhões. Ah, minha gente. Sabe o que me vem, no fundo da alma? Simples: vontade de fundar um banco. Dá menos trabalho.

    ::/fulltext::
  • Traballadores e trabalhadoras em defesa dos serviços públicos

    ::cck::2106::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Vieiros::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.vieiros.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_encerramento A polícia despejou esta quarta delegados e delegadas do Consórcio de I+B que protestavam pola "diminuiçom e deterioro de serviços".
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    "Todas as medidas que tomaron encamiñáronse a deteriorar e recortar os servizos, despedir traballadores e traballadoras, empeorar as condicións laborais e amosar unha disposición permanente de desprezo, desconsideración e falta de mínimo diálogo e negociación". Así de negativo aparece o balance que realizan desde a Confederación Intersindical Galega (CIG) ao respecto da traxectoria do Consorcio Galego de Servizos de Igualdade e de Benestar.

    En protesto pola situación, as delegadas e delegados do Consorcio pecháronse durante a mañá desta cuarta feira deica as 13horas, momento no que foron desaloxados pola policía, requirida a súa presencia polo xerente do organismo.

    Os traballadores critican que a administración teime en negarse a recibir, informar e negociar cos traballadores, "cunha actitude desprezativa e insensíbel co colectivo de empregadas, máis tamén co conxunto dos usuarios destes servizos esenciais para o benestar do noso país". Nesa liña lamentan o que consideran que é unha actitude "irresponsábel e totalitaria" de actuar na xestión destes servizos, no que ven como unha clara "óptica privatizadora que están a aplicar para sacar beneficio destas actividades, tratando o persoal como mercadoría e non como traballadores e traballadoras con dereitos".

    ::/fulltext::
  • O desemprego nos maiores de 45 anos duplicou-se na Galiza durante a crise

    ::cck::2105::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Primeira Linha::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.primeiralinha.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_desemprego-1 Dados feitos públicos recentemente polas centrais sindicais e referidos ao nosso País ponhem de manifesto que a crise capitalista está a afectar também os trabalhadores e trabalhadoras de mais de 45 anos posto que na faixa etária que vai dos 45 aos 65 anos duplicou-se a taxa de desemprego desde finais de 2007 e até actualidade.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Na Galiza as pessoas desempregadas incluídas dentro desta faixa etária som já 40.500, das quais 52,8% perdeu o seu posto de trabalho desde o último trimestre de 2007. Isto deu lugar também a umha descida de 5 anos na idade do colectivo com maiores dificuldades para encontrar um novo emprego, que antes se considerava situada a partir dos 50 anos e agora nos 45.

    No conjunto do Estado espanhol este incremento alcançou os 60%, superando por vez primeira o milhom de pessoas maiores de 45 anos desempregadas e situando nos 13,4% o desemprego nos trabalhadores e nas trabalhadoras de entre 45 e 65 anos.

    ::/fulltext::
  • A Terra, futuro dos povos- AHT Gelditu! Elkarlana

    ::cck::2098::/cck::
    ::pais::Euskal Herria::/pais::
    ::fuente::Boltxe::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.boltxe.info::/fuente_url::
    ::introtext::

    280410_aht Desde a pré-história, a terra constituiu a base e o habitat das comunidades humanas (junto com os recursos marinhos e de água doce).

    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Sendo a terra o suporte básico dos ecossistemas terrestres nela se desenvolveram as diversas comunidades e culturas, começando com as caçadoras-recolectoras, passando pelas agrícola-pecuárias até a actualidade. Tanto para se proverem das suas necessidades materiais como para palco e fonte de inspiração de suas expressões artísticas e culturais.

    Ainda a dia de hoje, todas as culturas indígenas e muitas comunidades agrícolas tradicionais cuidam a natureza e a terra, até o ponto das sentir sagradas. Isto se repetiu em milhares de culturas tanto actuais como desaparecidas. É mais, a maioria das culturas que esqueceram ou acantoaram isto desapareceram como civilizações ao longo da história.

    A civilização ocidental que padecemos faz tempo que deu as costas à natureza e a terra, até a reduzir à consideração de mero solo onde acumular construções e infra-estruturas, especialmente durante as últimas décadas como consequência da imposição e dominação de uma visão especulativa-economicista extrema.

    Euskal Herria por sua geografia montanhosa, densamente povoada e passo de Europa sofreu especialmente as consequências destrutivas desse modelo com a transformação de sua paisagem, fragmentação, ocupação e poluição generalizada. No meio dessa situação, a duras penas sobreviveu ao longo do século XX uma agricultura e pecuária adequada a sua orografia.

    Desgraçadamente a actual classe política, tecnocrática e empresarial capitalista, inundando os média com expressões vácuas e venenosas como "desenvolvimento sustentável", estão a acometer a maior destruição de terras jamais proposta em Euskal Herria. Propondo a irreversível desaparecimento baixo o cimento de milhares e milhares de hectares de terra com a construção de grandes infra-estruturas como o TAV, Autovias auto-estradas e marginais acumulativas, superportos e todo o tipo de infra-estruturas energéticas. Promovendo o descarado enriquecimento de uma elite minoritária à custa da maioria da população.

    As pessoas participantes neste passeio de montanha irreversíveis danos produzidos ao médio natural pelas obras de construção do TAV.

    Considerando unicamente o projecto do TAV em Euskal Herria Sul, segundo a propaganda institucional destruir-se-iam mais de 2000 hectares de terras (entre a infra-estrutura e os lixeiras). No entanto, atendendo ao observado até agora em Debagoiena, estas cifras vão ser bastante maiores: amplificação das obras auxiliares e centrais, derrubes de abas, os conseguintes novos lixeiras e similares. Outras muitas terras agrícolas e bosques ficarão isoladas e afastadas, impedindo ou dificultando os trabalhos de cuidado e gestão dos mesmos.

    Junto à terra o água é outro dos componentes fundamentais dos ecossistemas. Observando as consequências das obras realizadas até a data, querem-nos condenar a um negro futuro: contaminação evidente de poças, rios, regachos e águas subterrâneas até praticamente ao desaparecimento da vida dos mesmos, junto com a secagem de várias fontes e mananciais. Desaparecimento, desvio ou artificialização de inumeráveis correntes naturais de água. De levar-se a cabo o projecto seriam vários centos de correntes de água as que sofreriam estas consequências.

    Mais de uma dúzia de "caseríos", reservatórios da cultura agrícola tradicional, serão sacrificados no altar do TAV. Impossibilitando em outros muitos deles a continuidade da actividade agrícola já de por si pendente de um fio.

    Para terminar, deixando outras muitas maleitas a um lado, quiséssemos destacar a tendência mais perniciosa que implica esta politica destruidora: a METROPOLIZAÇÃO do território. Anos tem que se sabe que as concentrações humanas, quanto maiores são maiores são suas demandas de terras e demais recursos e portanto os resíduos gerados. O TAV empurra essas tendências até ao extremo, afundando os desequilíbrios territoriais e impulsionando a metropolização das grandes cidades, absorvendo todos os territórios intermédios em seu voragem insaciável.

    Na AHT Gelditu! Elkarlana convidamos a todos os grupos e pessoas a dar um NÃO rotundo e a lutar contra todo este conjunto de maleitas a que nos querem abocar com estas políticas suicidas.

    Temos de exigir a esta pérfida classe política a paralisação destas obras e lutar com insistência até ao abandono deste projecto destruidor da terra e esbanjador do dinheiro público que nem queremos nem o precisa a sociedade em sua imensa maioria. Fazemos um apelo a toda a sociedade para lançar um amplo debate que aprofunde nas raízes dos problemas que nos afectam. Só uma nova mentalidade que recupere, tanto no real como no simbólico, a importância e a centralidade da terra e a natureza, através dos intercâmbios de cercania que possibilitem uma verdadeira soberania alimentar e o fomento e cultivo de umas relações comunitárias directas e igualitárias para uma humanidade radicalmente diferente ao actual nos ajudasse a sair do atoleiro em que estamos sumidos.

    Porque A TERRA É O FUTURO DOS POVOS, ¡NÃO ao TAV e restantes infra-estruturas metropolizadoras!

    AHT GELDITU! Elkarlana

    ::/fulltext::
  • A administraçom asturiana deixa sem bacharelato o estudantado galego de Boal e Eilao

    ::cck::2097::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Galizalivre::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizalivre.org::/fuente_url::
    ::introtext::

    280410_mapa A medida afectará aos estudantes matriculados em primeiro do bacharelato e os da ESO que passarám de ciclo no próximo curso, aumentando a crise desta zona rural do oriente galego sob administraçom asturiana.

    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Até o momento este serviço educativo estava disponível no Liceu “Carlos Bousonho” de Boal, que na anterior segunda-feira recebeu um fax com a informaçom da supressom, quando a pré-inscriçom no bacharelato remata esta mesma sexta-feira.

    O Conselho Escola e a AMPA estám a preparar já reunions de protesto com a gente dos dous concelhos. A medida, justificada por critérios “produtivistas e de eficácia”, nom faria senom acentuar a crise do rural, ao fazer mais difícil morar no mesmo. Além disso, implicaria a supressom de entre seis e sete postos de trabalho do professorado. Segundo declaraçons de umha vizinha de Boal para o galizalivre.org, a rapaziada teria que fazer agora “uns 30 km desde Boal, e entre 40-50 a gente de Eilao para poder ir ao bacharelato. A supressom leva tempo a rumorear-se, polo menos desde há dez anos, e nunca se concretou pola oposiçom da gente. Assim é que agora o fam polas costas”.

    ::/fulltext::
  • Acidente faz 24 mortos na Guiné-Bissau

    ::cck::2096::/cck::
    ::pais::Guiné-Bissau::/pais::
    ::fuente::Correio do Patriota::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.correiodopatriota.com::/fuente_url::
    ::introtext::280410_guine Um acidente de viação no Sul da Guiné-Bissau provocou a morte a 24 pessoas, tendo sido já considerado pelas autoridades guineenses como o pior da história do país, informou uma fonte oficial.::/introtext::
    ::fulltext::
    Segundo Fernando Pinto, delegado do Ministério Público na região de Quebó, Sul do país, o acidente, que teve lugar no domingo, envolveu uma carrinha que transportava um grupo de jovens da aldeia de Cuntabane, com idades compreendidas entre os 16 e 30 anos, que regressava de um baile e um camião que transportava castanha de caju para Bissau.

    O acidente ocorreu quando a carrinha que transportava os jovens embateu de frente, numa curva, com o camião. "No local morreram 23 pessoas, todos os ocupantes da carrinha que trazia os jovens de regresso a casa, e o motorista do camião carregado de castanha de caju", disse Fernando Pinto, citado pelas rádios de Bissau.

    O jornalista Tcherno Cali Balde, que se encontrava na sua aldeia, próximo do local do acidente, indicou que na carrinha sinistrada seguiam, em alguns casos, elementos da mesma família "por exemplo, irmãos, tio e sobrinho".

    Apenas o ajudante do camião saiu ileso do aparatoso acidente. O passageiro que viajava ao lado do motorista daquela viatura ficou gravemente ferido e foi transportado para Bissau. Fonte da polícia citada pelas rádios de Bissau considerou que este é o acidente mais grave ocorrido nas estradas da Guiné-Bissau, onde existe uma manifesta falta de sinalização.

    ::/fulltext::
  • Forças policiais ocuparám também o caminho de Santiago

    ::cck::128::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Galizalivre::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizalivre.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_policia O turismo dos pelegrins caracteriza-se por ser escassamente consumista, respeitoso com o meio e relativamente modesto. 
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Os milhares de pessoas que cada ano entram a Galiza prescindindo dos carros particulares, e fazendo uso de bici ou de caiado, nom arrastam consigo as moléstias do turismo de luxo, necessitado de grandes instalaçons hoteleiras e infraestruturas de transporte. É por isso mesmo que, até dia de hoje, esse tipo de deslocamentos nom arrastavam consigo nengum dispositivo de segurança especial, como o que acarreia o turismo de congressos, os hotéis de várias estrelas ou os grandes nodos de comunicaçom.

    Com isso e contodo, a histéria securitária chega também aos caminhos e as corredoiras. Os delegados de governo de todas as zonas polas que decorre o caminho francês reunírom-se onte na capital da Galiza para demonstrarem o "seu compromisso" com o Jacobeu. Tal compromisso plasma-se no desdobramento de mais de 2000 polícias e guardas civis em todas as áreas -maiormente rurais- polas que passarám os e as caminhantes.

    Em plena contradiçom com o plano aprovado, mas mui em consonáncia com a nulidade de pensamento que se pratica nas declaraçons políticas, o delegado espanhol, Antón Louro, manifestou que "a Galiza é umha comunidade segura, com indicadores óptimos". O investimento público em forças repressivas está a ser, porém, continuamente aumentado.

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  • A Conferência Mundial dos Povos

    ::cck::2089::/cck::
    ::pais:: ::/pais::
    ::fuente:: ::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::columna_opiniom::Em coluna::/columna_opiniom::
    ::introtext::

    Leonardo Boff

    Como é sabido, em dezembro de 2009 realizou-se em Copenhague a Conferência Mundial dos Estados sobre o Clima.

    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Não se chegou a nenhum consenso porque foi dominada pela lógica do capital e não pela lógica da ecologia. Isso significa: os delegados e chefes de Estado presentes representavam mais seus interesses econômicos que seus povos. A questão para eles era: quanto deixo de ganhar aceitando preceitos ecológicos que visam a purificar o planeta e assim garantir as condições para a continuidade da vida. Não se via o todo, a vida e a Terra, mas os interesses particulares de cada pais.

    A lógica ecológica vê o interesse coletivo, pois visa ao equilíbrio entre ser humano e natureza, entre produção, consumo e capacidade de recomposição dos recursos e serviços da Terra. Rompendo esta equação, coisa que o modo de produção capitalista já vem fazendo há séculos, surgem efeitos não desejados, chamados de "externalidades": devastação da natureza, graves injustiças sociais, desconsideração das necessidades das futuras gerações e o efeito irreversível do aquecimento global que, no limite, pode pôr tudo a perder.

    Em Cochabamba, na Bolívia, viu-se exatamente o contrário: o triunfo da lógica da ecologia e da vida. Nos dias 19-23 de abril celebrou-se a Cúpula Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra. Ai estavam 35.500 representantes dos povos da Terra, vindos de 142 países. A centralidade era ocupada pela Terra, tida como Pacha Mama, grande Mãe, sua dignidade e direitos, a vida em toda sua imensa diversidade (superação de qualquer antropocentrismo), nossa responsabilidade comum para garantir a condições ecológicas, sociais e espirituais que nos permitem viver, sem ameaças, nesse planeta.

    Os 17 meses de trabalho, ao contrário de Copenhague, chegaram a um extraordinário consenso, pois todos tinham na mente e no coração o amor à vida e à Pacha Mama "com a qual todos temos uma relação indivisível, interdependente, complementar e espiritual" como diz o documento final.

    No lugar do capitalismo competitivo, do progresso e do crescimento ilimitado, hostil ao equilíbrio com a natureza, se colocou "o bem viver", categoria central da cosmologia andina, verdadeira alternativa para a humanidade que consiste: viver em harmonia consigo mesmo, com os outros, com a Pacha Mama, com as energias da natureza, do ar, do solo, das águas, das montanhas, dos animais e das plantas e em harmonia com os espíritos e com a Divindade, sustentada por uma economia do suficiente e decente para todos, incluidos os demais seres.

    Elaborou-se uma Declaração dos Direitos da Mãe Terra que prevê entre outros: o direito à vida e à existência; o direito de ser respeitada; o direito à continuação de seus ciclos e processos vitais, livre de alterações humanas; o direito a manter sua identidade e integridade com seus seres diferenciados e interrelacionados; o direito à água como fonte de vida; o direito ao ar limpo; o direito à saúde integral; o direito a estar livre da contaminação e poluição, de dejetos tóxicos e radioativos; o direito a uma restauração plena e pronta das violações inflingidas pelas atividades humanas.

    Previu-se também a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática e Ambiental, com capacidade jurídica e vinculante de prevenir, julgar e sancionar os Estados, empresas e pessoas por ações ou omissões que contaminem e provoquem mudanças climáticas e que cometam graves atentados aos ecossistemas que garantem o "bem viver".

    Resolveu-se levar os resultados desta Cúpula dos Povos à ONU para que seus conteúdos sejam comtemplados na próxima Conferência Mundial a realizar-se em novembro/dezembro deste ano em Cancún no México.

    O significado mais profundo desta Cúpula é a convicção, crescente entre os povos, de que não podemos mais confiar o destino da vida e da Terra aos chefes de Estado, reféns de seus dogmas capitalistas. O Brasil lamentavelmente não enviou nenhum representante, pois para o atual governo parece ser mais importante a "aceleração do crescimento" que garantir o futuro da vida. Esta Cúpula dos Povos apontou a direção certa: para uma biocivilização em equilíbrio de todos com todos e com tudo.

    Como é sabido, em dezembro de 2009 realizou-se em Copenhague a Conferência Mundial dos Estados sobre o Clima. Não se chegou a nenhum consenso porque foi dominada pela lógica do capital e não pela lógica da ecologia. Isso significa: os delegados e chefes de Estado presentes representavam mais seus interesses econômicos que seus povos. A questão para eles era: quanto deixo de ganhar aceitando preceitos ecológicos que visam a purificar o planeta e assim garantir as condições para a continuidade da vida. Não se via o todo, a vida e a Terra, mas os interesses particulares de cada pais.

    A lógica ecológica vê o interesse coletivo, pois visa ao equilíbrio entre ser humano e natureza, entre produção, consumo e capacidade de recomposição dos recursos e serviços da Terra. Rompendo esta equação, coisa que o modo de produção capitalista já vem fazendo há séculos, surgem efeitos não desejados, chamados de "externalidades": devastação da natureza, graves injustiças sociais, desconsideração das necessidades das futuras gerações e o efeito irreversível do aquecimento global que, no limite, pode pôr tudo a perder.

    Em Cochabamba, na Bolívia, viu-se exatamente o contrário: o triunfo da lógica da ecologia e da vida. Nos dias 19-23 de abril celebrou-se a Cúpula Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra. Ai estavam 35.500 representantes dos povos da Terra, vindos de 142 países. A centralidade era ocupada pela Terra, tida como Pacha Mama, grande Mãe, sua dignidade e direitos, a vida em toda sua imensa diversidade (superação de qualquer antropocentrismo), nossa responsabilidade comum para garantir a condições ecológicas, sociais e espirituais que nos permitem viver, sem ameaças, nesse planeta. Os 17 meses de trabalho, ao contrário de Copenhague, chegaram a um extraordinário consenso, pois todos tinham na mente e no coração o amor à vida e à Pacha Mama "com a qual todos temos uma relação indivisível, interdependente, complementar e espiritual" como diz o documento final.

    No lugar do capitalismo competitivo, do progresso e do crescimento ilimitado, hostil ao equilíbrio com a natureza, se colocou "o bem viver", categoria central da cosmologia andina, verdadeira alternativa para a humanidade que consiste: viver em harmonia consigo mesmo, com os outros, com a Pacha Mama, com as energias da natureza, do ar, do solo, das águas, das montanhas, dos animais e das plantas e em harmonia com os espíritos e com a Divindade, sustentada por uma economia do suficiente e decente para todos, incluidos os demais seres.

    Elaborou-se uma Declaração dos Direitos da Mãe Terra que prevê entre outros: o direito à vida e à existência; o direito de ser respeitada; o direito à continuação de seus ciclos e processos vitais, livre de alterações humanas; o direito a manter sua identidade e integridade com seus seres diferenciados e interrelacionados; o direito à água como fonte de vida; o direito ao ar limpo; o direito à saúde integral; o direito a estar livre da contaminação e poluição, de dejetos tóxicos e radioativos; o direito a uma restauração plena e pronta das violações inflingidas pelas atividades humanas.

    Previu-se também a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática e Ambiental, com capacidade jurídica e vinculante de prevenir, julgar e sancionar os Estados, empresas e pessoas por ações ou omissões que contaminem e provoquem mudanças climáticas e que cometam graves atentados aos ecossistemas que garantem o "bem viver".

    Resolveu-se levar os resultados desta Cúpula dos Povos à ONU para que seus conteúdos sejam comtemplados na próxima Conferência Mundial a realizar-se em novembro/dezembro deste ano em Cancún no México. O significado mais profundo desta Cúpula é a convicção, crescente entre os povos, de que não podemos mais confiar o destino da vida e da Terra aos chefes de Estado, reféns de seus dogmas capitalistas. O Brasil lamentavelmente não enviou nenhum representante, pois para o atual governo parece ser mais importante a "aceleração do crescimento" que garantir o futuro da vida. Esta Cúpula dos Povos apontou a direção certa: para uma biocivilização em equilíbrio de todos com todos e com tudo.

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  • Contracimeira de pesca em Vigo

    ::cck::2076::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Verdegaia::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.verdegaia.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_peixes_mortos Ante a reunión que manterán nos primeiros días de maio os ministros de pesca da UE en Vigo, os grupos integrados na rede de colectivos A RIA NON SE VENDE /GALIZA NON SE VENDE pensamos que, na alarmante situación actual, cómpre facer visibles á sociedade os enormes problemas e a ignorada catástrofe que os sistemas de pesca industrial están causando nos océanos, máis a problematica situación do litoral galego, especialmente nas rías e o sector extractivo.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Por este grave motivo, ARNSV/GNSV organiza un encontro paralelo á reunión ministerial con distintos grupos ecoloxistas de Galicia, do resto do Estado e das máis importantes organizacións internacionais, entre as que se contan Greenpeace, Ecoloxistas en Acción, WWF Adena, Océana, Marcha Mundial das Mulleres, Amarante, Altermundo e outras, así como confrarías de pesca e representantes do sector marisqueiro locais.

    O encontro terá lugar entre o 27 de abril e o último día da reunión ministerial, o 5 de maio. Nel trataranse os problemas que se expoñen no documento de convocatoria anexo, e constará dos actos e accións que se detallan no programa que engadimos tamén en documento adxunto.

    As conclusións do encontro serán recollidas nun Documento que será entregado aos/ás participantes na reunión ministerial.

    Para veres o tríptico clica

    ::/fulltext::
  • PCB lança pré-candidato à Presidência da República

    ::cck::2103::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::PCB::/fuente::
    ::fuente_url::http://pcb.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_pcb A pré-candidatura do Partido Comunista Brasileiro à Presidência da República não é para fazer barganha política com os outros partidos.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    É uma pré-candidatura na perspectiva da construção de uma frente anti-capitalista e anti-imperialista permanente, na luta pelo socialismo.

    Essa foi a tônica do discurso de Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB, no lançamento da sua pré-candidatura a presidente. Na ocasião também foi apresentado o livro com as resoluções do XIV Congresso do Partido, realizado em outubro do ano passado.

    O auditório da Associação Brasileira de Imprensa, no qual ocorreu o evento, ficou pequeno para os militantes e amigos do Partido que compareceram à cerimônia. Em seu início, os membros da direção do PCB fizeram uma exposição da posição política que norteia as resoluções do XIV Congresso. Estavam na mesa, além de Ivan Pinheiro, Mauro Iasi, Eduardo Serra, José Paulo Neto e Ricardo Costa.

    O secretário-geral fez uma avaliação da eleição de 2006 na qual o PCB participou em coligação com o PSOL e o PSTU. Segundo ele, naquela campanha não houve uma verdadeira composição programática entre os partidos, mas sim uma mera coligação eleitoral, o que contraria a política dos comunistas.

    Ivan ressaltou a importância da pré-candidatura própria à Presidência. Ele afirmou que a pré-candidatura não fará concessões, mas que pretende mostrar a cara do Partido e explicar à população que existe uma alternativa ao capitalismo, que é o socialismo.

    Ao comentar a presença do camarada José Paulo Neto, que voltou ao PCB após 18 anos sem militância partidária, Ivan disse que "o Partido nunca saiu de dentro dele", ao fazer referência ao afastamento de José Paulo, por conta dos problemas, desvios e divisões que marcaram o PCB nos anos 80 e início dos 90.

    Destacou ainda que não existe diferença entre os dois mais fortes pré-candidatos eleitoralmente a presidente, mas sim uma disputa para definir qual será o melhor representante para administrar o capitalismo em nosso país.

    Ivan Pinheiro conclamou os militantes e amigos do Partido a fazerem dessa campanha um forte instrumento de denúncia do capitalismo e da construção de um bloco revolucionário do proletariado, rumo ao socialismo.

    A TRAJETÓRIA DE IVAN PINHEIRO:

    Ivan Pinheiro, advogado, 64 anos, (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946), pai de cinco filhas, é o Secretário Geral do PCB - Partido Comunista Brasileiro.

    Iniciou sua atividade política ainda na adolescência, no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963; foi diretor do Grêmio Estudantil. Participou ativamente do movimento secundarista.

    Em 1965, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara - UEG (atual Uerj), onde estudou Direito. Nessa época, integrou-se ao Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8). Durante o curso, foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como liderança estudantil, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Pinheiro".

    Após a derrota da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação no movimento de massas. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade. Ingressou no PCB em 1976 e dele jamais se afastou.

    A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, pré-candidatou-se à presidência do sindicato, por decisão do PCB. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país. Sob seu comando, o Sindicato dos Bancários se tornou, na prática, o principal centro de resistência à ditadura no Rio de Janeiro.

    Sua trajetória como expoente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VII Congresso Nacional do Partido. Neste evento, Ivan e os demais participantes foram presos, após invasão do local da reunião pela Polícia Federal. Com esta prisão, foi enquadrado no último processo com base na famigerada "Lei de Segurança Nacional". No Congresso, que ocorreu depois, na clandestinidade, Ivan foi eleito para o Comitê Central, sendo então seu mais jovem integrante. É hoje o mais antigo membro da Comissão Política do Comitê Central, de que participa há 28 anos ininterruptos.

    Em 1986, sua pré-candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro (lançada por uma Conferência Regional do PCB-RJ) foi retirada pelo Comitê Central, em favor do apoio ao pré-candidato do PMDB, Moreira Franco. Ivan submeteu-se à decisão, de que discordava, e aceitou concorrer a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB. Apesar da boa votação obtida, não foi alcançado o coeficiente eleitoral.

    No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Nacional do Partido, impondo à sua direção a opção pela CUT, em detrimento da CGT. Desde 1981, Ivan divergia da maioria do Comitê Central, lutando contra o atrelamento do Partido ao PMDB e a conciliação de classe.

    No início da década de 1990, com o colapso do socialismo na URSS e no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão, resultando numa grande cisão, em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.

    Em 1996, Ivan Pinheiro foi pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, tendo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas, a campanha foi um marco importante para a reconstrução do PCB.

    No XIII Congresso do PCB, em março de 2005, em Belo Horizonte, Ivan foi eleito Secretário Geral do Partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.

    No XIV Congresso do PCB, em outubro de 2010, no Rio de Janeiro, Ivan Pinheiro foi reeleito para o Comitê Central do PCB, que o reconduziu à Secretaria Geral.

    ::/fulltext::
  • Do Haiti aos morros do Rio, Conlutas impulsiona atos classistas

    ::cck::2102::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::PSTU::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.pstu.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_conlutas Unificar os setores combativos.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Em contraposição aos atos chapa-branca e shows governistas promovidos por CUT, Força Sindical e demais centrais, a Conlutas impulsiona atos classistas e de luta, ligando as campanhas salariais e demais lutas em curso a reivindicações mais gerais, como o aumento dos salários e a redução da jornada de trabalho.

    Para isso, a Coordenação Nacional de Lutas reforça a unidade com outros setores combativos. "Buscamos principalmente os setores que estão conosco empenhados no processo de reorganização e na construção do congresso da classe trabalhadora", explica Atnágoras Lopes, da Executiva da Conlutas.

    Em Niterói (RJ), por exemplo, o ato do 1º de Maio de luta ocorre no Morro do Bumba, denunciando o descaso do governo com a população pobre, que matou 125 pessoas durante as chuvas e deslizamentos no início de abril. Em Fortaleza (CE), a data ocorre em plena campanha salarial dos operários da construção civil. Já na capital paulista o ato reúne Conlutas, Intersindical, Pastoral Operária e demais setores combativos na praça da Sé. Em São José dos Campos (SP), o ato ocorre na praça da igreja São Judas e reúne categorias como metalúrgicos, petroleiros, além de estudantes.

    Em meio às reivindicações levadas pela Conlutas ao 1º de Maio, além da defesa dos direitos dos trabalhadores no país, está o internacionalismo, expresso principalmente na exigência de "Fora as tropas do Haiti". No país caribenho também ocorrem mobilizações na data, contra a ocupação militar, por salários e direitos.

    ::/fulltext::
  • Clown galego expulso do Estado de Israel por fazer trabalho cultural na Palestina

    ::cck::2101::/cck::
    ::pais::Palestina::/pais::
    ::fuente::DL::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::

    290410_prado O clown galego Iván Prado, director de Festiclown e do colectivo Palhaços em Rebeldia, foi expulso polas autoridades israelitas do território que dominam, sem mais motivo que a tentativa de participar em actividades culturais na Palestina.

    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Iván Prado chegou na segunda-feira 26 de Abril ao aeroporto de Ben Gurion para trabalhar na preparação do FestiClown Palestina 2010, o que será o 1º Festival Internacional de Clown que vai cecorrer na Cisjordánia no final de Outubro. Prado é, de facto, um dos principais organizadores do evento.

    Junto com Iván Prado viajava também Laila T, que como ele foi encarcerada e expulsa sem nengum tipo de explicação. Ambos activistas clown fôrom alvo de mais de seis horas de intensos interrogatórios que concluírom com a expulsom através de um centro de detençom de imigrantes onde passárom a noite em celas isolados e separados. Cinco horas mais tarde, e sem passaportes, fôrom introduzidos num aviom que os levou ao aeroporto de Barajas, em Madrid (Espanha), aonde chegárom na manhá do 27 de abril.

    Diferentes colectivos denunciáriom a política de impune repressom contra quem quer realizar actividades legítimas junto do povo palestiniano, neste caso sofrendo o boicote contra um evento cultural mundialmente reconhecido como é o Festiclown Palestina 2010, previsto para os dias 25 a 31 de Outubro deste ano e que incluirá actuaçons, visitas a acampamentos de refugiados, acçons artísticas contra o muro, oficinas, galas e encontros.

    Segundo a organizaçom do Festiclown, na ediçom deste ano haverá destacadas figuras do panorama artístico internacional, como Leio Bassi e Amparanoia, além de numerosos artístas do mundo do circo e do clown como: Elliot (Bélgica) e Alva Sarraute (Países Cataláns) ou o mágico Jorge Blas (castelhano).

    Iván Prado (Lugo, 1974) é o artífice desta ideia, concebida depois da última caravane de Palhassos em Rebeldia às cidades de Ramala e Nablus em 2009. O seu grupo desenvolveu na altura oficinas de clown e risoterapia dos quais beneficiárom arredor de um milhar de pessoas, principalmente meninhos, adolescentes e mulheres maltratadas.

    Prado, que foi director de diversos festivais de clown, tem uma dilatada experiência como professor e fundador ou cofundador de várias companhias de teatro. O director do Festiclown e do colectivo Palhassos em Rebeldia, aterrou em Israel depois de passar polas Baleares e Valência (Países Cataláns), Múrcia (Espanha) e Tenerife (Canárias), onde desenvolveu actividades divulgativas sobre o projecto com o fim de angariar fundos e apoio para seu materializaçom.

    ::/fulltext::
  • EUA apoiam anexação ilegal do Saara Ocidental por Marrocos

    ::cck::2100::/cck::
    ::pais::Saara Ocidental::/pais::
    ::fuente::ODiario.info::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.odiario.info::/fuente_url::
    ::introtext::
    290410_saara [Stephen Zunes] Em mais um assalto aos princípios fundamentais da lei internacional, a maioria do Senado impôs que ficasse registado expressamente que os E.U.A. aprovam a anexação ilegal por Marrocos do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola invadida por Marrocos em 1975, no logo após a sua independência.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Ao fazê-lo, o Senado obriga a administração Obama a ir contra uma série de resoluções do Conselho de Segurança da ONU, uma decisão significativa do Tribunal de Justiça Internacional e a posição da União Africana e da maioria dos estados europeus mais próximos dos E.U.A.
    O mais perturbador é que esta diligência parece ter o apoio da Secretária de Estado Hillary Clinton. A Senadora Dianne Feinstein (D-CA), líder do comité do Senado para os serviços secretos e principal autora da recente carta do Senado apoiando o expansão de Marrocos, proclama que as duas estão no "mesmo comprimento de onda" neste assunto.

    A carta, assinada por 54 senadores, insiste que os E.U.A. apoiem o plano de "autonomia" marroquino como processo para estabilizar o conflito. Assim o Senado opõe-se à vasta maioria dos governos mundiais e a um vasto consenso de juristas, que reconhecem a ilegalidade da questão. Mais de 75 países reconhecem a República Democrática Árabe Sarauí (RDAS), que representa o povo do Sahara Ocidental sob a direcção da Frente Polisário. A RDAS é também estado membro pleno da União Africana, e tem governado aproximadamente metade do povo nas zonas libertadas no Sahara Ocidental, bem como em campos de refugiados na Argélia há aproximadamente 35 anos. A maioria do Congresso no entanto quer que os E.U.A. pressionem a Frente Polisário a renunciar ao direito do povo do Sahara Ocidental à autodeterminação e aceitar a soberania de um poder conquistador.

    Quanta "Autonomia"?

    O plano de autonomia baseia-se na assumpção de que o Sahara Ocidental é parte de Marrocos e não um território ocupado, e que Marrocos está de algum modo a conceder um estatuto especial a parte do seu território soberano. Esta é uma discussão que as Nações Unidas, o Tribunal Mundial, a União Africana, e um largo consenso da opinião pública legal de há muito rejeitam. Aceitar o plano de autonomia de Marrocos significaria que, pela primeira vez desde a fundação da ONU e da ratificação da sua Carta há 65 anos, a comunidade internacional estaria a defender a expansão de um pais pela força militar , desse modo estabelecendo um precedente muito perigoso e desestabilizador.

    Se o povo do Sahara Ocidental aceitasse um acordo de autonomia em vez da independência como resultado de um referendo livre e justo, tal constituiria um acto legitimo de auto-determinação. Destacadas resoluções do Conselho de Segurança da ONU explicitamente apelam a esse referendo (que a carta do Senado ignora). Contudo, Marrocos tem afirmado explicitamente que a sua proposta de autonomia "exclui, por definição, a possibilidade da opção independência" para o povo do Sahara Ocidental , cuja vasta maioria apoia essa independência.

    Para além da questão da lei internacional há um número de preocupações práticas respeitantes à proposta Marroquina. Por exemplo, estados autocráticos centralizados raramente respeitam a autonomia de jurisdições regionais, o que tem levado a conflitos violentos. Em1952, a ONU estabeleceu para o protectorado Britânico da Eritreia, o estatuto de autonomia federado com a Etiópia. Em 1961, contudo, o imperador da Eritreia revogou o estatuto, anexando-o como a 14ª província do seu império. O resultado foi uma sangrenta luta de 30 anos pela independência e subsequentes guerras fronteiriças entre os dois países. De modo semelhante, a decisão do líder sérvio Slobodan Milosevic de revogar o estatuto de autonomia do Kosovo em 1989 levou a repressão e resistência, culminando na guerra da NATO contra a Jugoslávia em 1999.

    Além do mais, a proposta marroquina apoiada pelo Senado não contém mecanismos de obrigatoriedade. Marrocos tem sempre quebrado as suas promessas à comunidade internacional, como a sua recusa em permitir o referendo mandatado pela ONU para o Sahara Ocidental. Sem dúvida, uma leitura atenta da proposta levanta questões acerca de quanta autonomia Marrocos está a oferecer, tal como se os sarauís controlarão os recursos naturais ou o policiamento local. Além disso, a proposta parece indicar que todos os poderes, não especificamente da região autónoma, ficariam no reino. Sem dúvida que desde que o Rei de Marrocos foi ultimamente investido de absoluta autoridade, com base no artigo 19 da Constituição marroquina, a insistência nas propostas de autonomia de que o estado marroquino "manterá os seus poderes no domínio real , especialmente no que respeita à defesa, relações externas e prerrogativas constitucionais e religiosas de Sua Majestade o Rei "parece dar ao monarca uma considerável margem de interpretação.

    Em qualquer caso, o povo do Sahara Ocidental não aceitará certamente melhor a autonomia que a independência. Durante anos, eles estiveram empenhados em grandes protestos não violentos pró-independência apenas para ser sujeitos a prisões em massa, espancamentos, tortura e assassinatos extra judiciais. As autoridades marroquinas não iriam provavelmente mudar os seus métodos com a "autonomia."

    Isto não impediu Clinton de, aparentemente, dar o seu apoio ao plano de "autonomia" durante uma visita a Marrocos em Novembro passado, uma declaração controversa citada pelos autores das cartas do Senado para reforçar o seu caso. Apenas alguns dias após a visita de Clinton, as encorajadas autoridades marroquinas repeliram Aminatou Haidar, líder activista pro-independência do Sahara Ocidental. Haidar entrou em greve da fome durante um mês, que quase a matou, até que o Presidente Barack Obama pressionou Marrocos a deixá-la regressar.

    A Carta do Senado

    Existe uma preocupação antiga de que Marrocos, mantendo uma ocupação ilegal do Sahara Ocidental, os seus abusos de direitos humanos, e o seu desafio à comunidade internacional, tenha comprometido tentativas para avançar a União Árabe Magrebe e outros esforços de integração económica regional e cooperação de segurança. Contudo, a carta do Senado, argumenta que a falhanço da comunidade internacional em reconhecer a anexação de Marrocos do território é a causa do "crescimento da instabilidade no Norte de África." A Carta, avisa preocupadamente que " as actividades terroristas estão a aumentar " na região, ignorando o facto de que a Frente Polisário nunca abraçou o terrorismo, mesmo durante os anos da guerrilha contra a ocupação pelas forças de Marrocos entre 1975 e 1991. A Polisário tem observado escrupulosamente um cessar fogo desde então, apesar da quebra das promessas de Marrocos de permitir um referendo patrocinado pela ONU. Além do mais, radicais Islâmicos têm pouca simpatia pela secular Polisário e pela versão relativamente liberal do Islamismo praticada pela maioria dos Sarauis Ocidentais.

    As assinaturas da carta abrangiam 24 Republicanos, incluindo o membro do Intelligence Committee Kit Bond (R-MO), o Líder Assistente da Minoria Jon Kyl (R-AZ), e John McCain (R-AZ). Havia também 30 assinaturas Democráticas, incluindo anteriores liberais tais como Ron Wyden (D-OR), Maria Cantwell (D-WA), Carl Levin (D-MI), e Mark Udall (D-CO). Sem surpresa, a maioria do signatários havia também defendido a ocupação por Israel dos territórios da Palestina e Síria , e antes apoiaram a ocupação de Timor Leste pela Indonésia. Uma maioria dos signatários também votou pela autorização da invasão e ocupação do Iraque pelos E.U.A. Quando uma maioria do Senado vai apelar á administração a prosseguir uma politica que fundamentalmente nega a uma nação inteira o seu direito à auto-determinação, que mina a Carta da ONU e outros princípios básicos da lei, e desafia uma séria de resoluções do Conselho de Segurança, isso mostra quanto afastado para a direita este controlado corpo Democrático se tornou.

    O apoio do E.U.A. à ocupação Indonésia de Timor Leste não acabou até que activistas dos direitos humanos tornaram o assunto politicamente difícil, para a administração Clinton e para os membros do Congresso a continuarem a apoiar. De forma semelhante, votantes preocupados com direitos humanos e a lei internacional devem deixar bem claro que não irão apoiar nenhum legislador que favoreça o direito de conquista acima do direito à auto determinação.

    * Stephen Zunes, é analista sénior em Politica Externa em Focus, e professor de Politica e de Estudos do Médio Oriente na Universidade de S. Francisco.

    Este texto foi publicado na página Web do Institute for Policy Studies é baseado num trabalho mais desenvolvido em www.ips-dc.org.

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  • Hugo Chávez adere ao Twitter

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    ::pais::Venezuela::/pais::
    ::fuente::DL::/fuente::
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    280410_chavez Tal como tinha anunciado, Hugo Chávez abriu conta no Twitter e começou hoje mesmo a publicar conteúdos em 140 caracteres.

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    O perfil de Chávez é @chavezcandanga. Na Venezuela, o termo candanga serve para classificar alguém que tem força de vontade e é rebelde. A página, ainda sem mensagens na noite da terça-feira [27/4], já contava com mais de 12 mil seguidores. Na Venezuela, tal como no Brasil, esse serviço de microblog conta grande número de aderidos, com mais de 200 mil contas activas – um crescimento de 1000% no ano passado.

    O presidente venezuelano entra assim no debate sobre a conveniência ou nom de participar nas redes sociais propriedade do imperialismo, coincidindo com a óptica da conhecida jornalista e activista bolivariana Eva Golinger, que apoia a adesom em massa a esses espaços para evitar que fiquem em maos dos utilizadores contra-revolucionários.

    Eis o conteúdo do primeiro tweet de Hugo Chávez, à meia-noite da terça para a quarta-feira:

    "Epa que tal? Aparecí como lo dije: a la medianoche. Pa Brasil me voy. Y muy contento a trabajar por Venezuela. Venceremos!!", escreveu o presidente. Na quarta de manhá, o perfil já contava com mais de 35 mil seguidores. [28/4, 09h53].

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  • Incorporamos indicativos dos países aos antetítulos das notícias

    ::cck::2095::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::DL::/fuente::
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    280410_independencia Tal como avançamos ontem, já estám operativas as etiquetas indicativas dos países de origem de cada notícia.
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    Umha das "queixas" que muitos e muitas de vós nos tendes feito chegar nestes meses é a confusom criada pola falta de indicativos para, sem terdes que ler umha notícia, saberdes a que país corresponde.

    Doravante, essa falha está corrigida e as notícias publicadas desde hoje contam com o nome do país de origem no antetítulo, junto à informaçom temática.

    Naturalmente, nom nos limitamos a incorporar os nomes dos estados actualmente existentes, incorporando umha longa lista de naçons sem Estado para fazermos referência à verdadeira identidade dos povos noticiados.

    Esperamos que esta novidade ajude a navegar no site do DL e convidamos-vos a continuardes a fazer sugestons de melhoramentos técnicos e visuais para que o Diário Liberdade seja mais útil como ferramenta informativa a serviço dos povos que luitam.

    Estrutura da informaçom no DL

    Aproveitamos a ocasiom para resumir como é a distribuiçom da informaçom no espaço do DL.

    A primeira notícia, a que tem a fotografia de maior tamanho, ou Grande Destaque, costuma ser dedicada a algum tema de especial relevo, de qualquer país, e ser mantida mais tempo do que as restantes.

    A seguir ao Grande Destaque venhem os seis destaques do dia. Esses estám agrupados em duas colunas, com três notícias cada: a primeira tem notícias da Galiza; a segunda, dos outros países lusófonos e do resto do mundo.

    Depois temos um segundo Grande Destaque, que como o anterior fica mais tempo à vista que as restantes notícias. Ao pé dela, está o destaque audiovisual.

    Abaixo disso, ficam a coluna da Galiza (a primeira) e a da Lusofonia (a segunda), com as restantes notícias desses ámbitos.

    Na parte baixa, temos seis notícias de ámbito internacional nom lusófono.

    Já na terceira coluna, estám a secçom de Opiniom e a de Publicaçom Aberta.

    Queremos, por último, lembrar que no interior de cada secçom podem consultar-se todas as notícias anteriores, podendo escolher-se com critério temático. Também temos a opçom de utilizar o pesquisador, com modo avançado de pesquisa para encontrar exactamente aquilo que estamos a procurar.

    A Equipa do DL.

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  • Diário Liberdade alarga parcerias internacionais

    ::cck::2094::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::DL::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
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    280410_pl Nas últimas semanas, o DL formalizou duas novas parcerias com projectos comunicativos populares de Euskal Herria e do Brasil: Boltxe e Pátria Latina.

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    As pessoas que acompanham o percurso iniciado pola nossa dorna no passado 8 de Fevereiro sabem que este é um projecto aberto e em evoluçom permanente. Dentro do processo de construçom deste espaço comunicativo, o colectivo que integra o DL marcou desde o início como objectivo o estabelecimento de acordos de colaboraçom com projectos irmaos dos povos que luitam polas mesmas causas emancipatórias que guiam a nossa actividade.

    Primeiro foi Kaos en la Red, meio contrainformativo de ámbito hispano; posteriormente, o portal brasileiro Carta Maior; a seguir foi a vez do basco Boltxe; agora anunciamos a formalizaçom de umha nova parceria, com um portal de ámbito continental latino-americano e das Caraíbas: Pátria Latina, escrito em português do Brasil e dirigido polo jornalista brasileiro Valter Xéu.

    O intercámbio de logo-banners e de informaçom é a base do acordo, com o qual inserimos o Diário Liberdade no palco internacional dos povos que, como nós, luitam pola derrota do capitalismo.  Achamos que o da informaçom alternativa, produzida e difundida polos próprios e as próprias protagonistas, é mais umha ferramenta nessa luita.

    Apesar das diferenças que podam existir, ou mesmo graças à riqueza que representam essas diferenças, entre as linhas editoriais de uns meios e outros, o fortalecimento de umha rede comunicativa que ajude a conhecer melhor as luitas de uns e outros povos é positivo para todos.

    Voltamos a anunciar que esta nova parceria nom é a última. Vamos continuar a abrir a Galiza ao mundo, através da nossa língua e da língua universal da luita contra os poderosos, por um mundo livre.

    Aproveitamos a ocasiom para fazer público reconhecimento dos nossos portais parceiros e recomendar às nossas e aos nossos visitantes incorporá-los às suas páginas de referência.

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  • Gloria Múñoz: “Desinformar-se e enfrentar a investida dos meios de comunicação capitalistas”

    ::cck::2093::/cck::
    ::pais::México::/pais::
    ::fuente::Brasil de Fato::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.brasildefato.com.br::/fuente_url::
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    280410_gloria [Cristiano Navarro] - Jornalista que acompanha os zapatistas fala sobre a importância do trabalho de contra-informação para as batalhas que se passam "abajo y a la izquierda".
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    Das periferias para o centro, a comunicação alternativa vai buscando brechas para transferir o poder da palavra dos maiores aos pequenos. Modificando a ordem dos caminhos da comunicação, o movimento zapatista, do México, experimentou, na década de 1990, a possibilidade de, por meio da internet, ser ouvido no mundo desde sua realidade local.

    Uma das protagonistas dessa ação foi Gloria Muñoz Ramírez, jornalista que acompanha o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN)desde seu levante em 1994, no estado de Chiapas. Gloria segue militando na contra-informação. Seu mais novo projeto é dirigir a revista mensal Desinformémonos.

    Em janeiro deste ano, o Brasil de Fato iniciou um intercâmbio de conteúdo com a publicação. Com versão na web (http://desinformemonos.org), a iniciativa envolve colaboradores de inúmeras partes do planeta e é traduzida para o português, grego, italiano, inglês, francês, alemão, e a língua indígena tseltal, bastante falada no sul do México.

    A seguir, a diretora de Desinformémonos fala sobre esse projeto internacional e a experiência acumulada em anos junto aos zapatistas.

    Brasil de Fato – Pode nos falar um pouco de como nasceu o projeto Desinformémonos?

    Gloria Muñoz – Consideramo-nos uma ferramenta de luta por um mundo melhor, ou seja, por um mundo justo, livre e democrático. Aderimos às batalhas que se passam "abajo y a la izquierda", à margem do poder e dos poderosos. Estamos do lado da autonomia dos povos, pelo direito a decidir sobre nossos próprios destinos. Somos, sem ambiguidades, fruto de uma luta que, desde 1º de janeiro de 1994, nos transformou: o levantamento do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). E é no terreno da "desinformação" que atuaremos.

    Por que "Desinformémonos"?

    Pegamos o nome emprestado de Mario Benedetti [poeta e escritor uruguaio morto em maio do ano passado]. Estávamos preparando esse projeto quando fomos surpreendidos pela triste notícia de sua morte. Pusemos pra tocar um CD com seus poemas, gravado para La Casa de las Américas, como uma singela homenagem a esse grande poeta e lutador das causas justas. De repente, no meio da incipiente edição dessa revista, lá estava o poema: desinformémonos hermanos/ hasta que el cuerpo aguante/ y cuando ya no aguante/ entonces decidámonos/ carajo decidámonos/ y revolucionémonos.

    Depois, veio o jogo de palavras. Desinformar-se e enfrentar a investida dos grandes meios de comunicação capitalistas, aqueles que nos dizem o que, como, quando, onde e por que, do ponto de vista – e para benefício – dos poderes políticos e econômicos, dirigido àqueles que se creem os donos do mundo. "Desinformémonos": desfazer-nos do que nos oferecem e munirmo-nos de Outra Informação, geralmente invisível, na qual os depoimentos dos "ninguéns", como diz Eduardo Galeano [jornalista e escritor uruguaio] são o que nos dá sentido e corpo, horizonte e destino. Os povos têm suas próprias vozes e eles mesmos se encarregam de que os demais as escutem. O que nos propusemos em Desinformémonos é ser olhado e ouvido... caixinhas de ressonância. Escutar, como diria o estimado escritor [inglês] John Berger, "as vozes da terra... sempre em baixo". Sem confundir, como ele mesmo nos alerta, "a intenção deliberada de desinformar com o estar desinformado". A resistência, nos disse no processo de inauguração desse espaço, "está em saber escutar a terra. A liberdade é descoberta pouco a pouco, não do lado de fora, mas nas profundidades da prisão".

    Quem são os colaboradores do projeto?

    Bom, somos pessoas de muitas partes do mundo. Nosso ponto de vista pretende ser global e abarcar lutas e resistências dos cinco continentes. Atualmente, tocam esse projeto homens e mulheres do México, Argentina, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha e Itália, com colaboradores na Grécia, Palestina, Turquia, Irã, Bélgica, Chile, Grã Bretanha, República Árabe Saaráui e Honduras.

    Em sua experiência junto aos zapatistas, foi possível acompanhar como eles utilizaram de maneira muito hábil a internet para comunicar suas posições para todo planeta. Como isso se deu?

    A ideia do uso da internet pelos zapatistas nasceu como um mito que, em muitos sentidos, persiste ainda hoje. Em 1994, a internet ainda era algo muito incipiente e os primeiros comunicados do EZLN eram xerox distribuídos a nós jornalistas na cidade de San Cristóbal de las Casas, em Chiapas. Com o tempo, um exército de mulheres e homens anônimos se incumbiu de difundir as palavras zapatistas pela internet. Na selva em que vivem os zapatistas, não havia sequer luz, que dirá um computador. Assim, o mérito da difusão da palavra zapatista no ciberespaço não é propriamente zapatista, mas de todos que acreditaram nesse movimento e fizeram circular seus comunicados e pronunciamentos. Atualmente, algumas comunidades em resistência têm acesso à internet, mas isso é algo relativamente novo e não pode ser generalizado.

    De que maneira a internet pode fazer frente aos meios de comunicação tradicionais em favor dos movimentos sociais?

    Esse ciberespaço, ainda que criado pela elite, tem servido de ferramenta, vínculo e ponte para os setores da base nos últimos quinze anos. As lutas e a resistência dos povos campesinos e indígenas, dos migrantes, trabalhadores, estudantes, jovens e um longo etcétera, transitam pela rede produzindo identificações onde menos se esperava, isso apesar do acesso à internet ainda estar longe de ser uma realidade, ao menos nos países do chamado Terceiro Mundo. Mas isso não é necessariamente uma carência. Provavelmente não necessitam dessa "conexão". O que desejamos com Desinformémonos é aproveitar esse espaço virtual, não apenas por falta de recursos para nascer em papel, como gostaríamos, mas porque reconhecemos nesse meio uma alternativa para conhecer o outro, a outra, suas histórias e tragédias, de um lado ao outro do planeta. Desejamos, como diria o mestre do jornalismo [bielo-russo] Ryszard Kapuscinski, "converter-nos imediatamente, desde o primeiro momento, em parte de seus destinos". Afinal, somos os mesmos, as mesmas. E estamos na mesma situação. Entretanto, a internet, ao menos no México e em muitos países da América Latina, não é um meio acessível para toda a população. Nas áreas rurais e nos bairros de periferia, as pessoas não estão conectadas à rede. Essa é a razão, creio, de que o principal meio de comunicação popular, por excelência, continua sendo o rádio e de que, até agora, não haja espaço para se substituir a comunicação alternativa em papel. Insisto que estou falando do mundo dos de baixo.

    É por isso que na Desinformémonos criamos uma revista de bairro e comunitária em PDF, com o objetivo de que seja distribuída em comunidades que não têm acesso à internet. Essa singela revista pode ser distribuída como "folhas soltas" ou pregada em algum muro como jornal-mural.

    Com a dificuldade de transmitir mensagens ao grande público, como os movimentos sociais são mostrados hoje nos grandes meios de comunicação mexicanos?

    Os movimentos sociais não aparecem nos grandes meios de comunicação do México e, quando aparecem, são satanizados e desprestigiados. Poderia dizer que apenas o jornal La Jornada (considerando os meios de comunicação massiva, não os marginais nem alternativos) dá espaço para as lutas sociais do país. É por isso que, cada vez mais, os movimentos vêm criando seus próprios meios, para que sua palavra seja conhecida. Ao mesmo tempo, crescem os meios alternativos, livres e independentes, ainda que com muitas limitações.

    Nas revoltas de Oaxaca, a tomada das rádios foi a primeira ação dos movimentos mobilizados. O que isso pode significar?

    A Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) não apenas tomou as rádios e até mesmo a televisão comercial; ela criou uma rede de meios de comunicação. Essa rede serviu não só para difundir suas causas, mas para convocar, organizar as barricadas e as marchas e, sobretudo, a defesa da ocupação que mantiveram no centro da cidade. Tomar as rádios e a televisão foi muito significativo para mostrar a força popular do movimento, mas foi ainda mais relevante a forma como conseguiram conduzir a relação com as rádios alternativas, principalmente com a Radio Plantón, que é hoje um exemplo do grande poder que um meio dessa natureza pode significar, de "abajo y a la izquierda", de dentro do próprio movimento.

    Você acredita que os movimentos de esquerda conhecem a importância da comunicação em um processo de mudança?

    Acredito que os movimentos de esquerda estão cada vez mais conscientes da importância de uma comunicação do e para o movimento. Entretanto, acredito que enfrentamos grandes desafios, pois muitas vezes não comunicamos entre nós mesmos o que está acontecendo, não fazemos grande esforço para ultrapassar as barreiras impostas e fazer com que nossa palavra chegue "a outros como nós". Na minha opinião, esse é um grande desafio, e devemos nos preocupar em não estar à margem, mas em atingir cada vez mais gente, sem preconceitos nem esteriotipização. Nunca sabemos onde ou quando haverá ressonância, temos que procurar por isso permanentemente. Ao mesmo tempo, acredito que outro desafio é a manipulação da linguagem feita pelos movimentos sociais de esquerda. Acho que devemos nos arriscar mais, jogar com as palavras e com as imagens, não ser tão sérios, mas ter a capacidade de rirmos, de sermos irônicos, de dar espaço ao jogo e à palavra lúdica. Esse, finalmente, foi outro dos ensinamentos dos zapatistas que, desde o princípio, comunicam-se com uma linguagem diferente, que incluem desde um conto, até uma piada ou uma canção.::/fulltext::
  • Da pesca artesanal ao desequilíbrio ecológico

    ::cck::2092::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Altermundo::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.altermundo.org::/fuente_url::
    ::introtext::280410_gznsv [GZNSV] A xuntanza de ministros de Pesca da UE en Vigo (4-5 maio) é unha ocasión para pular por un modelo sustentábel para o mar.::/introtext::
    ::fulltext::
    "Coma o peixe non se vía, e daquela non había os adiantos, coma a sonda, había que ghaldear, que era machucar sardiñas podres para botalas no momento da pesca e enghardar, atraer e xuntar o peixe. Facíao un home que se separaba do barco nunha chalana hasta quedar no medio. Mentres tanto largábase en redondo. Para iso dous homes estaban en proa, para halar a pedreira e despois tirar a jareta e que entrara o peixe. En popa, dous homes halaban os corchos, que teñen que ir separadiños, e outros dous homes poñían a rede ben e recollían".
    "Homes de ferro en barcos de madeira"
    (Esperanza Piñeiro de San Miguel e Andrés Gómez Blanco)

    As xentes que viven do mar coñecen de primeira man a realidade do sector pesqueiro. Son testemuñas, día a día, das continuas agresións ao medio mariño. Testemuñas e axentes involuntarios. Empresas e mariñeiros tratan de manter unha actividade extractiva cada vez menos rendíbel e que, diante da presión do mercado capitalista, carece de regulamentacións e límites racionais, o que deriva na sobreexplotación do mar como recurso e na súa degradación como ecosistema.

    Dende as artes tradicionais de antano até a pesca industrial de hoxe, a actividade pesqueira sufriu unha evolución tecnolóxica que, asociada ao actual modelo socioeconómico, ten efectos perversos. En primeiro lugar, unha desmesurada capacidade de explotación, e a correspondente desmesura na demanda. En segundo lugar, a concentración dos medios extractivos máis potentes nas mans das poucas empresas coa capacidade económica e tecnolóxica precisa. En terceiro lugar, o férreo control do mercado por intermediarios multinacionais.

    A sobreexplotación dos caladoiros está a provocar un esgotamento dos recursos nunca antes coñecido, mais sobre todo un desequilibrio ecolóxico que leva aos ecosistemas mariños a unha situación crítica, ocultada sistematicamente polos poderes políticos á opinión pública.

    Os beneficios económicos da pesca concéntranse nunhas poucas de mans. Mentres, as xentes do mar e os traballadores das empresas do sector teñen dificultades para sacar adiante as súas modestas economías. A desmesura da extracción, o emprego de artes destrutivas e o seu abandono no mar, teñen graves efectos na pesca de altura e de baixura, nas augas oceánicas e nas litorais, en todo o mundo. Isto compromete gravemente a subsistencia de moita xente, sobre todo nos países da periferia.

    En Galiza, as artes tradicionais e a pesca de baixura enfróntanse a un proceso de extinción económica e cultural, consentido ou incluso planificado polos poderes públicos. As nosas costas xa non fornecen a demanda dos mercados propios coas especies do día. Os peixes e mariscos que consumimos proceden máis da importación e dos cultivos que das augas e areais galegos. E é que, no noso país, aos efectos da sobreexplotación pesqueira engádese a degradación ecolóxica do litoral provocada pola actividade humana, tanto en terra como no mar. Os asentamentos urbanos, a industria, as infraestruturas, o agro e a mesma pesca son xeradores de residuos e fonte de verquidos contaminantes, produtos que, incontrolados e non depurados, acaban depositados ou disoltos nas augas costeiras, absorbidos nos sedimentos dos fondos das enseadas, esteiros e areais e, finalmente, incorporados, a través das cadeas tróficas, nos organismos das especies mariñas, incluídas aquelas das que nos alimentamos. A isto hai que engadir a ocupación directa do leito mariño pola desmedida proliferación de infraestruturas portuarias, o que supón a desaparición de ecosistemas valiosos, a alteración das correntes e unha nova achega de materiais contaminantes.

    Hoxe non podemos ver o mar como o que era antes: un ecosistema portentoso e unha fonte de recursos aparentemente inesgotábel. O mar está ferido pola man do home, por un sistema socioeconómico irracional, pola procura compulsiva de beneficio económico, pola inconsciencia do ser humano e pola súa insensibilidade cara o medio que soporta a súa mesma vida.

    Este mar ferido precisa accións urxentes. É necesario deter as agresións ao medio mariño, atopar o xeito de reparar os danos provocados e restaurar o seu equilibrio ecolóxico. É necesario atopar un novo rumbo, que nos permita abandonar a nosa actual condición de depredadores que compiten encarnizadamente por uns recursos limitados, e que nos leve a unha coexistencia cooperativa, e a un modo de vida o máis simbiótico posíbel co medio do que procedemos e ao que pertencemos.

    O vindeiro mes de Maio vaise a celebrar en Vigo unha xuntanza informal de Ministros de Pesca da UE. O seu obxecto é seguir tratando de elaborar e reformar o marco legal para unha pesca máis sustentábel. É dicir: tratar de elaborar unha política pesqueira menos irracional. Unha política que non dan acadada despois de moitos intentos errados. Unha política que debería ter un obxectivo radical: unha pesca racional e sustentábel, e que xa tería que estar a funcionar e dando resultados dende hai anos, quizais dende os propios comezos da actividade pesqueira a grande escala. Pero a UE segue a dar bandazos, presionada por un mercado que busca o menor custo e máximo beneficio, sen ter en conta os parámetros sociais e ecolóxicos nos seus cálculos. Deste xeito, a UE dálle cova a unha actividade pesqueira industrializada de comportamento salvaxe cos propios recursos e co medio mariño.

    Ante a absoluta desinformación por parte do sistema político-económico sobre a gravidade do problema, o Cumio é unha ocasión excelente para rachar o silencio. Para que os movementos sociais fagamos oír a nosa voz de alarma e denunciemos a situación. Para facer un debate público, analizar o problema e buscar alternativas. Para concienciar á sociedade. Para salvar o mar... e a nós mesmos.

    Reivindicacións diante dos ministros de Pesca da UE

    O vindeiro 5 de maio reúnese en Vigo a interministerial de Pesca da Unión Europea. Para moitos colectivos integrantes dos movementos sociais o normal é que se escolla Vigo para tal xuntanza, de igual xeito que o normal sería que, ao contrario do que fan os gobernos da Unión Europea, os ministros avogasen por unha pesca sustentábel no canto das malas artes das grandes multinacionais, que esquilman os mares do planeta e destrúen a biodiversidade.

    Amarante xunto con Altermundo, Verdegaia, os colectivos da rede 'A Ría Non se Vende' e 'Galiza Non se Vende', a Marcha Mundial das Mulleres, Ecoloxistas en Acción, Greenpeace e outros moitos, están a preparar actividades alternativas e de denuncia entre o 27 de abril e o mesmo 5 de maio.

    - Martes 27.- 20:00.- Charla.- "Os Impactos da Pesca de Altura".
    - Mércores 28.- 20:00.- Charla.-"Pesca de Baixura: das Dornas ó Trasmallo".
    - Xoves 29.-20:30.- Mesa Redonda con mulleres mariscadoras:"Contribución das mulleres na pervivencia do ecosistema mariño e nos oficios do mar".
    - Venres 30.- 20:00.- Charla sobre os impactos da depuradora de Coruxo".
    - Luns 3.- 18:00.- Encontro de colectivos. "A política Pesqueira Común a Debate".
    - Luns 3.- 20:00.- Charla "Plano Acuícola. Unha aposta das grandes empresas".
    - Martes 4.- 20:00.- Mesa Redonda: "Políticas pesqueiras da Unión Europea e alternativas para a ecoxestión".
    - Mércores 5.- Peche dos actos na rúa. Teatralización dos impactos no medio mariño das diferentes políticas pesqueiras da UE.

    Son só algunhas das actividades, amais dunha exposición itinerante, que se irán actualizando na web de Galiza non se Vende e os demais colectivos. As sedes das ditas actividades serán anunciadas nestes espazos.

    O mesmo 5 de maio entregarase á Ministra de Pesca española un MANIFESTO reivindicativo.

    ::/fulltext::
  • Dicionário Priberam da língua portuguesa incorpora vocabulário da Galiza

    ::cck::2091::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::DL::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_martinho O site do Dicionário Priberam informa do protocolo assinado entre a empresa responsável por essa ferramenta e a Academia Galega da Língua Portuguesa.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Segundo informa no seu site, a empresa que oferece o dicionário online Priberam da língua portuguesa, junto a outros recursos lingüísticos online de grande utilidade, acabou de assinar um protocolo com a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP).

    Esse acordo formal, segundo relata o referido site, tem como objectivo "a integração nas bases de dados e programas informáticos da Priberam conteúdos da norma galega do português, nomeadamente informação lexical, semântica, de sintaxe e fraseologia".

    Além disso, prevê-se também "a actualização regular do léxico e a elaboração das suas definições, que serão integradas no Dicionário Priberam e noutros produtos desenvolvidos por esta empresa."

    A "estrela" online da empresa, o seu Dicionário, tem mais de um milhom de visitas por dia, sendo assim o dicionário de língua portuguesa mais visitado na Internet. A empresa salienta no texto que comentamos a importáncia das cidades galegas de Compostela, Corunha e Vigo pola grande quantidade de visitantes que acedem a partir dessas cidades universitárias galegas.

    De facto, a Priberam ponderou o peso do número de visitas galegas para ir avante com o protocolo, que supom um reconhecimento da unidade lingüística galego-luso-brasileira, contra o critério institucional espanhol que impom umha artifical separaçom.

    Também o presidente da AGLP, José-Martinho Montero Santalha, salientou a importáncia do facto, considerando-o “um passo importante na senda da normalidade e do reconhecimento do galego, dentro e fora da Galiza, como variedade da língua comum. A comunidade linguística galega não é uma ilha isolada no mundo, faz parte de uma comunidade de mais de 200 milhões de falantes. Esta é uma vantagem que devemos saber aproveitar”.

    A inclusão das características galegas na norma comum, declarou Montero Santalha, nomeadamente do léxico de uso geral na Galiza, “vai facilitar o seu uso normal na Galiza através dos produtos informáticos mais inovadores, como os corretores ortográficos desenvolvidos pela Priberam, reforçando o prestígio do galego e da comunidade linguística”.

    Pode ler-se na íntegra a declaraçom da Priberam aqui.

    O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa pode ser visitado aqui.

    ::/fulltext::
  • Patrões portugueses contra subsídio de desemprego

    ::cck::2090::/cck::
    ::pais::Portugal::/pais::
    ::fuente::Esquerda.net::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.esquerda.net::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_patrons Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) quer fazer cortes no subsídio de desemprego e que este diminua à medida que se prolonga a situação de desemprego.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Segundo o "Diário Económico" desta Segunda feira, a CIP vai propor, na reunião desta Quarta feira da concertação social, que o subsídio de desemprego deixe de ter limite mínimo. Argumentam que isso deve acontecer para que ninguém possa ganhar mais no desemprego do que a trabalhar. Na verdade, trata-se de mais uma pressão para obrigar os desempregados a aceitarem salários mais baixos e, por esta via, fazer pressão para a baixa dos salários reais.

    Os patrões da CIP querem ainda que o montante do subsídio (65% do salário) diminua ao longo do tempo, em que a situação de desemprego se mantém. O que significa uma pressão acrescida para que os desempregados se vejam obrigados a aceitar remunerações mais baixas.

    A Confederação de Turismo vai contra o próprio conceito de subsídio de desemprego, defendendo que só deve ter acesso ao subsídio quem não tem outras formas de subsistência. Nas propostas concretas, esta confederação dos patrões do turismo propõe o alargamento dos prazos de descontos feitos para ter acesso ao subsídio e que os desempregados que recebem subsídio sejam obrigados a prestar serviço social.

    A CIP propõe ainda que parte do subsídio social de desemprego seja pago em vales sociais, como o CDS já tinha proposto.

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  • Aquilo que a imprensa não viu e nem quis que o povo visse...

    ::cck::2088::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Diário da Classe::/fuente::
    ::fuente_url::http://ucdiariodaclasse.blogspot.com::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_Acio-Neves-4-1024x682 O governo Aécio chega ao fim de mandato, com rompantes na imprensa sobre metas alcançadas, austeridade fiscal, obras de infraestrutura por todo o Estado e os propalados 80% de popularidade.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Porém essa peça do teatro da política é talvez o maior exemplo nos últimos anos, de como o uso da mídia associado a fragilidade da oposição, sedimentaram na opinião pública o sucesso entorno da gestão do PSDB.

    Afastada do Palácio do Planalto desde o governo patético governo Itamar e de uma proeminência no cenário nacional há anos, a elite conservadora das Gerais não poupou esforços para construir a imagem de um estadista eficiente, postulando a possível candidatura de oposição de direita, à presidência nesse ano.

    Todos os que ousaram denunciar as contradições e desvios na gestão Aécio, ou meramente teceram críticas ao funcionamento das políticas públicas, foram perseguidos e banidos de suas funções na imprensa.

    Anestesiados e enganados por uma massiva propaganda midiática, a população em geral se encontra a mercê das manipulações e da idolatria que cercam o período de Aécio a frente do Governo do Estado. Nesse sentido poucos sabem do verdadeiro caráter do chamado : "choque de gestão" na máquina pública, que afetou o funcionamento de diversas áreas através da suspensão de direitos, achatamento salarial dos servidores, diminuição de investimentos em alguns setores e criminalização do funcionalismo público, através da implementação da chamada avaliação de desempenho, que pune aqueles que não conseguem atingir as metas estipuladas pelas chefias, mesmo não havendo condições objetivas para se conseguir tal alcance.

    Sob o Governo Aécio, a ampla maioria do funcionalismo teve perdas significativas, diversos postos de trabalho foram fechados e o endividamento real dos cofres públicos aumentou; exemplo mais recente foi o faraônico projeto da cidade administrativa, inaugurada às pressas antes da entrega do cargo devido ao calendário eleitoral.

    Só essa obra custou aos cofres públicos mais de UM BILHÃO DE REAIS, dinheiro que poderia ser investido na construção demais de 100.000 moradias populares, ou desapropriada dezenas de latifúndios em prol da reforma agrária, ou investido no reajuste justo do conjunto do funcionalismo.

    Enquanto famílias vivem em condições inumanas, sem um teto e sem emprego, como é o caso da ocupação Camilo Torres e Dandára, ambas em Belo Horizonte, acuadas e hostilizadas pelos aparelhos de repressão do Estado, enquanto o IPSEMG – o maior patrimônio do funcionalismo teve durante o mês de Março metade dos leitos fechados e reduzidos, em mais da metade, os atendimentos ao público, enquanto servidores da educação, saúde, polícia civil, justiça, administrativo e até mesmo a PM, fizeram protestos contra anos de congelamento salarial e consecutivo sucateamento, Aécio esteve insensível às demandas sociais, procurando investir naquilo que desse maior visibilidade e gerasse recursos volumosos para as grandes empreiteiras que sempre financiam as campanhas eleitorais dos candidatos da burguesia.

    Durante o período do auge da crise econômica, em agosto de 2008 a setembro de 2009, o Governo suspendeu a cobrança de empréstimos do BDMG às grandes minerados, perdoou dívidas tributárias, alem de conceder mais empréstimos a juros baixíssimos a empresas que não hesitaram em demitir ou aumentar a carga de exploração sobre os trabalhadores(as).

    É importante destacar que durante esse período, PT e PC do B, partidos da base do governo Lula e que possuem forte presença junto as entidades do funcionalismo, não investiram decididamente em organizar a resistência aos ataques neoliberais do PSDB. Quando se ensejava alguma resistência, esta se via presa ao joguete eleitoreiro ou a acordos de boa vizinhança com o Governo Federal, que não passavam de um "morder e assoprar" para "inglês ver".

    Apesar de todo a espetacular indústria de MARKETING entorno da figura de Aécio Neves e da maior onda de manipulação e cerceamento que a imprensa mineira já presenciou desde o golpe militar em 1964, aos poucos a população vai sentindo o gosto amargo da farra faraônica do PSDB em Minas nesses últimos oito anos, com serviços públicos sucateados e o funcionamento da máquina pública estrangulada e comprometida.

    Os comunistas sabem que a luta contra a alienação política talvez seja a mais difícil e desgastante, pois esse processo atinge o âmago da consciência dos trabalhadores(as) e consecutivamente a sua visão de mundo e a sua atitude política; mas estamos certos de que o custo do (des) compromisso falará mais alto e novas crises sociais e contradições revelaram a necessidade de se construir um novo patamar de luta e consciência.

    Luta não apenas contra os ataques da elite representada na Assembléia Legislativa e no Governo do Estado, mas também contra aqueles que se abnegaram de cumprir o papel de lideranças sindicais e populares, no sentido de organizar e conscientizar o povo para a luta por um Estado que aplicasse de fato seus recursos na resolução das mazelas que o capitalismo vem acentuando a cada ano que passa sobre o proletariado.

    Fábio Bezerra - Secretário Político do PCB-Minas Gerais

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  • Miguel Carter: "Lula optou por evitar atritos com a elite rural"

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::Brasil de Fato::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.brasildefato.com.br::/fuente_url::
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    280410_reforma [Eduardo Sales de Lima] Para o professor da American University Miguel Carter, a estagnação nas políticas de reforma agrária reflete a derrota de um projeto progressista para o campo
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    Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam, neste mês, uma série de manifestações pela Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária.

    Os camponeses cobram o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo federal durante a jornada realizada em agosto do ano passado.

    Na época, o governo se comprometeu a assinar a portaria que revisa os índices de produtividade e a investir R$ 460 milhões na desapropriação de latifúndios.

    A atualização da portaria, no entanto, não ocorreu, e nem a destinação dos recursos para desapropriações e assentamento de famílias.

    Para o professor da American University Miguel Carter, a estagnação nas políticas de reforma agrária reflete a derrota de um projeto progressista para o campo.

    Para ele, o governo Lula tentou conciliar dois modelos agrícolas, mas sucumbiu à expansão do agronegócio, ao poder da bancada ruralista no Congresso Nacional e ao impacto dos grandes meios de comunicação no ataque à reforma agrária e seus defensores.

    "Lula optou por evitar atritos com a elite rural. Manteve o status quo e limitou-se em apoiar uma reforma agrária conservadora - contida, reativa, feita sob pressão social, num processo administrativo lento e enrolado, que favorece a distribuição residual de terras", afirma.

    Carter é organizador do livro: "Combatendo a Desigualdade Social: O MST e a reforma agrária no Brasil", que investiga as causas da desigualdade da estrutura fundiária brasileira e suas conseqüências, assim como as reações populares a essa situação.

    Em entrevista ao Brasil de Fato, ele fala sobre os ataques dos setores conservadores contra a implementação da reforma agrária no país e os desafios para agregar mais força à luta dos camponeses.

    Qual foi o significado dos dois mandatos do governo Lula para um projeto popular de reforma agrária?

    O projeto em favor de uma reforma agrária progressista foi derrotado já no primeiro mandato do governo Lula. Foi a terceira grande derrota desse projeto na história do país. A primeira se deu com o golpe militar de 1964. A segunda com o fracasso do plano de reforma agrária lançado em 1985, no inicio da Nova República. A terceira se viu frustrada durante a presidência de Lula, eleito sob a promessa histórica do PT de impulsionar uma ampla redistribuição fundiária.

    Essa derrota reflete, antes de tudo, uma correlação de forças muito adversa à realização de uma reforma agrária progressista. Essa reforma poderia ter utilizado diversos instrumentos legais para promover a agricultura camponesa e a transformação das relações de poder no campo. Segundo o Censo Agropecuário, a agricultura camponesa emprega 80% da mão de obra rural, produz a maior parte dos alimentos consumidos no Brasil, mas ocupa só um quarto do território agrícola no país. No entanto, o governo Lula manteve os enormes subsídios públicos voltados para o agronegócio, que recebeu sete vezes mais o valor oferecido aos pequenos agricultores.

    O governo Lula achou que podia conciliar os dois modelos agrícolas. Mas herdou um Estado que há séculos vinha protegendo os interesses da elite agrária, de modo especial via o Poder Judiciário e as forças policiais. A esses obstáculos históricos, se soma a forte expansão do agronegócio na última década, a influência da bancada ruralista no Congresso Nacional, e o impacto dos grandes meios de comunicação no ataque à reforma agrária e seus defensores. Diante esse panorama, Lula optou por evitar atritos com a elite rural. Manteve o status quo e limitou-se em apoiar uma reforma agrária conservadora - contida, reativa, feita sob pressão social, num processo administrativo lento e enrolado, que favorece a distribuição residual de terras.

    Você acredita que, atualmente, o MST consegue dialogar com mais ênfase junto aos setores urbanos, com a intelectualidade e os sindicatos?

    O MST vem dialogando com vários setores urbanos desde a sua origem. Essas relações têm sido fundamentais para o desenvolvimento de sua organização e capacidade de articulação com um amplo leque de aliados. Esse trabalho é um desafio constante.

    Além de estender seu apoio aos movimentos de sem teto, o MST poderia estreitar seus laços com as associações estabelecidas nas favelas. Juntos, esses grupos populares poderiam fortalecer a luta pelos direitos humanos, contra a violência, a discriminação racial e a marginalização social.

    Outro espaço de articulação com o meio urbano poderia envolver os consumidores da classe média e alta preocupados com a qualidade de seus alimentos e a ecologia. O MST poderia pegar boas idéias de autores como Michael Pollan ("O Dilema do Onívoro") e criar redes alternativas de comercialização de produtos agroecológicos junto a essa população e, assim, promover solidariedade às suas lutas.

    Em tudo isso, acho vital empunhar a bandeira do combate à desigualdade social como condição necessária para a democratização do Brasil.

    A elite agrária brasileira, por meio da CPI contra o MST, com objetivos eleitoreiros, tem conseguido abafar o processo, ainda que lento, de implementação da reforma agrária no Brasil?

    As três CPIs instituídas contra do MST e seus parceiros nos últimos cinco anos refletem um esforço sistemático da elite agrária e seus aliados em criminalizar os movimentos populares no campo e eliminar a reforma agrária da agenda pública nacional. Isso se dá num contexto de ofensiva do capital financeiro e internacional no campo brasileiro, com grandes aquisições de terra e elevados investimentos para produzir etanol, celulose, soja e outros commodities agrícolas voltados para o mercado global. A luta camponesa pela reforma agrária atrapalha o esforço dos empresários do agronegócio em ampliar seu estoque de terra. Trata-se de uma disputa territorial, de classe e de modelo de desenvolvimento.

    As CPIs do Congresso contra o MST, junto com diversas ações do judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas da União, mostram como a elite agrária e seus aliados têm conseguido se apropriar de instrumentos democráticos, instituídos na Constituição de 1988, para frear a democratização do Brasil e impedir a extensão e exercício de direitos básicos de cidadania.

    QUEM É

    Miguel Carter é professor da American University, em Washington, DC. Ele é doutor em Ciências Políticas pela Columbia University de New York e organizador do livro: "Combatendo a Desigualdade Social: O MST e a reforma agrária no Brasil" (São Paulo: Editora da UNESP, 2010).

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  • Repsol Corunha quer pôr em marcha área acidentada, Comité abandona comissom de inquérito

    ::cck::2086::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CIG::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizacig.org::/fuente_url::
    ::introtext::280410_refinaria_corunha O pessoal vai apresentar esta manhá umha denúncia perante a Inspecçom de Trabalho.::/introtext::
    ::fulltext::

    Os representantes do Comité de empresa de Repsol na Comisión Investigadora creada tras o accidente na refinaría do pasado 15 de abril, veñen de abandonar dita comisión tras o anuncio da petroleira de reabrir este mércores a planta de coque na que se produciu o sinistro. O Comité, que considera prematuro poñer a planta en marcha sen ter determinadas nin as causas do accidente nin as medidas correctoras necesarias para que non se repita, xa anunciou que vai presentar denuncia diante da Inspección de Traballo.  

    A continuación reproducimos o comunicado emitido polos delegados do Comité de Empresa na Comisión Investigadoral:

    No día de hoxe (26 de abril), no seo da Comisión Investigadora do accidente da planta de Coque a empresa informounos da súa intención de poñer en marcha a planta o vindeiro mércores, 28 de abril, os 4 delegados de prevención integrantes desta Comisión Investigadora manifestáronlle á empresa que lles parecía prematuro poñer a planta en marcha sen ter determinadas nin as causas do accidente nin as medidas correctoras necesarias para que non se repita.

    Ante a persistencia da empresa de continuar coa súa idea de pór en marcha a planta o mércores, os representantes do Comité nesta Comisión puxémoslle como condición para continuar con esta investigación demorar a posta en funcionamento até que a Comisión chegara ás necesarias conclusións.

    A dirección quedou de respondernos ás 16:00 horas, demorando a súa resposta até as 17:30 horas. Como era de esperar, a contestación foi que continuaba coa posta en marcha para o día 28 de abril, polo que lle comunicamos que nos retirabamos da Comisión Investigadora e faciamos recaer toda a responsabilidade de calquera accidente na dirección da refinaría de A Coruña.

    Unha vez comunicado isto aos membros da dirección integrantes da devandita comisión, tomamos os seguintes acordos:

    1.- Presentar unha denuncia ante a Inspección de Traballo, que xa temos elaborada e será presentada mañá (por este martes) a primeira hora.

    2.- Elaborar unha nota a todos os traballadores/as para explicar cal é a situación.

    3.- Enviar unha nota de prensa a todos os medios de comunicación para informalos desta situación.

    Alberto Ferreiro Vázquez

    Secretario do Comité de Empresa da Refinaría

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  • No aniversário de Lenin, comunistas russos prometem não deixar que ele seja enterrado

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    ::pais::Rússia::/pais::
    ::fuente::Opera Mundi::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.operamundi.com.br::/fuente_url::
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    280410_lenin300 O centro de Moscou foi tomado nesta quinta-feira (22/4) por uma maré vermelha.
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    Centenas de comunistas se reuniram nos Jardins Aleksandróvski com bandeiras e cartazes e caminharam até o Mausoléu de Lenin, na Praça Vermelha, para celebrar o 140º aniversário de nascimento do líder da Revolução Bolchevique, Vladímir Ílhitch Lenin (1870-1924).

    A cerimônia solene começou com a entrega de medalhas aos destacados membros do Partido Comunista e foi acompanhada tanto por aposentados quanto por jovens comunistas. O secretário-geral do Partido Comunista, Guennádi Ziuganov, fez um discurso inflamado, destacando a importância do ensino de Lenin nas escolas e na mídia. Além disso, prometeu que não permitirá que o corpo do líder bolchevique seja tirado do mausoléu, onde está desde 1924, e enterrado num cemitério - como defendem alguns setores conservadores.

    As comemorações começaram há dois dias, com um congresso que reuniu 10 mil pessoas na sede do Partido Comunista russo. As celebrações para honrar a memória do primeiro líder soviético se estenderam por todo o país, principalmente nas cidades de Kazan, Oremburgo, Magadan, Tula, Níjni-Novgorod e Krasnodar.

    A polêmica sobre a exibição do corpo de Lenin no mausoléu da Praça Vermelha reapareceu esta semana e continua gerando controvérsias. 67% dos russos acreditam que o corpo de Lenin deveria ser enterrado.

    A Igreja Ortodoxa Russa declarou que a exposição permanente do corpo do líder soviético vai de encontro à tradição cultural russa. "Na verdade, já se transformou num objeto turístico", comentou o arcebispo de Moscou Vsevolod Tchaplin.

    Guennádi Ziuganov insistiu esta semana numa coletiva de imprensa na importância da exibição pública do corpo de Lenin. "Os últimos acontecimentos mostram que as ideias de Lenin devem ser postas em prática. O capitalismo dividiu o mundo e a qualquer momento podemos ter uma nova guerra. Lenin sempre disse que o imperialismo era uma doença e que a especulação financeira nos levaria à falência cedo ou tarde". Ziuganov citou ainda a importância do revolucionário na história do Estado: "Ele pregou a amizade entre os povos e a justiça. Não conheço outro homem que tenha feito tantas coisas em apenas 54 anos de vida. Lenin entrou para a História e o nome dele sobreviverá por séculos".

    Lenin cai, Stalin sobe

    Para os social-democratas do partido Rússia Justa, Lenin é um objeto de culto somente para uma parte da sociedade russa. "Este culto paraliza o desenvolvimento político do país e faz com que os cidadãos não entendam o papel histórico de Lenin", comentou o líder do partido, Serguei Mironov.

    Apesar de 42% dos russos terem uma visão positiva do pai da Revolução Bolchevique, pesquisas do Centro de Pesquisa e Opinião Pública Russa indicam que este índice vem diminuindo na última década, enquanto a figura de Stalin se populariza a cada ano. Segundo o centro, 31% dos russos acreditam que a memória de Lenin ficará na História, mas "ninguém seguirá seu caminho".

    Por enquanto, os comunistas estão ganhando a batalha e Lenin continuará descansando no Mausoléu da Praça Vermelha.
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  • 36 anos da Revolução dos Cravos com Valério Arcary

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    ::pais:: ::/pais::
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    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
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    {youtube}qKs1P9oCnXU{/youtube}

    PSTU - Valério Arcary fala sobre a revolução portuguesa, que completou 36 anos.

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  • Professora e alunos não se entendem no Paraná

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::PGL::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.pglingua.org::/fuente_url::
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    280410_parana Dos 87 alunos matriculados nas primeiras séries do ensino Fundamental, 40 falam apenas o idioma guarany.
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    Enquanto o mundo lusófono discute o Acordo Ortográfico, para facilitar o acesso dos falantes do idioma português, a professora paranaense Andressa Tessari, de uma escola rural da cidade de Terra Roxa, Paraná, enfrenta uma situação inusitada.

    Diferente dos professores dos grandes centros urbanos brasileiros que sofrem com problemas de indisciplina e violência, na pequena escola, professora e alunos não se entendem por causa do idioma.

    Dos 87 alunos matriculados nas primeiras séries do ensino Fundamental, 40 falam apenas o idioma guarany e, Andressa Tessari tem de recorrer a uma aluna bilíngüe, para ensinar estes alunos.

    Outro agravante é que os pequenos guaranis não estão regularmente matriculados, pois não possuem documentos pessoais. Com isto, não recebem os materiais escolares enviados pelo governo estadual.

    Distante dos meios de comunicação, existe aproximadamente 180 outras línguas no Brasil. Desconsiderando neste número as comunidades de imigrantes nem as pessoas que aprendem uma língua estrangeira. São só os idiomas indígenas, falados por cerca de 160.000 pessoas.

    Algumas destas línguas indígenas conservam hoje, apenas um falante, como é o caso do idioma Macu, Xipaia e Xetá. No caso do Paraná, provavelmente, estes pequenos guaranis falam o Embiá, uma variante do guarani falada em 7 estados brasileiros: Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de Argentina e Paraguai.

    Veja a reportagem da Rede Globo de Televisão nesta ligação.
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  • Grupo de extermínio em Rondônia

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    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::ICLS::/fuente::
    ::fuente_url::http://iclindolphosilva.blogspot.com/::/fuente_url::
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    280410_rondonia [João Cabral de Melo Neto] Policiais formam grupo de extermínio de sem-terra a mando de empresários na região de Rondônia.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Quatro camponeses, vítimas de disputas por terra, foram mortos e uma agricultora ferida em Rondônia apenas nesse ultimo mês de março. A suspeita é de que os assassinos tenham sido mandados por um dos grandes latifundiários da região, Ariquemes Edson Luiz Liutti. Três das vítimas foram mortas no dia 14 na cidade de Campo Novo, João Ludvack (38), Anísia Pereira (67) e Admilson Pereira da Silva (39) foram baleados e morreram na hora e a agricultora Patrícia de Macedo Silva ficou ferida. O camponês Dercy Francisco Sales foi encontrado morto no dia 21, na linha 6 do município de Nova Mamoré.

    Dercy foi um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Buritis, e junto com outras famílias, ocupou terras griladas, o que resultou na fundação do município de Jacinópolis. Em 2007, em uma operação conjunta das Polícias Militar e Civil, a fim de acabar com as ocupações de terras feitas pelos camponeses da região, Dercy e seus dois irmãos foram presos e torturados, junto com outras dezenas de pessoas, sem nenhuma acusação. Nos seus últimos meses ele mobilizava famílias para uma nova tomada de terra, o que faz aumentar as suspeitas do envolvimento de fazendeiros, além de seu sobrinho Ozeías Martins ter sido assassinado a mando do latifundiário e madeireiro Carlos Schumann, em 2003.

    Em janeiro desse ano o agricultor Isaías Cassiano também foi assassinado a mando de um fazendeiro, pois tinha uma audiência marcada com provas para denunciar a formação de milícia de policiais que trabalhavam como grupo de extermínio de sem-terras para o empresário madeireiro Adaildo Araújo da Silva. Os PMs Paulo César Barbosa e Claudiomar Oliveira de Assis e o empresário estão presos desde fevereiro.

    A acusação contra os PMs e o fazendeiro Adaildo, abrange também tentativa de homicídio contra Dorval Roberto da Silva e José Lopes Silva, que sabiam das ameaças contra Isaías. O grupo também foi acusado de matar mais três camponeses da região em 2008. Os sem-terra Adalto da Silva Filho, Edmilson Gomes de Oliveira e Evandro Dutra Pinto. Suspeita-se que Edmilson e Evandro foram mortos em queima de arquivo porque presenciaram os criminosos carregando o corpo de Adalto.

    "Esta cova em que estás, com palmos medida
    É a conta menor que tiraste em vida.

    É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
    É a parte que te cabe deste latifúndio.

    Não é cova grande, é cova medida
    É a terra que querias ver dividida."

    ::/fulltext::
  • Iniciativa do movimento popular organiza Festas da Ascensom compostelanas

    ::cck::2082::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente:: ::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_festasDL - A iniciativa de numerosas entidades populares compostelanas, à margem das elitistas e espanholizadas Festas da Ascensom institucionais, garante um amplo programa de actividades autogeridas.
    ::/introtext::
    ::fulltext::Eis o programa enviado polas entidadese organizadoras:

    Como toda a gente sabe, no próximo mês de Maio a cidade de Compostela celebrará as festas da Ascensom. As características que com toda a certeza estas festas vam ter (só temos que lembrar as últimas ediçons para saber que, para além de nom responder às demandas do associativismo, o programa de festas é umha espanholada, umha fuleirada e um autêntico estrago de dinheiro), fijo que várias pessoas e associaçons pensássemos que era umha boa ocasiom para juntar todos os colectivos da cidade e programar umha Ascensom alternativa: umhas Festas Populares feitas desde abaixo, descentralizadas e espalhadas polos bairros da cidade, que respondam aos interesses e necessidades da vizinhança, participativas e colectivas. E o resultado foi este:

    7 de Maio

    21h30

    teatro: "CAMARADA K", DE TEATRE DEL MAR

    ORGANIZA SALA NASA

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    8 de Maio

    (todo o dia)

    FEIRA DA PRIMAVERA

    ORGANIZA Asociación de Comerciantes de S. Pedro

    RUA DE SAN PEDRO

    13h00

    ruada e jantar popular

    pola rua Quiroga Palácios até o Centro Social (Quiroga Palácios, 42)

    ORGANIZA C.S. HENRIQUETA OUTEIRO

    Saída do Seminário Menor

    cshenriquetaouteiro.agal-gz.org

    17h00

    Obradoiro de Confección e Inciación ás "Pelotas Malabares"

    de 17.00h a 19.00h
    ORGANIZA A.C. A MANTIXOLA

    Parque de Belvís, na Zafona.

    17h30
    Roteiro literário sobre Scórpio, de Carvalho Calero

    Guiado por Ernesto Vázquez Souza (Doutor em Filologia Galego-portuguesa e especialista em "Scórpio" )

    ORGANIZA Clube de Leitura da biblioteca Anna Politkovskaya

    Saída do C.S O Pichel

    20h00

    Roteiro urbano: As mentiras do Apóstolo

    percurso por lugares emblemáticos sobre o mito do apóstolo Santiago

    ORGANIZA A Gentalha do Pichel

    Saída da Rua de Jerusalém

    gentalha.agal-gz.org

    21h30

    teatro: "CAMARADA K", DE TEATRE DEL MAR

    ORGANIZA SALA NASA

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    9 de Maio

    10h30

    Roteiro de Bicicleta a Tápia

    Saída desde a entrada do Campus Sul (Políticas) e jantar em Tápia. Regresso polas 18h00. Levar bocata

    ORGANIZA AMAL (Agrupaçom de Montanha Augas Limpas)

    aguaslimpas.blogspot.com

    11h00

    Almorzo na rua con viandas das de antes

    Levar taza de almorzo, un pratiño, algo con que encher a taza e o prato...

    ORGANIZA ALMORZOS NA RUA (almorzosnarua@gmail.com)

    RUA SANTA CLARA

    20h00

    teatro: "CAMARADA K", DE TEATRE DEL MAR

    ORGANIZA SALA NASA

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    11 de Maio

    18h30

    ROTEIRO "Coñece a cidade natural"

    Percurso pola xeoloxía e a bioloxía de Compostela

    ORGANIZA ADEGA

    SAÍDA DA PRAZA DO PAN (Cervantes)

    adega.info

    21h30

    CIRCO BASTARDO: "QUI QUO QUA", DE PORQUESI PRODUCTIONS

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    12 de Maio

    17h30

    Roteiro Normalizador polas ruas do Campus Sul da USC.

    Com música tradicional.

    ORGANIZA Agir

    SAÍDA DO IES GELMIRES I

    www.agir-galiza.org

    21h00

    FESTA CUBANA

    palestra e concertos

    e EXPOSIÇOM PERMANENTE DE CARTAZES POLÍTICOS

    ORGANIZA Pub Avante (Cantom de Sam Bieito, 4)

    21h30

    CICLO DE CINEMA E TRABALLO

    Proxección: Humano, demasiado humano (Louis Malle / René Vautier, Francia, 1974, VOSG, 75')

    ORGANIZA CINECLUBE DE COMPOSTELA

    C.S. O PICHEL (santa clara, 21)

    cineclubedecompostela.blogaliza.org

    21h30

    CIRCO BASTARDO: "QUI QUO QUA", DE PORQUESI PRODUCTIONS

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    13 de Maio

    12h00

    Obradoiro Graffiteiro e Xornada de Xogos Friquis

    14h00 Xantar na horta e continuación dos obradoiros

    ORGANIZA Asociación Cultural e Xuvenil ITACA
    Local da Federación ITACA (Rúa do Pombal 18)

    www.itacafederacion.org/

    22h00

    CONCERTO: Piano Bar

    ORGANIZA "AS DUAS"

    BAR AS DUAS (Oliveira, 3)

    barasduas.wordpress.com

    14 de Maio

    21h30

    Concerto "GALIZA EM PUNK"

    Tiro na testa, Skarmento, Golpe de estado

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    15 de Maio

    (todo o dia)

    Festa do Dezassete

    (jogos, dança, palestras e concertos nocturnos)

    ORGANIZA A Gentalha do Pichel

    NAS RUAS DA ZONA VELHA DE COMPOSTELA

    gentalha.agal-gz.org

    11h00

    MERCADO DE TROCO

    ORGANIZA VERDEGAIA

    PORTA DO CAMINHO

    www.verdegaia.org

    17h00

    Obradoiro de Confección e Iniciación ós "Paos Chinos"

    de 17.00h a 19.00h
    ORGANIZA A.C. A MANTIXOLA

    Parque de Belvís, na Zafona.

    17h00

    Exibiçom de Esgrima antiga

    ORGANIZA ESCEA

    PRAÇA DAS ÁNIMAS

    www.ceibes.org/scea

    21h30

    Concerto "GALIZA EM PUNK"

    Afonía, Vondäniken, Post Mortem
    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    16 de Maio

    21h30

    FESTA HORTERA

    ORGANIZA Rádio Kalimera

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)

    www.akalimera.org

    18 de Maio

    21h00

    CONCURSO "PLANETA NH"

    ORGANIZA AGAL

    BAR NOSFERATU (casas reais, 18)

    pglingua.org

    22h30

    Concerto de Fred Martins

    ORGANIZA Casa das Crechas

    CASA DAS CRECHAS, Vía Sacra, nº 3

    www.casadascrechas.com

    19 de Maio

    19h30

    PALESTRA "Consumo responsábel: que podemos fazer?"

    Encontro para a creación dun grupo de consumo en Compostela

    ORGANIZA COOPERATIVA EIRADO

    C.S. O PICHEL (santa clara, 21)

    www.eirado.org

    21h30

    CICLO DE CINEMA E TRABALLO

    Proxección: A entrevista de traballo (Die Bewerbung, Harun Farocki, Alemaña, 1996, VOSG, 59')

    ORGANIZA CINECLUBE DE COMPOSTELA

    C.S. O PICHEL (santa clara, 21)

    cineclubedecompostela.blogaliza.org

    22h30

    Foliada das Crechas

    ORGANIZA Casa das Crechas

    CASA DAS CRECHAS, Vía Sacra, nº 3

    www.casadascrechas.com

    23h00

    Noite de música galego-portuguesa

    e EXPOSIÇOM PERMANENTE DE CARTAZES POLÍTICOS

    ORGANIZA Pub Avante

    AVANTE (Cantom de San Bieito, 4)

    20 de Maio

    20h00

    Presentación da novela de Carlos Meixide 'Primavera'

    (cuarto número da colección 'O Lapis do Taberneiro')

    ORGANIZA Café Bar 13

    CAFÉ BAR 13 (rua santa clara, 13)

    21h30

    II CONCERTO HOMENAXE AO LUTHIER COMPOSTELANO PABLO SEOANE (NOTHINK, DIA DE FURIA e YIDORAH)

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    22h00

    CONCERTO: Martín Zapata

    ORGANIZA "AS DUAS"

    BAR AS DUAS (Oliveira, 3)

    barasduas.wordpress.com

    22h30

    CONCERTO: Leo i Arremecághona!

    ORGANIZA "MALAS PÉCORAS"

    BAR MALAS PÉCORAS (Algália de Baixo, 7)

    21 de Maio

    21h30

    TEATRO: "A DERRADEIRA FILA" de TEATRO ENSALLE

    ORGANIZA SALA NASA

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    22h00

    ESTALOTADA

    ORGANIZA OS ESTALOTES

    BAIRRO DE SAR (bares Mañoso e Marmolo)

    22h30

    foliada galego-portuguesa

    clausura da exposiçom "os zés pereiras", com o autor Napoleao Gonçalves

    ORGANIZA A.C FOLLAS NOVAS e A GENTALHA DO PICHEL

    C.S. O PICHEL (Santa clara 21)

    22 de Maio

    14h30

    JANTAR TEMÁTICO DE PATACAS NOVAS

    ORGANIZA A GENTALHA DO PICHEL

    C.S. O PICHEL (santa clara, 21)

    gentalha.agal-gz.org

    16h30

    Lembrando o bairro: Os Jogos Populares

    conversa com vizinh@s sobre os jogos tradicionais + jogos populares no estacionamento

    ORGANIZA A.VV. As Marias

    NO BAR LEIS (Basquinhos 17)

    17h00

    Obradoiro de Confección e Iniciación ás "Cariocas"

    de 17.00h a 19.00h
    ORGANIZA A.C. A MANTIXOLA

    Parque de Belvís, na Zafona.

    21h00

    Festa Feminista

    ORGANIZA Rede Feminista Galega

    BAR AS DUAS (Oliveira, 3)

    redefeministagalega.blogaliza.org

    21h00

    Jantar interassociativo

    Máximo aforo 40 pessoas. Todas as participantes tenhem que levar comida ou bebida.

    ORGANIZA TROITA ARMADA

    LOCAL DA FEDERACIÓN ITACA (Pombal, 18)

    21h30

    TEATRO: "A DERRADEIRA FILA" de TEATRO ENSALLE

    ORGANIZA SALA NASA

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    23 de Maio

    20h00

    TEATRO: "A DERRADEIRA FILA" de TEATRO ENSALLE

    ORGANIZA SALA NASA

    SALA NASA (Rua de San Lourenzo 51 – 53)
    consultar prezos en www.salanasa.com

    ::/fulltext::
  • CS do Pichel: Música ao vivo para o fim de semana do 1º de Maio

    ::cck::2081::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CS do Pichel::/fuente::
    ::fuente_url::http://agal-gz.org/blogues/index.php/gent/::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_poder A Gentalha do Pichel propom música ao vivo para sexta 30 Abril e sábado 1º de Maio.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Esta sexta feira 30 de abril, Júlio Santin oferecerá umha palestra intitulada "a viola caipira do sudeste brasileiro" seguida dum concerto no que o acompanharám Uxía, Xoán Curiel, Sérgio Tannus e Socorro Lira. O bilhete cstará 2 € (3 para nom sócias).


    De 25 de Abril a 1º de Maio passando pola música que nos une. Na noite do sábado, 1 de Maio, às 21h30, celebraremos luitas e revoluçons com a presença dos amigos e amigas portuguesas de DEU-LA-DEU. Virám com força, vontade e um fantástico repertório galego-português que nos ensinarám a dançar no obradoiro de dança que incluem no seu espectáculo.

    Vinde desfrutar da música, a dança e... dos petiscos! (bolinhos de bacalhau, patés, arroz doce e muito mais...)

    Podedes comprar o bilhete no C.S O Pichel por 4 ourinhos (5 para nom sócias)

    ::/fulltext::
  • Três centros sociais vigueses proponhem jantar no 1º de Maio

    ::cck::1634::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CS A Revolta::/fuente::
    ::fuente_url::http://agal-gz.org/blogues/index.php/revolta/::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_revolta Neste 1º de Maio o CSA O Guindastre, LS Faísca e CS Revolta organizamos um jantar que terá lugar no LS Faísca (Rua Toledo, 9) às 14h30.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Polo preço de 8€ haverá omeleta, empada, chouriço, mexilhom, jamom assado, pam, vinho e água e mesmo sobremesa com doces e licor café incluídos. Na mesma noite poderemos desfrutar do concerto que terá lugar na sala Farándula (Rua Rogélio Abalde, 6) por 4€ com: Notarios, Antrax en tu tampax, Real banda de gaitas de Teis, Leo e Gabi Vacalouras e o Coro Tabernario.
    ::/fulltext::
  • O FMI ajusta a Europa. Toca a sofrer... ou reagir

    ::cck::2080::/cck::
    ::pais:: ::/pais::
    ::fuente:: ::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::columna_opiniom::Às vezes ouço passar o vento::/columna_opiniom::
    ::introtext::

    Manoel Santos

    Os chamados programas de ajustamento estrutural fazem fundamentalmente referência às condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e/ou o Banco Mundial a um país para lhe dar apoio financeiro em forma de ajudas -que realmente são créditos com juros abusivos- para enfrentar um problema de pagamentos internacionais e, deste modo, não ficar fora do sistema.

    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Surgiram a começos da década de 1980 como resposta das instituições de Bretton Woods à crise da dívida, e na teoria tentavam corrigir o que se consideravam excessivos défices dos orçamentos públicos e das balanças de pagamentos. Afinal, eram em primeiro lugar planos de austeridade. Porém, em segundo e mais importante lugar, os ditos planos de ajustamento, com o pretexto de eliminarem a pobreza e instaurarem a democracia, obrigavam a alinhar com as políticas neoliberais quer se quisesse, quer não. Para entrar neles, era exigido o fomento da concorrência, o controlo da inflação com redução da despesa social, a abertura liberalização do mercado, a desvalorização das moedas locais, a privatização de empresas públicas, a eliminação dos obstáculos alfandegários à entrada das transnacionais, etc.

    O resultado foi o desastre, também estrutural, de muitos países do Sul, que perderam autonomia, mudaram em dependentes do sistema financeiro internacional e afundaram na eterna dívida externa, mas também no aumento do desemprego, da violência e da pobreza provocada por este primário pilar do Consenso de Wáshington. África, e especialmente América do Norte Latina, têm sobrada experiência no que falamos.

    Os planos de ajustamento estrutural parecem agora chegar à Europa da mão, novamente, do FMI. A antidemocrática entidade está entre as principais causantes da crise financeira global, mas paradoxalmente foi legitimada pelo G20, que por sua vez não tem legitimidade nenhuma (nas Nações Unidas há mais de 190 Estados), para mudar em solucionador global. A raposa no galinheiro. A Grécia será a primeira atingida e os seus cidadãos e cidadãs caíram na depressão com ela. Como diz Tom Kucharz, de 'Ecologistas en Acción': "O plano de resgate submeterá a população a fortíssimos ajustamentos orçamentais e limitará a soberania helena com draconianas medidas económicas impostas pela UE, para além do já duro Pacto de Estabilidade e Crescimento". Claro que depois lhe seguirão a Irlanda, Portugal, Espanha...

    Estará a Europa, por fim, a experimentar o seu próprio remédio? Bem o merece. No entanto, os habitantes mais desfavorecidos deste lugar central do sistema-mundo vão ser os primeiros a sofrer. Da sua reacção em forma de movimentos sociais organizados, como está a acontecer na Grécia com repetidas greves gerais, pode depender está nova batalha contra as instituições financeiras internacionais.

    ::/fulltext::
  • Reflexións para o Primeiro de Maio: por libre ou organizados?

    ::cck::2079::/cck::
    ::pais:: ::/pais::
    ::fuente:: ::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::columna_opiniom::Em coluna::/columna_opiniom::
    ::introtext::

    Suso Garcia

    Algúns dos nosos paisanos (non moitos) declaranse anarquistas, libertarios, librepensadores.

    ::/introtext::
    ::fulltext::
    E como disto, loxicamente, non hai quen reparta carnets, estará ben crer nas súas boas intencións, aínda sabendo que tras estes epítetos poden esconderse moi diferentes formas de entender o mundo. Algunhas son meras estéticas e outras son ideas equivocadas e mixturadas. Erros que proceden na meirande parte das veces de distorsións interesadas que o propio Poder espalla sobre como ten que ser un ácrata.

    Esquencereime daqueles que aínda chamandose libertarios, teñan na súas teorías e praxes unhas posturas e maneiras máis propias do Liberal, ou da progresía variopinta que hoxe tanto lle ten ser acrata, como mañan votar a ZP ou que navegan polos mares dunha neutralidade ben calculada.

    Dirixome por tanto a quen chegou ao Ideal ben mamando as ideas do anarquismo clásico, do anarquismo comunista, ou do anarcosindicalismo, ou a quen por experiencias vitáis, viron no anarquismo unha ferramenta de loita contra as Inxustizas, ainda sen compartir no teorico os seus fundamentos.

    A eles recordolles que toda esa enerxía ten sentido cando está organizada. Penso nos que aínda compartindo esto, non participan en grupo ne colectivo algún. E certo que hai que discutir sobre as formas de facelo. En grupos de afinidade, en plataformas, se o facemos sindicalmente, se traspasamos os ámbitos dos concellos ou se o facemos por cuestions xenericas ou puntuáis. Todas poden ser válidas, agás o aillamento, a marxinalidade grupal ou a militancia virtual.

    No grupo o individuo aillado perde o medo, a impotencia e desmoralización convértense en forza, sentimonos parte do grupo, camiñamos xuntos, erramos xuntos, rexurdimos xuntos. As ideas teñan sentido cando son compartidas e sobre todo cando se intenta poñelas en practica.

    Que mellor que un Primeiro de Maio onde os anarquistas organizados celebramos 100 anos da fundación dunha Organización que daquela soubo aglutinarnos a todos. Que mellor que un Primeiro de Maio para dar o paso de agruparse. Cada ún onde considere que non estou hoxe por facer apología de ningunha sigla.

    Fagamos Sociedade Libre e Organizada para que o Estado e o Capital teñan atrancos á súa voraz dictadura. Fagamos grupo, fagamos utopía indo a raíz das cousas, sen quedarnos no teorico, poñamos en practica as nosas ideas. E iso non se pode facer desde o illamento.

    Reflexións para que cada ún de nós, preguntémonos: Eu que fago? Agora temos unha oportunidade

    Por libre ou organizados?

    ::/fulltext::
  • Outro clima é possível

    ::cck::2061::/cck::
    ::pais::Venezuela::/pais::
    ::fuente::Caros Amigos::/fuente::
    ::fuente_url::http://carosamigos.terra.com.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_clima[Diego Griffon Briceño] - Dada a lógica do sistema, que defende o crescimento e a acumulação de capital como condição sine qua non para sua existência, é impossível neste marco abordar e solucionar as reais causas da Mudança Climática.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    As alternativas propostas sob a lógica neoclássica são somente paliativas, focadas em algumas das consequências. É impossível que esse sistema ofereça soluções reais, pois as causas do problema se encontram em seus fundamentos básicos. Não é possível consertar o sistema, a única opção é mudar o sistema. O primeiro passo na luta contra a mudança climática é a formação de um movimento de base. Esta é a importância de Cochabamba, o lugar adequado para começar a articulação do movimento.

    “Ou estabelecemos uma sociedade ecológica, ou a sociedade desaparecerá para todos, independentemente do status de cada um” (Murray Bookchin, 1992).

    Quando vemos na televisão documentários ou notícias relacionadas com a mudança climática nos invade um sentimento geral de inquietação. Parece que estamos enfrentando o fim do mundo, ou pelo menos o fim do mundo que conhecemos. As reações são muito diferentes, alguns assumem posições apocalípticas, condizentes a fanatismos religiosos. Outros, cada vez menos, mantêm uma posição cética, de desconfiança. Uma pequena, porém poderosa minoria vê grandes oportunidades de negócio. Contudo, a grande maioria não sabe o que fazer, e esse sentimento cria frustração e desconsolo.

    Existe a possibilidade real de que as condições climáticas do planeta tragam a impossibilidade da sobrevivência de muitas espécies, entre elas a nossa. Enfrentamos um grande perigo, inédito na história da humanidade. Contudo, é precisamente na novidade desta ameaça onde se encontra seu potencial. Nunca em nossa história tivemos evidências tão avassaladoras de como um modo de vida pode colocar em perigo nossa subsistência. Talvez frente a evidências desta natureza sejamos capazes de realizar mudanças profundas. É possível que agora se encontre o que não foi alcançado por meio dos confrontos de classes, e o movimento global por justiça climática também notou essa oportunidade. Lamentavelmente, outros, com diferentes intenções, também se deram conta.

    Ilusões perigosas, não se pode comprar a saída

    Os grandes grupos de poder estão perfeitamente a par das possíveis consequências sociais da mudança climática. O sistema se encontra em um de seus ciclos de crises, recordemos: 2008 crise do preço dos alimentos, 2009 crise dos mercados, 2010 crise ambiental.

    Os grupos hegemônicos não vão renunciar a seus privilégios para solucionar o problema. Estes, em uma atitude kamikaze, correm apressados para o fatal destino, e sua atitude míope sentencia a todos.

    O dogma neoclássico está tão profundamente arraigado em suas mentes que verdadeiramente pensam que esta situação pode ser solucionada sem mudanças radicais. Não deve ser menosprezada a fé que a “sociedade ocidental” tem em seus deuses: A toda poderosa ciência e o eficiente mercado. O dogma diz que eles nos fornecerão a solução. Esta é uma perigosa ilusão.

    O resultado inevitável é pensar que se cada um comprar “invenções verdes” podemos nos livrar do problema. Desta maneira a ciência nos dá as soluções e o mercado as põe ao nosso alcance, criando desta forma a ilusão de que podemos COMPRAR a saída da crise climática.

    A origem do problema

    Para encontrar a solução de qualquer problema é indispensável encontrar suas causas. Se não fizermos isso corremos o risco de lutar eternamente contra as consequências, sem nunca solucionar o problema. No que diz respeito à mudança climática existem dois níveis que devemos discutir e enfrentar.

    Em um primeiro nível devemos estabelecer claramente quem é o responsável direto do problema. Neste caso, o responsável não é outro senão o sistema econômico. Este sistema visa reduzir todas as pessoas a simples consumidores, ignorando as complexidades inerentes a qualquer ser humano.

    O segundo nível (mais importante que o primeiro) não é tão óbvio. O segundo nível que devemos enfrentar são as hierarquias. Este é nosso dilema central, criamos relações sociais que se fundamentam na dominação de um grupo pelo outro: os ricos dominam os pobres, os maiores aos menores, um grupo religioso ao outro, uma etnia a outra, um gênero ao outro, uma espécie ao resto.

    Esta circunstância está profundamente relacionada com a mudança climática. O problema das hierarquias é anterior ao sistema capitalista, por tanto mais profundo. É certo que somente no sistema capitalista esta circunstância alcança as conotações que discutimos aqui. Mas se não for solucionado, a espiral da dominação sempre terminará por agredir a natureza.

    As relações de dominação que mantemos em nossas sociedades mudam a nossa relação com o resto da natureza. Desenvolvemos um modo de vida fundamentado na agressão. A ideia de “dominação da natureza” está profundamente arraigada em nossa psique. Encontramos exemplos disto em todos os aspectos de nossa vida: no nosso modelo de agricultura, urbanismo, produção industrial, entretenimento, educação. A crença de que podemos dominar o resto da natureza é a raiz da mudança climática.

    Soluções: Políticas pré-figurativas

    A magnitude da mudança necessária para solucionar o problema pode chegar a ser intimidatória. Entretanto, existem alternativas, muitas delas estão sendo atualmente executadas, são as políticas pré-figurativas. Antes de falar disso, deve-se esclarecer que as mudanças necessárias só podem ser levadas a cabo pela população organizada. Esse é um caminho que só pode ser percorrido de cima para baixo, e não no sentido contrário.

    O fracasso da COP 15 comprova isso eloquentemente. Temos observado por décadas os fiascos das negociações climáticas. É evidente que os governos do mundo e as multinacionais não são capazes de levar a cabo as mudanças necessárias para solucionar o problema. Chegou a hora de assumirmos nosso poder através da participação direta.

    O primeiro passo na luta conta a mudança climática é a formação de um movimento de base. Esta é a importância de Cochabamba. Somos muitos e muito diferentes, nosso lema deve ser: unidade pela diversidade.

    Nossos princípios em comum devem guiar nossas decisões. As formas de organização que assumimos e as alternativas tecnológicas que adotamos devem prefigurar o mundo que queremos. A reunião na Bolívia é importante por ser um encontro de povos, não de governos. Criemos um movimento de movimentos capaz de transformar o mundo. Aproveitemos o potencial revolucionário existente na crise climática. Vamos solucionar algo mais que o aquecimento global: Mudemos o sistema, não o clima!

    Diego Griffon Briceño é engenheiro agrônomo e professor de Agroecologia na Universidade Bolivariana da Venezuela

    (publicado originalmente no sítio Rebelión www.rebelion.org , com tradução Bárbara Mengardo)
    ::/fulltext::
  • Aos poucos, recuperamos o ritmo e arrumamos os conteúdos

    ::cck::2078::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::DL::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::280410_megafoneA equipa do Diário Liberdade pede novamente desculpa às companheiras e companheiros que nos visitam, polo incómodo provocado no dia de ontem.::/introtext::
    ::fulltext::

    A pouco e pouco, a normalidade está a ser recuperada, depois de um dia caótico em que se perdeu a ordem dos conteúdos. De facto, ainda nom demos reordenado todos por completo. Resta, sobretodo, recuperar a ordem dos artigos de Opiniom, o que esperamos fazer o antes possível.

    Sem que sirva para explicar o erro do nosso sistema, adiantamos que também nas próximas horas começaremos a atribuir, no texto do antetítulo das notícias, o nome do país de procedência das mesmas, atendendo a um pedido generalizado das nossas e dos nossos visitantes. Isso ajudará a localizar a origem de cada conteúdo mesmo antes de aceder ao interior da notícia.

    Esperamos compensar desse jeito os problemas de navegaçom de ontem e mesmo hoje no DL e esperamos também que nas próximas horas a situaçom volte por fim à normalidade.

    Obrigad@s pola compreensom!

    A pouco e pouco, a normalidade está a ser recuperada, depois de um dia caótico em que se perdeu a ordem dos conteúdos. De facto, ainda nom demos reordenado todos por completo. Resta, sobretodo, recuperar a ordem dos artigos de Opiniom, o que esperamos fazer o antes possível.

    Sem que sirva para explicar o erro do nosso sistema, adiantamos que também nas próximas horas começaremos a atribuir, no texto do antetítulo das notícias, o nome do país de procedência das mesmas, atendendo a um pedido generalizado das nossas e dos nossos visitantes. Isso ajudará a localizar a origem de cada conteúdo mesmo antes de aceder ao interior da notícia.

    Esperamos compensar desse jeito os problemas de navegaçom de ontem e mesmo hoje no DL e esperamos também que nas próximas horas a situaçom volte por fim à normalidade.

    Obrigad@s pola compreensom!

    ::/fulltext::
  • EUA preparam arma do "fim do mundo" não nuclear

    ::cck::2077::/cck::
    ::pais::Estados Unidos::/pais::
    ::fuente::Pátria Latina::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.patrialatina.com.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_us Em uma recente entrevista dada ao jornal americano The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (foto), revelou que sua administração deu sinal verde para o estudo e desenvolvimento de um novo tipo de conceito de ataque militar, sem o uso de armas nucleares mas com o mesmo poder destrutivo.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Tal conceito chama-se Prompt Global Strike, um sistema de ataque com mísseis e armamento "convencional" que pode atingir qualquer ponto do planeta em até uma hora.

    Apoio político e financeiro ao projeto não falta. Robert Gates, o secretário da Defesa, revelou na emissora americana ABC que a administração já abraçou o Prompt Global Strike. Prova disso são os US$ 250 milhões que Obama pediu ao Congresso para explorar a tal alternativa, que combina tecnologia militar e aeroespacial de ponta. John McCain, candidato presidencial republicano em 2008, também já manifestou o seu apoio a um programa que tem tanto de "caro como de essencial".

    As reservas relativas à nova geração dos mísseis Trident, inicialmente pensados para incorporar o "Prompt Global Strike", fez com que muita gente no Departamento de Defesa se virasse para alternativas. A resposta deverá ser um míssil cujo projeto chama-se X-51: uma arma que os radares de Pequim e Moscou teoricamente não confundirão com um míssil nuclear.

    Utilizando tecnologia espacial da NASA, esta será a única arma não nuclear capaz de atingir velocidade de Mach-5 (5.793 quilômetros por hora) e que utiliza os efeitos brutais da velocidade hipersônica para destruir os alvos com a força cinética aliada a uma ogiva "convencional".

    De acordo com o Pentágono, este sistema não estará operacional antes de 2015 e o mais provável é que o seu desenvolvimento se prolongue até 2020. De acordo com a ficção científica militar americana, essa arma pode ser lançada de um bombardeiro B-52 e seria capaz de estilhaçar uma central nuclear iraniana ou norte-coreana, destruir um navio carregado de armamento no Oriente Médio ou ainda explodir o esconderijo de Bin Laden — que os Estados Unidos desistiram de encontrar há muito.

    Tudo isso com cinematográfica "precisão extrema", em poucos minutos e com uma potência localizada equiparada à de uma bomba nuclear. E tão "humanitária" que não "sujaria" o ambiente ao redor, como acontece com a radiação emitida em uma explosão atômica.

    Pentágono prevê ativação até 2015

    O Pentágono espera posicionar uma primeira versão da nova arma em 2014 ou 2015. Mas mesmo segundo os prazos mais otimistas, um conjunto completo de mísseis, ogivas, sensores e sistemas de controle só deverá entrar para o arsenal entre 2017 e 2020, muito depois de Obama ter deixado o governo.

    O planejamento do PGS está sendo chefiado pelo general Kevin P. Chilton da Força Aérea, o mais alto oficial do Comando Estratégico das Forças Armadas e o homem encarregado pelo arsenal nuclear americano. Na administração Obama, a nova parte do trabalho do general Chilton é conversar a respeito de "alternativas convencionais".

    Falando a partir da Base Offutt da Força Aérea, o general Chilton descreveu como a capacidade convencional oferecida pelo sistema proposto daria ao presidente "mais opções".

    "Hoje, nós podemos apresentar algumas opções convencionais ao presidente para atacar um alvo em qualquer parte do globo, variando de 96 horas a várias horas, talvez quatro, cinco ou seis horas", disse Chilton.

    "Isso, contudo, não seria rápido o bastante", destacou, "caso chegasse um dado do setor de inteligência sobre uma movimentação de terroristas da al-Qaida ou o lançamento iminente de um míssil".

    "Se o presidente quiser agir contra um alvo em particular mais rapidamente do que isso, a única coisa mais rápida que temos é uma resposta nuclear", disse.

    O que é

    O Prompt Global Strike (PGS) é uma iniciativa militar americana que pretende desenvolver um sistema capaz de desferir um ataque militar convencional em qualquer parte do mundo em apenas uma hora, do mesmo modo que um ataque militar nuclear pode ser realizado atualmente com mísseis balísticos.

    Como declarado pelo general americano James Cartwright, "hoje, a menos que se decida pelo uso de armas atômicas, gasta-se dias, talvez semanas", até que um ataque militar com forças regulares possa ser lançado.

    O objetivo desse sistema é prover de capacidade rápida de ataque convencional a partir do território dos Estados Unidos contra qualquer parte do globo terrestre em um caso de emergência ou conflito. O sistema PGS será implementado para complementar as outras partes do sistema estadunidense de agressão global, com um sistema que pode desferir um ataque contra qualquer lugar do planeta ou do Espaço em até 60 minutos.

    O sistema é visto pela administração Obama como um meio de reduzir o arsenal nuclear e os gastos envolvidos nele, enquanto mantém capacidade idêntica de destruição. Entretanto, esse sistema é capaz de, ao ser acionado, ativar os sistemas de defesa nucleares de Rússia e China, o que teria feito a administração Bush engavetar o projeto.

    Ainda não estão claros os detalhes técnicos e as precauções que deverão ser tomadas para assegurar a esses países que o míssil lançado não carrega ogivas nucleares. Alguns técnicos militares sugerem mísseis de trajetória de baixa altitude ou até inspeção dos sítios de lançamento por russos e chineses.

    A tecnologia desse sistema preocupa tanto outras nações que a administração Obama acabou cedendo às exigências da Rússia para que os Estados Unidos desativem um míssil nuclear para cada míssil PGS. Essa disposição foi tratada no último acordo fechado entre EUA e Rússia, assinado por Obama e Medviédev em Praga.

    Em 11 de abril, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, indicou que o país já possui capacidade para desferir um ataque pelo Prompt Global Strike. O tratado assinado entre russos e americanos em 8 de abril não distingue armas nucleares de convencionais, significando que cada míssil do sistema PGS ou ogiva nuclear será considerado para os limites de armamento estipulados no acordo. Entretanto, o Departamento de Estado dos EUA declarou que isso não deve interferir nos planos de desenvolvimento do PGS, já que não ultrapassaria o limite estabelecido.

    Da redação do Vermelho, com agências

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  • Abril: 28 greves e 19 manifestações

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    ::fuente::Esquerda.net::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.esquerda.net/::/fuente_url::
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    270410_greve_comboiosSó no mês de Abril foram marcadas 28 greves e 19 manifestações. Terça-feira deverá ser o dia mais caótico.
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    Um balanço feito pelo Diário de Notícia revela que só no mês de Abril foram marcadas 28 greves e 19 manifestações. O acirramento da contestação às políticas do governo antes do 1 de Maio, terá na próxima terça-feira um dos dias mais duros. A sobreposição das datas agendas para a manifestação de diversos sectores devem ter forte impacto na população.

    Para além da greve nos CTT e na CP, que iniciaram na segunda-feira e devem durar até quarta-feira, devem juntar-se uma longa lista de empresas que farão uma greve de 24 horas convocada pelo sindicato dos transportes. Refer, Emef, Fertagus, Metro do Porto e de Mirandela, CP Carga, Carris, STCP, Transportes Sul do Tejo, Rodoviária da Beira Litoral e D'Entre o Douro e Minho e ViaPorto, juntam-se para protestar num dia onde os serviços mínimos devem afectar todo o país.

    CP e Transtejo já adiantam que não vão conseguir assegurar transportes alternativos para amanhã. Na quarta-feira os trabalhadores do parlamento, fará com que sejam suspensos os trabalhos na Assembleia da República.

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  • Instituto de estatística espanhol prognostica morte demográfica para dúzias de concelhos galegos

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Galizalivre::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizalivre.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_aldeia Nom se enfrea o declive imparável da demografia do interior galego.
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    Vem de confirmá-lo o Instituto Nacional de Estadística, sediado em Madrid, que confirma alguns dos dados mais alarmantes que maneja o arredismo: Galiza pode morrer por extinçom.A hipótese nom é um argumento de ficçom científica, nem um cenário futurista.

    Para o INE, existem já 17 concelhos caminho da desapariçom. Som aqueles municípios que tenhem menos de 1000 habitantes, umha cifra que continua a descer; e inteligentemente, as autoridades espanholas aproveitam esta queda para falar da "pouca rendibilidade dos serviços" e dar a estocada final os núcleos. O Estado nom assiste o moribundo e, antes disso, pensa na eutanásia.

    A lista encabeça-a o concelho buronês de Negueira, e seguem-lhe invariavelmente aquelas outras áreasesgrévias da montanha oriental: Ribeira de Piquim ou Triacastela. Tampouco se salvam as áreas montanhosas do sul, como Chandreja de Queija, Sam Joám de Rio ou Vilarinho de Conso. O concelho de Teixeira oferece uns dados bem significativos, dado que passou dos 2000 habitantes do ano 1970 (apesar da sangria migratória dos 60) aos 479 da actualidade, dos quais 259 som reformados.

    Serviços ausentes

    Os serviços vam caminho de nom existir nestes núcleos, como revelou a polémica, dessatada em semanas passadas, sobre a liquidaçom de comedores escolares em localidades como Doiras. O mesmo se pode dizer das linhas de transporte, ou dos acessos às novas tecnologias da informaçom. Reforçando esta tendência, há salientar umha mudança de valores, consumada na última década, que valoriza apenas o mundo urbano, reflectido continuamente na mídia, e concebe o espaço rural só como área de recreo do fim-de-semana, fazendo impensável para a mocidade umha vida na aldeia
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  • UE subsidia serviços de segurança israelitas rachando o seu compromisso de imparcialidade

    ::cck::2047::/cck::
    ::pais::União Europeia::/pais::
    ::fuente::Galiza Livre::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.galizalivre.org::/fuente_url::
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    280410_misil A recente publicaçom em European Voice do artigo “Should the EU subsidise Israeli security?” de Ben Hayes, director de projecto do grupo polas liberdades civis Statewatch, deita nova luz sobre aspectos desconhecidos da colaboraçom da Uniom Europeia na segurança do estado de Israel.
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    A informaçom relata é inédita ainda na nossa língua, e nem está a trascender nos meios empresariais. Aliás, a inclusom de Isael no programa de investigaçom sobre segurança da UE rompe o compromisso da UE de imparcialidade no conflito de Oriente Médio.

    Em termos per cápita, Israel é o Estado nom membro da UE que mais fundos está a receber. Somente a Fundaçom das Ciências de Israel, sediada em Jerusalém, é umha fonte de financiamento para a investigaçom mais vigorosa do que a Uniom Europeia. Desde que a UE começou em 1984 a financiar a investigaçom, cada ano aumenta os fundos.
    A relaçom destes fundos com o investimento militar é muito estreita. Assim, a Comissom Europeia assinou dezenas de contratos de investigaçom com a Israel Aerospace Industries (fabricante estatal de avions nom tripulados), Motorola Israel (Produtos de balados “virtuais” arredor dos assentamentos) e Elbyt Systemns, umha das maiores empresas militares. Só o Reino Unido, Alemanha, França e Itália, estám a impulsar mais programas de investigaçom de “segurança” da UE do que Israel, que nom fai parte da mesma. Umha das empresas mais lucradas está a ser a Verint Systems, que proporciona dados aos directórios de possíveis gabinetes de crise. Indica Ben Hayes que estes contratos UE-Israel, tratam sempre de evitar palavras mais duras tais como “vigilância” ou “segurança nacional”; assim Verint é descrita como “umha empresa líder em optimizaçom de força de trabalho e soluçons de segurnaça de inteligência, incluíndo a inteligência de vídeo, segurança pública e de inteligência e comunicaçons e soluçons de investigaçom”. Na realidade, a empresa é subsidiada pola UE para a vigilância e escuitas ilegais.

    A escusa da Comissom Europeia para o subsídio da segurança de Israel é a de que é “totalmente coerente com o objectivo” de aumentar “a base de conhecimentos de Europa”.

    Javier Solana, chefe de política exterior da UE durante umha década, declarou que “Israel é, permitam-me dizer, um membro da Uniom Europeia sem ser membro das instituiçons”, sublinhando que “Nengum país fora do continente tem o tipo de relaçons com a UE que tem Israel”.

    Remata perguntando-se Ben Hayes se “os contribuintes europeus querem que os administradores da UE destinem o seu dinheiro a umha indústria de guerra no coraçom de umha das questons geopolíticas mais sangrentas, mais prolongadas e mais sensíveis do nosso tempo?”
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  • Presidente boliviano confirma respeito à diversidade sexual

    ::cck::2074::/cck::
    ::pais::Bolívia::/pais::
    ::fuente::Agências::/fuente::
    ::fuente_url:: ::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_evo O presidente boliviano, Evo Morales, enviou uma carta à comunidade gay da Espanha na qual expressa seu respeito à diversidade sexual, informou nesta segunda-feira o porta-voz Iván Canelas.
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    "Jamais passou pela cabeça do presidente (Morales), de nenhum ponto de vista, atacar os direitos dos homossexuais" quando ligou hormônios com a ingestão de frango, afirmou Canelas em uma coletiva de imprensa.

    "O frango que comemos está carregado de hormônios femininos, por isso quando os homens comem esses frangos apresentam desvios em seu ser como homens", afirmou Morales na semana passada, durante o discurso de inauguração de um fórum mundial alternativo sobre mudanças climáticas.

    O porta-voz presidencial afirmou que "respondeu (por nota) a uma organização da Espanha de lésbicas e gays. Nós respeitamos sua liberdade sexual e confirmamos o que está estabelecido na Constituição" boliviana.

    A Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bisexuais (FELGTB) espanhola havia demonstrado mal-estar em carta de protesto enviada à embaixada da Bolívia em Madri.

    Canelas lastimou que tenha "ocorrido uma enorme especulação sobre este tema", convidou os jornalistas a "revisarem a gravação" do discurso do presidente e considerou que houve uma interpretação inadequada do que foi dito.

    "Vocês sabem que às vezes há exageros em alguns casos ou interpretam como querem um discurso", afirmou Canelas.

    Morales também disse que os europeus tendem a sofrer de calvície pelos alimentos que consomem, e que em 50 anos "todo o mundo será calvo".
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  • Agência Bolivariana de Imprensa entrevistou Brigada Galega Moncho Reboiras

    ::cck::2073::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Primeira Linha::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.primeiralinha.org::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_reboiras_brigada Reproduzimos na nossa língua a entrevista publicada há uns días no portal da Agência Bolivariana de Prensa aos membros da Brigada Galega Moncho Reboiras aproveitando a viagem dos internacionalistas galegos à Venezuela.
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    ABP Notícias dialogou com Carlos Morais, Alexandre Rios e Daniel Lourenço da Brigada de solidariedade galega Moncho Reboiras, quem durante 32 dias de percurso por terras venezuelanas aproximarom-se ao processo bolivariano através das organizaçons políticas, sociais e populares que trabalham e exigem a radicalizaçom por parte do governo na construçom do socialismo.

    ABP. Um fraternal e Bolivariano saúdo parceiros e bem-vindos à terra do Libertador. Comentem-nos sobre a Brigada Moncho Reboiras que hoje tem alguns dos seus representantes no nosso país.

    BGMR. A Brigada de Solidariedade galego venezuelana Moncho Reboiras, faz parte do Movimento Continental Bolivariano Capítulo Galiza e seu accionar encontra-se emarcado nos princípios da esquerda soberanista e anticapitalista galega, daí seu nome; Reboiras foi um militante independentista galego assassinado em 1975 polo fascismo espanhol. Os objectivos de nossa brigada som: difundir em território galego o processo revolucionário que hoje se desenvolve na Venezuela, apoiar a luita antiiperialista na via da construçom do socialismo deste país irmao, recuperar e difundir os laços históricos de amizade entre Galiza e Venezuela, entre outras cousas.

    ABP. Quantos dias levam na Venezuela e quais som as suas impressons?

    BGMR. Hoje 16 de Abril cumprimos 31 dias de ter pisado solo bolivariano. Figemos um exhaustivo percorrido polas principais cidades e povos de Venezuela conhecendo a enorme riqueza natural, cultural e social do país; corroborando o papel fundamental do processo bolivariano na luita latinoamericana contra o neoliberalismo, contra o imperialismo. Venezuela é fundamental neste processo de independência definitiva que livram os povos da regiom. A memória da gesta de Bolívar (que tem por verdadeiro raices galegas e bascas) encontra-se viva e palpitante no povo. Há um ambiente libertário tremendo, chegamos justamente nas datas de comemoraçom do bicentenario da sua independência do império espanhol, o mesmo contra o que nossa naçom galega ainda luita e padece.

    Por outra parte, reunimos-nos com numerosas organizaçons populares ao longo e largo do território venezuelano constatando que há umha necessidade e exigência do povo ao governo de aprofundar e radicalizar o processo socialista. Percebemos a encrucijada na que se encontra a revoluçom bolivariana: reforçar o capitalismo de Estado ou apostar a um processo realmente socialista apoiando verdadeiramente ao movimento popular e rompendo com a chamada boliburguesia.

    Reunimos-nos também com Carlos Casanueva Secretário Geral do MCB, do qual fazemos parte. Afinamos planos, estabelecendo os mecanismos para a realizaçom dos objectivos que nos traçados em Dezembro, mês no que se realizou o Congresso constituinte do Movimento, antes Coordenadora Continental Bolivariana.

    Precisamente neste domingo 18 de Abril convocamos como MCB-Capítulo Galiza, junto com outras organizaçons de nossa naçom, umha marcha em solidariedade com o processo cubano vilipendiado entre outros pola direita fascista espanhola que se somou às vozes de calunia contra este heróico povo.

    ABP. Desde há quanto tempo pertence a Brigada ao MCB?

    BGMR. Desde maio de 2008 com o lançamento do Capítulo em Galiza e a realizaçom de umha série de actividades impulsionadas desde América, como por exemplo, a homenagem ao comandante Manuel Marulanda Vélez, entre muitas outras. Como MCB Galiza temos um blogue (http://ccb-galiza.org) e um boletim trimestral que procura a difusión e entendimento do processo independentista latinoamericano entre o que se encontra, por suposto, a luita insurgente na Colômbia.

    ABP. Companheiros, qual é a situaçom de Galiza e a luita do seu povo?

    BGMR. Galiza é umha naçom sem Estado, submetida polo Estado espanhol que a explora economicamente e a oprime culturalmente, impedindo o exercício do seu direito de autodeteminaçom. Espanha acelera um processo de asimilaçom cultural para que Galiza desapareça, um claro exemplo disto é a conversom do idioma galego por parte do imperialismo espanhol numha língua residual.

    Dentro do sistema capitalista europeu em crise, Galiza encontra-se empobrecida, ademais, pola opresom espanhola pese ao seu enorme potencial ecónomico e humano. Aproximadamente o 90% da populaçom galega pertence ao povo trabalhador, sendo os pensionistas e as mulheres os principais afectados pola crise e as reformas da burguesia espanhola. Mais de 400 mil pessoas vivem por baixo do umbral da pobreza. @s galeg@s som significativamente mais pobres que a média do Estado espanhol; tenhem baixos salários e pensons, suportando maiores taxas de precariedade laboral, desemprego e siniestralidade.

    Recentemente o governo espanhol apresentou umha nova reforma laboral que constitui umha nova volta de porca dentro do empenho do capitalismo espanhol nos últimos 25 anos para desmontar as conquistas d@s trabalhadoras/as. Este processo de desgaste das conquistas sociais evidência a política proburguesa tanto do PP e o PSOE que som exactamente a mesma cousa. Ao que se soma a política antiterrorista que atenta contra toda oposiçom política. Para que se fagam umha ideia do estado de repressom espanhola, em Galiza nom se pode colar um só cartaz sem permisso, invisibilizando assim as luitas e atentando contra a liberdade de expressão.    

    Galiza tem um Movimento de Libertaçom Nacional que desde inícios deste século atopa-se em umha nova etapa de acumulaçom de forças aparecendo novas organizaçons revolucionárias com programas e práticas independentistas, socialistas e antipatriarcais. No seio do Movimento há um sector muito importante de carácter marxista e leninista que luita pola independência e o socialismo em Galiza e que vê em Espanha um obstáculo para atingir a felicidade e o bem-estar da imensa maioria do povo galego.

    Há umha história de solidariedade que une a história independentista galega com a americana. A reconstruçom da esquerda galega fijo-se com contributos de quadros na Venezuela e México. Pola sua vez, milhares de galegos e galegas participarom activamente na luita pola emancipaçom e a libertaçom dos povos de acolhida de América e as Caraibas.

    Para recordar alguns nomes: Galego Soto, líder da Patagonia rebelde; Santiago Iglesias, destacado sindicalista defensor dos direitos humanos em Porto Rico; Ramom Soares Picalho, fundador do Partido Comunista Argentino; José Rego Lopes, dirigente operário e fundador do Partido Comunista Cubano; José Fernandes Vasques, assessor militar do MIR venezuelano; Elsa Martins activista dos Tupamaros uruguaios; Fernando Oyos dirigente do Exército Guerrillero de los Pobres na Guatemala, entre muitos outros.

    ABP. Companheiros, vocês manifestarom em reiteradas ocasions umha profunda solidariedade com as luitas do povo colombiano. Para fechar esta charla com o tema sobre os laços solidarios e libertarios que se entretegem América e Galiza, que teriam que dizer sobre a luita insurgente na Colômbia?

    BGMR. Na Europa existe muita tergiversaçom com respeito a Colômbia; o império espanhol, cujos meios de informaçom apostam polo fascista de Uribe. Há numerosas empresas espanholas interessadas em expoliar ao povo colombiano, por mencionar algumhas, REPSOL, BBVA, o Grupo Santander, algumhas delas denunciadas por sindicalistas e organismos de defesa dos Direitos Humanos, por financiar o paramilitarismo que assassina cruelmente sindicalistas, camponeses, mulheres, indígenas e outros filhos do povo pobre da Colômbia.

    Nós tratamos de dar um pouco de luzes sobre este tema e estender a solidariedade com as luitas do povo colombiano e particularmente com as FARC-EP que nom som terroristas como o afirmou falazmente o Estado colombiano, e que ao invés som umha força beligerante que encarna um projecto de esquerda verdadeiramente popular, contrário ao Polo que segue as consignas uribistas.

    As FARC-EP som fundamentais na luita de libertaçom definitiva de América Latina, nós continuaremos empenhados no nosso modesto esforço de neutralizar as campanhas permanentes de criminalizaçom e estigmatizaçom do projecto bolivariano, tanto o de Venezuela, como o que encarna com umha grande experiência revolucionária as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo.

    ABP. Muito obrigado camaradas polo seu tempo. Um forte abraço e toda a nossa solidariedade com a luita independentista galega

    BGMR. Obrigado a vocês e venceremos!
    ::/fulltext::
  • [Ourense] Bloco Anticapitalista na manifestaçom da CIG

    ::cck::2072::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CS Aguilhoar::/fuente::
    ::fuente_url::http://agal-gz.org/blogues/index.php/aguilhoar/::/fuente_url::
    ::introtext::
    280410_maio Convocado polo CS Sem um Cam, o CS Aguilhoar e Gzempunk um BLOCO ANTICAPITALISTA, na manifestaçom da CIG, que partirá do pavilhom dos Remédios de Ourense, às 12h00, o vindouro 1 de Maio de 2010.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Perguntas para este 1º de Maio

    1. O 1º de Maio comemoramos a Greve Geral de Chicago, em 1886, pola reduçom da jornada laboral. Há mais de um século, as trabalhadoras e os trabalhadores pediam trabalhar menos. Se a produtividade desde aquela medrou e continua a medrar exponencialmente (cada vez se necessita menos trabalho para produzir o mesmo), por que nós seguimos choiando tanto como os nossos bisavós?

    2. Se a felicidade humana sempre se baseou no tempo livre, nas relaçons sociais e pessoais, na tranquilidade, na saúde, na cultura, nas artes, na natureza... como conseguirom atar-nos a esta cadeia de trabalho e consumo infinitos? Por que a publicidade, essa indústria que existe para fazer-nos sentir que para ser felizes necessitamos comprar, é um dos negócios que mais medra e mais espaços ganha no mundo capitalista. Como caimos nesta armadilha?

    3. Se acreditamos no internacionalismo proletário, por que permitimos que a nossa sociedade viva sobre o trabalho escravo de milhons de companheir@s? A roupa que vestimos, os alimentos que comemos, a maquinária que utilizamos... som produzidos e distribuidos no mercado internacional baixo condiçons laborais escravistas que ninguém de nós aceitaria. Como conseguiu a burguesia que a nossa sede de consumo acabe devorando os princípios éticos fundamentias da nossa classe?

    4. A automoçom, a construçom, ou o turismo som sectores económicos mui nocivos, que baseam o seu negócio na destruiçom ambiental e na venda de produtos inecessários. Ademais, som sectores mui tocados por duas crises que terám efeitos a longo praço: a crise de consumo, e a crise energética. Em cámbio, tal como está montado isto, a nossa subsistência depende em boa medida deles: necessitamos o dinheiro que nos proporciona a venda de carros, a urbanizaçom selvagem ou o sector turístico, para comprar os alimentos que necessitamos, e que cada vez se produzem mais longe. Por que ninguém -nem muitos que se dim a favor da Soberania Alimentar- questiona de raiz este modelo económico? Por que ninguém propom sair da crise voltando ao rural e ao sector primário, e nom destruindo e dilapidando em cemento a terra que nos deu de comer durante séculos?

    5. Se em meio desta grave crise económica os grandes empresários nom deixam de ganhar milhons, enquanto muitas trabalhadoras e trabalhadores estamos a passá-lo mal, por que nom se estám a celebrar assembleias nas empresas? Qual é o momento a partir do qual estám justificadas as greves, as mobilizaçons, os piquetes, as expropriaçons? Por que temos que seguir pagando aos capitalistas polos alimentos, pola vivenda ou pola luz? Até quando a raiva, a frustraçom e a desesperaçom provocadas por este sistema vai seguir estourando nas nossas próprias casas, em forma de de depressons, de estress, de ansiedade, de drogadiçom, de violência entre nós próprios? Quando começarám a arder os seus bancos?

    TRABALHAR MENOS, CONSUMIR MENOS, VIVER MELHOR.
    ORGANIZAÇOM E LUITA ANTI-CAPITALISTA!
    ::/fulltext::
  • Palestra, ceia e foliada de Causa Galiza

    ::cck::2071::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Mádia Leva::/fuente::
    ::fuente_url::http://agal-gz.org/blogues/index.php/madialeva::/fuente_url::
    ::introtext::
    270410_30-abril-causagz-300x213 Coa legenda "Autodeterminaçom e movimento obreiro" falará no centro social Joám Lopes (membro do Conselho Confederal da CIG).
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Causa Galiza organiza este novo acto que continuará cumha ceia no local (5 euros) e umha nova foliada no Cubil do Lobo.
    A assembleia comarcal organiza este acto prévio ao Dia da Classe Trabalhadora para conhecer como nós afecta aos/as trabalhadoras a falta de soberania e dependência que sofremos como povo, assim como a vinculaçom do movimento obreiro e a reivindicaçom autodeterminista na Galiza.
    Lembramos:
    20h00. Palestra "Autodeterminaçom e movimento obreiro" Joám Lopes.
    22h00. Ceia.
    00:30. Foliada no Cubil do Lobo.
    ::/fulltext::
  • Um belo monte de mentiras

    ::cck::2070::/cck::
    ::pais::Brasil::/pais::
    ::fuente::CIMI::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.cimi.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::
    270410_belo O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) repudia a postura intransigente e autoritária do governo brasileiro que insiste na implementação do projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, apesar de todas as incertezas, de todos os questionamentos científicos e judiciais e de todas as manifestações populares contrárias a essa insanidade.
    ::/introtext::
    ::fulltext::
    Belo Monte não se justifica. O governo vem tentando iludir a população brasileira na perspectiva de construí-la “de qualquer jeito”. Para tanto, tem feito uso de uma série de mentiras que denunciamos publicamente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte será limpa e eficiente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte será barata e utilizada pela população carente do país. O governo mente aos brasileiros ao dizer que os povos indígenas foram consultados no decorrer do processo de licenciamento ambiental.

    Denunciamos e repudiamos a transformação de Belo Monte num instrumento poderoso de transferência de capital da população brasileira à meia dúzia de grandes empresas. Entre isenção de impostos e juros subsidiados, o governo está simplesmente repassando cerca de R$ 6 bilhões ao consórcio vencedor do leilão, que pretende construir a usina. É de se estranhar que tamanho volume de recursos seja concedido, dessa maneira, em pleno ano eleitoral. Entendemos que esses recursos seriam muito melhor utilizados, caso fossem usados para incentivar a pesquisa e a adoção de tecnologias alternativas de geração de energia, tais como a eólica e a solar.

    Reafirmamos nossa contrariedade ao modelo energético adotado pelo atual governo. Um modelo criminoso, baseado em grandes obras, que atinge milhares de pessoas país afora e que beneficia apenas um pequeno grupo de grandes empresas.

    Causou-nos perplexidade, tamanha rapidez e agilidade por parte da presidência do Tribunal Regional Federal (TRF), 1ª Região, em analisar e cassar todas as liminares concedidas pela Justiça Federal de Altamira que suspendiam a realização do leilão neste dia 20 de abril de 2010.

    Solidarizamo-nos com todas as comunidades atingidas por esta obra, de modo especial os povos indígenas. Reafirmamos a importância de continuarmos mobilizados e de cabeça erguida, unidos, articulados e firmes na luta contra Belo Monte. Uma luta que, confiamos, será vitoriosa, pois é, sem nenhuma dúvida, uma luta justa.

    Brasília – DF, 20 de abril de 2010
    ::/fulltext::
  • Colômbia, Estado genocida

    ::cck::2069::/cck::
    ::pais::Colômbia::/pais::
    ::fuente::Canta o merlo::/fuente::
    ::fuente_url::http://agal-gz.org/blogues/index.php/canta::/fuente_url::
    ::introtext::270410_46194Na Colômbia o terrorismo de Estado desapareceu já 200.000 pessoas segundo as últimas cifras compiladas e segundo o denunciou ultimamente Piedad Córdoba; na Colômbia a estratégia paramilitar do Estado, e as mesmas forças policiais e militares, semeárom de valas comuns o país...::/introtext::
    ::fulltext::
    Na Colômbia foi atopada em Dezembro 2009 a maior vala comum do continente americano, está na Macarena, departamento do Meta. É umha vala descomunal com 2000 cadáveres: desde 2005 o exército, despregado na zona tem estado enterrado ali os milhares de desaparecidos.

    A descomunal vala foi descoberta polas filtragens putrefactas à água de beber, e graças à insistência dos familiares de desaparecidos. A força “Omega” pretendeu num início fazer crer a Colômbia e ao mundo que os cadáveres eram de guerrilheiros dados de baixa em combate... soterrados NN numha zona controlada polo exército (Como se isso lhe restasse horror à abominável prática de desaparecer os cadáveres de seres humanos em valas comuns).

    Porém os familiares de desaparecidos fizérom ouvir as suas vozes, e à luz das milhares de desaparecimentos reportados polos familiares, aparece que os 2000 restos mortuórios som as pessoas procuradas incansavelmente polos seus familiares depois do seu desaparecimento ocorrido após a chegada à zona das tarefas intensivas da força “Omega”.

    Camponeses, indígenas, estudantes, sindicalistas, mulheres, líderes agrários assassinados para acalar a sua reivindicaçom social, encontram-se na fossa, esperando que o estado se digne proceder a todas as identificaçons com DNA o qual demora em fazer, como parte de umha estratégia de minimizar esta barbárie e a fazer passar baixo silêncio: o mundo inteiro deve impedir que a taipa do silêncio recaia sem cessar sobre o povo colombiano.

    Na Colômbia o exército assassinou ao menos a 5000 meninos e jovens para as suas montagens macabros dos "falsos positivos": som assassinatos sistemáticos de jovens e meninos cometidos polo Exército colombiano para fazê-los passar por "guerrilheiros morridos em combate".

    Na Colômbia a ferramenta paramilitar do estado e multinacionais construiu fornos crematórios para eliminar os cadáveres dos milhares de torturados e desaparecidos... Que mais fai falta para que Colômbia seja notícia e escândalo mundial? Que mais fai falta para que o mundo se alce em repúdio contra esse CRIMINOSO ESTADO?
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  • Os cartazes de Stalin devem decorar as ruas de Moscou?

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    ::pais::Rússia::/pais::
    ::fuente::Opera Mundi::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.operamundi.com.br::/fuente_url::
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    270410_staline[Breno Altman] - O prefeito da capital russa, Iuri Lujkov, tomou uma decisão que está dividindo o país, às vésperas das comemorações, no dia 9 de maio, do 65º. aniversário da vitória sobre o exército nazista.
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    O administrador, integrante do partido situacionista Rússia Unida, resolveu colocar como parte das ilustrações da marcha que celebrará a data histórica dez grandes painéis com imagens de Stalin, dirigente do país quando os alemães foram batidos.

    Ao atender, com sua polêmica iniciativa, à insistente reivindicação da associação dos veteranos de guerra, provocou duras reações. Tanto setores políticos hostis à experiência soviética quanto organizações de direitos humanos protestaram, denunciando desrespeito às vítimas do período staliniano. Lujkov, ele próprio ácido em suas opiniões sobre o antigo líder comunista, rechaçou as críticas: “Pretende-se livrar a história de um importante nome, ligado à etapa que foi, provavelmente, a mais dramática na história do país. Sou contra isso.”

    O tema é delicado por vários motivos. Talvez a mais destacada dessas razões seja porque o papel de Stalin na Segunda Guerra Mundial (ou Grande Guerra Patriótica, como a chamam os russos, preservando denominação reinante na velha URSS) se constitua no calcanhar de Aquiles da longa política de demonização do chefe soviético. Afinal, se continuasse a receber votos de respeito e admiração pelo protagonismo no combate ao nazismo, seu retrato como vilão dos povos não ficaria de pé. No mínimo, as apreciações acerca de sua trajetória teriam que ser mais equilibradas e contextualizadas.

    Seu enorme prestígio no imediato pós-guerra, dentro e fora da União Soviética, irradiava-se até pelos meios de comunicação dos países capitalistas. Naquele então, era patente que as forças hitleristas tinham sido derrotadas fundamentalmente pelo Exército Vermelho, sob o comando estrito do georgiano que sucedera Lenin. A deflagração da Guerra Fria, porém, exigia que esse registro no imaginário social fosse destruído, transformando o herói comunista em um bandido sórdido, cuja participação no conflito mundial teria sido errática e coadjuvante.

    Ao campo norte-americano e suas agências diretas ou disfarçadas interessava alimentar a teoria dos dois demônios. O sinal de equivalência entre o dirigente soviético e o ditador alemão, afinal de contas, favorecia a falsificação destinada a apresentar as nações sob democracia liberal como o esteio da vitória contra o nazismo e, portanto, legitimadas para continuar o combate contra o autoritarismo de esquerda.

    O indispensável livro Stalin, a construção de um mito negro, do italiano Domenico Losurdo, que será publicado pela Editora Revan este ano, apresenta uma preciosa pesquisa de como se articulou a máquina propagandística destinada a reescrever páginas da guerra na lógica do combate ao “império do mal” e seu líder máximo. E de como amplos setores de esquerda, às voltas com disputas internas ou intimidados pela ofensiva conservadora, também acabaram intoxicados pelo mesmo revisionismo histórico e viraram seus co-patrocinadores.

    O problema orgânico desse discurso, no entanto, nunca foi solucionado. Como seria possível, de forma consistente, apresentar Stalin como um tirano que a tudo e a todos controlava, mas que no momento mais decisivo teria se transformado em um joguete dos militares? Aliás, dos mesmos oficiais que são descritos em inúmeros livros não-comunistas como eternamente amedrontados pelas atitudes do secretário-geral comunista, que teria liquidado fisicamente o núcleo duro do Exército Vermelho, às vésperas da guerra, para poder exercer a regência inconteste sobre as forças armadas soviéticas.

    Faz tanto sentido essa argumentação, que defende a submissão de Stalin a seus oficiais, quanto qualquer abordagem sobre as guerras napoleônicas que anulasse a participação de seu eponímico. Ou sobre as batalhas de independência da América Hispânica que eludisse o papel de Bolívar. Ou sobre as guerras púnicas que escapasse de dar devida importância à intervenção de Cipião na destruição de Cartago.

    As memórias de Roosevelt e Churchill, além das investigações realizadas nos arquivos russos após o colapso soviético, para ficarmos apenas em algumas fontes, são claras ao afirmar que Stálin exercia a liderança absoluta, tirânica, sobre os movimentos de suas tropas, muitas vezes contra a opinião dos generais de seu estado-maior.

    O ex-presidente norte-americano chegou a revelar sua estupefação com o fato do líder comunista participar das conferências mundiais durante a guerra ao lado de apenas dois ou três assessores, com controle irreparável dos dados de combate, enquanto a delegação dos Estados Unidos e a inglesa eram compostas por dezenas de integrantes, de sorte a permitir que seus chefes políticos tivessem informações competitivas sobre o teatro de operações.

    O mais importante, porém, é a memória social dos acontecimentos – também resgatada em numerosos documentos e estudos. Os guerrilheiros e soldados aprisionados pelos nazistas, às vésperas de seu fuzilamento, escreviam cartas às famílias brindando seu próprio sacrifício e enaltecendo a liderança de Stalin. Milhares e milhares de depoimentos relembram o efeito moral de o chefe soviético ter decidido manter, em 1941, o tradicional desfile do 7 de novembro, aniversário da revolução bolchevique, mesmo em meio ao bombardeio da artilharia alemã às portas de Moscou. São registros de uma guerra de caráter popular, que mobilizou todas as energias, civis e militares, sob uma clara voz de comando.

    A onda revisionista, no entanto, chegou ao ponto de trocar o nome da cidade na qual se travou a mais importante e heróica batalha contra o nazismo: Stalingrado, ainda nos anos 1960, passou a se chamar Volgogrado. No curso da restauração capitalista dos anos 1990, os últimos símbolos e homenagens também foram eliminados. Mas a pressão dos veteranos e outras camadas sociais sobre a administração moscovita, nesses último meses, parece revelar o relativo fracassso de se combater Stalin por meio de métodos outrora classificados como... stalinistas.

    Não é o caso de se contrapor a violação da verdade histórica com uma imagem cândida e igualmente falsa sobre o homem que governou o primeiro Estado socialista durante 30 anos. Seria tão absurdo como aceitar que o contraponto ao culto à personalidade pudesse ser a vilanização de um líder dessa envergadura.

    Stalin foi ator em uma época de extrema polarização. Seu período de liderança foi exercido praticamente o tempo todo em situação de guerra, civil ou externa, quando a violência era instrumento inalienável de todas as forças políticas, que se jogavam em batalhas de vida ou morte, triunfo ou aniquilamento. No curso de sua estratégia para modernizar o país, derrotar as antigas classes dirigentes, consolidar a hegemonia interna e romper o cerco montado pelos governos capitalistas, muitos crimes foram cometidos e vítimas inocentes, incluindo provados dirigentes bolcheviques, perderam sua vida e honra.

    Stalin representava o projeto de uma ditadura revolucionária, com seus feitos e inegáveis deformações. Seu grande legado, porém, segundo o insuspeito historiador trotskista Isaac Deutscher, foi ter herdado um país que vivia na era do arado de madeira e tê-lo entregue às gerações futuras, em menos de trinta anos, como uma potência atômica. Seu sistema autocrático de governo, que tampouco foi sempre o mesmo e passou por tentativas aberturistas, construiu também o doloroso caminho para gerar e controlar os recursos que permitiram a mais rápida e ampla expansão de direitos sociais da qual se tem notícia.

    Esse artigo, de toda forma, não se presta a um balanço do que foi a trajetória do controvertido líder soviético. A questão é repor um fato histórico, apenas isso. Se a algum dirigente em particular a humanidade deve a liquidação do nazismo, esse homem atende pelo nome de Iossef Stalin. A ele coube, a despeito de seus erros e sangrentos delitos, o comando do exército e da pátria que quebraram a coluna vertebral das tropas de Hitler.

    *Breno Altman é jornalista e diretor do site Opera Mundi.
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  • Mais de um mês em greve de fame a prol de um futuro para o Saara

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    ::fuente_url::http://www.vieiros.com::/fuente_url::
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    270410_sahara-12-06-82 Ademais da pressom a Marrocos para que os liberte, os Comités de Defesa dos Direitos Saarauis pidem-lhes parar a greve porque "som necessários na luita pola autodeterminaçom".
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    Son xa seis meses de detención "inxusta". Meio ano no cárcere para seis defensores dos direitos humanos polas súas actividades pacíficas a prol da autodeterminación do povo saharauí. De Amnistía Internacional veñen criticando "o silencio da comunidade internacional e dos meios de comunicación" sobre esta situación.

    Amnistía Internacional recolleu xa máis de 70 mil sinaturas en apoio aos encarcerados para apoialos na loita pola liberdade. "Todos eles están en greve de fame, por desgraza a única maneira que atoparon de denunciar a súa reclusión sen xuízo", expón Esteban Beltrán, director de Amnistía Internacional no Estado español.

    Unha plataforma de colectivos pídelles que paren a greve de fame

    "Necesitamos a súa forza e a súa liberdade de pensamento para continuar a loita pola nosa autodeterminación e o respecto dos nosos dereitos humanos". Deste xeito se pronuncia nun comunicado a coordinadora de asociacións e comités de Defensa dos Dereitos dos Saharauís.

    Alén de esixirlle ao goberno marroquí a inmediata liberación dos presos insta aos detidos a deixar a folga de fame ilimitada que manteñen desde hai case corenta días e que está poñendo en perigo as súas vidas. Recordámoslles que todo comezou o pasado 18 de marzo, cando un grupo de media ducia de presos políticos saharauís se puxeron en folga de fame no cárcere de Salé, en protesta por non teren sido xulgados medio ano despois da detención. Posteriormente, a protesta chegou a outras prisións onde outros encarcerados se solidarizaron con eles.

    Do mesmo xeito, o premio Nobel da Paz arxentino Adolfo Pérez Esquivel encabeza a lista de asinantes dun comunicado emitido por diversas organizacións onde se esixe a liberación inmediata dos presos políticos saharauís e "a creación dun mecanismo de protección e supervisión dos dereitos humanos no Sábara Occidental ocupado por Marrocos". No mesmo documento, solicítanlle ás Nacións Unidas que amplíe as funcións da súa misión na zona, a MINURSO, para que vixíe pola garantía dos dereitos humanos dos cidadáns e abra o territorio "aos observadores internacionais e à imprensa independente".

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  • Decorrreu em Cochabamba a I Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática

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    ::fuente::Primeira Linha::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.primeiralinha.org::/fuente_url::
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    270410_planetaterra2 A I Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática impulsionada polo governo de Evo Morales na Bolívia e decorrida em Cochabamba finalizou com a conclusom de que é o próprio sistema capitalista o causante da situaçom de crise ambiental que vive o planeta.
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    Até 20.000 pessoas participárom nesta cimeira durante os três dias de debates, tanto em representaçom de diferentes governos e de movimentos sociais como participando a nível individual. A segunda ediçom da Conferência ficou fixada para o ano vindouro na cidade de Cancum (México).

    Alguns dos acordos tomados e feitos públicos na finalizaçom desta cimeira som o respaldo ao Protocolo e Kioto e a exigência do seu cumprimento, a proposta de que os países ricos destinem um mínimo do 6% do seu PIB para combater o processo de mudança climática, a aposta por transformaçons tecnológicas compatíveis com a preservaçom do meio, a recuperaçom das agriculturas locais camponesas e indígenas e dos seus métodos e conhecimentos ou a proposta de um Referendo Mundial sobre a mudança climática.

    Mas também houvo vozes da esquerda boliviana críticas com a Conferência e com as posiçons do governo de Evo Morales, acusando-o de praticar um anticapitalismo retórico mentres favorece projectos estractivos promovidos por transnacionais que afectam territórios indígenas e agrícolas do país andino, e megaprojectos como o IIRS (Integraçom da Infraestrutura Regional Sul-Americana) no que participam diversos governos da América do Sul e que foi desenhado por bancos e construtoras privadas, e que supom a construçom de grandes infraestruturas que danam territórios indígenas e áreas protegidas.
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  • Documentário da série 'Cuba caminhos de Revoluçom', em Vigo

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::CS A Revolta::/fuente::
    ::fuente_url::http://agal-gz.org/blogues/index.php/revolta/::/fuente_url::
    ::introtext::270410_cuba  Para continuarmos com a série de documentários sobre Cuba iniciada no passado dia 15...::/introtext::
    ::fulltext::
    ... na próxima quinta-feira dia 29 de Abril às 20h30 projectamos "Antes do 59", documentário que recolhe os momentos mais relevantes da história republicana da ilha de Cuba desde o fim da Guerra da Independência em 1898 até a entrada de Fidel Castro em La Habana, em janeiro de 1959, à frente do Exército Rebelde.
    ::/fulltext::
  • Preso político galego dos GRAPO difunde documento sobre vulneraçom de Direitos na prisom

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    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::Comités de Solidariedade::/fuente::
    ::fuente_url::http://comitesolidariedade.blogaliza.org::/fuente_url::
    ::introtext::270410_cela Apuntes autobiográficos: Chámome Suso Cela Seoane. Nacín en A Xironda (Ourense) o 13 de decembro de 1964 e son veciño de A Coruña.::/introtext::
    ::fulltext::
    Son un preso político, militante comunista, encarcerado por pertencer aos Grupos de Resistencia Antifascista Primeiro de Outubro (GRAPO).

    Fun detido por primeira vez en outubro de 1985, sendo posto en liberdade o 23 de xaneiro de 1990. O día que saín levaba 53 días en folga de fame pois estaba a participar na folga que o Colectivo de presos políticos do PCE(r) e dos GRAPO viñan levando contra a política de Dispersión do Goberno do PSOE.

    Á semana de ser posto e liberdade, nun episodio de guerra sucia, foi secuestrado por un comando do GAL Verde (Garda Civil) que me retivo durante un día. En xullo dese mesmo ano, volvín a incorporarme aos GRAPO, sendo detido en outubro de 1990. Nas dúas detencións fun torturado.

    Secuestrado leGALmente

    Dende outubro de 1990 estou no cárcere, secuestrado “leGALmente”. Teño que dicir que me foi imposta unha condena de 30 anos segundo estabelecía o Código Penal de 1973. Condena que rematei de cumprir en outubro de 2007. Malia ter cumprida a miña condena conforme as súas leis, sego retido ilegalmente en base a “Doutrina Parot”, invento xurídico creado para alongar a prisión de numerosos presos políticos.

    Durante estes anos, pasei polas cadeas de Carabanchel, Soria, Alcalá Meco, Sevilla, Topas e Badajoz, na que me atopo dende hai quince anos. Áchome con outros doce presos políticos vascos que ao mesmo tempo están dispersos de dous en dous polos todos os Módulos do cárcere. Nun deses Módulos estou eu en compañía de dous deles.

    Actualmente, atopámonos nunha dinámica de loita contra os cacheos humillantes aos familiares que se lle veñen esixindo aos familiares antes de entrar ás visitas. Levamos dende outubro de 2009 sen poder comunicar vis a vis nin íntimo nin familiar.

    Réxime de Vida

    En canto ao réxime de vida, estamos clasificados en Primeiro Grao. Nesta cadea para non ternos a todos os presos políticos xuntos no Módulo de Illamento, téñennos en Módulos de “vida normal” mais con horario restrinxido. Saímos de 9 da mañá a 1 da tarde, e o resto do tempo pasámolo na cela. Temos prohibidas as saídas deportivas, a cursiños o calquera outro tipo de actividade. Só podemos saír do Módulo para as visitas e o médico. Resulta case imposíbel poder ver aos presos políticos doutros Módulos.

    Comunicacións

    Nos últimos tempos as comunicacións víronse reducidas á mínima expresión. Temos as comunicacións intervidas o que supón que che lean a correspondencia e escoiten o que dis por teléfono e nos locutorios. A intervención implica a retención das cartas durante 15-20 días. O que dificulta o contacto con familiares, amigos e xente da rúa en xeral. Máis aínda porque tamén están limitadas a dúas as cartas que se poden escribir.

    Quero reparar nisto da limitación das cartas porque na práctica ven a supor a imposibilidade de comunicarte con moita xente da rúa. Íllate de maneira brutal. Antes podías escribirlle a unha persoa unha vez ao mes. Agora, se tes sorte, poderás manter a correspondencia regularizada con esas persoa cada seis ou máis. As relacións con colectivos, amigos e demais, fanse practicamente imposíbeis. Coa familia dificúltancho tanto como poden. Todo isto agudiza, loxicamente, o illamento derivado da Dispersión.

    O cupo de amigos a comunicar reduciuse a 10, que teñen que ser revisados por II.PP cada seis meses. Desta forma incúmprense numerosos autos xudiciais que estabelecían ilimitación das comunicacións con amigos e o dereito a poder ter vis a vis con eles.

    Chamadas telefónicas

    Aos demais presos dánselle dez chamadas telefónicas á semana mentres aos presos políticos unicamente oito. Ao ter familiares encarcerados na teoría correspóndenche dúas chamadas ao mes con ese familiar. Deberían de ser dúas a cada un pero só conceden a metade. Chamadas de cinco minutos que na meirande parte das veces se quedan limitados a dous ou a ningún polas dificultades que che poñen para estabelecer a chamada.

    Nos últimos seis meses, nos que me correspondían doce chamadas de cinco minutos, só puiden realizar tres de tres minutos co meu irmán Paco, preso na cadea de Villanubla (Valladolid).

    “No Procede”

    Esta é a realidade das comunicacións intercarcerarias. Coas novas tecnoloxías tería que abrirse o abano de posibilidades, facilitándose, como xa se fai con outros presos, o uso da vídeo-conferencia. Aos presos políticos contéstasenos que non reunimos os requisitos para este tipo de comunicacións.

    Asemade, co Regulamento Penitenciario na man, correspóndenos comunicar vis a vis cos nosos familiares presos. Porén, cando solicitas o poder comunicar intercarcerariamente respóndenche cun escueto “No Precede”.

    Autos xudiciais que non se cumpren

    Todo este tipo de cousas, repito, veñen recollidas no seu Regulamento Penitenciario. O mesmo que o da ilegalidade que supón a intervención das comunicacións de maneira intemporal: levamos máis de dez anos con ela de maneira ininterrompida!

    Temos tamén nesta cadea outra serie de autos xudiciais que se incumpren:

    -Sobre as (catro) saídas semanais ao campo de fútbol ou polideportivo.

    -Sobre o dereito a asistir a Actividades e Cursos

    -Sobre o dereito a comunicar vis a vis con familiares e amigos

    -Sobre o respecto a intimidade nas comunicacións vis a vis.

    Dez anos sen asistencia odontolóxica

    Tivemos que agardar case dez anos para poder ter asistencia odontolóxica na prisión. Entre todos os presos políticos tivemos que “contratar” a un dentista da rúa e ir facéndonos as reparacións necesarias. Un montón de intervencións debido precisamente ao desleixo de todos estes anos. No meu caso levo gastado máis de 2,500 euros.

    Reflexións finais

    Este é un pouco o Informe da situación de acó. Dicirvos, para que non se esqueza, que todo isto ten o súa orixe na Política de Dispersión que se iniciou no 87, coa que se racharon as Comunas de Presos Políticos malia a forte resistencia que lle opuxemos. As Comunas garantían o cumprimento dun mínimo de dereitos e podíamos realizar un modo de vida en prisión acorde a nosa militancia revolucionaria. Coa Dispersión, a indefensión dos presos políticos acrecéntase.

    Suso Cela Seoane

    Preso Político dos GRAPO

    Prisión de Badajoz, abril de 2010
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  • Aos poucos, recuperamos o ritmo e arrumamos os conteúdos

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    ::pais::Galiza::/pais::
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    280410_megafoneA equipa do Diário Liberdade pede novamente desculpa às companheiras e companheiros que nos visitam, polo incómodo provocado no dia de ontem.

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    A pouco e pouco, a normalidade está a ser recuperada, depois de um dia caótico em que se perdeu a ordem dos conteúdos. De facto, ainda nom demos reordenado todos por completo. Resta, sobretodo, recuperar a ordem dos artigos de Opiniom, o que esperamos fazer o antes possível.

    Sem que sirva para explicar o erro do nosso sistema, adiantamos que também nas próximas horas começaremos a atribuir, no texto do antetítulo das notícias, o nome do país de procedência das mesmas, atendendo a um pedido generalizado das nossas e dos nossos visitantes. Isso ajudará a localizar a origem de cada conteúdo mesmo antes de aceder ao interior da notícia.

    Esperamos compensar desse jeito os problemas de navegaçom de ontem e mesmo hoje no DL e esperamos também que nas próximas horas a situaçom volte por fim à normalidade.

    Obrigad@s pola compreensom!

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  • Governo espanhol discrimina trabalhadores brasileiros

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    ::pais:: ::/pais::
    ::fuente::MST::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.mst.org.br::/fuente_url::
    ::introtext::270410_bandera-de-espanaMovimento Nacional de Direitos Humanos divulgou nota contra a deportação da Espanha para o Brasil de Nildemar da Silva, integrante do MST.::/introtext::
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    Ele está impedido de viajar de Madri a Estocolmo, onde deve realizar atividades de intercâmbio a convite de entidade agroecologista sueca.

    Leia abaixo a íntegra do documento.

    O XVI Encontro Nacional do MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos, em assembléia no dia 25 de abril de 2010 em Osasco, SP, tomou conhecimento da iminente deportação da Espanha para o Brasil do companheiro Nildemar da Silva.

    Nildemar é militante agroecologista do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, diretor da Escola de Agroecologia José Gomes (Paraná) e se encontra hoje impedido de seguir viagem de Madri a Estocolmo, onde deve realizar atividades de intercâmbio a convite de entidade agroecologista sueca.

    Não é a primeira vez que militantes de movimentos sociais brasileiros enfrentam a política discriminatória do governo espanhol, que tem sistematicamente deportado de volta ao Brasil nossos companheiros/as que realizam vôos com escala nos aeroportos espanhóis. Neste ano, já outro militante do MST, Joba Alves, foi deportado para o Brasil quando realizava escala em Madrid rumo à Itália.

    O MNDH repudia o comportamento do governo espanhol, as políticas de corte fascista que têm marcado a nova política de migrações da União Européia e o crescimento do racismo e da xenofobia na Europa. Reinvidica imediatas providências do Estado Brasileiro, através do Ministério de Relações Exteriores e do Governo federal, no sentido de resguardar os direitos de Nildemar da Silva em seguir viagem a partir de Madrid e de protestar energicamente contra o Governo espanhol por mais este ato hostil a brasileiros/as que transitam pelo território espanhol ou ali vivem. E encaminhará ao governo federal, oportunamente, cobrança firme no sentido de intensificar pressões diplomáticas sobre a União Européia com vistas a banir esse tipo de conduta e revogar sua Diretiva sobre o assunto.
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  • 1º de Maio. Nem reforma laboral, nem desemprego juvenil. Canha à patronal!

    ::cck::2059::/cck::
    ::pais::Galiza::/pais::
    ::fuente::BRIGA::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.briga-galiza.org/::/fuente_url::
    ::introtext::
    270410_briga A crise continua avançando. As maquilhagens, mentiras mediáticas e hipocrisias dos três partidos políticos maioritários nom som suficientes para manter na sombra as terríveis conseqüências de décadas de especulaçom desenfrenada.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    A resposta à convulsom do centro capitalista só aprofundou nas suas feridas: Assalto aos fundos públicos, privatizaçom dos serviços básicos como sanidade e educaçom, recurte traumático do gasto social, subvençom com fundos estatais ao tecido empresarial e bancário, etc.

    A especulaçom segue a ser actividade diária, já que a medicina do sistema para o cancro que está a comê-lo foi a mesma que lhe provocou a metástase: O neoliberalismo selvagem. Nom se pode acabar com os especuladores favorecendo a especulaçom.

    Na Galiza já somos 40.000 jovens sem trabalho de quase 170.000 trabalhadores/as na rua. Isto nom é sintoma nengum de recuperaçom. A patronal continua a sua onda de pressons, esigindo despido livre e sem restriçons, captando miles de mihons de fundos públicos e mantendo aos trabalhadores/as intimidad@s com a ameaça de EREs e despedimentos. A iminente reforma laboral vai a empregar esta espada de Dámocles como chantagem para roubar-nos direitos, legalizar injustizas, empobrecer à juventude obreira e trabalhadora.

    Empregam os seus médios comprados e os seus partidos subvencionados para disfarçar a causa da crise, que nom está no mercado laboral, senom na responsabilidade especuladora de empresas, bancos, caixas, entidades de crédito, asseguradoras, etc; e na corrupçom dos governos que permitirom e impulsionárom a cámbio da sua talhada.

    O dia de hoje, o 1º de Maio, comemora o combate, mais de século e médio de conquistas em direitos que agora perigam. Direitos que se conquistárom na rua, com luita, sacrifício e a certeza de que só nós podemos construir o futuro, ninguém vai caminhar no nosso lugar. Nom acreditamos na paz social fictícia na que entre agressom e agressom se nos esige obediência. Nós nom somos submiss@s! Nom aceitamos a imposiçom paternalista do empresário que nos rouba, nem queremos o consenso d@s vencid@s, a ditabranda burguesa que nos vende o reformismo. De BRIGA trabalhamos por construir entre tod@s umha alternativa a este caminho polo que nos obrigam a transitar, o sonho dos povos oprimidos, das mulheres submetidas e das classes exploradas: A alternativa do socialismo possível e material, que aguarda por quem tenha a honradez e a valentia de ir procurá-lo.

    Hoje, é o dia da Luita.

    CONTRA A OFENSIVA DO CAPITAL, LUME À PATRONAL!!!
    POLO SINDICALISMO DE CLASSE E A LUITA DA JUVENTUDE OBREIRA!!!
    A CRISE ACTUAL, QUE A PAGUE O CAPITAL!!!

    ::/fulltext::
  • Outra vez eleições em Cuba?

    ::cck::2057::/cck::
    ::pais:: ::/pais::
    ::fuente::O Partidão::/fuente::
    ::fuente_url::http://pcbjuizdefora.blogspot.com/::/fuente_url::
    ::introtext::
    270410_cubaPara algumas pessoas no mundo deve ter soado um pouco estranho o anúncio do Conselho de Estado da República de Cuba de que no domingo 25 de abril se efetuarão as eleições para delegados às 169 Assembléias Municipais do Poder Popular.
    ::/introtext::
    ::fulltext::

    Isso é perfeitamente compreensível, pois um dos componentes principais da guerra midiática contra a Revolução cubana tem sido negar, escamotear ou silenciar a realização de eleições democráticas: as parciais, a cada dois anos e meio, para eleger delegados (concelhos), e as gerais, a cada cinco, para eleger os deputados nacionais e integrantes das assembléias provinciais.

    Cuba entra no seu décimo terceiro processo eleitoral desde 1976 com a participação entusiasta e responsável de todos os cidadãos com mais de 16 anos de idade. Nesta ocasião são eleições parciais.

    Com a tergiversação, a desinformação e a exclusão das eleições em Cuba da agenda informativa de cada um, os donos dos grandes meios de comunicação tentaram afiançar a sua sinistra mensagem de que os dirigentes em Cuba, a diferentes níveis, não são eleitos pelo povo.

    Apesar de, felizmente, nos últimos anos, sobretudo depois da irrupção da internet, os controles midiáticos se terem ido quebrando aceleradamente, e a verdade sobre a realidade de Cuba, nas eleições e noutros acontecimentos e temas, foi vindo à tona.

    Não dar informação sobre as eleições em Cuba, nem da sua obra na saúde, educação, segurança social e outros temas, obedece a que os poderosos do mundo do capital temem a propagação do seu exemplo, à medida vai ficando completamente a nu a ficção de democracia e liberdade que durante séculos se vendeu ao mundo.

    Apreciamos, no entanto, que o implacável passar do tempo é adverso aos que tecem muros de silêncio. Mesmo que ainda andem por aí alguns comentadores tarefeiros ou políticos defensores de interesses alheios ou adversos aos povos que continuam a afirmar que “sob a ditadura dos Castro em Cuba não há democracia nem liberdade nem eleições”. Trata-se de uma ideia repetida frequentemente para honrar aquele pensamento de um ideólogo do nazismo segundo o qual uma mentira repetida mil vezes poderia converter-se numa verdade.

    À luz das eleições convocadas para o próximo dia 25 de abril, quero apenas dizer-vos neste artigo, dentro da maior brevidade possível, quatro marcas do processo eleitoral em Cuba, ainda susceptíveis de aperfeiçoamento, que marcam substanciais diferenças com os mecanismos existentes para a celebração de eleições nas chamadas “democracias representativas”. Esses aspectos são:

    1) Registro Eleitoral;

    2) Assembléias de Nomeação de Candidatos a Delegados;

    3) Propaganda Eleitoral; e

    4) A votação e escrutínio.

    O Registro Eleitoral é automático, universal, gratuito e público. Ao nascer um cubano, não só tem direito a receber educação e saúde gratuitamente, como também quando chega aos 16 anos de idade automaticamente é inscrito no Registro Eleitoral. Por razões de sexo, religião, raça ou filosofia política, ninguém é excluído. Nem se pertencer aos corpos de defesa e segurança do país. A ninguém é cobrado um centavo por aparecer inscrito, e muito menos é submetido a asfixiantes trâmites burocráticos como a exigência de fotografias, selos ou carimbos, ou a tomada de impressões digitais. O Registro é público, é exposto em lugares de massiva afluência do povo em cada circunscrição.

    Todo esse mecanismo público possibilita, desde o início do processo eleitoral, que cada cidadão com capacidade legal possa exercer o seu direito de eleger ou de ser eleito. E impede a possibilidade de fraude, o que é muito comum em países que se chamam democráticos. Em todo o lado a base para a fraude está, em primeiro lugar, naquela imensa maioria dos eleitores que não sabe quem tem direito a votar. Isso só é conhecido por umas poucas maquinarias políticas. E, por isso, há mortos que votam várias vezes, ou, como acontece nos Estados Unidos, numerosos cidadãos não são incluídos nos Registros porque alguma vez foram condenados pelos tribunais, apesar de terem cumprido as suas penas.

    O que mais distingue e diferencia as eleições em Cuba de outras, são as assembléias de nomeação de candidatos. Noutros países a essência do sistema democrático é que os candidatos surjam dos partidos, da competição entre vários partidos e candidatos. Isso não é assim em Cuba. Os candidatos não saem de nenhuma maquinaria política. O Partido Comunista de Cuba, força dirigente da sociedade e do Estado, não é uma organização com propósitos eleitorais. Nem apresenta, nem elege, nem revoga nenhum dos milhares de homens e mulheres que ocupam os cargos representativos do Estado cubano. Entre os seus fins nunca esteve nem estará ganhar lugares na Assembléia Nacional ou nas Assembléias Provinciais ou Municipais do Poder Popular. Em cada um dos processos celebrados até à data foram propostos e eleitos numerosos militantes do Partido, porque os seus concidadãos os consideraram pessoas com méritos e aptidões, mas não devido à sua militância.

    Os cubanos e as cubanas têm o privilégio de apresentar os seus candidatos com base nos seus méritos e capacidades, em assembléias de residentes em bairros, demarcações ou áreas nas cidades ou no campo. De braço no ar é feita a votação nessas assembléias, de onde resulta eleito aquele proposto que obtenha maior número de votos. Em cada circunscrição eleitoral há varias áreas de nomeação, e a Lei Eleitoral garante que pelo menos 2 candidatos, e até 8, possam ser os que aparecem nos boletins para a eleição de delegados do próximo dia 25 de Abril.

    Outra marca do processo eleitoral em Cuba é a ausência de propaganda custosa e ruidosa, a mercantilização que está presente noutros países, onde há uma corrida para a obtenção de fundos ou para priviligear uma ou outra empresa de relações públicas. Nenhum dos candidatos apresentados em Cuba pode fazer propaganda a seu favor e, obviamente, nenhum necessita de ser rico ou de dispor de fundos ou ajuda financeira para se dar a conhecer. Nas praças e nas ruas não há ações a favor de nenhum candidato, nem manifestações nem carros com altofalantes, nem cartazes com as suas fotografias, nem promessas eleitorais; na rádio e na televisão também não; nem na imprensa escrita. A única propaganda é executada pelas autoridades eleitorais e consiste na exposição em lugares públicos na área de residência dos eleitores da biografia e fotografia de cada um dos candidatos. Nenhum candidato é privilegiado sobre outro. Nas biografias são expostos méritos alcançados na vida social, a fim de que os eleitores possam ter elementos sobre condições pessoais, prestígio e capacidade para servir o povo de cada um dos candidatos e emitir livremente o seu voto pelo que considere o melhor.

    A marca final que queremos comentar é a votação e o escrutínio público. Em Cuba não é obrigatório o voto. Como estabelece o Artigo 3 da Lei Eleitoral, é livre, igual e secreto, e cada eleitor tem direito a um só voto. Ninguém tem, pois, nada que temer se não for ao seu colégio eleitoral no dia das eleições ou se decidir entregar o seu boletim em branco ou anulá-lo. Não acontece com em muitos países onde o voto é obrigatório e as pessoas são compelidas a votarem para não serem multadas, ou serem levadas a tribunal ou até para não perderem o emprego.

    Enquanto noutros países, incluindo os Estados Unidos, a essência radica em que a maioria não vote, em Cuba garante-se que quem o deseje possa fazê-lo. Nas eleições efectuadas em Cuba desde 1976 até à data, em média, 97 % dos eleitores foram votar. Nas últimas três votaram mais de 8 milhões de eleitores.

    A contagem dos votos nas eleições cubanas é pública, e pode ser presenciada em cada colégio por todos os cidadãos que o desejem fazer, inclusivamente a imprensa nacional ou estrangeira. E, para além disso, os eleitos só o são se alcançam mais de 50% dos votos válidos emitidos, e eles prestam contas aos seus eleitores e podem ser revogados a qualquer momento do seu mandato. Aspiro simplesmente a que com estas marcas agora enunciadas, um leitor sem informação sobre a realidade cubana responda a algumas elementares perguntas, como as seguintes: onde há maior transparência eleitoral e maior liberdade e democracia? onde se obtiveram melhores resultados eleitorais: em países com muitos partidos políticos, muitos candidatos, muita propaganda, ou na Cuba silenciada ou manipulada pelos grandes meios, monopolizados por um punhado de empresas e magnatas cada vez mais reduzido?

    E aspiro, para além disso, a que pelo menos algum dia, cesse na grande imprensa o muro de silêncio que se levantou sobre as eleições em Cuba, tal como noutros temas como a obra na saúde pública e na educação, e isso possa ser fonte de conhecimento para outros povos que merecem um maior respeito e um futuro de mais liberdades e democracia.

    Tradução de Alexandre Leite para Investigando o novo Imperialismo

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  • Ensino da língua nacional umbundu vai ser expandido em Angola

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    ::fuente::Angop::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/portal/capa/index.html::/fuente_url::
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    270410_ESCOLA_AFRICA O ensino da língua nacional mbundu nas escolas do ensino primário da província do Huambo, Angola, vai ser expandido este ano com a formação de 2500 professores, segundo anunciou o director da escola Kasseke III, Constantino Mundjidjili.
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    ::fulltext::

    Falando ao programa "Rádio Jovem" da emissora provincial da Rádio Nacional de Angola, Constantino Mundjidjili que com a capacitação destes docentes, o ensino do umbundo vai ser extensivo a toda a província.

    O programa de ensino desta língua nacional, como informou a fonte, está a ser leccionado, de forma experimental, em três instituições escolares da cidade do Huambo, com destaque para o Kasseke III, a escola número 2 e a 28 de Agosto.

    No decurso do debate, o jornalista de programas nacionais, da RNA, Filipe Olímpio, defendeu a necessidade de se massificar as línguas nacionais vernáculas através dos meios de comunicação social para que a juventude conheça os valores culturais e a sua identificação etnográfica.

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  • As loucuras da nossa época

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    ::columna_opiniom::Reflexões do companheiro Fidel::/columna_opiniom::
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    Não há outra saída senão chamar as coisas por seu nome. Aqueles que conservam um mínimo de sentido comum podem observar sem grande esforço quão pouco queda de realismo no mundo atual.

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    Quando o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama foi nomeado Prêmio Nobel da Paz, Michael Moore declarou: “agora seja digno dele!”. Muitas pessoas gostaram do engenhoso comentário pela agudeza dessa frase, embora muitos não viessem outra coisa na decisão do Comitê norueguês mais do que a demagogia e a exaltação à aparentemente inofensiva politicagem do novo presidente dos Estados Unidos da América, um cidadão afro-norte-americano, bom orador, e inteligente político dirigindo um império poderoso envolvido em profunda crise econômica.

    A reunião mundial de Copenhague começaria em breve e Obama despertou as esperanças de um acordo vinculador onde os Estados Unidos da América somar-se-iam a um consenso mundial para evitar a catástrofe ecológica que ameaça a espécie humana. O que lá aconteceu foi decepcionante, a opinião pública internacional foi vítima de um doloroso engano.

    Na recente Conferencia Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra, realizada na Bolívia, foram expressas respostas cheias de sabedoria das antigas nacionalidades indígenas, invadidas e virtualmente destruídas pelos conquistadores europeus que, em busca de ouro e riquezas fáceis, impuseram durante séculos suas culturas egoístas e incompatíveis com os interesses mais sagrados da humanidade.

    Duas notícias recebidas ontem expressam a filosofia do império tentando fazer com que creiamos em seu caráter “democrático”, “pacífico”, “desinteressado” e “honesto”. É suficiente ler o texto dessas informações procedentes da capital dos Estados Unidos da América.

    “WASHINGTON, 23 de abril de 2010.— O Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, avalia a possibilidade de dispersar um arsenal de mísseis de cabeças convencionais, não nucleares porém capazes de atingirem alvos em qualquer lugar do mundo em aproximadamente uma hora e com capacidade explosiva potentíssima.

    “Se bem a nova super-bomba, montada sobre mísseis do tipo Minuteman, não terá cabeças atômicas, sua capacidade destrutiva será equivalente, tal como o confirma o fato de que sua dispersão está prevista no acordo START 2 recentemente assinado com a Rússia.

    “As autoridades de Moscou reclamaram, e conseguiram que constasse no acordo, que por cada um destes mísseis, os Estados Unidos da América elimine um de seus foguetes providos de cabeças nucleares.

    “Segundo as notícias do New York Times e da cadeia televisionada CBS, a nova bomba, batizada PGS (Prompt Global Strike) deverá ser capaz de matar o líder de Al Qaeda, Osama Bin Laden, em uma caverna de Afeganistão, destruir um míssil norte-coreano em plena preparação ou atacar um lugar nuclear iraniano, ‘tudo isso sem traspassar o umbral atômico’.

    “A vantagem de dispor como opção militar de um arma não nuclear que tenha os mesmos efeitos de impacto localizados de uma bomba atômica é considerada interessante pelo governo de Obama.

    “O projeto foi colocado inicialmente pelo predecessor de Obama, o republicano George W. Bush, mas foi bloqueado pelos protestos de Moscou. Tendo em conta que os Minuteman também transportam cabeças nucleares, disseram as autoridades de Moscou, era impossível estabelecer que o lançamento de um PGS não fosse o início de um ataque atômico.

    “Contudo o governo de Obama considera que pode dar à Rússia ao à China as garantias necessárias para evitar mal-entendidos. Os silos dos mísseis da nova arma serão montados em lugares distantes dos depósitos de cabeças nucleares e poderão ser inspecionados periodicamente por especialistas de Moscou ou de Pequim.

    “A super-bomba poderia ser lançada com um míssil Minuteman capaz de voar através da atmosfera à velocidade do som e carregando mil libras de explosivos. Equipamentos ultra sofisticados permitirão ao míssil desenganchar a bomba e fazer com quem caia com extrema precisão nos alvos eleitos.

    “A responsabilidade do projecto PGS — com um custo estimado de 250 milhões de dólares somente em seu primeiro ano de experimentação — foi encarregada ao general Kevin Chilton, que tem sob seu comando o arsenal nuclear norte-americano. Chilton explicou que o PGS cobrirá um buraco no leque se opções com as quais conta atualmente o Pentágono. 

    “‘Nestes momentos podemos atacar com armas não nucleares qualquer lugar do mundo, porém em espaço de tempo não menor a quatro horas’, disse o general. ‘Para uma ação mais rápida — reconheceu — contamos somente com opções nucleares’.

    “No futuro, com a nova bomba, os Estados Unidos da América poderão atuar rapidamente e com recursos convencionais, tanto contra um grupo terrorista quanto contra um país inimigo, em um período ainda mais curto e sem excitar a ira internacional pelo uso de armas nucleares.

    "Prevê-se que os primeiros testes começarão em 2014, e que em 2017 estaria disponível no arsenal estadunidense. Obama já não estará no poder, no entanto a super-bomba pode ser a herança não nuclear deste presidente, que ganhou o prêmio Novel da Paz.”

    “WASHINTON, 22 de Abril de 2010. — Uma nave espacial não tripulada da Força Aérea dos Estados Unidos da América descolou nesta quinta-feira na Flórida, em meio de um véu de segredo sobre sua missão militar.

    “A nave-robô espacial, X-37B, foi lançada desde Cabo Cañaveral em um foguete Atlas V às 19h52 locais (23h52 GMT), segundo um vídeo distribuído pelo exército.

    “’ O lançamento é iminente’, disse à AFP Angie Blair, major da Força Aérea.

    “Parecido com uma nave espacial em miniatura, o avião tem 8,9 metros de comprimento e 4,5 metros de envergadura.

    “A fabricação do veículo espacial reutilizável demorou anos e o exército tem dado poucas explicações sobre seu objetivo ou seu papel no arsenal militar.

    “O veículo está desenhado para ‘proporcionar o meio ambiente de um ‘laboratório em órbita’ a fim de provar novas tecnologias e componentes antes que estas tecnologias sejam designadas a programas de satélites em funcionamento’, disse a Força Aérea em um comunicado recente.

    “Alguns funcionários informaram que o X-37B aterrisará na base da Força Aérea Vandenberg em Califórnia, mas no disseram quanto durará a missão inaugural.

    “’Para ser honestos, não sabemos quando voltará’, disse esta semana aos jornalistas Gary Payton, segundo subsecretário de programas espaciais da Força Aérea.

    “Payton assinalou que a nave poderia permanecer no espaço até nove meses.

    “O avião, fabricado por Boeing começou como um projeto da agência espacial estadunidense (NASA) em 1999 e depois foi transferido à Força Aérea, que visa o lançamento de um segundo X-37B em 2011.”

    Será que é necessária mais alguma coisa?

    Hoje se encontram num colossal obstáculo: a mudança climática já incontível. Faz-se referência ao inevitável aumento de calor em mais de dois graus centígrados. Suas conseqüências serão catastróficas. A população mundial em apenas 40 anos incrementar-se-á em dois bilhões de habitantes, e atingirá a cifra de nove bilhões de pessoas, nesse breve tempo: cais, hotéis, balneários, vias de comunicação, indústrias e instalações próximas aos portos, ficaram sob as água em menos tempo do que precisa para desfrutar a metade de sua existência a geração de um país desenvolvido e rico, que hoje de maneira egoísta nega-se a fazer o menor sacrifício para preservar a sobrevivência da espécie humana. As terras agrícolas e a água potável diminuirão consideravelmente. Os mares contaminar-se-ão; muitas espécies marinhas deixarão de ser consumíveis e outras desaparecerão. Isto não é afirmado pela lógica, mas sem pelas investigações científicas.

    O ser humano conseguiu incrementar, através da genética natural e a transferência de variedades de espécies de um continente para o outro, a produção por hectare de alimentos e outros produtos úteis ao homem, que aliviaram durante um tempo a escassez de alimentos como o milho, a batata, o trigo, as fibras e outros produtos necessários. Mais tarde, a manipulação genética e o uso de fertilizantes químicos contribuíram também para a solução de necessidades vitais, porém estão chegando ao limite de suas possibilidades para produzir alimentos sadios e aptos para serem consumidos. Por outro lado, em apenas dois séculos estão a se esgotar os recursos de hidrocarbonetos que a natureza demorou 400 milhões de anos em formar. Do mesmo modo esgotam-se os recursos minerais vitais não renováveis dos quais precisa a economia mundial. Pela sua vez, a ciência criou a capacidade de autodestruir o planeta várias vezes em questão de horas. A maior contradição em nossa época é, precisamente, a capacidade da espécie para se autodestruir e sua capacidade para se governar.

    O ser humano conseguiu aumentar suas possibilidades de vida até limites que ultrapassam sua própria capacidade de sobreviver. Nessa batalha consome aceleradamente as matérias-primas ao alcance de suas mãos. A ciência fez com que fosse fatível a conversão da matéria em energia, como aconteceu com a reação nuclear, ao custo de enormes investimentos, mas não se vislumbram sequer a viabilidade de converter a energia em matéria. O gasto infinito dos investimentos nas investigações pertinentes, está demonstrado a impossibilidade de conseguir em umas poucos dezenas de anos o que o universo demorou dezenas de bilhões de anos em criar. Será necessário que a criança pródiga Barack Obama nos explique? A ciência cresceu extraordinariamente, mas a ignorância e a pobreza também crescem.

    Por acaso, alguém pode demonstrar o contrário?

    Fonte: Cubadebate.

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  • Quem controla a mídia?

    ::cck::2054::/cck::
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    ::fuente::Carta Maior [Venício Lima]::/fuente::
    ::fuente_url::http://www.cartamaior.com.br::/fuente_url::
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    270410_assisto Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as amaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários.

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    Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já “controlam” boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).

    Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários.

    Na verdade, uma das conseqüências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa, tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores – russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses – cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público.

    Na Europa e nos Estados Unidos

    Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Ropert Murdoch (Sky Itália). O mesmo acontece no leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem), quanto o Polska (300 mil exemplares/dia) são controlados por grupos alemães.

    Nos Estados Unidos, a News Corporation de Murdoch avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24h na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times.

    E no Brasil?

    Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group – apesar do nome, um grupo português – que edita o “Brasil Econômico” desde outubro, comprou o grupo “O Dia”, incluindo o “Meia Hora” e o jornal esportivo “Campeão”. O Ongoing detem 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia.

    Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios. Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de radio e televisão. Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado.

    Desde que a Emenda Constitucional n. 36, de 2002, permitiu a participação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento, atuam aqui. Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações.

    Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky.

    Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo.

    Quem ameaça a liberdade de expressão?

    Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão?

    Em matéria sobre o assunto publicada na revista Carta Capital n. 591 o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos:

    “O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país. Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)”.

    Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das “ameaças” a liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, “controla” a mídia e representa perigo para as liberdades democráticas?

    Venício Lima é Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP - UNB

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  • Viva Abril, viva a Revolução!

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    ::fuente::O assalto ao céu::/fuente::
    ::fuente_url::http://oassaltoaoceu.blogspot.com/::/fuente_url::
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    270410_abril.jpg No passado dia 20, na cidade de São Paulo, no Brasil, teve lugar um evento político sobre a Revolução Portuguesa de Abril que se revelou uma iniciativa a vários títulos notável.

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    ::fulltext::

    Organizado por iniciativa dos camaradas militantes do PCP aqui emigrados, foi uma realização do Centro Cultural 25 de Abril, com sede naquela cidade brasileira.

    Considerando as experiências anteriores recentes, de comemoração desta data, usualmente participadas pelos camaradas e amigos do PCP e reunindo duas ou três dezenas de participantes, desta vez decidiu-se inovar e virar as comemorações deste ano para a juventude brasileira. Organizou-se então uma iniciativa/debate, para a qual foram convidados os estudantes universitários da faculdade onde lecciona uma das nossas camaradas e para o dia mais apropriado à sua mobilização, que se viu ser o mencionado dia 20, terça-feira.

    Para grande alegria nossa, na hora aprazada (19h), o salão da biblioteca da Casa de Portugal em São Paulo estava completamente cheio, com mais de 200 pessoas presentes, ocupando a totalidade dos lugares sentados e com algumas dezenas de pé, na esmagadora maioria jovens universitários.

    Um dos professores de história convidados, como orador na sessão, reunia a feliz condição de doutor em História com trabalhos sobre a revolução e de ex-estudante em Portugal, no período do final de 1974 e anos seguintes, sendo uma pessoa de esquerda profundamente conhecedora e apaixonada pela Revolução dos Cravos.

    Interveio durante cerca de uma hora, historiando os antecedentes imediatos do 25 de Abril, o papel dos capitães do MFA (Movimento das Forças Armadas) - nome por que ficou conhecido o movimento insurreccional dos oficiais democratas - , os acontecimentos desse dia e nos dias imediatos ao golpe militar, as várias etapas dos sucessivos governos provisórios, os avanços da revolução alcançados pelas sucessivas derrotas das tentativas de golpe spinolistas, até à génese da provocação montada pela direita militar encabeçada por Ramalho Eanes que, atraindo para a acção directa o regimento dos para-quedistas, iria conduzir ao golpe contra-revolucionário do 25 de Novembro de 1975, golpe militar que inicia o processo de destruição dos avanços e conquistas revolucionárias, todos obtidos desde Abril de 1974 até meados daquele ano.

    Com um carinho e um entusiasmo contagiantes, este professor foi relatando a acção das organizações operárias e populares durante todo o período revolucionário, bem como identificando os partidos e classes sociais que se confrontavam no terreno, os vários 1°.'s ministros - Palma Carlos, Vasco Gonçalves, Pinheiro de Azevedo (o tal que declarou o seu governo em greve e mandou o povo "bardamerda"), Mário Soares - abordando com destaque o papel dirigente do PCP, antes e depois do 25 de Abril, na condução dos avanços políticos, sociais, económicos e culturais operados pela revolução, assim como a acção contra-revolucionária desempenhada por Mário Soares e pelo PS, mancomunados com o imperialismo norte-americano e com o grande capital, quer os grupos monopolistas nacionais derrotados com a revolução, quer as transnacionais que se beneficiavam igualmente do regime fascista vigente em Portugal até Abril de 74.

    Falando sobre o papel transformador e decisivo das massas trabalhadoras e populares, com a mobilização da vontade de milhões de portugueses, antes sem grande consciência social e política e que foram acordados para a acção revolucionária pelo gesto libertador dos capitães de Abril, o professor orador deteve-se um pouco sobre esse esfusiante fenómeno, dando como exemplo o (para ele) espantoso facto da maciça mobilização para o 1°. de Maio em Lisboa, poucos dias após o golpe militar, de uma massa de meio milhão de participantes num universo de pouco mais de dois milhões de habitantes em toda a área metropolitana de Lisboa, como a mais clara demonstração da capacidade mobilizadora da Revolução e o enorme grau de adesão popular que revelou.

    Sempre atentamente escutado, o orador ia descrevendo os plenários de trabalhadores nas empresas, as greves, as ocupações de fábricas para evitar o roubo de máquinas e equipamentos, as experiências de auto-gestão operária, as barricadas populares nas entradas de Lisboa para barrar e anular a marcha da "Maioria Silenciosa" no 28 de Setembro, os enfrentamentos e escaramuças de rua, as manifestações e os comícios, a acção dos populares demovendo os militares golpistas que cercavam o RALIS no 11 de Março, as assembleias de moradores, as jornadas de generoso trabalho voluntário, a solidariedade dos operários metalúrgicos com a Reforma Agrária, a mobilização das organizações operárias e populares que, dia-a-dia, iam organizando as acções defensivas da revolução.

    As caras jovens dos presentes iam revelando os sentimentos que os tomavam, ouvindo aqueles relatos. Perplexidade e espanto, admiração, entusiasmo, adesão empolgada à capacidade transformadora que a Revolução foi capaz de operar nos sentimentos, na vontade e na determinação de progresso do povo português, à medida que iam sendo descritos pelo palestrante. E iam ouvindo falar, decerto pela primeira vez, na fuga dos capitalistas, na ocupação e gestão operária das empresas abandonadas pelos patrões e mantidas a produzir pelos seus próprios trabalhadores, nas acções populares pelo fim das guerras coloniais e regresso dos soldados, na ocupação das terras dos latifundiários pelos operários agrícolas e na constituição de centenas de cooperativas rurais, na eleição de combativas comissões de trabalhadores em milhares de empresas e na explosão das suas reivindicações, na constituição de comissões de moradores que geriam os bairros populares e dirigiam, muitas vezes, a ocupação por famílias pobres de casas deixadas devolutas, nas nacionalizações da banca e das empresas nos principais sectores económicos estratégicos, realizadas pela iniciativa revolucionária dos seus trabalhadores e dos sindicatos, na gestão democrática e participada das escolas, nas estruturas do Estado tomadas pelos democratas, depois da expulsão dos fascistas e dos colaboracionistas oportunistas e reaccionários, enfim, um rol de transformações políticas e conquistas sociais que iam desfilando pela mente dos ouvintes deixando-os extasiados, até por efeito do chocante contraste que este relato ia estabelecendo com o que conhecem e vivenciam no seu dia-a-dia brasileiro do presente, um presente distante, geográfica e temporalmente, desse tempo português lá atrás, há trinta e seis longos anos, um tempo no qual a fraternidade, a confiança no futuro e a alegria de viver andavam no ar que respirávamos.

    Alguns de nós próprios, participantes directos de muitos daqueles e de outros acontecimentos do período revolucionário em Portugal, era também com emoção que íamos escutando e aferindo o relato do orador, recordando com admiração e justo orgulho aquelas páginas da História portuguesa recente, ali tratadas por quem de fora nos estudou e observa, valorizando repetidamente, talvez até mais que nós próprios, o alcance e o significado daqueles avanços revolucionários alcançados pelos portugueses e depois tão duramente fustigados e destruídos pelos sucessivos governos contra-revolucionários, num processo liquidacionista que dura até aos dias de hoje.

    No final da sessão, depois de se ouvir uma prolongada salva de palmas, por certo dirigidas a Abril e ao orador - amplamente merecidas, até pela sua notável capacidade comunicativa -, uma camarada professora, dizia-me: "Que bom seria fazermos também lá [em Portugal] sessões deste tipo para os nossos jovens, tão mal informados sobre a nossa Revolução!..." Ouvindo-a com atenção, respondi-lhe que por estes dias estão a ter lugar por todo o país centenas de iniciativas comemorativas do 25 de Abril, dos mais variados tipos, decerto algumas também direccionadas para a juventude, nomeadamente organizadas pela JCP, a nossa "juventude do PC!".

    Ela concordou, mas eu fiquei pensando como seria bom, de facto, termos muitas iniciativas semelhantes àquela e realizadas para divulgar e explicar aos portugueses jovens os acontecimentos transformadores e progressistas do período revolucionário em Portugal que não viveram e, sobretudo, para difundir entre a juventude a ideia estimulante e mobilizadora da Revolução.

    De facto, demasiadas vezes rememoramos os acontecimentos de 1974/75 com uma perspectiva errada, que não é a nossa, elencando os ganhos e conquistas sociais, (sobre)valorizando a obtenção da democracia política formal burguesa, uma relação de avanços que é correcto fazermos mas subestimando o dado mais importante: tudo o que o nosso povo alcançou, de extraordinários avanços progressistas, de avanços históricos ímpares no século XX político europeu - e mesmo mundial -, foi obtido pela Revolução, uma revolução democrática e nacional de características profundamente populares, iniciada no dia 25 de Abril de 1974 com o golpe militar e prosseguida pela acção diária organizada, determinada, combativa, abnegada de amplas massas populares, tornadas o sujeito principal da marcha da História, com o papel destacado desempenhado pela classe operária e pela generalidade do proletariado, logo secundados por outras camadas sociais igualmente exploradas e oprimidas pelo fascismo e que, unidas à componente revolucionária do MFA, estiveram na base das principais transformações revolucionárias deste tão rico e exaltante período da história contemporânea portuguesa.

    Sobretudo para os jovens, faltam-nos com frequência estes relatos vivos dos acontecimentos que podem ser contados por tantos milhares de militantes e revolucionários, tal como nos falta dar prioridade à valorização da própria actividade revolucionária de um povo que, aprendendo em semanas ou meses aquilo que não tinha conseguido aprender durante décadas de repressão e opressão fascistas, foi capaz de construir um regime democrático de características únicas, incomparavelmente mais democrático e progressista que a mais experiente democracia das velhas democracias burguesas.

    Os historiadores burgueses e os comentaristas neoliberais de todos os quadrantes vão nestes dias redobrar os seus esforços permanentes para iludir o carácter revolucionário do 25 de Abril português, visando "reescrever" o nosso passado próximo, chamando docemente "Estado Novo" ao regime fascista e falando na "evolução" para a "democracia", falando de Abril como uma "transição" marcada por muitos "exageros" mas que o redentor (para eles) golpe do 25 de Novembro permitiu anular, assegurando a passagem para o tão amado (por eles!) "Estado Democrático de Direito".

    Nós rejeitamos energicamente tal mistificação e tais "releituras" burguesas da Revolução Portuguesa de Abril. Agredida, fustigada, mistificada, interrompida, praticamente destruídas todas as suas conquistas, nós continuamos a afirmar Abril como um revolução democrática inacabada, tal como afirmamos que o regime caduco e esgotado que lhe sucedeu nos reclama lutarmos corajosamente por uma urgente e renovada ruptura revolucionária, democrática e patriótica, que retome os caminhos luminosos de Abril, rumo ao futuro de um regime verdadeiramente democrático e de plenas liberdades para todos os portugueses - políticas, económicas, sociais, culturais, de soberania nacional -, futuro que já divisámos no nosso horizonte colectivo há 36 anos e que ainda aí está adiante de nós, conclamando-nos a agir, a unir vontades e energias, a lutar sem desfalecimentos, até à derrota de todos aqueles que hoje protagonizam a mais despudorada traição aos interesses nacionais e às mais profundas e legítimas aspirações de progresso social do povo português.

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  • 28 de Abril: Dia para relembrar os mortos e lutar pela vida

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    270410_capacete.jpgSindicato Químicos Unificados - Em todo o mundo, a data lembra o outro lado do trabalho: o lado que acidenta, incapacita e mata.::/introtext::
    ::fulltext:: O Dia 28 DE ABRIL é comemorado internacionalmente como um dia de mobilização em defesa da saúde e da vida dos trabalhadores, na maioria da vida expostos a risco de forma criminosa e irresponsável pelas empresas, sempre em busca do lucro fácil e maior.

    Diversas atividades em todo o mundo serão realizados no dia 28 de abril com o objetivo de conscientizar a classe trabalhadora para que não coloque sua saúde e sua vida em risco, ao desenvolver atividades perigosas e insalubres nas fábricas.

    O Sindicato Químicos Unificados historicamente participa das mobilizações deste dia, com a realização de assembleias em fábricas símbolos que desrespeitam, de forma rotineira e assumida, a segurança de seus trabalhadores.

    Números

    Embora a Organização Internacional do Trabalho (OIT) comemore a data como o dia da Segurança e Saúde no Trabalho, os movimentos sindicais e de vítimas do trabalho no Brasil, que fundaram o Movimento 28 DE ABRIL para Relembrar os Mortos e Lutar pela Vida, entendem que não há nada para comemorar, mas, sim a lamentar.

    Isto porque os acidentes de trabalho são previsíveis e, portanto, podem ser prevenidos e evitados. Assim, estes acidentes não são questões de desastre natural, sorte e azar, ou castigo divino. São dois milhões de vidas ceifadas a cada ano no mundo pelo trabalho.

    No Brasil, no ano de 2.004, registrados oficialmente, foram 325.577 acidentes de trabalho, 49.642 acidentes de trajeto, 23.858 casos de doenças profissionais reconhecidas, 2.674 resultaram em óbitos. Isto sem considerar a informalidade cada vez mais crescente no mercado de trabalho brasileiro, sem qualquer proteção social. Os números de acidentes e doenças, portanto, são muito maiores do que apresentam os dados oficiais.

    Em 2008, de acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social, os números cresceram para 764.933 acidentes de trabalho que resultaram em 2.757 mortes e incapacitou permanentemente 12.071 companheiras e companheiros.

    Atividades

    Em Campinas, a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina no Trabalho (Fundacentro), o Sindicato dos Químicos Unificados e a Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq), entre outras entidades, vão promover uma série de atividades no período de 23 a 30 de abril.

    CLIQUE AQUI – ou na imagem acima – para ler ou imprimir a programação completa

    Haverá encontros de técnicos em segurança no trabalho; palestras; atos no largo da Catedral em Campinas e na avenida Roberto Simonsen (distrito industrial) em Paulínia; e exibição do filme “O Operário”, no Museu da Imagem e do Som (Mis) em Campinas, seguido de debate sobre saúde e trabalho.

    Mais informações

    Para mais informações sobre a atividade ligar para (19) 3232.5879 com Paulo Alves Maia ou enviar e-mail para rebeca.moreno@fundacentro.gov.br

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  • Ou Espanha ou a Democracia

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    270410_eh.jpgBoltxe Kolektiboa - O dilema foi proposto pelo porta-voz da CUP da Catalunha ao concluir o processo de consultas em centenas de localidades catalãs neste passado domíngo. E dirigia a reflexão a CiU, ERC, IC ou inclusive ao PSC de Montilla. Não lhe falta razão, Democracia e Espanha são dois termos antagónicos. Se se é espanholista, é-se liberticida, se se é democrata, não se pode ser espanhol.::/introtext::
    ::fulltext:: Os antagonismos são evidentes, um espanolista renega dos povos que a sua visão da História lhe impede ver como povos submetidos pelo regime e os governos imperiais. Mas foi assim. São imperiais e não castelhanos, tenhamos isto sempre em conta. Porque o povo castelhano se levantou por Castela e caiu morto em Villalar, em 1521. Os povos do Estado espanhol estão a acordar de novo e não é ajéno a este acordar a crise de credibilidade do sistema em seu conjunto. A oligarquía herdeira dos imperiais que acabaram com Ao Andalus, Castela, Nabarra, que negam a qualquer povo do Estado que reivindique hoje a sua identidade é hoje a Monarquia e seus validos não são outros que os constitucionalistas PP, PSOE e os pajes periféricos, PNV e CiU. Devem pensar-se muito os passos que dêem ERC e BNG, já que o regime vai rápido para uma crise total.

    Em Euskal Herria não se permite dizer aos detidos Maite Zaituztegu! (queremos-vos) sem se receber uma imputação da Procuradoria da Audiência Nacional e na Catalunha não puderam frear as centenas de consultas autodeterministas que permitem conhecer o dado de que nelas e em precário, mais de 500.000 catalãs e catalães já votaram sim à independência.

    O regime ameaça mas não pode frear os Movimentos Populares dos povos. Só uma selvagem repressão física poderia deter por um momento a marcha para a liberdade dos povos e pessoas anti franquistas do Estado.

    Viu-se com o assunto de Garzón. O Tribunal Supremo fez valer a sua maioria conservadora para o inabilitar pela incoação do sumário Gürthel e a resposta fulminante foi a vingança. Só que o tema escolhido para o imputar, a defesa da reparação da Memória Histórica, era a única das causas impossíveis de ser julgado sem que saltasse o escândalo. O fascismo espanhol não esperava esta reacção na rua nem o que a lupa do medidor de influências fascistas se situasse sobre a nomenclatura espanhola surgida ao calor do engendro chamado transição.

    E aqui estamos, exigindo que se desmantelem todos os julgados fascistas, que se depurem os juízes, que se reparem os factos produzidos pelo pistoleirísmo da direita nazista espanhola. Que a igreja Católica golpista espanhola reparem seus muitos crimes contra as classes trabalhadoras, a esquerda e os movimentos nacionalistas na Andaluzia, Catalunha, Castela, Galiza ou Euskal Herria. Ou em qualquer outro povo submetido pelo estado.

    Aquilo que Franco deixou atado e bem atado, pode e deve ser largado. Esta é a tarefa de nossas gerações militantes e antifascistas. O anticapitalismo real está perante um momento histórico e um momento assim exige soluções e respostas políticas rápidas e dinâmicas aos acontecimentos políticos imediatos.

    Neste senso, em Euskal Herria a Esquerda Abertzale começou a realizar um percurso para a convergência com o grupo internacional que pediu à ETA e ao governo espanhol uma resposta positiva às condições para desenvolver o processo paz que leve a Euskal Herria para um cenário democrático em que possam se defender todos os projectos e materializar-se todas as ideias.

    Nem mais nem menos. Todas as partes ficaram convocadas pela base da Esquerda Abertzale e agora toca retratar-se.

    Desde o imperialismo espanhol os nervos excitam o carácter violento, vingativo e semi fascista, marca genética dos imperiais desde sua origem. Mas Espanha e os seus poderes fácticos estão a perder credibilidade internacional a olhos vistos.

    Todo o mundo está à espera das respostas ao desaparecimento e morte de Jon Anza. Todo mundo ficou escandalizado ao ver como a Falange leva à barra do tribunal juízes, procuradores, lehendakaris como se do mundo ao contrário se tratasse; isto serviu enquanto foram pela esquerda Abertzale, agora é tarde para os que calaram.

    É terrível ver que a parte mais atada do fascismo são os aparelhos judiciais, os TSJ, Tribunal Supremo, Constitucional e sobretudo, a insofrível Audiência Nacional e as sentenças ditam-se em favor dos partidos e o regime que lhes concede ingentes privilégios sociais.

    As quotas de partido marcam a componente dos tribunais e estes julgam a favor dos argumentos de quem lá os pôs. Já,um procurador denuncia o carácter franquista dos seus colegas de instituição e Garzón apanhou o instrutor de seu sumário, dirigindo juridicamente as respostas da Falange à Audiência Nacional no seu auto, não requer comentário algum.

    Isto está  podre, totalmente podre. E quem não entender, não compreenderá a necessidade de unir forças inclusive socialmente divergentes, Está a limitar-se muito o espaço perante os reptos políticos que temos os que queremos um futuro de independência e socialismo para os nossos povos.

    Convém sublinhar que de vez em quando o regime sente que as suas pancadas estão a ser contadas, medidas e pesadas e após 30 anos sabe que suas respostas estão a ser analisadas nos âmbitos internacionais, já que a Europa começa a ver enquistado o problema da negação de direitos políticos e civis em Euskal Herria e sabe que os estados de excepção têm data de caducidade.

    Vamos avante, não achemos que todos os nossos esforços  carecem de efeito. Como no tempo da luita antifranquista, é necessário responder pelas nossas liberdades individuais e colectivas, pelos nossos direitos sociais. E pela solidariedade entre os povos que lutamos juntos, acima de qualquer chauvinismo em defesa do direito da cada nação oprimida a ser livre e soberana.

    Foi Lenine que disse que um povo que oprime outro jamais pode ser livre. Com esta ideia e com uma clara proposta anticapitalista marcharemos com LAB este Primeiro de maio, com um especial convite comunista aos colectivos de imigrantes que a cada dia são parte das lutas em Euskal Herria da sua duplo indentidade nativa e cidadã de um povo que quer ser independente, socialista e diverso. Tantas origens, tantos indivíduos para um só povo unido, solidário, e anticapitalista.

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  • Não estamos condenados ao capitalismo perpétuo

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    260410_konder.jpg Socialismo.org - O que há de mais dramático na história é o fato de que tudo que aconteceu no passado poderia ter acontecido de maneira um pouco diferente.  Dessa constatação, devemos extrair a conseqüência: tudo que está acontecendo hoje poderia estar acontecendo de maneira um pouco diferente. ::/introtext::
    ::fulltext:: Antigamente (lá pelo final do século 19), alguns autores marxistas, preocupados em defender a inteligibilidade da história, recusando-se ? com razão ? a entregá-la ao império do acaso, sustentaram uma versão determinista do materialismo histórico.  Convenceram-se de que, no movimento da história, tudo fazia sentido porque tudo correspondia a causas objetivamente necessárias.

    Essa concepção determinista ajudava os socialistas a suportar a repressão, a superar o desânimo causado pelas derrotas.  Pensavam eles: estamos aqui, sendo presos, torturados, porém, de fato, estamos na crista da onda constituída pela classe operária, que nos apóia e que necessariamente vai nos levar à vitória.

    Esse pensamento tinha um grave inconveniente: na medida em que a onda proletária supostamente os impulsionava, os socialistas não eram suficientemente desafiados a tomar iniciativas, a assumir riscos, a ser criativos.  Suportavam os maus momentos, mas não criavam os bons momentos na freqüência desejada.

    Diversos autores combateram o determinismo no campo da história política e cultural.  Antonio Gramsci, Georg Lukács, Walter Benjamin, Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Jean Paul Sartre contribuiram decisivamente para esse combate.

    Na Alemanha, impõe-se a recordação da advertência de Rosa Luxemburgo: “Podemos ir para o socialismo, porém também podemos escorregar para a barbárie”.  No Brasil, não podemos deixar de lembrar, com orgulho, a rica obra crítica de Antonio Candido.

    A partir de determinado período, na segunda metade do século 20, o determinismo foi se deslocando da esquerda para a direita.  Até chegar à figura de Margareth Thatcher, que foi primeira-ministra da Inglaterra e era chamada de Dama de Ferro.

    Depois de aprofundados estudos, que lhe tomaram cerca de 10 minutos por semana, a Dama de Ferro chegou à conclusão de que os fatos e os dados estavam mostrando com clareza que não havia alternativa para o capitalismo.

    O movimento inexorável da história, afinal, tinha conduzido a humanidade a seu destino natural, a sua meta definitiva.  Não havia do que reclamar.  “There is no alternative (não há alternativa), repetia Thatcher.  A frase foi dita por ela tantas vezes que acabou sendo transformada numa fórmula condensada, num apelido composto a partir das letras iniciais de cada uma das quatro palavras: de there is no alternative surgiu TINA.

    A política, contudo, é um campo de batalha cruel.  Ninguém pode proteger os detentores do poder e os detentores da riqueza contra o desgaste que a história lhes impõe.  A erosão não respeita ninguém: nem professores universitários, eruditos, nem torneiros mecânicos escassamente familiarizados com a norma culta do idioma português.  Os detentores do poder e da riqueza, mesmo solidamente instalados na direção da sociedade, pedem constantemente a seus ideólogos que lhe dêem apoio teórico.

    Recorrem sobretudo aos economistas.  E os economistas produzem prontamente uma rica oferta para essa demanda.  De Delfim Neto ao engraçado George Vidor, passando por Miriam Leitão, os economistas vão elaborando esquemas explicativos que tendem a anular a esfera das iniciativas político-econômicas mais ousadas, apresentando a submissão de tudo e de todos ao mercado como conseqüência de um processo histórico fatal, inexorável.

    É a volta do determinismo.  Dessa vez, ele não assegura o avanço do proletariado, não garante aos revolucionários que eles estão na crista da onda, que nada poderá detê-los.  Dessa vez, o determinismo ? globalizado ? apregoa, nos quatro cantos da terra, que a única sabedoria possível no mundo atual é resignar-se à vida pautada pela vitória do capitalismo.

    Se observarmos a situação de um ponto de vista crítico, entretanto, o quadro não nos parecerá tão idílico.  Em meados do século 19, Marx fez críticas contundentes ao capitalismo.  Afirmou que o mercado, transformado em centro da sociedade, danifica seriamente os valores qualitativos dos seres humanos (reduzindo-os ao dinheiro).  Sustentou que a exploração do trabalho pelo capital, nas condições de privilégio da propriedade privada, constitui o fenômeno da mais-valia, incompatível com a remuneração justa.  Diagnosticou no capitalismo uma contradição grave entre o caráter social da produção e o caráter individual da apropriação.  Marx constatou, também, que, nas condições de hipercompetição, as pessoas não conseguem superar as distorções ideológicas e desperdiçam criatividade (são alienadas).

    Em sua história atual (essa mesma que o determinismo se esforça para negar), o capitalismo não resolveu nenhum dos problemas apontados por Marx.  De onde seus propagandistas extraem tanta empáfia?

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  • Em entrevista, blogueira Yoani Sánchez não explica suas contradições

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    260410_Yoani_Sanchez.jpgPCB - Ferrenha opositora do regime cubano, a blogueira Yoani Sánchez concedeu uma entrevista ao jornalista francês Salim Lamranium, na qual cai em contradição diversas vezes. Especialista em assuntos relacionados à ilha, ele conseguiu colocá-la contra a parede e expor a fragilidade dos argumentos da cubana. Veja abaixo.

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    Yoani Sánchez é a nova personalidade da oposição cubana. Desde a criação de seu blog, Generación Y, em 2007, obteve inúmeros prêmios internacionais: o prêmio de Jornalismo Ortega y Gasset (2008), o prêmio Bitacoras.com (2008), o prêmio The Bob's (2008), o prêmio Maria Moors Cabot (2008) da prestigiada universidade norte-americana de Colúmbia. Do mesmo modo, a blogueira foi escolhida como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista Time(2008), em companhia de George W. Bush, Hu Jintao e Dalai Lama.

    Esta impressionante avalanche de distinções simultâneas suscitou numerosas interrogações, ainda mais considerando que Yoani Sánchez, segundo suas próprias confissões, é uma total desconhecida em seu próprio país. Como uma pessoa desconhecida por seus vizinhos - segundo a própria blogueira - pode integrar a lista das 100 personalidades mais influentes do ano?

    Um diplomata ocidental próximo desta atípica opositora do governo de Havana havia lido uma série de artigos que escrevi sobre Yoani Sánchez e que eram relativamente críticos. Ele os mostrou à blogueira cubana, que quis reunir-se comigo para esclarecer alguns pontos abordados.

     

    O encontro com a jovem dissidente de fama controvertida não ocorreu em algum apartamento escuro, com as janelas fechadas, ou em um lugar isolado e recluso para escapar aos ouvidos indiscretos da "polícia política". Ao contrário, aconteceu no saguão do Hotel Plaza, no centro de Havana Velha, em uma tarde inundada de sol. O local estava bem movimentado, com numerosos turistas estrangeiros que perambulavam pelo imenso salão do edifício majestoso que abriu suas portas no início do século 20.

    Yoani Sánchez vive perto das embaixadas ocidentais. De fato, uma simples chamada de meu contato ao meio-dia permitiu que combinássemos o encontro para três horas depois. Às 15h, a blogueira apareceu sorridente, vestida com uma saia longa e uma camiseta azul. Também usava uma jaqueta esportiva, para amenizar o relativo frescor do inverno havanês.
    Foram cerca de duas horas de conversa ao redor de uma mesa do bar do hotel, com a presença de seu marido, Reinaldo Escobar, que a acompanhou durante uns vinte minutos antes de sair para outro encontro. Yoani Sánchez mostrou-se extremamente cordial e afável e exibiu grande tranquilidade. Seu tom de voz era seguro e em nenhum momento ela pareceu incomodada. Acostumada aos meios ocidentais, domina relativamente bem a arte da comunicação.

    Esta blogueira, personagem de aparência frágil, inteligente e sagaz, tem consciência de que, embora lhe seja difícil admitir, sua midiatização no Ocidente não é uma causalidade, mas se deve ao fato de ela preconizar a instauração de um "capitalismo sui generis" em Cuba.

    O incidente de 6 de novembro de 2009

    Comecemos pelo incidente ocorrido em 6 de novembro de 2009 em Havana. Em seu blog, a senhora explicou que foi presa com três amigos por "três robustos desconhecidos" durante uma "tarde carregada de pancadas, gritos e insultos". A senhora denunciou as violências de que foi vítima por parte das forças da ordem cubanas. Confirma sua versão dos fatos? ?Efetivamente, confirmo que sofri violência. Mantiveram-me sequestrada por 25 minutos. Levei pancadas. Consegui pegar um papel que um deles levava no bolso e o coloquei em minha boca. Um deles pôs o joelho sobre meu peito e o outro, no assento dianteiro, me batia na região dos rins e golpeava minha cabeça para que eu abrisse a boca e soltasse o papel. Por um momento, achei que nunca sairia daquele carro.

    O relato, em seu blog, é verdadeiramente terrorífico. Cito textualmente: a senhora falou de "golpes e empurrões", de "golpes nos nós dos dedos", de "enxurrada de golpes", do "joelho sobre o [seu] peito", dos golpes nos "rins e [...] na cabeça", do "cabelo puxado", de seu "rosto avermelhado pela pressão e o corpo dolorido", dos "golpes [que] continuavam vindo" e "todas essas marcas roxas". No entanto, quando a senhora recebeu a imprensa internacional em 9 de novembro, todas as marcas haviam desaparecido. Como explica isso?

    São profissionais do espancamento.

    Certo, mas por que a senhora não tirou fotos das marcas?

    Tenho as fotos. Tenho provas fotográficas.

    Tem provas fotográficas? ?

    Tenho as provas fotográficas.

    Mas por que não as publicou para desmentir todos os rumores segundo os quais a senhora havia inventado uma agressão para que a imprensa falasse de seu caso?

    Por enquanto prefiro guardá-las e não publicá-las. Quero apresentá-las um dia perante um tribunal, para que esses três homens sejam julgados. Lembro-me perfeitamente de seus rostos e tenho fotos de pelo menos dois deles. Quanto ao terceiro, ainda não está identificado, mas, como se tratava do chefe, será fácil de encontrar. Tenho também o papel que tirei de um deles e que tem minha saliva, pois o coloquei na boca. Neste papel estava escrito o nome de uma mulher.

    Certo. A senhora publica muitas fotos em seu blog. Para nós é difícil entender por que prefere não mostrar as marcas desta vez.

    Como já lhe disse, prefiro guardá-las para a Justiça.

    A senhora entende que, com essa atitude, está dando crédito aos que pensam que a agressão foi uma invenção.

    É minha escolha.

    No entanto, até mesmo os meios ocidentais que lhe são mais favoráveis tomaram precauções oratórias pouco habituais para divulgar seu relato. O correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg, por exemplo, escreve que a senhora "não tem hematomas, marcas ou cicatrizes". A agência France Presse conta a história esclarecendo com muito cuidado que se trata de sua versão, sob o título "Cuba: a blogueira Yoani Sánchez diz ter sido agredida e detida brevemente". O jornalista afirma, por outro lado, que a senhora "não ficou ferida".

    Não quero avaliar o trabalho deles. Não sou eu quem deve julgá-lo. São profissionais que passam por situações muito complicadas, que não posso avaliar.

    O certo é que a existência ou não de marcas físicas não é a prova do fato. ??Mas a presença de marcas demonstraria que foram cometidas violências. Daí a importância da publicação das fotos.

    O senhor deve entender que tratamos de profissionais da intimidação. O fato de três desconhecidos terem me levado até um carro sem me apresentar nenhum documento me dá o direito de me queixar como se tivessem fraturado todos os ossos do corpo. As fotos não são importantes porque a ilegalidade está consumada. A precisão de que "me doeu aqui ou me doeu ali" é minha dor interior.

    Sim, mas o problema é que a senhora apresentou isso como uma agressão muito violenta. A senhora falou de "sequestro no pior estilo da Camorra siciliana".

    Sim, é verdade, mas sei que é minha palavra contra a deles. Entrar nesse tipo de detalhes, para saber se tenho marcas ou não, nos afasta do tema verdadeiro, que é o fato de terem me sequestrado durante 25 minutos de maneira ilegal.

    Perdoe-me a insistência, mas creio que é importante. Há uma diferença entre um controle de identidade que dura 25 minutos e violências policiais. Minha pergunta é simples. A senhora disse, textualmente: "Durante todo o fim de semana fiquei com a maçã do rosto e o supercílio inflamados." Como tem as fotos, pode agora mostrar as marcas.

    Já lhe disse que prefiro guardá-las para o tribunal.

    A senhora entende que, para algumas pessoas, será difícil acreditar em sua versão se a senhora não publicar as fotos.

    Penso que, entrando nesse tipo de detalhes, perde-se a essência. A essência é que três bloggers acompanhados por uma amiga dirigiam-se a um ponto da cidade que era a Rua 23, esquina G. Tínhamos ouvido falar que um grupo de jovens convocara uma passeata contra a violência. Pessoas alternativas, cantores de hip hop, de rap, artistas. Eu compareceria como blogueira para tirar fotos e publicá-las em meu blog e fazer entrevistas. No caminho, fomos interceptados por um carro da marca Geely.

    Para impedi-los de participar do evento?

    A razão, evidentemente, era esta. Eles nunca me disseram formalmente, mas era o objetivo. Disseram-me que entrasse no carro. Perguntei quem eles eram. Um deles me pegou pelo pulso e comecei a ir para trás. Isso aconteceu em uma zona bastante central de Havana, em um ponto de ônibus.

    Então havia outras pessoas. Havia testemunhas.

    Há testemunhas, mas não querem falar. Têm medo.

    Nem mesmo de modo anônimo? Por que a imprensa ocidental não as entrevistou preservando seu anonimato, como faz muitas vezes quando publica reportagens críticas sobre Cuba?

    Não posso lhe explicar a reação da imprensa. Posso lhe contar o que aconteceu. Um deles era um homem de uns cinquenta anos, musculoso como se tivesse praticado luta livre em algum momento da vida. Digo-lhe isso porque meu pai praticou esse esporte e tem as mesmas características. Tenho os pulsos muito finos e consegui escapar, e lhe perguntei quem era. Havia três homens além do motorista.

    Então havia quatro homens no total, e não três.

    Sim, mas não vi o rosto do motorista. Disseram-me: "Yoani, entre no carro, você sabe quem somos." Respondi: "Não sei quem são os senhores." O mais baixo me disse: "Escute-me, voce sabe quem sou, você me conhece." Retruquei: "Não, não sei quem é você. Não o conheço. Quem é você? Mostre-me suas credenciais ou algum documento." O outro me disse: "Entre, não torne as coisas mais difíceis." Então comecei a gritar: "Socorro! Sequestradores!"

    A senhora sabia que se tratava de policiais à paisana?

    Imaginava, mas eles não me mostraram seus documentos.

    Qual era seu objetivo, então?

    Queria que as coisas fossem feitas dentro da legalidade, ou seja, que me mostrassem seus documentos e me levassem depois, embora eu suspeitasse que eles representavam a autoridade. Ninguém pode obrigar um cidadão a entrar em um carro particular sem apresentar suas credenciais. Isso é uma ilegalidade e um sequestro.

    Como as pessoas no ponto de ônibus reagiram?

    As pessoas no ponto ficaram atônitas, pois "sequestro" não é uma palavra que se usa em Cuba, não existe esse fenômeno. Então se perguntaram o que estava acontecendo. Não tínhamos jeito de delinquentes. Alguns se aproximaram, mas um dos policiais lhes gritou: "Não se metam, que são contrarrevolucionários!" Esta foi a confirmação de que se tratava de membros da polícia política, embora eu já imaginasse por causa do carro Geely, que é chinês, de fabricação atual, e não é vendido em nenhuma loja em Cuba. Esses carros pertencem exclusivamente a membros do Ministério das Forças Armadas e do Ministério do Interior.

    Então a senhora sabia desde o início, pelo carro, que se tratava de policiais à paisana.

    Intuía. Por outro lado, tive a confirmação quando um deles chamou um policial uniformizado. Uma patrulha formada por um homem e uma mulher chegou e levou dois de nós. Deixou-nos nas mãos desses dois desconhecidos.

    Mas a senhora já não tinha a menor dúvida sobre quem eles eram.

    Não, mas não nos mostraram nenhum documento. Os policiais não nos disseram que representavam a autoridade. Não nos disseram nada.

    É difícil entender o interesse das autoridades cubanas em agredi-la fisicamente, sob o risco de provocar um escândalo internacional. A senhora é famosa. Por que teriam feito isso?

    Seu objetivo era radicalizar-me, para que eu escrevesse textos violentos contra eles. Mas não conseguirão.

    Não se pode dizer que a senhora é branda com o governo cubano.

    Nunca recorro à violência verbal nem a ataques pessoais. Nunca uso adjetivos incendiários, como "sangrenta repressão", por exemplo. Seu objetivo, então, era radicalizar-me.

    No entanto, a senhora é muito dura em relação ao governo de Havana. Em seu blog, a senhora diz: "o barco que faz água a ponto de naufragar". A senhora fala dos "gritos do déspota", de "seres das sombras, que, como vampiros, se alimentam de nossa alegria humana, nos incutem o medo por meio da agressão, da ameaça, da chantagem", e afirma que "naufragaram o processo, o sistema, as expectativas, as ilusões. [É um] naufráfio [total]". São palavras muito fortes.

    Talvez, mas o objetivo deles era queimar o fenômeno Yoani Sánchez, demonizar-me. Por isso meu blog permaneceu bloqueado por um bom tempo.

    Contudo, é surpreendente que as autoridades cubanas tenham decidido atacá-la fisicamente.

    Foi uma torpeza. Não entendo por que me impediram de assistir à passeata, pois não penso como aqueles que reprimem. Não tenho explicação. Talvez eles não quisessem que eu me reunisse com os jovens. Os policiais acreditavam que eu iria provocar um escândalo ou fazer um discurso incendiário.

    Voltando ao assunto da detenção, os policiais levaram meus amigos de maneira enérgica e firme, mas sem violência.

    No momento em que me dei conta de que iriam nos deixar sozinhos com Orlando, com esses três tipos, agarrei-me a uma planta que havia na rua e Claudia agarrou-se a mim pela cintura para impedir a separação, antes de os policiais a levarem.

    Para que resistir às forças da ordem uniformizadas e correr o risco de ser acusada disso e cometer um delito? Na França, se resistimos à polícia, corremos o risco de sofrer sanções.

    De qualquer modo, eles nos levaram. A policial levou Claudia. As três pessoas nos levaram até o carro e comecei a gritar de novo: "Socorro! Um sequestro!"

    Por quê? A senhora sabia que se tratava de policiais à paisana.

    Não me mostraram nenhum papel. Então começaram a me bater e me empurraram em direção ao carro. Claudia foi testemunha e relatou isso.

    A senhora não acaba de me dizer que a patrulha a havia levado?

    Ela viu a cena de longe, enquanto o carro de polícia se afastava. Defendi-me e golpeei como um animal que sente que sua hora chegou. Deram uma volta rápida e tentaram tirar-me o papel da boca. Agarrei um deles pelos testículos e ele redobrou a violência. Levaram-nos a um bairro bem periférico, La Timba, que fica perto da Praça da Revolução. O homem desceu, abriu a porta e pediu que saíssemos. Eu não quis descer. Eles nos fizeram sair à força com Orlando e foram embora.

    Uma senhora chegou e dissemos que havíamos sido sequestrados. Ela nos achou malucos e se foi. O carro voltou, mas não parou. Eles só me jogaram minha bolsa, onde estavam meu celular e minha câmera.

    Voltaram para devolver seu celular e sua câmera?
    Sim.

    Não lhe parece estranho que se preocupassem em voltar? Poderiam ter confiscado seu celular e sua câmera, que são suas ferramentas de trabalho.

    Bem, não sei. Tudo durou 25 minutos.

    Mas a senhora entende que, enquanto não publicar as fotos, as pessoas duvidarão de sua versão, e isso lançará uma sombra sobre a credibilidade de tudo o que a senhora diz.

    Não importa.

    Yoani Sánchez tenta explicar porque deixou a Suíça para voltar para Cuba

    Na segunda parte da entrevista concedida ao jornalista francês Salim Lamrani, a dissidente cubana Yoani Sánchez, dona do blog Generación Y, relata os motivos que a levaram a deixar a Suíça, onde viveu por dois anos, para regressar à Cuba. Segundo ela, as saudades da família e a culpa por usufruir de sapatos e da internet no exterior a fizeram voltar para a ilha caribenha.

    Em 2002, a senhora decidiu emigrar para a Suíça. Dois anos depois, voltou a Cuba. É difícil entender por que a senhora deixou o "paraíso europeu" para regressar ao país que descreve como um inferno. A pergunta é simples: por quê?

    É uma ótima pergunta. Primeiro, gosto de nadar contra a corrente. Gosto de organizar minha vida à minha maneira. O absurdo não é ir embora e voltar a Cuba, e sim as leis migratórias cubanas, que estipulam que toda pessoa que passa onze meses no exterior perde seu status de residente permanente. Em outras condições eu poderia permanecer dois anos no exterior e, com o dinheiro ganho, voltar a Cuba para reformar a casa e fazer outras coisas. Então o surpreendente não é o fato de eu decidir voltar a Cuba, e sim as leis migratórias cubanas.

    O mais surpreendente é que, tendo a possibilidade de viver em um dos países mais ricos do mundo, a senhora tenha decidido voltar a seu país, que descreve de modo apocalíptico, apenas dois anos depois de sua saída.

    As razões são várias. Primeiro, não pude ir embora com minha família. Somos uma pequena família, mas minha irmã, meus pais e eu somos muito unidos. Meu pai ficou doente em minha ausência e tive medo de que ele morresse sem que eu pudesse vê-lo. Também me sentia culpada por viver melhor do que eles. A cada vez que comprava um par de sapatos, que me conectava à internet, pensava neles. Sentia-me culpada.

    Certo, mas, da Suíça, a senhora podia ajudá-los enviando dinheiro.

    É verdade, mas há outro motivo. Pensei que, com o que havia aprendido na Suíça, poderia mudar as coisas voltando a Cuba. Há também a saudade das pessoas, dos amigos. Não foi uma decisão pensada, mas não me arrependo. Tinha vontade de voltar e voltei. É verdade que isso pode parecer pouco comum, mas gosto de fazer coisas incomuns. Criei um blog e as pessoas me perguntaram por que eu fiz isso, mas o blog me satisfaz profissionalmente.

    Entendo. No entanto, apesar de todas essas razões, é difícil entender o motivo de seu regresso a Cuba quando no Ocidente se acredita que todos os cubanos querem abandonar o país. É ainda mais surpreendente em seu caso, pois a senhora apresenta seu país, repito, de modo apocalíptico.

    Como filóloga, eu discutiria a palavra, pois "apocalíptico" é um termo grandiloquente. Há um aspecto que caracteriza meu blog: a moderação verbal.

    Não é sempre assim. A senhora, por exemplo, descreve Cuba como "uma imensa prisão, com muros ideológicos". Os termos são bastantes fortes. ?Nunca escrevi isso.

    São as palavras de uma entrevista concedida ao canal francês France 24 em 22 de outubro de 2009.

    O senhor leu isso em francês ou em espanhol?

    Em francês. ?Desconfie das traduções, pois eu nunca disse isso. Com frequência me atribuem coisas que eu não disse. Por exemplo, o jornal espanhol ABC me atribuiu palavras que eu nunca havia pronunciado, e protestei. O artigo foi finalmente retirado do site na internet.

    Quais eram essas palavras?

    "Nos hospitais cubanos, morre mais gente de fome do que de enfermidades." Era uma mentira total. Eu jamais havia dito isso.

    Então a imprensa ocidental manipulou o que a senhora disse?

    Eu não diria isso.

    Se lhe atribuem palavras que a senhora não pronunciou, trata-se de manipulação.

    O Granma manipula a realidade mais do que a imprensa ocidental ao afirmar que sou uma criação do grupo midiático Prisa.

    Justamente, a senhora não tem a impressão de que a imprensa ocidental a usa porque a senhora preconiza um "capitalismo sui generis" em Cuba?

    Não sou responsável pelo que a imprensa faz. Meu blog é uma terapia pessoal, um exorcismo. Tenho a impressão de que sou mais manipulada em meu próprio país do que em outra parte. O senhor sabe que existe uma lei em Cuba, a lei 88, chamada lei da "mordaça", que põe na cadeia as pessoas que fazem o que estamos fazendo.

    O que isso quer dizer?

    Que nossa conversa pode ser considerada um delito, que pode ser punido com uma pena de até 15 anos de prisão.

    Perdoe-me, o fato de eu entrevistá-la pode levá-la para a cadeia?

    É claro!

    Não tenho a impressão de que isso a preocupe muito, pois a senhora está me concedendo uma entrevista em plena tarde, no saguão de um hotel no centro de Havana Velha.

    Não estou preocupada. Esta lei estipula que toda pessoa que denuncie as violações dos direitos humanos em Cuba colabora com as sanções econômicas, pois Washington justifica a imposição das sanções contra Cuba pela violação dos direitos humanos.

    Se não me engano, a lei 88 foi aprovada em 1996 para responder à Lei-Helms Burton e sanciona sobretudo as pessoas que colaboram com a aplicação desta legislação em Cuba, por exemplo fornecendo informações a Washington sobre os investidores estrangeiros no país, para que estes sejam perseguidos pelos tribunais norte-americanos. Que eu saiba, ninguém até agora foi condenado por isso. Falemos de liberdade de expressão. A senhora goza de certa liberdade de tom em seu blog. Está sendo entrevistada em plena tarde em um hotel. Não vê uma contradição entre o fato de afirmar que não há nenhuma liberdade de expressão em Cuba e a realidade de seus escritos e suas atividades, que provam o contrário?

    Sim, mas o blog não pode ser acessado de Cuba, porque está bloqueado.

    Posso lhe assegurar que o consultei esta manhã antes da entrevista, no hotel.

    É possível, mas ele permanece bloqueado a maior parte do tempo. De todo modo, hoje em dia, mesmo sendo uma pessoa moderada, não posso ter nenhum espaço na imprensa cubana, nem no rádio, nem na televisão.

    Mas pode publicar o que tem vontade em seu blog.

    Mas não posso publicar uma única palavra na imprensa cubana.

    Na França, que é uma democracia, amplos setores da população não têm nenhum espaço nos meios, já que a maioria pertence a grupos econômicos e financeiros privados.

    Sim, mas é diferente.

    A senhora recebeu ameaças por suas atividades? Alguma vez a ameaçaram com uma pena de prisão pelo que escreve?

    Ameaças diretas de pena de prisão, não, mas não me deixam viajar ao exterior. Fui convidada há pouco para um Congresso sobre a língua espanhola no Chile, fiz todos os trâmites, mas não me deixam sair.

    Deram-lhe alguma explicação?

    Nenhuma, mas quero dizer uma coisa. Para mim, as sanções dos Estados Unidos contra Cuba são uma atrocidade. Trata-se de uma política que fracassou. Afirmei isso muitas vezes, mas não se publica, pois é incômodo o fato de eu ter esta opinião que rompe com o arquétipo do opositor.



    Blogueira dissidente afirma ser contra embargo a Cuba e tenta explicar proximidade com Obama

    Na terceira e última parte da entrevista feita pelo jornalista francês Salim Lamrani com a blogueira Yoani Sánchez, a entrevistada fala de sua relação com o presidente Barack Obama, que recentemente respondeu - por "sorte" - a perguntas da cubana, da insistência de Washington em manter o embargo econômico contra Cuba e do sucesso de seu blog, Generación Y. " Meu blog tem 10 milhões de visitas por mês. É um furacão", disse.


    Então a senhora se opõe às sanções econômicas.

    Absolutamente, e digo isso em todas as entrevistas. Há algumas semanas, enviei uma carta ao Senado dos EUA pedindo que os cidadãos norte-americanos tivessem permissão para viajar a Cuba. É uma atrocidade impedir que os cidadãos norte-americanos viajem a Cuba, do mesmo modo que o governo cubano me impede de sair de meu país.

    O que acha das esperanças suscitadas pela eleição de Obama, que prometeu uma mudança na política para Cuba, mas decepcionou muita gente?

    Ele chegou ao poder sem o apoio do lobby fundamentalista de Miami, que defendeu o outro candidato. De minha parte, já me pronunciei contra as sanções.

    Este lobby fundamentalista é contra a suspensão das sanções econômicas.

    O senhor pode discutir com eles e lhes expor meus argumentos, mas eu não diria que são inimigos da pátria. Não penso assim.


    Uma parte deles participou da invasão de seu próprio país em 1961, sob as ordens da CIA. Vários estão envolvidos em atos de terrorismo contra Cuba.

    Os cubanos no exílio têm o direito de pensar e decidir. Sou a favor de que eles tenham direito ao voto. Aqui, estigmatizou-se muito o exílio cubano.

    O exílio "histórico" ou os que emigraram depois, por razões econômicas?

    Na verdade, oponho-me a todos os extremos. Mas essas pessoas que defendem as sanções econômicas não são anticubanas. Considere que elas defendem Cuba segundo seus próprios critérios.

    Talvez, mas as sanções econômicas afetam os setores mais vulneráveis da população cubana, e não os dirigentes.

    Por isso é difícil ser a favor das sanções e, ao mesmo tempo, querer defender o bem-estar dos cubanos. ?É a opinião deles. É assim.

    Eles não são ingênuos. Sabem que os cubanos sofrem com as sanções.

    São simplesmente diferentes. Acreditam que poderão mudar o regime impondo sanções. Em todo caso, creio que o bloqueio tem sido o argumento perfeito para o governo cubano manter a intolerância, o controle e a repressão interna.

    As sanções econômicas têm efeitos. Ou a senhora acha que são apenas uma desculpa para Havana?

    São uma desculpa que leva à repressão.

    Afetam o país de um ponto de vista econômico, para a senhora? Ou é apenas um efeito marginal?

    O verdadeiro problema é a falta de produtividade em Cuba. Se amanhã suspendessem as sanções, duvido muito que víssemos os efeitos.

    Neste caso, por que os EUA não suspendem as sanções, tirando assim a desculpa do governo? Assim perceberíamos que as dificuldades econômicas devem-se apenas às políticas internas. Se Washington insiste tanto nas sanções apesar de seu caráter anacrônico, apesar da oposição da imensa maioria da comunidade internacional, 187 países em 2009, apesar da oposição de uma maioria da opinião pública dos EUA, apesar da oposição do mundo dos negócios, deve ser por algum motivo, não?

    Simplesmente porque Obama não é o ditador dos EUA e não pode eliminar as sanções.

    SL - Ele não pode eliminá-las totalmente porque não há um acordo no Congresso, mas pode aliviá-las consideravelmente, o que não fez até agora, já que, salvo a eliminação das sanções impostas por Bush em 2004, quase nada mudou.

    Não, não é verdade, pois ele também permitiu que as empresas de telecomunicações norte-americanas fizessem transações com Cuba.

    A senhora terá de admitir que é bem pouco quando se sabe que Obama prometeu um novo enfoque para Cuba. Voltemos a seu caso pessoal. Como explica esta avalanche de prêmios, assim como seu sucesso internacional?

    Não tenho muito a dizer, a não ser expressar minha gratidão. Todo prêmio implica uma dose de subjetividade por parte do jurado. Todo prêmio é discutível. Por exemplo, muitos escritores latino-americanos mereciam o Prêmio Nobel de Literatura mais que Gabriel García Márquez.

    A senhora afirma isso porque acredita que ele não tem tanto talento ou por sua posição favorável à Revolução cubana? A senhora não nega seu talento de escritor, ou nega?

    É minha opinião, mas não direi que ele obteve o prêmio por esse motivo nem vou acusá-lo de ser um agente do governo sueco.

    Ele obteve o prêmio por sua obra literária, enquanto a senhora foi recompensada por suas posições políticas contra o governo. É a impressão que temos. ?Falemos do prêmio Ortega y Gasset, do jornal El País, que suscita mais polêmica.

    Venci na categoria "Internet". Alguns dizem que outros jornalistas não conseguiram, mas sou uma blogueira e sou pioneira neste campo. Considero-me uma personagem da internet. O júri do prêmio Ortega y Gasset é formado por personalidades extremamente prestigiadas e eu não diria que elas se prestaram a uma conspiração contra Cuba.

    A senhora não pode negar que o jornal espanhol El País tem uma linha editorial totalmente hostil a Cuba. E alguns acham que o prêmio, de 15 mil euros foi uma forma de recompensar seus escritos contra o governo.

    As pessoas pensam o que querem. Acredito que meu trabalho foi recompensado. Meu blog tem 10 milhões de visitas por mês. É um furacão.

    Como a senhora faz para pagar os gastos com a administração de semelhante tráfego?

    Um amigo na Alemanha se encarregava disso, pois o site estava hospedado na Alemanha. Há mais de um ano está hospedado na Espanha, e consegui 18 meses gratuitos graças ao prêmio The Bob's.

    E a tradução para 18 línguas?

    São amigos e admiradores que o fazem voluntária e gratuitamente.

    Muitas pessoas acham difícil acreditar nisso, pois nenhum outro site do mundo, nem mesmo os das mais importantes instituições internacionais, como as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OCDE, a União Europeia, dispõe de tantas versões de idioma. Nem o site do Departamento de Estado dos EUA, nem o da CIA contam com semelhante variedade.

    Digo-lhe a verdade.

    O presidente Obama inclusive respondeu a uma entrevista que a senhora fez. Como explica isso?

    Em primeiro lugar, quero dizer que não eram perguntas complacentes.

    Tampouco podemos afirmar que a senhora foi crítica, já que não pediu que ele suspendesse as sanções econômicas, sobre as quais a senhora diz que "são usadas como justificativa tanto para o descalabro produtivo quanto para reprimir os que pensam diferente". É exatamente o que diz Washington sobre o tema. O momento de maior atrevimento foi quando a senhora perguntou se ele pensava em invadir Cuba. Como a senhora explica que o presidente Obama tenha dedicado tempo a lhe responder apesar de sua agenda extremamente carregada, com uma crise econômica sem precedentes, a reforma do sistema de saúde, o Iraque, o Afeganistão, as bases militares na Colômbia, o golpe de Estado em Honduras e centenas de pedidos de entrevista dos mais importantes meios do mundo à espera?

    Tenho sorte. Quero lhe dizer que também enviei perguntas ao presidente Raúl Castro e ele não me respondeu. Não perco a esperança. Além disso, ele agora tem a vantagem de contar com as respostas de Obama.

    Como a senhora chegou até Obama?

    Transmiti as perguntas a várias pessoas que vinham me visitar e poderiam ter um contato com ele.

    Em sua opinião, Obama respondeu porque a senhora é uma blogueira cubana ou porque se opõe ao governo?

    Não creio. Obama respondeu porque fala com os cidadãos.

    Ele recebe milhões de solicitações a cada dia. Por que lhe respondeu, se a senhora é uma simples blogueira?

    Obama é próximo de minha geração, de meu modo de pensar.

    Mas por que a senhora? Existem milhões de blogueiros no mundo. Não acha que foi usada na guerra midiática de Washington contra Havana?

    Em minha opinião, ele talvez quisesse responder a alguns pontos, como a invasão de Cuba. Talvez eu tenha lhe dado a oportunidade de se manifestar sobre um tema que ele queria abordar havia muito tempo.

    A propaganda política nos fala constantemente de uma possível invasão de Cuba.

    Mas ocorreu uma, não? ?Quando?

    Em 1961. E, em 2003, Roger Noriega, subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, disse que qualquer onda migratória cubana em direção aos EUA seria considerada uma ameaça à segurança nacional e exigiria uma resposta militar.

    É outro assunto. Voltando ao tema da entrevista, creio que ela permitiu esclarecer alguns pontos. Tenho a impressão de que há uma intenção de ambos os lados de não normalizar as relações, de não se entender. Perguntei-lhe quando encontraríamos uma solução.

    A seu ver, quem é responsável por este conflito entre os dois países?

    É difícil apontar um culpado.

    Neste caso específico, são os EUA que impõem sanções unilaterais a Cuba, e não o contrário.

    Sim, mas Cuba confiscou propriedades dos EUA.

    Tenho a impressão de que a senhora faz o papel de advogada de Washington.

    Os confiscos ocorreram.

    É verdade, mas foram realizados conforme o direito internacional. Cuba também confiscou propriedades da França, Espanha, Itália, Bélgica, Reino Unido, e indenizou estas nações. O único país que recusou as indenizações foram os EUA.

    Cuba também permitiu a instalação de bases militares em seu território e de mísseis de um império distante...

    ...Como os EUA instalaram bases nucleares contra a URSS na Itália e na Turquia.

    Os mísseis nucleares podiam alcançar os EUA.

    Assim como os mísseis nucleares norte-americanos podiam alcançar Cuba ou a URSS.

    É verdade, mas creio que houve uma escalada no confronto por parte de ambos os países.



    Os cinco presos políticos cubanos e a dissidência

    Abordemos outro tema. Fala-se muito dos cinco presos políticos cubanos nos EUA, condenados à prisão perpétua por infiltrar grupelhos de extrema direita na Flórida envolvidos no terrorismo contra Cuba.

    Não é um tema que interesse à população. É propaganda política.

    Mas qual é seu ponto de vista a respeito?

    Tentarei ser o mais neutra possível. São agentes do Ministério do Interior que se infiltraram nos EUA para coletar informações. O governo de Cuba disse que eles não desempenhavam atividades de espionagem, mas sim que haviam infiltrado grupos cubanos para evitar atos terroristas. Mas o governo cubano sempre afirmou que esses grupos estavam ligados a Washington.


    Então os grupos radicais de exilados têm laços com o governo dos EUA.

    É o que diz a propaganda política.

    Então não é verdade.

    Se é verdade, significa que os cinco realizavam atividades de espionagem.

    Neste caso, os EUA têm de reconhecer que os grupos violentos fazem parte do governo.

    É verdade.

    A senhora acha que os Cinco devem ser libertados ou merecem a punição?

    Creio que valeria a pena revisar os casos, mas em um contexto político mais apaziguado. Não acho que o uso político deste caso seja bom para eles. O governo cubano midiatiza demais este assunto.

    Talvez por ser um assunto totalmente censurado pela imprensa ocidental.

    Creio que seria bom salvar essas pessoas, que são seres humanos, têm uma família, filhos. Por outro lado, contudo, também há vítimas.

    Mas os cinco não cometeram crimes.

    Não, mas forneceram informações que causaram a morte de várias pessoas.

    A senhora se refere aos acontecimentos de 24 de fevereiro de 1996, quando dois aviões da organização radical Brothers to the Rescue foram derrubados depois de violar várias vezes o espaço aéreo cubano e lançar convocações à rebelião.

    Sim.

    No entanto, o promotor reconheceu que era impossível provar a culpa de Gerardo Hernández neste caso.

    É verdade. Penso que, quando a política se intromete em assuntos de justiça, chegamos a isso.

    A senhora acha que se trata de um caso político?

    Para o governo cubano, é um caso político.

    E para os EUA?

    Penso que existe uma separação dos poderes no país, mas é possível que o ambiente político tenha influenciado os juízes e jurados. Não creio, no entanto, que se trate de um caso político dirigido por Washington. É difícil ter uma imagem clara deste caso, pois jamais obtivemos uma informação completa a respeito. Mas a prioridade para os cubanos é a libertação dos presos políticos.

    O financiamiento dos dissidentes cubanos pelos Estados Unidos

    Wayne S. Smith, último embaixador dos EUA em Cuba, declarou que era "ilegal e imprudente enviar dinheiro aos dissidentes cubanos". Acrescentou que "ninguém deveria dar dinheiro aos dissidentes, muito menos com o objetivo de derrubar o governo cubano". Ele explica: "Quando os EUA declaram que seu objetivo é derrubar o governo cubano e depois afirmam que um dos meios para conseguir isso é oferecer fundos aos dissidentes cubanos, estes se encontram de fato na posição de agentes pagos por uma potência estrangeira para derrubar seu próprio governo". ?Creio que o financiamento da oposição pelos EUA tem sido apresentado como uma realidade, o que não é o caso.

    Conheço vários membros do grupo dos 75 dissidentes presos em 2003 e duvido muito dessa versão. Não tenho provas de que os 75 tenham sido presos por isso. Não acredito nas provas apresentadas nos tribunais cubanos.

    Não creio que seja possível ignorar esta realidade.

    Por quê?

    O próprio governo dos EUA afirma que financia a oposição interna desde 1959. Basta consultar, além dos arquivos liberados ao público, a seção 1.705 da lei Torricelli, de 1992, a seção 109 da lei Helms-Burton, de 1996, e os dois informes da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre, de maio de 2004 e julho de 2006. Todos esses documentos revelam que o presidente dos EUA financia a oposição interna em Cuba com o objetivo de derrubar o governo de Havana.

    Não sei, mas...

    Se me permite, vou citar as leis em questão. A seção 1.705 da lei Torricelli estipula que "os EUA proporcionarão assistência às organizações não-governamentais adequadas para apoiar indivíduos e organizações que promovem uma mudança democrática não violenta em Cuba."

    A seção 109 da lei Helms-Burton também é muito clara: "O presidente [dos Estados Unidos] está autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para unir os esforços a fim de construir uma democracia em Cuba".

    O primeiro informe da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre prevê a elaboração de um "sólido programa de apoio que favoreça a sociedade civil cubana". Entre as medidas previstas há um financiamento de 36 milhões de dólares para o "apoio à oposição democrática e ao fortalecimento da sociedade civil emergente".

    O segundo informe da Comissão de Assistência para uma Cuba Livre prevê um orçamento de 31 milhões de dólares para financiar ainda mais a oposição interna. Além disso, está previsto para os anos seguintes um financiamento anual de pelo menos 20 milhões de dólares, com o mesmo objetivo, "até que a ditadura deixe de existir".

    Quem lhe disse que esse dinheiro chegou às mãos dos dissidentes?

    A Seção de Interesses Norte-americanos afirmou em um comunicado: "A política norte-americana, faz muito tempo, é proporcionar assistência humanitária ao povo cubano, especificamente a famílias de presos políticos. Também permitimos que as organizações privadas o façam."

    Bem...

    Inclusive a Anistia Internacional, que lembra a existência de 58 presos políticos em Cuba, reconhece que eles estão detidos "por ter recebido fundos ou materiais do governo norte-americano para realizar atividades que as autoridades consideram subversivas e prejudiciais para Cuba".

    Não sei se...

    Por outro lado, os próprios dissidentes admitem receber dinheiro dos EUA. Laura Pollán, das Damas de Branco, declarou: "Aceitamos a ajuda, o apoio, da ultradireita à esquerda, sem condições". O opositor Vladimiro Roca também confessou que a dissidência cubana é subvencionada por Washington, alegando que a ajuda financeira recebida era "total e completamente lícita". Para o dissidente René Gómez, o apoio econômico por parte dos EUA "não é algo a esconder ou de que precisemos nos envergonhar".

    Inclusive a imprensa ocidental reconhece. A agência France Presse informa que "os dissidentes, por sua parte, reivindicaram e assumiram essas ajudas econômicas". A agência espanhola Efe menciona os "opositores financiados pelos EUA". Quanto à agência de notícias britânica Reuters, "o governo norte-americano fornece abertamente um apoio financeiro federal às atividades dos dissidentes, o que Cuba considera um ato ilegal".

    E eu poderia multiplicar os exemplos. ?Tudo isso é culpa do governo cubano, que impede a prosperidade econômica de seus cidadãos, que impõe um racionamento à população. É preciso fazer fila para conseguir produtos. É necessário julgar antes o governo cubano, que levou milhares de pessoas a aceitar a ajuda estrangeira.


    O problema é que os dissidentes cometem um delito que a lei cubana e todos os códigos penais do mundo sancionam severamente. Ser financiado por uma potência estrangeira é um grave delito na França e no restante do mundo.

    Podemos admitir que o financiamento de uma oposição é uma prova de ingerência, mas...

    Mas, neste caso, as pessoas que a senhora qualifica de presos políticos não são presos políticos, pois cometeram um delito ao aceitar dinheiro dos EUA, e a justiça cubana as condenou com base nisso.

    Creio que este governo se intrometeu muitas vezes nos assuntos internos de outros países, financiando movimentos rebeldes e a guerrilha. Interveio em Angola e...

    Sim, mas se tratava de ajudar os movimentos independentistas contra o colonialismo português e o regime segregacionista da África do Sul. Quando a África do Sul invadiu a Namíbia, Cuba interveio para defender a independência deste país. Nelson Mandela agradeceu publicamente a Cuba e esta foi a razão pela qual fez sua primeira viagem a Havana, e não a Washington ou Paris.

    Mas muitos cubanos morreram por isso, longe de sua terra.

    Sim, mas foi por uma causa nobre, seja em Angola, no Congo ou na Namíbia. A batalha de Cuito Cuanavale, em 1988, permitiu que se pusesse fim ao apartheid na África do Sul. É o que diz Mandela! Não se sente orgulhosa disso?

    Concordo, mas, no fim das contas, incomoda-me mais a ingerência de meu país no exterior. O que faz falta é despenalizar a prosperidade.

    Inclusive o fato de se receber dinheiro de uma potência estrangeira?

    As pessoas têm de ser economicamente autônomas.

    Se entendo bem, a senhora preconiza a privatização de certos setores da economia.

    Não gosto do termo "privatizar", pois tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.

    É uma questão semântica, então. Quais são, para a senhora, as conquistas sociais deste país?

    Cada conquista teve um custo enorme. Todas as coisas que podem parecer positivas tiveram um custo em termos de liberdade. Meu filho recebe uma educação muito doutrinária e contam-lhe uma história de Cuba que em nada corresponde à realidade. Preferiria uma educação menos ideológica para meu filho. Por outro lado, ninguém quer ser professor neste país, pois os salários são muito baixos.

    Concordo, mas isso não impede que Cuba seja o país com o maior número de professores por habitante do mundo, com salas de 20 alunos no máximo, o que não ocorre na França, por exemplo.

    Sim, mas houve um custo, e por isso a educação e a saúde não são verdadeiras conquistas para mim.

    Não podemos negar algo reconhecido por todas as instituições internacionais. Em relação à educação, o índice de analfabetismo é de 11,7% na América Latina e 0,2% em Cuba. O índice de escolaridade no ensino primário é de 92% na América Latina e 100% em Cuba, e no ensino secundário é de 52% e 99,7%, respectivamente. São cifras do Departamento de Educação da Unesco.

    Certo, mas, em 1959, embora Cuba vivesse em condições difíceis, a situação não era tão ruim. Havia uma vida intelectual florescente, um pensamento político vivo. Na verdade, a maioria das supostas conquistas atuais, apresentadas como resultados do sistema, eram inerentes a nossa idiossincrasia. Essas conquistas existiam antes.

    Não é verdade. Vou citar uma fonte acima de qualquer suspeita: um informe do Banco Mundial. É uma citação bastante longa, mas vale a pena. "Cuba é internacionalmente reconhecida por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maior parte dos países em desenvolvimento e, em certos setores, comparável ao dos países desenvolvidos. Desde a Revolução cubana de 1959 e do estabelecimento de um governo comunista com partido único, o país criou um sistema de serviços sociais que garante o acesso universal à educação e à saúde, proporcionado pelo Estado. Este modelo permitiu que Cuba alcançasse uma alfabetização universal, a erradicação de certas enfermidades, o acesso geral à água potável e a salubridade pública de base, uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas da região e uma das maiores expectativas de vida. Uma revisão dos indicadores sociais de Cuba revela uma melhora quase contínua desde 1960 até 1980. Vários índices importantes, como a expectativa de vida e a taxa de mortalidade infantil, continuaram melhorando durante a crise econômica do país nos anos 90... Atualmente, o serviço social de Cuba é um dos melhores do mundo em desenvolvimento, como documentam numerosas fontes internacionais, entre elas a Organização Mundial de Saúde, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e outras agências da ONU, e o Banco Mundial. Segundo os índices de desenvolvimento do mundo em 2002, Cuba supera amplamente a América Latina e o Caribe e outros países com renda média nos mais importantes indicadores de educação, saúde e salubridade pública."

    Além disso, os números comprovam. Em 1959, a taxa de mortalidade infantil era de 60 por mil. Em 2009, era de 4,8. Trata-se da taxa mais baixa do continente americano do Terceiro Mundo; inclusive mais baixa que a dos EUA.

    Bom, mas...

    A expectativa de vida era de 58 anos antes da Revolução. Agora é de quase 80 anos, similar à de muitos países desenvolvidos. Cuba tem hoje 67 mil médicos frente aos seis mil de 1959. Segundo o diário ingles The Guardian, Cuba tem duas vezes mais médicos que a Inglaterra para uma população quatro vezes menor.

    Certo, mas, em termos de liberdade de expressão, houve um recuo em relação ao governo de Batista. O regime era uma ditadura, mas havia uma liberdade de imprensa plural e aberta, programas de rádio de todas as tendências políticas.

    Não é verdade. A censura da imprensa também existia. Entre dezembro de 1956 e janeiro de 1959, durante a guerra contra o regime de Batista, a censura foi imposta em 630 de 759 dias. E aos opositores reservava-se um triste destino.

    É verdade que havia censura, intimidações e mortos ao final.

    Então a senhora não pode dizer que a situação era melhor com Batista, já que os opositores eram assassinados.

    Já não é o caso hoje.

    A senhora acha que a data de 1º de janeiro é uma tragédia para a história de Cuba?

    Não, de modo algum. Foi um processo que motivou muita esperança, mas traiu a maioria dos cubanos. Fui um momento luminosos para boa parte da população, mas puseram fim a uma ditadura e instauraram outra. Mas não sou tão negativa como alguns.


    Luis Posada Carriles, a lei de Ajuste Cubano e a emigração

    O que acha de Luis Posada Carriles, ex-agente da CIA responsável por numerosos crimes em Cuba e a quem os EUA recusam-se a julgar?

    É um tema político que não interessa às pessoas. É uma cortina de fumaça.

    Interessa, pelo menos, aos parentes das vítimas. Qual é seu ponto de vista a respeito?

    Não gosto de ações violentas.

    Condena seus atos terroristas?

    Condeno todo ato de terrorismo, inclusive os cometidos atualmente no Iraque por uma suposta resistência iraquiana que mata os iraquianos.

    Quem mata os iraquianos? Os ataques da resistência ou os bombardeios dos EUA?

    Não sei.

    Uma palavra sobre a lei de Ajuste Cubano, que determina que todo cubano que emigra legal o ilegalmente para os EUA obtém automaticamente o status de residente permanente.

    É uma vantagem que os demais países não têm. Mas o fato de os cubanos emigrarem para os EUA deve-se à situação difícil aqui.

    Além disso, os EUA são o país mais rico do mundo. Muitos europeus também emigram para lá. A senhora reconhece que a lei de Ajuste Cubano é uma formidável ferramenta de incitação à emigração legal e ilegal?

    É, efetivamente, um fator de incitação.

    A senhora não vê isso como uma ferramenta para desestabilizar a sociedade e o governo? ?Neste caso, também podemos dizer que a concessão da cidadania espanhola aos descendentes de espanhóis nascidos em Cuba é um fator de desestabilização.

    Não tem nada a ver, pois existem razões históricas e, além disso, a Espanha aplica esta lei a todos os países da América Latina e não só a Cuba, enquanto a lei de Ajuste Cubano é única no mundo. ?Mas existem fortes relações. Joga-se beisebol em Cuba como nos EUA.

    Na República Dominicana também, mas não existe uma lei de ajuste dominicano. ?Existe, no entanto, uma tradição de aproximação.

    Então por que esta lei não foi aprovada antes da Revolução? ?Por que os cubanos não queriam deixar seu país. Na época, Cuba era um país de imigração, não de emigração.

    É absolutamente falso, já que, nos anos 1950, Cuba ocupava o segundo lugar entre os países americanos em termos de emigração rumo aos EUA, atrás apenas do México. Cuba enviava mais emigrantes aos EUA do que toda a América Central e toda a América do Sul juntas, enquanto hoje ocupa apenas o décimo luigar, apesar da lei de Ajuste Cubano e das sanções econômicas.

    Talvez, mas não havia essa obsessão de abandonar o país. ??Os números mostram o contrário.

    Atualmente, repito, Cuba ocupa apenas o décimo lugar no continente americano em termos de emigração aos EUA. Então a obsessão de que a senhora me fala é mais forte em nove países do continente, pelo menos.

    Sim, mas na época os cubanos iam e vinham.

    É a mesma coisa hoje, já que a cada ano os cubanos do exterior voltam nas férias. Além disso, antes de 2004 e das restrições impostas pelo presidente Bush limitando as viagens dos cubanos dos EUA a 14 dias a cada três anos, os cubanos constituíam a minoria dos EUA que viajava com mais frequência a seu país de origem, muito mais que os mexicanos, por exemplo, o que demonstra que os cubanos dos EUA são, na imensa maioria, emigrados econômicos e não exilados políticos, já que voltam a seu país em visita, algo que um exilado político não faria.

    Sim, mas pergunte-lhes se querem voltar a viver aqui.

    Mas é o que a senhora fez, não? Além disso, em seu blog, a senhora escreveu em julho de 2007 que seu caso não era isolado. Cito: "Há três anos [...] em Zurique, decidir voltar e permanecer em meu país. Meus amigos acharam que era uma piada, minha mãe negou-se a aceitar que sua filha já não vivia na Suíça do leite e do chocolate". Em 12 de agosto de 2004, a senhora se apresentou no escritório de imigração provincial de Havana para explicar seu caso. A senhora escreveu: "Tremenda surpresa quando me disseram para procurar o último da fila dos 'que regressam'. [...] E logo encontrei outros 'loucos' como eu, cada um com sua cruel história de retorno". Então existe esse fenômeno de regresso ao país.

    Sim, mas é gente que regressa por razões pessoais. Há alguns que têm dívidas no exterior, outros que não suportam a vida lá fora. Enfim, uma multidão de razões.

    Então, apesar das dificuldades e das vicissitudes cotidianas, a vida não é tão terrível aqui, já que alguns regressam. A senhora acha que os cubanos têm uma visão idílica demais da vida no exterior?

    Isto se deve à propaganda do regime, que apresenta de uma maneira negativa demais a vida lá fora, com um resultado oposto para as pessoas, que idealizam demais o modo de vida ocidental. O problema é que, em Cuba, a emigração de mais de onze meses é definitiva. As pessoas não podem viver dois anos fora, voltar por um tempo e ir embora de novo etc.

    Então, se compreendo bem, o problema em Cuba é mais de ordem econômica, já que as pessoas querem abandonar o país só para melhorar seu nível de vida.

    Muitos gostariam de viajar ao exterior e poder voltar logo, mas as leis migratórias não permitem. Tenho certeza de que, se fosse possível, muita gente emigraria por dois anos e voltaria logo para ir embora de novo e regressar, etc.

    Em seu blog, houve comentários interessantes a respeito. Vários emigrados falaram de suas desilusões com o modo de vida ocidental.

    É muito humano. Você se apaixona por uma mulher e, três meses depois, perde suas ilusões. Compra um par de sapatos e, depois de dois dias, não gosta deles. As desilusões são parte da condição humana. O pior é que as pessoas não podem voltar.

    Mas as pessoas voltam.

    Sim, mas só de férias.

    Mas têm o direito de ficar todo o tempo que quiserem, vários anos inclusive, salvo o fato de perderem algumas vantagens vinculadas à condição de residente permanente, como os cupons de racionamento, a prioridade para a moradia etc.

    Sim, mas as pessoas não podem ficar aqui por vários meses, pois têm sua vida lá fora, seu trabalho etc.

    Isso é outra coisa, e é igual para todos os emigrados do mundo inteiro. Em todo caso, as pessoas podem perfeitamente voltar a Cuba quando quiserem e permanecer no país o tempo que quiserem. O único problema é que, se ficam mais de onze meses fora do país, perdem algumas vantagens. Por outro lado, custa-me compreender por que, se a realidade é tão terrível aqui, alguém que tem a oportunidade de viver fora, em um país desenvolvido, desejaria voltar para viver novamente em Cuba.

    Por múltiplas razões, por seus laços familiares etc.

    Então a realidade não é tão dramática.

    Não diria isso, mas alguns têm melhores condições de vida que outros.

    Quais são, para a senhora, os objetivos do governo dos EUA em relação a Cuba?

    Os EUA querem uma mudança de governo em Cuba, mas isso é o que quero também.

    Então a senhora compartilha um objetivo com os EUA.

    Como muitos cubanos.

    Não estou convencido disso. Mas por quê? Porque é uma ditadura? O que Washington quer de Cuba?

    Creio que se trata de um questão geopolítica. Há também a vontade dos exilados cubanos, que são levados em conta, e querem uma nova Cuba, o bem-estar dos cubanos.

    Com a imposição de sanções econômicas?

    Tudo depende de quem é a referência. Quanto aos EUA, creio que querem impedir a explosão da bomba migratória.

    Ah, é? Com a lei de Ajuste Cubano, que incita os cubanos a abandonar o país? Não é sério. Por que não anulam essa lei, então?

    Creio que o verdadeiro objetivo dos EUA é acabar com o governo de Cuba para dispor de um espaço mais estável. Muito se fala de Davi contra Golias para descrever o conflito. Mas o único Golias, para mim, é o governo cubano, que impõe um controle, a ilegalidade, os baixos salários, a repressão, as limitações.

    A senhora não acha que a hostilidade dos EUA contribuiu para isso?

    Não apenas acho que contribuiu, mas também que se transformou no principal argumento para se afirmar que vivemos em uma fortaleza assediada e que toda dissidência é traição. Acredito que, na verdade, o governo cubano teme que este confronto desapareça. O governo cubano quer a manutenção das sanções econômicas.

    Verdade? Porque é exatamente o que diz Washington, de um modo um pouco contraditório, pois, se fosse o caso, deveria suspender as sanções e assim deixar o governo cubano diante de suas próprias responsabilidades. Já não existiria a desculpa das sanções para justificar os problemas de Cuba.

    Cada vez que os EUA tentaram melhorar a situação, o governo cubano teve uma atitude contraproducente.

    Em que momento os EUA tentaram melhorar a situação? Desde 1960 só se reforçaram as sanções, à exceção da era Carter. Por isso é difícil manter esse discurso. Em 1992, os EUA votaram a lei Torricelli, com caráter extraterritorial; em 1996, a lei Helms-Burton, extraterritorial e retroativa; em 2004, Bush adotou novas sanções, e as ampliou em 2006. Não podemos dizer que os Estados Unidos tentaram melhorar a situação. Os fatos provam o contrário. Além disso, se as sanções são favoráveis ao governo cubano e servem apenas de desculpa, por que não eliminá-las? Não são os dirigentes que sofrem com as sanções, e sim o povo.

    Obama deu um passo nesse sentido - insuficiente, talvez, mas interessante.

    Ele apenas eliminou as restrições que Bush impôs aos cubanos e lhes impedia de viajar a seu país por mais de 14 dias a cada três anos, na melhor das hipóteses, e contanto que tivessem um membro direto de sua família em Cuba. Bush inclusive redefiniu o conceito de família. Um cubano da Flórida com apenas um tio em Cuba não podia viajar a seu país, porque o tio não era considerado membro "direto" da família. Obama não eliminou todas as sanções impostas por Bush, e nem sequer voltamos à situação que havia com Clinton.

    Creio que as duas partes deveriam, sobretudo, baixar o tom, e Obama o fez. Mas Obama não pode eliminar as sanções, pois falta um acordo no Congresso.

    Mas pode aliviá-las consideravelmente assinando simples ordens executivas, o que por enquanto ele se recusa a fazer. Está ocupado com outros temas, como o desemprego e a reforma da saúde.

    No entanto, teve tempo de responder à sua entrevista.

    Sou uma pessoa de sorte.

    A posição do governo cubano é a seguinte: não temos de dar nenhum passo em direção aos EUA, pois não impomos sanções aos EUA.

    Sim, e o governo diz também que os EUA não devem pedir mudanças internas, pois isso é ingerência.

    É o caso, não?

    Então, seu eu pedir uma mudança, também é ingerência?

    Não, porque a senhora é cubana e, por isso, tem direito de decidir o futuro de seu país.

    O problema não é quem pede as mudanças, e sim quais são as mudanças em questão.

    Não estou certo disso, porque, como francês, não gostaria que o governo belga ou o governo alemão se intrometessem nos assuntos internos da França. Como cubana, a senhora aceita que o governo dos EUA lhe diga como deve governar seu país?

    Se o objetivo é agredir o país, é evidentemente inaceitável.

    A senhora considera as sanções econômicas uma agressão?

    Sim, as considero uma agressão que não teve resultados e é uma múmia da guerra fria que não faz nenhum sentido, atinge o povo e tem fortalecido o governo. Mas repito que o governo cubano é responsável por 80% da crise econômica atual, enquanto 20% resultam das sanções.

    Volto a repetir: é exatamente a posição do governo dos EUA, e os números provam o contrário. Se fosse o caso, não creio que 187 países do mundo se preocupassem em votar uma resolução contra as sanções. É a 18ª vez consecutiva que uma imensa maioria dos países da ONU se pronuncia contra esse castigo econômico. Se fosse marginal, não creio que eles se incomodassem.

    Mas não sou uma especialista em economia, é minha impressão pessoal.

    O que a senhora aconselha para Cuba?

    É preciso liberalizar a economia. É claro que isso não pode ser feito de um dia para o outro, pois provocaria uma ruptura e disparidades que afetariam os mais vulneráveis. Mas é preciso fazê-lo gradualmente e o governo cubano tem a possibilidade de fazê-lo.

    Um capitalismo "sui generis", com a senhora diz.

    Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.

    Yoani Sánchez, obrigado por seu tempo e disponibilidade.

    Eu que agradeço.

     

    --

    O jornalista francês Salim Lamrani é professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Sorbonne - Paris IV e na Universidade Paris-Est Marne-la-Vallée. Especialista nas relações entre Cuba e os Estados Unidos, acaba de publicar Cuba: Ce que les médias ne vous diront jamais (Paris, Editions Estrella, 2009). Contato: lamranisalim@yahoo.fr

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  • A proposta reintegracionista actualiza-se conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990

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    260410_reforma1.jpgPGL – Na sessom que tivo lugar no passado sábado, dia 24 de Abril, a Comissom Lingüística da AGAL aprovou introduzir novidades normativas que representam a sua mais notável modificaçom desde que foi formulada há vinte e sete anos, e fizo-o conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

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    Finalizam, desta forma, 9 meses de intenso trabalho para adequar a proposta reintegracionista às principais novidades que introduz o referido acordo. O presidente da Comissom Linguística, Carlos Garrido, lembrou no final da sessom que esta actualizaçom foi um dos compromissos adquiridos quando assumiu a Presidência do órgão.

    Entre as principais mudanças que se produzem cabe mencionar a simplificaçom em numerosas palavras das seqüências consonánticas –cc-, -cç-, -ct-, -pc-, -pç- e –pt- , a supressom de alguns acentos diacríticos, umha sistematizaçom do emprego do traço de uniom nos compostos e a substituiçom de –m por –n em eruditismos graves ou esdrúxulos (p. ex., hífem e plánctom passam, respectivamente, para hífen e pláncton).

    No capítulo das seqüências consonánticas, o aspecto mais destacado da codificaçom da Comissom Lingüística é que, em contraste com as habituais duplicidades existentes em Portugal e no Brasil, no caso galego só se reconhece umha forma para cada palavra, que é com o grupo consonántico conservado ou simplificado, com tendência para se preferirem as formas simplificadas (ex.: Pt. infeccioso/infecioso, Br. infeccioso/infecioso, Gz. infecioso). Abre-se agora um prazo de duas semanas para realizar umhas correcções menores ao texto da norma, e posteriormente este será divulgado para conhecimento da sociedade galega.

    Para Carlos Garrido, esta actualizaçom ortográfica é «importante» porque «concilia a necessária adopçom na Galiza do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa», umha vez que ele já foi tornado oficial no Brasil e em Portugal, «com a conservaçom dos traços constitutivos da codificaçom da Comissom Lingüística da AGAL, os quais apresentam um indispensável carácter pedagógico e tornam estratégica esta normativa na Galiza actual».

    Por outro lado, a presente actualizaçom  da normativa da Comissom Lingüística «contribuirá para homogeneizar a prática escrita dos galegos reintegracionistas, dado que a maioria das pessoas que optam por grafar o galego com umha ortografia totalmente convergente com a lusitana já venhem aplicando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa desde há tempo».

    O presidente da AGAL e membro da Comissom Lingüística, Valentim R. Fagim, considera que com esta actualizaçom a normativa da Comissom Lingüística «caminha à par do processo aberto no seio da lusofonia para avançar na construçom de umha ortografia comum que sirva para afiançar os laços entre os diferentes países que falam a nossa língua». Afirma, igualmente, que «permitirá ainda chamar a atençom para a pronúncia de palavras que nos meios de difusom social e nas elites galegas som pronunciados via de regra à castelhana».

    Nova incorporaçom

    Outro dos importantes acordos adoptados na reuniom da Comissom Lingüística foi a incorporaçom do professor Eduardo Sanches Maragoto (Feãs, Carinho, 1976) ao órgão. Maragoto estudou Filologia portuguesa em Compostela, onde participou na fundaçom do MDL através da Assembleia Reintegracionista Bonaval.

    Na actualidade trabalha de professor de português na Escola Oficial de Línguas de Compostela, depois de ter leccionado aulas na cidade de Valência (Países Catalães) entre 2001 e 2006, onde simultaneou o seu labor profissional com o de correspondente do PGL. Também corrige textos para diferentes publicações, nomeadamente para o periódico Novas da Galiza e recentemente lançou-se ao mundo audiovisual através do documentário Entre Línguas.
     

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  • Compostela: Êxito da greve convocada em Aquagest

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    260410_aquagest.jpgCIG - Practicamente o 100% dos traballadores secundaron a xornada de folga convocada para este luns. 

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    A práctica totalidade do cadro de persoal de Aquagest en Compostela secundou a xornada de folga convocada para este luns día 26 de abril, das 10 ás 12:00 horas. Un paro para o que nin a empresa nin  o concello decretaron servizo mínimo algún e que tivo que ser acordado entre os propios traballadores e a CIG para garantir que un servizo esencial para a cidadanía como este non quedaba descuberto. Os traballadores sumáronse ademais á concentración celebrada diante da sede da empresa, en Rodrigo de Padrón e do concello de Santiago, na Praza do Obradoiro. Mobilizacións grazas ás que conseguiron que a empresa convocara unha xuntanza para o martes 27 de abril.

    Na empresa Aquagest véñense sucedendo nos últimos meses despedimentos disciplinarios, sancións e ameazas coa única finalidade de  ter amedrentada á xente para levar a cabo unha redución de plantilla encuberta, que ten como obxectivo abaratar custos e facer negocio a conta dos traballadores/as.

    Desde que no Grupo AGBAR, ao que pertence a empresa, pasou a ser accionista maioritaria a francesa Suez, o Grupo anunciou tanto á dirección da empresa como ao comité unha redución do cadro de persoal dun 10% agora e outro 10% ao rematar o ano.

    A nivel estatal xa se produciron varios centos de despedimentos, parte deles nas explotacións galegas entre disciplinarios e pactados, coa idea de amortizar estes postos de traballo. E isto, segundo denuncian os traballadores, nun momento no que as plantillas están moi axustadas e onde nalgún caso, é dubidoso que a empresa cubra co pactado cos concellos.

    Esta estratexia por parte da empresa, rompendo unha dinámica de anos na que a negociación e o diálogo era a tónica habitual, provocou que os traballadores e traballadoras tiveran que mobilizarse para denunciar publicamente esta situación de persecución con espionaxe incluída.

    Nesta campaña de mobilizacións insírese o paro de dúas horas convocado para hoxe en Compostela. Unha folga durante a que os traballadores se concentraron diante da sede da empresa, en Rodrigo de Padrón e diante do concello de Santiago, na Praza do Obradoiro.

    Ao remate da concentración, o secretario do Comité Intercentros e delegado da CIG, Rodrigo Pita Aneiros, entrevistouse co alcalde de Santiago, Xosé Sánchez Bugallo, na propia praza, onde lle explicou a situación na que se atopan os traballadores/as e as repercusións que os recortes de persoal que pretende impor a empresa poden ter para a calidade do servizo.

    Demandas dos Traballadores

    Entre as súas demandas, os traballadores exixen a readmisión dos compañeiros/as despedidos/as e a fin das medidas de presión contra o cadro de persoal e a substitución dos traballadores/as que abandonaron a empresa con despedimentos pactados. A este respecto adiantan que non aceptarán amortizacións de postos de traballo que son necesarios porque entenden que con estes recortes Aquagest mesmo está a incumprir os acordos acadados cos concellos nas explotacións onde presta o servizo.

    Alén diso, exixen a negociación das plantillas tipo por explotación en toda Galiza e que os postos indefinidos estean cubertos por traballadores tamén indefinidos e regular o papel das subcontratas e que aqueles traballos que sexan propios da explotación non se poidan subcontratar.

    No decurso da pasada semana o Comité convocou diversas asembleas de traballadores na maioría das explotacións de Galiza nas que estes reiteraron o seu apoio ás mobilizacións convocadas hoxe en Compostela, o xoves en Pontevedra, o próximo luns en Ourense e o xoves día 6 en Barbanza. Mobilizacións das que se descolgou a UGT o venres 23 de abril argüíndo que tiña un preacordo coa empresa que descoñecía tanto o comité de folga como os traballadores ou a propia CIG.

    Por iso, denunciaron as negociacións escurantistas e por detrás que está a facer neste momento a UGT e exixiron respecto ás decisións colectivas adoptadas nas asembleas de traballadores/as.

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  • O Primeiro de Maio entre caos Global

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    260410_mumia.jpgMayDay Português - Com o aproximar do primeiro de Maio, o dia celebrado há mais de um seculo como emblema do poder dos trabalhadores parece ter-se tornado simbolo do seu declinio.

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    Isto porque, enquanto o sistema económico passou por choques tremores e replicas, os dinheiros publicos e sociais foram transferidos para satisfazer os interesses bancarios e corporativos - ajudas financeiras a bilionários enquanto os trabalhadores e trabalhadoras, no melhor dos cenários, tiveram que enfrentar uma praga de cortes em horas e salarios. No pior dos cenários, tiveram que enfrentar despedimentos em massa ao mesmo tempo que os negócios se reorganizam tornado-se ainda mais hostis contra o trabalho.

    Marx e Engels distinguiram bem que "o estado moderno nao é mais do que o comité executivo da burguesia". Por que outra razao despejaria a economia mundial centenas de bilioes nas asneiras das grandes empresas,  sem qualquer hesitacao, ao mesmo tempo que deixa umas esmolas insignificantes aos trabalhadores e às suas familias?

    O dia 1 de Maio comecou na America com os fatidicos eventos da revolta de Haymarket no seculo XIX, quando os trabalhadores lutavam pelas 40 horas semanais de trabalho e pela abolicao do trabalho infantil.

    O dia 1 de Maio ainda representa a luta dos trabalhadores na america, Europa, Africa e Asia contra a opressao e a ganacia estatais e capitalistas.

    O capitalismo entrou numa crise grave. As guerras hipocritas, bem como o genuino aumento da corrupcao politica sao o reflexo dessa crise.

    Se os bilioes de trabalhadores e trabalhadoras vao usar a sua forca  para mudar o mundo, entao tem que dar as maos para lá de barreiras ficticias e construir um mundo novo e melhor, onde a vida e a liberdade sejam bem mais valiosos que o lucro.

    Nao é só possível, é necessário!

    Obrigado, Ona move!

    Companheiro Mumia

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  • Labregas polos nossos direitos

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    260410_labregas.jpgSLG - A Secretaria de Organización do SLG, Lídia Senra, e a Responsábel da Secretaría das Mulleres, Isabel Vilalba, anunciaron na mañá de hoxe a participación do Sindicato Labrego Galego no seminario europeo “Labregas polos nosos dereitos”.

     

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    A Confederación de Mulleres do Medio Rural, CERES, en colaboración coa área de mulleres da Coordinadora de Organizaciones Agrarias y Ganaderas (COAG), coas mulleres de COAG de Extremadura e coa Coordinadora Europea Vía Campesina (CEVC), organiza o Seminario "Labregas polos nosos dereitos", que terá lugar os días 27, 28 e 29 de abril no Hotel AHC de Cáceres [Axuntamos o programa].

    Con este seminario pretendemos seguir afondando na análise e na posta en común da situación de inseguridade en canto a dereitos no marco da explotación familiar que viven moitas mulleres labregas en Europa; así como seguir avanzando no intercambio e coñecemento da situación das labregas en diferentes países de Europa, a través dos relatorios que van presentar as representantes das organizacións presentes.

    As conclusións obtidas serán a base para a elaboración de novas propostas para enviar ás institucións europeas e aos diferentes gobernos para que, dunha vez por todas, escoiten as voces das mulleres labregas de Europa e sexan postas en marcha as medidas políticas que recoñezan os nosos dereitos como labregas.

    É hora de que as administracións modifiquen as leis que sexa necesario para que nunca máis ningunha labrega que desenvolve o seu traballo no marco da explotación familiar teña que recorrer aos tribunais para reclamar os seus dereitos como traballadora.

    Neste seminario, ademais das labregas do Sindicato Labrego Galego, participarán mulleres das organizacións campesiñas Confédération Paysanne de Francia, Norsk Bonde - og Smabrukarlag (NBS) de Noruega, Österreichische Bergbauern und Bergbäuerinnen Vereinigung (ÖBV-Vía Campesina) de Austria, Confederaçao Nacional da Agricultura (CNA) de Portugal, Coordinadora Europea Via Campesina (CEVC), Çiftçi-sen de Turquía, Euskal Herriko Nekazarien Elkartasuna de Euskadi, COAG de Andalucía, AGIM de Madrid, COAG de Castilla-Leon, Unión de Agricultores y Ganaderos (UAGA) de Aragón, Unión de Ganaderos y Agricultores Montañeses (UGAM) de Cantabria, COAG de Asturias, COAG de Extremadura e da Asociación de mulleres Ceres

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  • 36 anos depois, no Porto: Uma no cravo, outra na guerra

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    260410_nato.jpgPAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato - Assim que terminou o fogo de artifício sobre os céus da câmara do Porto, no terreiro em frente soou uma invasora voz masculina: “Calma! Calma! Somos tropas amigas! Servimos no exército da NATO e matamos para vossa segurança!

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    Assassinamos crianças de longe para dar prosperidade às tuas! Matamos quem for preciso para garantir que nunca faltará gasolina ao teu carro...” Os olhos ao alto de quem nesses primeiros minutos do dia 25 de Abril, 36 anos depois de um outro que prometia a Liberdade, descobriram então que a voz era reproduzida através de um megafone detido por um imponente oficial liderando um séquito de soldados de penico camuflado na cabeça. Pairou a surpresa, enquanto os ouvidos se concentravam no discurso. Soltaram-se risos e as mãos abriram-se para receber a informação que completava o desfile.

    A ideia nunca foi brincar aos soldados ou às guerras. Bem pelo contrário. A paródia apenas pretendia chamar a atenção para um assunto muito sério, para o absurdo que qualquer guerra representa e para o absurdo da existência de um exército supostamente de paz, como o da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), do qual Portugal faz parte e que acolherá em Novembro, em Lisboa, uma cimeira decisiva para as suas futuras intervenções militares. A iniciativa foi preparada e realizada por elementos da PAGAN, plataforma anti-guerra, anti-NATO.

    A data para a paródia não foi, obviamente, escolhida ao acaso, porque 36 anos depois é bom não esquecer que a razão fundamental para aquele dia de Abril foi a recusa generalizada de continuar a enviar soldados para uma guerra injusta e ilegal. Dissemos então nunca mais às guerras de agressão, às ocupações de territórios de outros, à conquista militar de matérias-primas e outras riquezas. E de repente, 36 anos depois, damos com o mesmo país a aumentar o seu contingente de tropas para o conflito militar no Afeganistão, um país que nunca agrediu nenhuma parte do mundo ocidental e que se mantém há nove anos sob ocupação da NATO.

    Verdades escamoteadas e denunciadas na informação distribuída em forma de panfletos, enquanto o discurso prosseguia ao megafone: “Mataremos todos os que o teu consumo inconsciente condena à miséria e à procura desesperada duma vida melhor, longe da casa que ajudas a tornar inabitável. Mataremos todos os que tentarem fugir dos extremos climáticos a que o teu nível de vida os condena. Mataremos qualquer tentativa de alterar esta mistura perfeita de opulência e desgraça. Ocuparemos e destruiremos qualquer país que não actue em conformidade com os nossos interesses, pois nós somos os bons. Por tudo isto, estaremos em Lisboa, em Novembro, para decidirmos o futuro do planeta. Seremos os donos e senhores de toda a vida na terra...com a vossa ajuda!  Mantenham-se, pois, serenos e apáticos. Só assim poderemos concretizar os nossos objectivos. Vida longa à guerra. Vida longa à NATO.”

    O discurso foi reproduzido várias vezes, já não junto ao edifício da câmara municipal mas pelas ruas da nova movida do Porto, onde uma juventude sedenta de distracção ultrapassava em muito o número dos que desceram à baixa para comemorar a revolução dos cravos.

    De manhã foi preciso reproduzir mais panfletos, a pensar na tarde, no regresso à Avenida dos Aliados e na banca de informação da PAGAN, entre a qual constava a petição que visa a retirada do Afeganistão dos soldados portugueses. O Sol brilhou mas continuaram a ser poucos os que saíram à rua. O exército da noite anterior despiu as fardas e personificou vítimas mortais tombadas após uma aparente explosão, no intervalo de duas músicas de quem, a meio da tarde, no palco montado no terreiro, animava a malta. A representação durou curtos segundos mas voltou a surpreender quem estava próximo. E mais panfletos foram distribuídos, explicando, nomeadamente, porque somos contra a guerra. Porque matar um homem em defesa de uma ideia não é defender uma ideia, é matar um homem. Porque a guerra só é possível porque é lucrativa. Duas razões apenas que aqui ficam registadas, entre 26 elencadas.

    Impossível de deixar de registar, infelizmente não fotografada, foi a saudação em fogo preso que antecedeu o fogo de artifício logo pela madrugada, em letras condizentes com as cores da bandeira portuguesa: 25 DE ABRIL SEMPE. Não, a ausência do R não é gralha de quem agora escreve e, nem de propósito, coincide com as duas iniciais de quem comanda os destinos do Porto. Como nos deixamos enganar… 36 anos depois.

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  • Milhares de euros para que a igreja normalize a língua em centros privados

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    260410_quedous.jpgAGIR - O governo da Junta dá mais dinheiro aos seus amigos dos centros privados. Colégios de freiras, de cregos, de ultras e de segregacionistas por sexo, vam repartir-se a saborosa quantidade de 78.000 euros em conceito de "promoçom do idioma galego" (sic).

     

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    Esse dinheiro nom o necessitam. Nom necessitam o dinheiro das arcas públicas porque as arcas públicas estám para ocupar-se dos serviços públicos, e os centros privados só cumprem um dever de serviço público lá onde as instituiçons que lhes pagam se aforram a tarefa de encarregar-se da gestom dos centros, facilitando assim a penetraçom das regras de mercado na escola, embora na Galiza seja a Igreja católica quem absorve a funçom por questons históricas que ninguém parece querer mudar.

    Portanto, o PP, e também o PSOE e o BNG, deveriam guardar-se na saqueta os nossos dinheiros, que destinam a instituiçons privadas que rompem com o dever público consititucional de oferecer umha educaçom de qualidade para todos e todas. E com esse dinheiro, construir centros púbicos, mais e melhores, onde o galego nom necessite ser promocionado com partidas orçamentárias extra porque deve ser a língua única e veicular no seu País. Como o é o espanhol a poucos quilómetros das nossas fronteiras, por exemplo em Leom.

    Sem espaços de reserva para promocionar o galeguismo bem-entendido com propinas extraordinárias em projectos normalizadores impossíveis com um governo claramente contrário à própria ideia de normalizar.

    Agora, a ver que fam alguns opusianos com mais dinheiro de tod@s ... Vaia cara!

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  • Depois da última declaração da esquerda «abertzale»

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    260410_pb.jpgASEH [Ramón Sola, GARA] - O murmurar da onda basta para derrubar já alguns diques. 

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    Já ninguém despreza o potencial do caminho empreendido pela esquerda abertzale, ninguém fala de «mais do mesmo», ninguém sente o chão firme debaixo dos pés

    Primeira notícia: a declaração apresentada pela esquerda abertzale em Iruñea libertou ontem uma verdadeira torrente de reacções. Falaram todos, ou seja, todos aqueles que preferiram responder com silêncios depreciativos à Declaração de Altsasu, ao documento «Zutik Euskal Herria» e inclusive a uma Declaração de Bruxelas que reunia os principais líderes das duas partes nos processos de solução sul-africano e irlandês.

    Em Iruñea falou-se de erguer uma «onda crescente» a favor da solução para o conflito. Mas bastou o primeiro rumor de fundo para começarem a cair muitos diques dialécticos. Iniciativas como Independentistak, Hamaika Bil Gaitezen, Adierazi ou GaztEHerria acabaram agora mesmo de nascer, em Madrid vão parecer chinês e em Euskal Herria, a muitos, também. Mas já ninguém despreza o potencial do caminho empreendido pela esquerda abertzale. Ninguém fala de «mais do mesmo». Ninguém sente o chão firme debaixo dos pés. Toda a gente intui que efectivamente se pode formar uma onda capaz de arrasar todos os esquemas pré-definidos dos últimos anos. O PSOE corre a reposicionar-se: já não diz que não há nada de novo, mas que não pode fazer nada para ajudar (como se alguém esperasse de gente como Rubalcaba outra coisa que não sejam sabotagens repressivas).

    Ao PP já não lhe basta que a ETA possa parar, exige condenações, perdões, inclusive acatamentos da Constituição (e a ver vamos se flagelações públicas). O PNV assume que a esquerda abertzale avança, mas alega que o «comboio da normalização» já estava em marcha antes (será aquele que os atropelou em Lakua?). Declarações que soam pelo menos a improvisação, quando muito a impotência. É que os muros anteriores não servem, foram superados pela realidade.

    Hão-de construir novos diques, claro está. Mas serão cada vez menos críveis, tão artificiais como as reacções de ontem. Se esse ruído de fundo se continuar a transformar em onda e a onda em maré, não terão outra hipótese senão apanhá-la ou ficarão a construir molhes sempre incapazes de lidar com o temporal.

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  • Há 24 anos: Registradas duas explosões na usina nuclear de Chernobyl

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    260410_chernobyl.jpgOpera Mundi - Em 26 de abril de 1986 aconteceu o pior acidente nuclear do mundo, na usina nuclear de Chernobyl, perto de Kiev, Ucrânia. A total dimensão desse desastre ainda está sendo calculada, mas especialistas acreditam que milhares de pessoas morreram e cerca de 70 mil sofreram e sofrem das pesadas radiações emitidas. 

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    Milhares de crianças da região de Chernobyl foram e continuam sendo enviadas a Cuba para receber tratamento específico. Além do mais, uma vasta área de terra em torno da usina permanecerá estéril por mais 150 anos. Num raio de 30 quilômetros em torno de Chernobyl moravam quase 150 mil pessoas que tiveram de ser permanentemente realocadas.

    A União Soviética construiu a usina nuclear de Chernobyl, com quatro reatores de mil megawatts, na cidade de Pripyat. No momento da explosão era uma das maiores e mais antigas usinas de energia nuclear do planeta. A explosão e o subsequente derretimento de um dos reatores constituiriam num acontecimento catastrófico que afetou centenas de milhares de pessoas. A par disso, o governo da União Soviética manteve seu próprio povo e o restante do mundo totalmente desinformado acerca do acidente durante alguns dias.

    Em princípio, o governo soviético somente pediu assessoria para combater o fogo de grafite e reconheceu a morte de duas pessoas. Logo, porém, tornou-se evidente que os soviéticos estavam escondendo um grande acidente, ignorando sua responsabilidade de alertar tanto o seu próprio povo como o das nações vizinhas. Dois dias depois da explosão, as autoridades suecas começaram a detectar altos níveis de radioatividade em sua atmosfera.

    O que aconteceu

    Anos mais tarde, a história completa foi finalmente revelada. Quando trabalhadores da usina estavam testando o sistema, desativaram os sistemas de segurança de emergência e o sistema de resfriamento, contrariando as normas de funcionamento na preparação dos testes. Mesmo quando os sinais de alerta de perigo em virtude do superaquecimento começaram a aparecer, os trabalhadores continuaram com os testes. Gases de xenônio com seu bonito brilho azul saíram da tubulação e exatamente às 13h23 a primeira explosão atingiu o reator. Um total de três explosões finalmente destroçou a torre de aço de mil toneladas bem acima do reator.

    Uma enorme bola de fogo irrompeu ao céu. Labaredas de 30 metros permaneceram ativas por dois dias enquanto todo o reator começou a derreter. Material fortemente radioativo foi lançado ao ar como se fossem fogos de artifício. Embora o combate do fogo fosse naquele momento impossível, os 40 mil habitantes de Pripyat tiveram de esperar até 36 horas após a explosão para serem evacuados. Chuvas potencialmente letais caíram enquanto as chamas perduraram por mais oito dias. Diques foram construídos às margens do rio Pripyat com a finalidade de conter danos de águas contaminadas que afluíssem ao curso d’água e a população de Kiev foi alertada a permanecer em casa até que nuvens radioativas se dissipassem.

    Em 9 de maio, trabalhadores começaram a cobrir o reator com uma densa camada de concreto. Mais tarde, Hans Blix da Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que cerca de 200 pessoas foram diretamente expostas e que 31 delas tiveram morte imediata. O esforço de limpeza e a exposição radioativa geral na região mostraram-se ainda mais letais. Alguns relatos estimam que cerca de quatro mil trabalhadores encarregados de limpar e concretar o local morreram de envenenamento por radiação. O número de nascimentos de bebês defeituosos entre a população que habitava o local cresceu assustadoramente. Câncer de tireóide, por exemplo, multiplicou-se por dez na Ucrânia desde o acidente.

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  • Enrique Ubieta: "A esquerda nom pode acreditar na definiçom de 'democracia' que redigiu a direita"

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    260410_ubieta.jpgVieiros - Falamos co director de La calle del medio, que visitou Galiza esta semana para denunciar a "campaña mediática" contra Cuba a raíz da morte de Orlando Zapata. 

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    A recente morte en Cuba do preso en folga de fame Orlando Zapata provocou unha cobertura mediática sen precedentes na prensa estadounidense e europea, especialmente na española, dado que estaba considerado un "preso de conciencia". O goberno cubano desbotou desde o principio ese cualificativo e sinalou que Zapata tiña un longo historial de delincuencia común previa á súa actividade política.

    Porén, o suceso desencadeou unha serie de protestas tanto dentro como fóra da illa para exixir a "liberación de todos os presos políticos dos cárceres castristas" e "a apertura de Cuba a unha democracia". Un histórico disidente, Guillermo Fariñas, comezou a súa 23ª folga de fame un día despois da morte de Zapata, e as chamadas Damas de Blanco percorren habitualmente as rúas de La Habana.

    Goberno, organizacións e intelectuais cubanos consideran que se trata dunha "campaña de acoso e desprestixio, orquestrada polo gran capital", e que eles non contan co poder de comunicación das grandes multinacionais para contrarrestar a "manipulación informativa".

    Neste contexto, o escritor e xornalista cubano Enrique Ubieta percorre o Estado. Recentemente participou no programa de TVE 59 segundos (ver vídeo á dereita), e esta semana, dous días despois da marcha que percorreu o centro da capital galega para denunciar a "farsa informativa contra Cuba", o responsábel da publicación La calle del medio e ex director da Cinemateca Cubana visitou o noso país para se reunir con diversas asociacións.

    Vieiros: Guillermo Fariñas: vai morrer, podería morrer, non lle importaría morrer?

    Enrique Ubieta: A presenza mediática de Fariñas na gran prensa do mundo, o realce da súa figura de premártir -que el asume, algo insólito nun heroe de verdade- o que provoca é a súa estimulación, incítao a morrer. Eu non podo interpretar o que pensa. O perigo é que podería morrer mesmo en contra da súa vontade, porque no organismo humano hai un punto de non retorno que non pode determinar nin o propio folguista. Por outra banda, cómpre preguntarse con que capacidade física unha persoa que leva máis de 50 días en folga de fame pode estar falando todos os días nos medios. Podería non ser tan estrita. Mais o principal neste tema é que pode ocorrer un accidente, porque está sendo instado e a propia prensa lle está a facer difícil retractarse.

    Mais os médicos intentarían evitalo ...

    Desde o punto de vista ético, a Convención de Malta estabelece que non se pode alimentar pola forza unha persoa que se nega a o facer por propia vontade. Fariñas permitiu ser alimentado no hospital por vía parenteral, mais só a vía oral garante que un ser humano sobreviva.

    Que podería pasar a nivel político se morre?

    A nivel interno absolutamente nada. Isto pode soar insensíbel, mais no momento que saín de Cuba mentres el estaba no hospital de Santa Clara, todo o pobo da cidade estaba na final do Campionato Nacional de Pelota (béisbol) e en La Habana había 200 mil persoas bailando no concerto de Calle 13. Iso é que estaba pasando en Cuba, non o que a prensa internacional mostra.

    Ao respecto do que mostran os medios, as Damas de Blanco ocuparon portadas e telexornais con titulares onde se denunciaba o acoso que estaban a sufrir por parte da Policía cubana ...

    As Damas de Blanco son unha montaxe escenográfica. A dereita aprendeu a tomar fórmulas de expresión da esquerda como as Madres de la Plaza de Mayo, auténticas loitadoras pola memoria dos seus fillos e netos, torturados, asasinados, ... En Cuba non hai nin torturados nin asasinados. As persoas que están encarceradas foron xulgadas por tribunais segundo leis. Collen mulleres de persoas que traballaron para subverter a orde constitucional -cousa que tamén castiga o código penal español-, vístenas de branco -unha cor asociada coa paz e a pureza-, colócanlles un gladiolo e lévanas á igrexa católica que é un escenario perfecto para que as vexan en Europa. Xa cando as teñen preparadas, din: "cámaras, acción!" e aí está a CNN, a TVE. Vostedes o que están a ver é unha película de ficción que ten na beirarrúa de enfronte, fóra de pantalla, os diplomáticos europeos e estadounidenses, que son en definitiva os que pagan, os produtores da película.

    E a chamada oposición cubana?

    Son persoas que non saíron de sindicato nin grupo ningún. Nunca foron líderes de ninguén, nin teñen contacto nin están enraizados na poboación. Polo tanto, non representan ningún sector. Son individualidades que se reúnen nas embaixadas estranxeiras. Ademais, financiados con fondos declarados do goberno de Obama, 200 millóns de dólares. Opositores son outros; os meus veciños e mais eu pasamos a vida discutindo de política, mais iso é outra cousa, non os que están pagados para subverter a orde constitucional en Cuba.

    A esquerda europea vive no eterno debate moral entre apoiar ou condenar o sistema cubano ...

    Se a esquerda acepta como boa a definición de 'democracia', de 'dereitos humanos', de 'liberdade' que redactou a dereita, a súa marxe de comprensión e de posicionamento no mundo é nula. Esa é unha esquerda que foi prefabricada pola dereita. Eu non sei como é posíbel que alguén que se vai localizar na esquerda acepte como forma de conduta o canon de dereita que a dereita estabeleceu de como debe ser un esquerdista político correcto. Co tempo, un esquerdista político correcto é unha peza máis do propio sistema capitalista e non vai producir mudanza real ningunha.

    "Cuba é unha ditadura", argumentan. Éo?

    En Cuba non existe unha ditadura. Existe unha democracia que non é igual que a que existe no Estado español, mais que é en moitos aspectos máis autenticamente democrática.

    No Estado español existe a ilusión de liberdade, a ilusión de pluralidade que fai que os medios de prensa se multipliquen, con aparentes políticas editoriais diferentes que en esencia son a mesma. Se ti les El País, ABC, El Mundo, podes apreciar que nos problemas fundamentais -non nos periféricos do sistema- teñen a mesma política editorial. Son puntualmente de dereitas e están marcando pautas de dereitas. A liberdade de expresión é un proceso de ilusionismo.

    Mais o certo é que en Cuba só hai un partido político ...

    Aquí hai un sistema bipartidista PSOE-PP. Son parte do mesmo sistema. Son diferentes xeitos de entender como facer eficiente ese sistema e representar algúns intereses diferentes dentro da 'pluralidade', entre comiñas, dese sistema. A única vez que no Estado Español se produciu un accidente desa democracia, coa República, axiña xurdiu o fascismo. A alternancia no poder entre PP e PSOE é ilusoria; é de persoas e de métodos para reproducir o sistema capitalista, non para o alterar.

    Hai moita confusión arredor do sistema electoral cubano. Como é que elixe o pobo os seus representantes?

    Acaba de comezar de novo hai uns días todo o proceso electoral. Primeiro, elíxense delegados a nivel de barrio, de xeito directo e a man alzada. A xente coñece os veciños e propón os que considera máis capaces para representar as súas demandas. Os delegados elixidos constitúen a Asemblea Municipal. De aí saen máis do 50% das propostas a deputados e delegados dos consellos provinciais, que elixe a poboación pola vía do voto directo e secreto. Polo tanto, máis da metade dos deputados da Asemblea Nacional -que é a que elixe finalmente o presidente do país- son xente saída dos barrios. A porcentaxe restante son propostas de sindicatos, de federacións, de institucións.

    Un sistema, mellor ou peor que o noso?

    É un sistema. Que non é perfecto. Mais é un sistema que non xoga a que gañe quen máis diñeiro ten, quen é máis guapo ou simpático, que non mira se unha persoas se divorciou hai tres meses ou ten un amante. Trátase de que ao goberno cheguen as persoas máis capaces. Eu persoalmente creo que, aínda que mellorábel, o cubano é mellor. É algo que podemos discutir. O que non se me pode dicir é que en Cuba non hai un sistema democrático.

    Nos últimos días, dous coñecidos artistas, Silvio Rodríguez e Pablo Milanés, tradicionalmente defensores da Revolución, reclamaron "cambios". Tamén Raúl Castro no seu día anunciou "cambios". Estanse a dar esas mudanzas?

    O país sempre estivo a mudar. A Cuba de 1970 non se parece en nada a de 1990, nin á actual. Este fincapé que fan os medios nas mudanzas con respecto a anos anteriores ten que ver co interese da dereita de que Cuba mude. Mais que mude para se converter nun país capitalista, nun país pobre do Terceiro Mundo subordinado aos intereses do gran capital. Iso é algo que non ten en mente ningún cubano. Mesmo Pablo dixo que se estaba a referir ás mudanzas anunciadas por Raúl Castro. E a Silvio Rodríguez manipuláronlle a súa entrevista. Nun discurso totalmente a prol da Revolución entresacaron a palabra "cambio" para o opoñer ao proceso, cando en realidade é de algo que os cubanos falamos acotío.

    En que consisten esas mudanzas?

    O principal obxectivo é facer que a economía sexa máis eficiente, facer que a xente saiba o que custa todo aquilo que recibe por parte do Estado. Que o que non traballe 'pase fame', entre comiñas, para que aprenda a valorar os beneficios que ten. Hai un proceso en que necesariamente terase que reverter a pirámide invertida herdada do período especial, os anos máis duros, onde a xente, segundo a frase do marxismo, ofreza o que a súa capacidade lle permita e reciba un equivalente do que está achegando. E desde o punto de vista social, facer unha mellor utilización dos sistema democrático cubano para que a xente poida ter máis participación na vida do país.

    A campaña mediática de "desprestixio" que vostedes denuncian cre que vai máis aló de Cuba? Preocupa máis neste momento Chávez que a propia Revolución Cubana?

    Non. Eu creo que preocupan as dúas cousas. Cuba é o escudo moral de América Latina. Todo o acontecido en América Latina nos últimos anos é grazas a Cuba, que foi quen de resistir 50 anos de acoso. Porque está aí, porque é un vieiro alternativo visíbel que non fracasou malia o bloqueo económico e todas as dificultades. Un país que elevou a esperanza de vida aos 77 anos, que ten niveis de mortaldade infantil e materna do Primeiro Mundo. Que ten máis médicos -en cifras netas, non comparativas- que Gran Bretaña. Cun millón de universitarios, sen analfabetismo, cando por exemplo en Sevilla, no Primeiro Mundo, a metade da poboación non ten título de bacharelato e ten 37 mil persoas que non saben ler e escribir ... Un país do Terceiro Mundo bloqueado que conseguiu todas esas cousas non é un país fracasado. Iso é moi importante para América Latina. Sen o referente de Cuba o proceso revolucionario sería diferente. A ausencia de Cuba sería un golpe durísimo non só para a esquerda en América Latina, senón en todo o mundo.

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  • Galiza aumenta a sua dependência energética

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    260410_golfo_AS_PONTES.jpg Galiza Livre -  De “despensa y criadero” de Espanha, como gostavam de dizer os franquistas, a um país devotado ao sector serviços e crescentemente improdutivo. ::/introtext::
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    Após o desmantelamento prolongado de agro e pesca de baixura, consolida-se também a dependência de economias produtivas alheias, e nom só no sector agro-alimentário. Agora conhecemos, graças a informes do Instituto Energético da Galiza, que a nossa economia precisa, para funcionar, de fontes energéticas afastadas e em maos de poderosas transnacionais.

    Em apenas dez anos (2000-2010) a sociedade galega reduziu à metade a sua capacidade de autoabastecimento, com as enormes consequências que tal cousa tem para um horizonte de soberania política. No dia de hoje, apenas o 13% de energia consumida é própria (como é sabido, arredor dum terzo da produzida marcha para Espanha).

    As térmicas das Pontes e Meirama passárom de consumir o lignito pardo das nossas minas –processo tremendamente contaminante- para trazê-lo de latitudes foráneas, sobretodo através da importaçom via marítima.
    Desta maneira, e à margem do crescente negócio do vento, que cobre umha franja de produçom mínima, a Galiza importa crude e produtos petrolíferos (nuns 57%), gás natural (nuns 13% ) e carvom (nuns 14%).

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  • De como num concelho onde nom há cogumelos celebra-se a festa do cogumelo

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    260410_ordes.jpg A.C Foucelhas - Com motivo da “Festa do Champiñón” que se celebra neste fim-de-semana, a Associaçom Cultural Foucelhas edita umha banda desenhada do artista ordense Pedro Fernández Faya, intitulada “...De como nun concello onde non hai champiñóns, celébrase a festa do champiñón”.

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    Umha azeda e delirante crítica a que em Ordes se celebre a festa dum produto que nom se produz na comarca, própria do género de escárnio e a tradiçom ánti-caciquil. Durante todo o fim-de-semana a A.C. Foucelhas repartirá grátis mil exemplares da banda desenhada.

    O autor, Pedro Fernández Faya, é um artista de Ordes que trabalha como técnico de impressom de La Voz de Galicia. Expujo a sua obra pictórica, na qual destaca a paisagem galega, no Pub Arcos e no Centro Comarcal de Ordes. Na banda desenhada alternativa publicou “O señor dos tornillos” parodiando a Tolkien, e um par de fanzines: “Invasión vikinga” e “Gran Hermano vikingo”. Colaborou também no terceiro número de Segrel, Revista Literaria da Terra de Ordes, editada no verao de 2006. Agora publica com a A.C. Foucelhas esta banda desenhada que bem podemos qualificar como de escárnio e maldizer, na tradiçom da crítica ánti-caciquil galega.

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  • Dous anos após a morte de um camarada

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    260410_rodrigues304.jpg C.S Henriqueta Outeiro - Já vam lá dous anos que faleceu o nosso amigo e camarada comunista português Francisco Martins, vítima dumha doença física.

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    O melhor amigo que Galiza tivo no colectivo Política Operária, embaixador da nossa luita nacional, social e de género, morria a noite de um 22 de Abril.

    Passou-se este 2010 um novo aniversário doutro dia de Abril exportado do país vizinho para o mundo, o 25.

    Dous dias de Abril que sempre viverám na memória das pessoas simpatizantes com a esquerda portguesa heterodoxa e genuína, como aquela sobre a qual tanto aprendemos com o "Chico".

    Há menos de dous anos dedicávamos um jantar revolucionário a ele. Daquela, o Centro Social editara um colante e um tríptico digitalizado. O colante encabeça esta notícia, e o tríptico sobre a vida do Francisco Martins Rodrigues podedes lê-lo ou relê-lo clicando .

    Até a vitória sempre, companheiro! Saúda mais um ano o Centro Social Henriqueta Outeiro a tua memória, e aliás às pessoas queridas que compartimos no vosso Portugal natal.

     

     

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  • Apresentação da Federação de Estudantes Libertários em Almada

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    260410_anarquia.jpgCentro de Cultura Libertária - A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso. 

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    Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.

    Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

    Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier.
    Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de actividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

    A FEL fixou algumas metas para avançar, passo a passo, na conquista de uma sociedade autogestionária, com base no apoio mútuo, sem necessidade de Estados:

    - Incentivar entre xs alunxs a auto-organização autónoma e horizontal.

    - Criar espaços de debate e reflexão, tanto nas escolas como fora delas.

    - Partindo de uma crítica radical do actual sistema de educação e suas futuras reformas, que condenam o indivíduo à satisfação das necessidades dos sistemas opressores, propomos como alternativa um modelo de aprendizagem anti-autoritário que facilite a construção de um conhecimento integral. Entendemos que este tipo de aprendizagem é uma ferramenta revolucionária não doutrinária, que nos fará avançar no caminho da liberdade.

    - Incentivar a abstenção activa na eleição dos órgãos de “governo” das universidades, já que consideramos necessários outros meios de participação reais, horizontais e directos, pois pensamos que as eleições são uma falsa ferramenta de participação, que tem exclusivamente como fim a legitimação do sistema.

    - A FEL declara-se anti-praxe. Pensamos que a hierarquia e o controle nunca podem ser o caminho para a formação de pessoas livres e conscientes. Que o único caminho para a liberdade é a prática sem limites desta e nunca a humilhação e o dirigismo. É por isso que temos a intenção de trabalhar contra a praxe até ao seu desaparecimento natural, pois não há nada que a justifique.

    - Estabelecer laços entre estudantes libertários para a troca de informações, ideias e experiências, e para nos apoiarmos mutuamente.

    - A FEL é contra todo o dogmatismo ideológico, aberta ao debate interno e a novas propostas, já que considera necessária a crítica construtiva para evoluir. Somos conscientes de que não existe uma poção mágica, e que só a prática da liberdade nos fará livres.

    Federação de Estudantes Libertárixs

    Sábado, 30 de Abril, às 20:30
    No Centro de Cultura Libertária
    Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Dto, Cacilhas, Almada

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  • Rede Feminista Galega difunde vídeos de intervençom na rua

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    {vimeo}11164382{/vimeo}

    Vídeos da Rede Feminista Galega. 

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     {vimeo}10865040{/vimeo}

    {vimeo}10840569{/vimeo}

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  • Exposiçom analisa a figura de Joám Jesus Gonçales

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    260410_joam3.jpg C.S Revolta - Na segunda-feira dia 26 de Abril, coincidindo em tempo com o dia dos mártires de Carral (1846-2010) homenageados este fim-de-semana polo soberanismo galego organizado em Causa Galiza, inauguramos no nosso centro social a exposiçom que sobre a figura do patriota galego Joám Jesús Gonçales elaborou a A.C. O Fervedoiro sob o título: Joám Jesús Gonçales: porta dum futuro proletário.

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    É a nossa intençom com esta exposiçom cedida polas amigas e amigos do Fervedoiro, dar a conhecer a figura deste nacionalista galego nado em Sebil (Cúntis) em 1895 e que após umha vida de entrega à causa galega era assassinado polo fascismo em 1936 depois de fundar o Terço de Calo  para luitar contra o golpe militar.

    A exposiçom que começa esta semana será acompanhada de mais actividades que girarám arredor da figura do de Sebil.

     

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  • Casamento homoafetivo está distante de virar lei no Brasil

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    260410_gay.jpgRBA [João Peres] - Em pauta desde 1995, casamento homoafetivo está distante de votação no Congresso. Iniciativas isoladas de parlamentares encontram resistência de colegas ligados à bancada evangélica. 

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    Assim como na Argentina, as decisões relativas aos direitos homossexuais no Brasil continuam, via de regra, dependendo de sentenças isoladas do Poder Judiciário. Mas, até o momento, não houve nenhuma decisão favorável ao casamento homoafetivo, diferentemente do que ocorreu na nação vizinha, que já consumou quatro matrimônios.

    Enquanto a Câmara de Deputados argentina prepara-se para aprovar a autorização da união civil entre pessoas do mesmo sexo, não há, atualmente no Brasil, ênfase sobre os projetos tratando do tema. Pioneiro, o Projeto de Lei 1.151, apresentado em 1995 pela então deputada Marta Suplicy (PT-SP), passou pelas comissões e chegou a plenário, mas acabou retirado da pauta em 2001. Antes de deixar a legislatura, não estava difícil prever o destino da matéria e a parlamentar se manifestou: “Parece-me absolutamente antidemocrático e injusto para com esta parlamentar que se retira desta Casa não ter a oportunidade de discutir e votar este projeto”.

    Na ocasião, sob debates acalorados, o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), que mais tarde viria a ser presidente da Câmara, demonstrou contrariedade ao tema, afirmando que Marta Suplicy fazia “apologia” a uma “tese indefensável”. “Deseja é criar um tumulto na família brasileira. Uma nação que não tem família não é uma nação”, afirmou em julho de 1996.

    Em 2007, o texto da ex-prefeita de São Paulo voltou a plenário a pedido de Celso Russomano (PP-SP), mas o deputado não conseguiu convencer os colegas a respeito da importância da votação. Há ainda dois projetos, um de autoria de José Genoino (PT-SP) e outro de Clodovil Hernandez (morto em 2009), prevendo que se aplique à união homoafetiva todos os dispositivos previstos pelo Código Civil, à exceção do casamento.

    Hermano Leitão, advogado que milita na área de direitos dos homossexuais, lamenta que apenas iniciativas isoladas sejam vistas entre os parlamentares. “O conservadorismo, sobretudo em relação aos que se dizem católicos ou cristãos, tem restringido muito as discussões e as aprovações. A religião, mais uma vez, tem sido um peso no avanço das leis sociais no Brasil e por aí afora”, avalia.

    No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem em sua fila duas arguições de descumprimento de preceito fundamental que defendem o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. No ano passado, a vice procuradora-geral da República, Deborah Duprat, pediu que o STF aplique imediatamente os mesmos direitos a todos os cidadãos. “Não subsiste qualquer argumento razoável para negar aos homossexuais o direito ao pleno reconhecimento das relações afetivas estáveis que mantêm, com todas as consequências jurídicas disso decorrentes”, destacou.

    Há alguns casos, em primeira e segunda instâncias, de reconhecimentos de direitos sobre bens. Hermano Leitão avalia que, embora alguns magistrados sigam claramente fechados a novos pedidos, a posição mais surpreendente parte de promotores, que se valem da função de fiscais da lei para barrarem novas iniciativas. “Temos de fazer ações pontualmente para que se avance. Porque chega uma hora em que as iniciativas da sociedade são maiores que as dos políticos. A luta por direitos civis precisa nascer nas ruas”, afirma.

    Sem leis brasileiras garantindo o matrimônio homoafetivo, benefícios têm sido obtidos diretamente com empresas, como nos casos de planos de saúde, ou na declaração de Imposto de Renda, na qual é possível colocar o parceiro ou a parceira como dependente. No fim do ano passado, o juiz Guilherme Madeira Dezem, da 2ª Vara de Registro Público de São Paulo, reconheceu que dois rapazes poderiam adotar o mesmo sobrenome. O magistrado entende que eles constituem uma unidade familiar, argumento que mostra que há setores do Judiciário abertos ao reconhecimento de direitos mais profundos. “O Congresso precisa, para acabar com todas as polêmicas havidas no Judiciário, editar uma lei que pacifique a questão”, afirmou o juiz.

    Argumentos

    Alguns dos argumentos apresentados por parlamentares dão mostra da dificuldade em levar adiante a discussão. O Pastor Pedro Ribeiro (PR-CE), ex-Secretário Executivo da Frente Parlamentar Evangélica e atualmente licenciado, defendeu, quando discursava sobre o aborto em 2006, que a homossexualidade é um sinal de como os homens desobedecem a Deus. Na ocasião, o pastor se referia a um projeto do deputado Maurício Rands (PT-PE) que prevê a inclusão de companheiro homossexual como dependente no INSS.

    “Então, eu, Pastor Pedro Ribeiro, vou recolher meus impostos para dar assistência a um homossexual! Não que eu tenha algo contra o homossexual. Não! Eu sou contra o pecado que ele pratica, sou contra essa anomalia – desculpem-me, pois esse termo é um pouco pesado –, contra a prática que não condiz com o gênero com o qual Deus agraciou o cidadão ou a cidadã”.

    O Projeto de Lei 5.167 de 2009, de autoria dos deputados Capitão Assumpção (PSB-ES) e Paulo Lira (PTC-SP), tem um caráter de precaução: estabelece que nenhuma relação entre pessoas do mesmo sexo pode ser equiparada à unidade familiar. “Independentemente de qualquer credo, buscando os registros da história da humanidade, verifica-se que nenhuma sociedade subsiste, ou subsistiu, sem a célula mater denominada família. Por outro lado, todas as sociedades que foram extintas, o foram devido à perda dos valores morais e familiares”, argumenta o texto.

    Religião

    Fora do Congresso, alguns grupos organizados se opõem às conquistas de novos direitos. É o caso da Corporação de Advogados Católicos da Argentina, cujo vice-presidente, Eduardo Sambrizzi, expôs suas opiniões no quarto capítulo desta série. “O matrimônio deve ser entre duas pessoas do mesmo sexo. O matrimônio está orientado à família, e a família depende da procriação. (...) É algo que depende da ordem natural”, afirmou.

    María Rachid, presidente da Federação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans da Argentina, entende que a oposição religiosa se mostra sempre que a sociedade tenta avançar. “É a mesma coisa que diziam do divórcio, do segundo casamento, do voto feminino, dos matrimônios interraciais. A hierarquia católica se arroga a representação do que é natural para embasar um discurso que, em definitivo, é discriminatório”, destaca.

    Norma Castillo, argentina que se casou este mês por decisão da Justiça, entende que é esse o caminho fundamental para que o Congresso aprove o matrimônio para relações homoafetivas, evitando que pessoas como ela e a parceira tenham de ficar mais algumas décadas à espera de ações. “Sigam em suas coisas. Não fazemos mal a ninguém. Nós trabalhamos como todo mundo, somos iguais a todo mundo”, afirma Ramona Arévalo aos opositores à aprovação.

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  • A erupção dos lucros

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    2604010_aeroportos.jpgAvante [Ângelo Alves] - A nuvem de cinzas vulcânicas resultante da erupção do Eyjafjallajokull na Islândia espalhou-se por quase todo o continente europeu, provocando, por razões de segurança inteiramente justas, o encerramento de uma significativa parte do espaço aéreo europeu.

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    As companhias aéreas, gigantes negócios de milhões de milhões de euros cada vez mais entregues à gula do capital privado e dos monopólios transnacionais, choram, após alguns dias de paralisação parcial da sua actividade, perdas na ordem das centenas de milhões de Euros, tendo já desenvolvido duas linhas de ofensiva mediática: a pressão para a abertura dos espaços aéreos e a exigência de apoios estatais. Os ministros dos transportes da UE reuniram por videoconferência e, confrontados com o dilema – lucros das companhias aéreas / segurança das pessoas –, foram – depois de abrirem para uma altamente discutível “flexibilização” das restrições de voo – salvos (temporariamente?) pela acalmia da expulsão de cinzas. A Comissão Europeia, que não teve de voar para se reunir, rapidamente decidiu que os Estados devem abrir os cordões à bolsa e apoiar as “empobrecidas” companhias aéreas.

    Não se pretende aqui pôr em causa os reais prejuízos das companhias – embora sejam certamente bem menores que os anunciados, com peso relativo nos seus multimilionários lucros anuais e alguns resultantes da especulação financeira. Prejuízos que também os tiveram aqueles que viram os seus voos cancelados (e esses não foram contabilizados), assim como as economias e as empresas cujos trabalhadores ficaram impossibilitados de se deslocar para os seus locais de trabalho. São consequências naturais da vulnerabilidade do ser humano e das sociedades face à natureza e que os governos devem avaliar. Mas o que sobressai é que o que é prioritário para o poder político é não deixar que os sacrossantos lucros das companhias aéreas saiam sequer beliscados com as cinzas do vulcão. Para isso, e mais uma vez, propõem-se usar os dinheiros públicos, os mesmos que foram utilizados para salvar o grande capital financeiro, os mesmos que faltam nos cofres dos Estados e que a ofensiva anti-social em curso na Europa quer pôr os trabalhadores e os povos a pagar.

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  • O aniversário do nascimento de Lenine

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    260410_lenine.jpegResistir.info [Domenico Losurdo] - O 140º aniversário do nascimento de Lenine decorreu em 22 de Abril de 2010. Deve-se ao diário alemão Junge Welt ter chamado a atenção para esta data: eu próprio contribuí para isso com um artigo reproduzido no meu blog .

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    Mas como a ideologia dominante (mesmo à "esquerda") gosta de opor Gandhi, campeão da não-violência, a Lenine, dedicado ao culto da violência, chamo a atenção do leitor para duas pequenas páginas do meu livro [1] que demonstram algo radicalmente diferente. Por ocasião do primeiro conflito mundial, Gandhi orgulha-se de ser o "recrutador chefe" ao serviço do exército britânico e celebra as virtudes da vida militar. Qual é, em contrapartida, a atitude assumida pelo grande revolucionário russo?

    Com o desencadeamento da guerra, ainda que partindo de posições bastante diferentes, Lenine presta homenagem aos círculos do "pacifismo inglês" e em particular a E. D. Morel, um "burguês excepcionalmente honesto e corajoso", membro da Associação contra a conscrição e autor de um ensaio que desmascara a ideologia "democrática" da guerra brandida pelo governo britânico. Neste momento, o dirigente bolchevique encontra-se bem mais próximo do pacifismo do que Gandhi, situado em posições anti-téticas.

    Constrangido a verificar que, apesar das propostas de pacifismo combativo expressas na véspera da guerra, mesmo o movimento socialista acabou em grande parte por se acomodar à carnificina e à união sagrada patriótica destinada a legitimá-la, Lenine nota com desgosto a "imensa confusão", a "imensa crise provocada pela guerra mundial no socialismo europeu" e exprime uma "profunda amargura" pela "bacanal de chauvinismo" que grassa doravante. Sim, "a confusão foi grande" junto àqueles que viam na Segunda Internacional um vislumbre de esperança contra o ódio chauvinista e o furor belicista. Neste sentido, "a coisa mais entristecedora da crise actual é a vitória do nacionalismo burguês", é a atitude de adesão ou de submissão ao banho de sangue; sim, "mais que os horrores da guerra", ainda mais mesmo do que a "carnificina", aquilo que é dolorosamente ressentido são "os horrores da traição perpetrada pelos chefes do socialismo contemporâneo" que, engolindo seus compromissos anteriores, contribuem activamente para a legitimação da violência guerreira, para o retorno à barbárie cultural geral e para o envenenamento dos espíritos. "O imperialismo jogou os destinos da civilização europeia" e pôde fazer isso servindo-se da cumplicidade daqueles que estavam destinados a fazer valor as razões da paz e da coabitação entre os povos.

    Para confirmar a sua análise, Lenine cita in extenso a declaração difundida por círculos cristãos de Zurique, os quais exprimem a sua consternação face a uma vaga chauvinista e belicista que não encontra obstáculos: "Mesmo a grande internacional operária [...] extermina-se reciprocamente nos campos de batalha". Cinco anos antes, em 1909, em oposição à "bancarrota" do "ideal do imperialismo" belicista, Kautsky havia celebrado "a imensa superioridade moral" do proletariado (e do movimento socialista), o qual "odeia a guerra com todas as suas forças" e "fará tudo para impedir que as paixões militaristas ganhem terreno". Este precioso capital de "superioridade moral" verifica-se agora que está completamente dissipado. Se, pelo menos na sua primeira fase, a guerra e a participação na guerra configuram-se, no quadro de uma ideologia à qual mesmo o primeiro Gandhi não é estranho, como uma espécie de plenitudo temporum no plano moral (pela motivação espiritual e a fusão comunitárias que implicam), aos olhos de Lenine a explosão do conflito fratricida (que também lacera a própria classe operária) aparece em contraste como alguma coisa semelhante à "época da culpabilidade reconhecida": utilizo aqui a expressão que Lukacs retoma de Fichte em 1916, ao passo que ele é dilacerado por um profundo trabalho destinado a concluir, na vaga de protestos contra a imensa carnificina, com a sua adesão à Revolução de Outubro. Evidentemente, o revolucionário russo é demasiado laico para recorrer a uma linguagem teológica. E, contudo, a substância não muda: para além da indignação política, a explosão da guerra provoca nele uma consternação moral.

    A esperança, moral antes mesmo de política, parece renascer graças uma fenómeno que poderia talvez avariar a máquina infernal da violência: é a "confraternização entre soldados de nações beligerantes, até nas trincheiras". Esta novidade aprofundou contudo a divisão do movimento socialista, que já se manifestar com a explosão da guerra. Em contraposição ao "ex-socialista" Plekhanov, o qual assimila a confraternização à "traição", Lenine escreve: "Está bem que os soldados maldigam a guerra. Está bem que exijam a paz". No "programa da continuação da carnificina" formulado pelo governo provisório russo, do qual também fazem parte "ex-socialistas", Lenine responde: "A confraternização numa frente pode tornar-se confraternização em todas as frentes. O armistício de facto numa frente pode e deve tornar-se armistício em todas as frentes".

    É verdade, a confraternização constitui para os bolcheviques um momento essencial da estratégia visando o abate do sistema social responsável pelo massacre e portanto a transformação da guerra em revolução. Mas esta passagem é tornada inevitável pelas "ordens draconianas" com as quais os dois campos opostos enfrentam a confraternização. E é uma passagem que, desde o princípio do gigantesco conflito, é imaginada e de certa forma invocada também pelos círculos cristãos suíços que Lenine opõe positivamente aos socialistas convertidos às razões do chauvinismo e da guerra. O revolucionário russo chama a atenção em particular para isto:

    "Se a miséria se torna demasiado grande, se o desespero toma a dianteira, se o irmão reconhece seu irmão sob o uniforme inimigo, talvez factos ainda totalmente inesperados se produzam, talvez as armas retornem contra aqueles que incitam a guerra, talvez os povos, aos quais foi imposto o ódio, subitamente os esqueçam, unindo-se".

    Não parece que Gandhi se tenha ocupado do fenómeno da confraternização, o qual de qualquer forma está em contraste com o seu empenho em recrutar soldados e carne de canhão para o governo de Londres.

    25/Abril/2010

    [1] La non-violenza. Une storia fuori dal mito , Laterza, 2010.

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  • Famílias fazem ocupações na madrugada da segunda em São Paulo

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    260410_flm.jpgFLM - Cerca de 2 mil famílias da Frente de Luta por Moradia (FLM) vão à luta para fazer valer a função social da propriedade em São Paulo. Dois prédios abandonados na região central e um terreno localizado na Zona Sul da cidade estão sendo ocupados na madrugada desta segunda-feira. 

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    Os locais são antigas reivindicações do movimento junto aos três níveis de governo para que sejam transformados em moradia popular.

    Diante da omissão da prefeitura e dos governos do Estado e Federal, diante do número cada vez mais crescente de famílias que estão em situação de despejo e até mesmo em situação de rua, os movimentos que compõem a FLM decidiram não esperar e fazer de terreno e prédios vazios moradia.

    Os endereços ocupados são os seguintes:

    Rua Prestes Maia, 911, centro – contato: 8915-5867

    Avenida Nove de Julho, número 1084 – contato: 6397-0401

    Rua Henry Martin, 120, M’Boi Mirim – contato: 7469-1114


    A base das reivindicações da Frente de Luta por Moradia que move os movimentos neste dia de luta (26/04) está contida na carta aberta abaixo. Se preferir pode baixar aqui o PDF do documento.


    Excelências

    Do Executivo, Legislativo e Judiciário;

    Poderes Públicos, Federal, Estadual e Municipal;

    Homens e Mulheres de bem!

    Estamos aqui para dar início a um grande projeto. Seja, estabelecer parceria com os poderes públicos para construir moradia para nossas famílias. Somos trabalhadores desta grande cidade. Mantemos nossa São Paulo em pé 24 horas por dia. Entretanto, não usufruímos dos benefícios por nós construídos e mantidos. Por insuficiência de meios de sobrevivência somos empurrados e forçados, contra nossa vontade, a morar nos morros, nos lixões, nas encostas, nas áreas alagadiças, nas moradias insalubres e também nas ruas. Situação que não somos causadores. Somos vitimas da desigualdade econômica.

    As enchentes ocorridas em São Paulo, Rio e Salvador revelaram a situação dramática em que vivemos. Aquilo que deveria ser apenas uma forte chuva, como é para aqueles que vivem bem nas melhores terras da cidade, se transformou em uma tragédia para nossas vidas. As chuvas adicionaram sofrimentos às difíceis condições de sobrevivência em nosso cotidiano. Mas, não é momento de se lamentar. É momento de agir. A moradia digna é um DIREITO. Os poderes públicos têm a obrigação de fazer habitações para quem não tem, assim como devem garantir saúde, educação, transportes, segurança,…

    Deste modo, todos aqueles que possuem algum poder tem o dever de trabalhar para que nenhuma criança e sua família sofram a violência dessas catástrofes. Ou tenham suas vidas humilhadas nas péssimas condições habitacionais. Por isso estamos aqui, sugerindo aos poderes públicos a construção de moradias e o atendimento de nossas famílias.

    Para nós aqui em São Paulo não fluem os projetos habitacionais. Não há atendimento para quem ganha até 3 salários mínimos, justamente quem mais precisa. Para essa faixa de renda, não foi assentado nenhum tijolo do Minha Casa, Minha Vida. Os programas habitacionais existentes como carta de crédito, parceria social e até o Minha Casa, Minha Vida contribuem para elevar a renda da terra. Em contrapartida dificulta ainda mais o acesso das nossas famílias a uma moradia decente. Os subsídios a esses programas triplicaram o preço das moradias. Empreendimentos populares encaminhados por meio de bancos emperram a agilidade necessária.

    Queremos projetos de moradia popular. Desenvolvidos pelo poder público. Aquisição das terras por preços justos. Desapropriação dos imóveis dos devedores de impostos. Medidas fiscais, como o Imposto Progressivo para os imóveis vazios e abandonados, e de acordo com o tamanho e a quantidade de propriedades de um mesmo dono. Sem estas medidas não se resolverá a penúria habitacional existente no Brasil.

    Pleiteamos ainda que os projetos habitacionais sejam desenvolvidos, construídos e geridos em parceria com a demanda organizada. Costumamos ouvir que não devemos agir, pedem para esperar quietos na fila. Ora, DIREITO NÃO TEM FILA, estamos somente exercendo nosso Direito de Ação. Direito é Direito e obtêm quem pleiteia.

    Não podemos esperar. É agora ou nunca. Vamos juntos: União, Estado, Município e famílias organizadas concretizar as seguintes propostas habitacionais:

       1. Abertura do edital de contratação do projeto e obras dos imóveis do INSS na Avenida Nove de Julho, número 1084, com 540 unidades habitacionais, e Avenida Senador Teotônio Vilela, com 83 unidades, projetos parados por mais de dez anos.

       2. Desapropriação dos seguintes imóveis e terrenos apresentados pela FLM: Edifício Prestes Maia, nº 911, com 229 unidades, Prédio da Rua Mauá, 340, Prédio da Av. São João, 1.523, terreno localizado à Av. Bento Guelfi,1.800 e Rua Henry Martin, 120 – M’Boi Mirim. Essas são lutas que os movimentos da FLM travam há pelo menos 8 anos.

       3. Reabilitação ou revalidação das cartas de crédito das famílias da demanda Prestes Maia e convocação para habilitação das famílias que ainda não foram convocadas.

       4. Inicio imediato do empreendimento Bela Morada, que assinou convênio em abril de 2004. A empresa que venceu a licitação para realização das obras, assinou o contrato com a COHAB em 2008. Desde então, a empresa se nega a iniciar a obra e também a assinar a rescisão do contrato. Ficando assim a demanda refém de tal situação. Esperamos solução imediata.

       5. Apresentação de cronograma de atendimento em unidades habitacionais de COHAB, CDHU e Minha Casa, Minha Vida para as famílias assistidas no programa de atendimento emergencial e Parceria Social totalizando 1.200 famílias;

       6. Assegurar atendimento das famílias assistidas no Programa emergencial e Parceria Social nos empreendimentos Teotônio Vilela na Zona Leste de São Paulo, são 480 unidades;

       7. Atendimento imediato das 60 famílias habilitadas no Programa PAR II (compromisso feito pela Diretoria Comercial de COHAB e Superintendência de HABI), há 5 anos na espera;

       8. Agilidade na assinatura de convênio do Programa Gestão Compartilhada (Edital 001/08, 002/09 e 003/09);

       9. Publicação de edital para a contratação de projetos e obras na Zona Sul, áreas desapropriadas pela CDHU na Rua Ana Aslan, n. 9999, para atendimento das 840 famílias do Parque do Engenho;

      10. Definir a demanda dos 53 imóveis desapropriados no centro, garantindo a destinação de 1000 unidades para famílias organizadas nos movimentos do centro ligados à FLM;

      11. Construção de projeto habitacional destinado as 700 famílias da Favela da Eletropaulo, localizada no Jardim Ipanema, Zona Lestes, prestes a sofrer reintegração de posse;

      12. As famílias devem ser indicadas a projetos habitacionais definitivos pelas suas organizações de sem-teto. Participar da demanda quem pleiteia seu Direito. Devem acompanhar a implementação do empreendimento desde seu inicio. NINGUÉM DEVE TEMER A DEMOCRACIA. Queremos participar da gestão do projeto.

    São Paulo, 26 de abril de 2010.

    FLM – Frente de Luta por Moradia

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  • Mocidade pola Língua convoca greve no Ensino Médio para 12 de Maio

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    260410_mocidade.jpgMpL - A gente nova organizada nas assembleias de defesa do galego Mocidade pola Língua está a preparar umha jornada de greve em todos os centros de ensino secundário do País. Será o próximo 12 de Maio e irá acompanhada de manifestaçons nas principais comarcas durante a manhá de paro.

     

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    Contra a intoxicaçom e a demagogia

    O espanholismo mais violento está a desenvolver umha campanha contra o galego a base de mentiras e victimizaçom. É umha irrealidade impór o idioma próprio ao povo. O único imposto a base de humilhaçons e golpes é o castelhano. E qualquer povo do mundo tem o direito a que se respeite a sua forma de entender e de expresar o mundo: a língua. Este é um direito conculcado ao povo galego. Umha agresom que afecta a todas e cada umha das pessoas de este País, as que resistem falando galego e as que já falam o idioma do invasor.

    26945 

    A análise da situaçom sociolingüística nom da trégua, e a Mocidade pola Língua nom pensa claudicar nas reivindicaçons básicas, como o único jeito de permitir a pervivência do idioma da Galiza. Depois de levar a cabo a campanha do 26945 durante meses por todo o País, a soluçom ao enigma achega-nos à realidade: som muitas as miles de pessoas que cada ano se vem empurradas a abandonar o galego. Esta situaçom insostível só tem umha soluçom: reagir, organizar-se e luitar contra o os inimigos do nosso idioma.

    Reivindicaçons

    Está demonstrado que o monolinguismo social é a única via para a saúde e conservaçom de um idioma. Assi que nom valem para salvar o galego os decretos de miséria, nem o actual, nem o anterior. Qualquer tipo de quotas à língua dum povo é um asobalhamento que leva ao extermínio, com mais ou menos celeridade. Portanto apelamos a que o objectivo esteja no 100%, como seria o caso de qualquer País normal.

    Chamamos à desobediência firme, consciente e activa contra o decreto do PP tanto do alunado, quanto do professorado. Devemos defender a língua com todas as consequências e a Junta debe saber qualquer impossiçom será respostada com firmeça, a moribunda situaçom do galego já nom permite permanecer ao margem do conflito, o professorado que continue impartindo em espanhol será responsável da morte do galego. 

    O direito a receber a nossa educaçom na nossa língua, é um direito colectivo que temos como povo e como estudantado. Somos galegas e a língua natural na que historicamente nos construimos como colectividade e basamos a nossa identidade é o galego. Nom existe o direito individual a eleger a língua da tua filha. Quando um/ha pai ou nai elege o espanhol, o que está é violentando o direito dessa pessoa a estudar na sua própria língua.

    Organiza-te e defende a teu idioma!

    Queremos estudar na nossa língua!

    Queremos viver na nossa língua!

    Contra o espanholismo, nem um passo atrás!

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  • Célio Bermann: "Belo Monte é a expressão e o significado do governo Lula-Sarney"

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    260410_belomonte.jpgCorreio da Cidadania [Valéria Nader e Gabriel Brito] - Projetada no governo Geisel, a usina hidrelétrica de Belo Monte, bandeira energética do governo Lula, tem vivido um espetáculo da mais pura improvisação.

     

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    Após incessantes decisões judiciais contra e a favor da obra, o leilão que consagrou o consórcio liderado pela Queiroz Galvão e Chesf durou apenas sete minutos, sobrepondo-se à notificação da justiça que o suspendia. Logo depois, a Queiroz decidiu abandonar o empreendimento, acontecimento inédito em leilões do gênero. Para finalizar, alguns perdedores poderão participar do empreendimento, não como sócios principais, mas nas obras de construção da usina, vez que o projeto está envolto em uma série de dúvidas relativas aos custos a serem incorridos. Já há uma fila de empreiteiras interessadas. É o cabaré da energia elétrica.

    Para tratar deste que é um dos assuntos mais polêmicos dos oito anos do PT no poder, o Correio da Cidadania conversou com o professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Célio Bermann. Bermann não poupou críticas, de todos os matizes, a um projeto que foi imposto contra a vontade das populações, através de caricaturais audiências públicas e fictícias referências de custo.

    Para Bermann, a explicação para a obsessão por Belo Monte é a aliança Lula-Sarney, que abarca figuras historicamente ligadas ao setor eletro-intensivo, de forma a manter a subordinação da política energética nacional aos interesses de grandes corporações econômicas. Desse modo, estaríamos vendo o início de uma radicalização na apropriação das riquezas do território amazônico, que só pode gerar trágicas conseqüências ambientais e sociais.

    Correio da Cidadania: Que balanço você faz da trajetória do projeto de Belo Monte, com toda a disputa política e guerra judicial que cercam o projeto? Como avalia o resultado do leilão, que culminou com a desistência dos principais concorrentes, a Odebrecht e a Camargo Corrêa, tudo indicando que o projeto deverá ser encampado pelo governo?

    Célio Bermann: Primeiramente, eu não classificaria o resultado do leilão como uma vitória. Aconteceu que, apressadamente, a partir de novembro passado, o governo empurrou de forma obsessiva o projeto Belo Monte.

    O resultado indica o seguinte: em primeiro lugar, o projeto será bancado única e exclusivamente pelo dinheiro público, através, primeiramente, do financiamento do BNDES, que deverá comparecer com 80% dos 19 bilhões de reais que custará a obra – custo que, no entanto, as construtoras e fabricantes de equipamentos eletro-mecânicos dizem não ser inferior a 30 bilhões.

    Outro fato é que o consórcio vencedor é fundamentalmente formado por empresas públicas, estatais, o que se verifica na medida em que a Chesf representa 50% da composição acionária e o governo pretende também incorporar ao projeto, de forma efetiva, a participação acionária da Eletronorte, que por sua vez vai gerir a hidrelétrica. É toda uma engenharia financeira baseada fundamentalmente em renúncia fiscal exacerbada, com todas as conseqüências à população e aos contribuintes.

    Dessa forma, estamos na iminência de assistir a um dispêndio de dinheiro público a ser administrado de forma absolutamente incompetente, porque o preço vencedor é totalmente fictício, uma vez que não é possível remunerar tal investimento com uma tarifa de 78 reais por cada 1000 kW/h.

    Isso significa que, mais uma vez, haverá necessidade - para compensar os prejuízos, que serão assumidos principalmente pelas empresas estatais - de recorrer ao Tesouro Nacional a fim de se garantir que a energia seja suprida, principalmente para reproduzir e confirmar (e essa é a maior característica do projeto de Belo Monte) o modelo de apropriação do território amazônico, baseado na tomada de seus recursos naturais, de sua água, seus rios, para proporcionar a expansão de bens de alto conteúdo energético e baixo valor agregado.

    Ou seja, faço referência às indústrias minero-metalúrgicas, de minério de ferro, bauxita e também sua primeira transformação, em aço e em lingote de alumínio.

    Essa forma de "promover" o desenvolvimento da região amazônica e do país é absolutamente lesiva aos interesses da população brasileira.

    CC: Além de perseguir um modelo de desenvolvimento inadequado sob os aspectos social e ambiental e dos custos elevadíssimos, o projeto é também criticado pela sazonalidade da usina no suprimento da energia e pelas incertezas geotécnicas que envolvem a obra. O que você acrescentaria a estes pontos que são destacados como grandes óbices para a efetivação desse empreendimento?

    CB: Além da já mencionada questão da engenharia financeira, a idéia de que é preciso uma hidrelétrica para resolver o problema de habitação e infra-estrutura de uma cidade, de uma região, também aponta uma maneira absolutamente equivocada de entender os projetos de geração de eletricidade.

    O principal benefício argumentado pelo governo é prover habitações de alvenaria e melhorias de saneamento, tratamento de água e esgoto para Altamira e região. Isso significa passar a responsabilidade das políticas públicas, que necessariamente devem ser assumidas pelos escalões da administração municipal, estadual e federal, para o empreendimento. Significa também a procura do governo por uma legitimação política, principalmente junto à população local mal informada.

    CC: O que pensa sobre a avaliação de estudiosos de que o empreendimento de Belo Monte, com as reformulações pelas quais passou desde seu formato original, quando ainda era a usina de Kararaô, terá um impacto significativamente menor sobre o meio ambiente?

    CB: O que aconteceu, em minha compreensão, foi que efetivamente houve a tentativa de levar em consideração o problema da amplitude do reservatório na concepção do projeto, com o artifício da construção de canais. Serão construídos dois canais de medidas significativas, de forma a comportar o volume de água que inicialmente estava estabelecido e ocuparia toda a região. Com isso, reduziu-se pela metade o reservatório, que antes era de 1200km².

    Um problema significativo é que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) indica um reservatório de 400 km², enquanto o edital do leilão apontava um reservatório da ordem de 600 km². Aí também havia uma brecha por onde se poderia justificar o cancelamento do empreendimento, por não reconhecer o que tinha sido referência para a discussão ambiental. Se efetivamente haverá o aumento do reservatório, problemas sócio-ambientais de maior monta serão revelados. Portanto, seria fundamental reavaliar o projeto.

    Mas o problema maior é que, na medida em que o projeto procurou reduzir as resistências ambientais, ao mesmo tempo em que manteve o dimensionamento da obra, ocasionou uma concepção absolutamente equivocada, que já determina sua ineficiência.

    Agora ele está nas mãos de empresas estatais, pois as privadas saíram e não participam da tomada de empréstimos e dos investimentos, o que manteve a concepção de superdimensionamento da usina, de 11,2 mil mW, quando na verdade essa energia só estará disponível durante três meses ao ano. E haverá períodos de estiagem, entre setembro e outubro, nos quais a capacidade de geração se reduzirá a 1080 mW.

    Frente a esse fato, o governo passou a trabalhar com a noção de ‘média de energia’, em torno de 4000, 4500 mW ao longo do ano, o que é uma maneira enganosa de caracterizar o empreendimento. A energia que estará garantida, independentemente do regime hidrológico, é de apenas 1000, 1100 mW. O restante da energia disponibilizada terá valor comercial menor.

    Dessa forma, as empresas estatais (que deveriam ser públicas, mas não são) vão arcar com esse enorme prejuízo, que vai cair no bolso do brasileiro, e assim assistiremos ao prenúncio do processo de expansão do capital internacional na Amazônia: predatório, sem levar em consideração o interesse da população brasileira, especialmente as ribeirinhas, indígenas e tradicionais, fatalmente seguido da solicitação de construção de outras três usinas rio acima para melhorar a eficiência da usina e aumentar a disponibilidade hídrica, embora o governo indique que isso não acontecerá. No entanto, aponto como inexorável a necessidade de construção de outras usinas a montante, aí sim passando diretamente pelas populações da bacia do Xingu.

    CC: Por que este governo é tão determinado em dar início a um projeto de custo elevadíssimo, em um país com variadíssimo potencial energético e com toda a resistência de entidades ambientalistas e movimentos sociais, inclusive com grande repercussão internacional? A quem se destina prioritariamente os benefícios desse projeto?

    CB: Precisamos realmente qualificar que governo é esse que leva adiante de forma obsessiva o empreendimento, malgrado todas as análises críticas de movimentos sociais, ambientalistas, de acadêmicos e cientistas que fizeram aquele painel de especialistas para elaborar uma avaliação crítica aos estudos ambientais e à construção.

    É preciso lembrar que essa obra é um arranjo político que constitui a expressão e significado do governo Lula-Sarney. Eis a referência que aponto.

    O governo lulo-sarneysista tem interesses históricos na viabilidade de Belo Monte; todo o Ministério das Minas e Energia e a Eletrobrás de hoje estão constituídos pelos chamados homens-Sarney. São a esses, que mantêm relações históricas de privilégios com o setor eletro-intensivo, e às empresas minero-metalúrgicas, que politica e economicamente satisfaz um empreendimento dessa ordem.

    Para o governo Lula e a candidatura Dilma fica o equívoco de identificar o projeto Belo Monte como estratégico, prioritário do PAC. Foi um equívoco determinado pela política de aliança do governo Lula.

    Em minha opinião, esse erro pode gerar, em função das repercussões, uma insatisfação da sociedade e das populações locais em relação à condução do processo, fragilizando a própria candidatura. Eu analiso que Belo Monte, da forma como foi açodadamente conduzido, pode significar o cadafalso da candidatura Dilma.

    CC: Vários estudiosos da área elétrica defendem, no entanto, o projeto como uma forma de aproveitar o potencial hidrelétrico brasileiro, já que o Brasil só teria utilizado até agora um terço desse grande potencial de energia limpa, proporção bem inferior à média dos países desenvolvidos. Qual a sua opinião quanto a esta avaliação?

    CB: Essa percepção da hidroeletricidade de nosso país precisa ser redefinida. Nós temos hoje uma dependência excessiva da hidroeletricidade amazônica. O fato de mais de 50% de nosso potencial hidrelétrico estar localizado naquela região não significa, em absoluto, que todos os rios da Amazônia precisam ser transformados em jazidas de megawatts.

    Tanto o projeto de Belo Monte como as usinas Santo Antônio e Jirau, do Rio Madeira, apontam a idéia que marca o pensamento elétrico, de se otimizar o aproveitamento energético desconsiderando as questões ambientais e sociais. E eventualmente, como em Belo Monte, procurando incorporar algumas dessas questões, mas mantendo a concepção de geração energética. Isso indica que não há compatibilidade entre preocupação ambiental, justiça social e o pensamento hegemônico de conduzir os projetos hidrelétricos da forma que vemos.

    Em relação aos apoiadores da expansão hidrelétrica, devo dizer algo, sobre o qual Belo Monte é simbólico: primeiramente, a energia hidrelétrica ficará cada vez mais cara. Se levarmos em consideração a ordem e grandeza de 30 bilhões de reais de investimento, significa que o kilowatt instalado em Belo Monte está alcançando 2700 reais, cerca de 1500 dólares por kilowatt instalado, basicamente. Internacionalmente, o preço do kilowatt hidrelétrico instalado é de 1000 dólares. Estamos fazendo uma usina cara, contrariando a informação do governo e seus apoiadores de que se trata de projeto extremamente favorável no que se refere à relação custo/investimento e benefício.

    Em segundo lugar, há o problema do destino da energia. Ela não será destinada às necessidades e requerimentos da população brasileira, não será voltada à melhoria de suas condições de vida no dia-a-dia e ao aumento da oferta de energia a essas pessoas.

    CC: Segundo ainda esses mesmos estudiosos, fontes de energia alternativa, como eólica, solar, podem, sem dúvida, complementar a necessidade de suprimento, em vista de nosso variado potencial energético, mas não conseguiriam suprir significativamente as demandas de nossa matriz energética. O que você teria a dizer sobre essas energias alternativas?

    CB: Essas outras fontes poderiam ter um aproveitamento melhor, como a biomassa também, o que poderia ser um complemento às fontes tradicionais, mas ainda se tem a compreensão de que são caras demais para receber investimento.

    Mas é extremamente importante, antes de tudo, ressaltar alguns pontos. Um deles é a redução da perda de energia do sistema termelétrico: de acordo com dados do próprio governo, temos no Brasil uma perda da ordem de 15% do momento em que a energia é gerada, entra no sistema de transmissão, depois passa pela distribuição, até chegar à tomada dos consumidores.

    Sem esquecer das características de prioridade à fonte hidráulica, não podemos imaginar reduzir essa perda ao que hoje é a média em países da Europa, Japão, EUA, onde ela fica em torno de 8%. Mas poderíamos imaginar reduzir as perdas a cerca de 10%. Daria pra ganhar 5% do que é gerado, disponibilizando esse montante para o consumo. Tal investimento é bem menor que a construção de uma nova usina.

    Ao mesmo tempo, considero o fato de que o sistema hidrelétrico nacional apresenta condição diferenciada daquela existente nos locais citados, cuja matriz energética é extremamente dependente de usinas a carvão e gás natural, localizadas mais próximas do centro de carga e dos consumidores, o que possibilita uma menor perda também. A distância entre o local de geração e de consumo é determinante para operacionalizar um programa desse tipo. Por isso, em minha opinião, considerando as grandes linhas de transmissão do Brasil, levando energia elétrica de usinas hidrelétricas distantes do centro de carga e dos locais de consumo, nossa característica possibilitaria trabalhar com a redução de perdas, o que é uma conta teórica, mas que poderia levar a uma economia equivalente a dois terços do que se produz de energia em Itaipu.

    Outra alternativa, para a qual chamei particularmente a atenção em 2004, e que teve resposta do governo apenas no ano passado, é a repotenciação de usinas hidrelétricas que operam há mais de 20 anos. Mas, nesse estudo feito pelo governo, a EPE – Empresa de Planejamento Energético - procura reduzir as conseqüências da repotenciação vistas historicamente e acaba super-dimensionando a capacidade de geração do parque hidrelétrico atual. Com isso, apontam uma escala de ganho extremamente reduzida por meio da repotenciação.

    Neste momento, estou envolvido num trabalho de investigação e pesquisa junto a uma empresa de geração do estado de São Paulo para definir concretamente as possibilidades de redução de perdas nas usinas que operam hoje, de modo a conseguir aumento de energia por meio da repotenciação. Espero que esse trabalho se transforme numa discussão teórica, baseada em ganhos advindos da repotenciação e, por outro lado, em questionamentos sobre o super-dimensionamento do atual parque hidrelétrico por parte do governo. Espero reunir elementos suficientes para, de forma concreta, indicar as possibilidades que a repotenciação pode trazer.

    CC: Todas essas possibilidades juntas não alcançariam o potencial elétrico que se projeta para Belo Monte de modo bem menos lesivo ao meio ambiente e à população? Por outro lado, até que ponto suprir esse potencial elétrico supostamente originário de Belo Monte é o foco que deve acompanhar as preocupações de uma política energética e de um modelo de desenvolvimento?

    CB: Todas essas alternativas não substituem as grandes usinas hidrelétricas produtoras de grandes blocos de energia, como Belo Monte. Uma energia que, no entanto, é voltada a satisfazer as necessidades e requerimentos do processo eletro-intensivo.

    As formas alternativas de energia têm como foco principal trazer benefícios não concentrados em um ou outro setor da economia, e com isso há a necessidade de discutir o modelo de acumulação que vigora em nosso país.

    O modelo de desenvolvimento no qual estamos hoje assentados, de meros produtores de bens primários de alto conteúdo energético e baixo valor agregado, não representa um Brasil forte em termos de produção, geração de renda e geração de energia. Pelo contrário, esse modo de apropriação dos recursos naturais em favor de poucos apenas representa e indica que o governo Lula-Sarney faz essa construção em subordinação aos interesses financeiros internacionais.

    Trata-se de uma visão equivocada, de que a disponibilidade energética conduz necessariamente ao desenvolvimento. As conseqüências inelutáveis serão a degradação ambiental e o acirramento da crise social.

    CC: É possível projetar o tamanho do custo ambiental da obra? Seria digno de contestação não apenas nacional, como também internacional?

    CB: Embora tenha sido propagandeado que era da ordem de 1,5 bilhão de reais, o custo ambiental não teve uma contabilidade de fato, não foram citados os parâmetros para se chegar a tal resultado...

    A discussão histórica é de que os empreendedores que vão tocar a obra vão buscar reduzir custos. E a procura por redução de custos se dará principalmente sobre as dimensões sociais e ambientais.

    Mesmo que tais valores projetados se confirmem, só serão verificados no futuro.

    CC: E quanto ao custo social, considerando todo o deslocamento das populações tradicionais, indígenas e ribeirinhas, qual a sua avaliação? Será tão desastroso como no caso de Tucuruí?

    CB: O problema é que não se trata, como se pensa, de dar a essas populações opções de uma casinha ou algo assim. O que acontece historicamente é que cerca de 80% das populações atingidas por obras hidrelétricas do país não receberam nenhum tipo de indenização.

    Vamos imaginar que o empreendimento consiga fazer alguma forma de ressarcimento à população. O problema reside em que o levantamento do EIA – Estudo de Impacto Ambiental - subestima a população, o que já mostra o problema de se levar em conta o custo real do deslocamento dessa população a partir de uma obra desse porte, ainda mais na região amazônica. É o mesmo que se viu em Tucuruí e se vê agora em Porto Velho (por conta das usinas do Rio Madeira), casos em que o contingente de pessoas atraídas pela busca de emprego não será absorvido, pois a obra fica preferencialmente com a mão-de-obra qualificada. E essa população é mão-de-obra desqualificada, que não dispõe de programas de qualificação previstos nos projetos.

    A questão social, acrescentada ao fato de que a população atraída vai demandar equipamentos sociais, moradia, educação, não está contemplada no investimento, não está valorada, e irá se constituir numa conta não assumida pelo empreendedor.

    CC: Acredita que toda a contenda em torno da construção, ou não, da usina pode ensejar novas lutas por direitos de povos indígenas, tradicionais e locais, enfim, minorias que habitam terras muito cobiçadas em nosso país por suas riquezas naturais?

    CB: A perspectiva de ampliação do processo político de contestação certamente existe. O problema é saber as conseqüências que irá trazer. A depender destas conseqüências, vai ser redefinida a forma como os interesses das populações são, ou não, incorporados ao processo de discussão e de investimentos.

    Em minha opinião, a natureza de tais empreendimentos, com sua subordinação aos interesses do capital internacional, determina que esta é uma luta inglória, isto é, existe uma insatisfação popular muito grande, mas que, a meu ver, não abrirá espaço para que populações tradicionais interfiram nas decisões.

    Quero dizer que não há compatibilidade entre o exercício democrático e a concepção desses empreendimentos. Eles são excludentes.

    CC: Qual será, de todo modo, o final dessa contenda a seu ver? A luta de ambientalistas e populações atingidas conseguirá barrar a obra? Ou, por outro lado, o governo pode acabar engavetando ou adiando o projeto em vista de todo o desgaste gerado pela construção da usina, o qual pode ser utilizado inclusive eleitoralmente pela oposição?

    CB: O problema é que, nas atuais circunstâncias, o governo conta com a irreversibilidade do processo. Eu esperava que a lógica prevalecesse, e foi o que aconteceu. Dessa forma, não posso levar em consideração a incerteza do que pode acontecer.

    Vai existir incerteza tanto em relação ao empreendimento como no que se refere à contestação política ao resultado do leilão. Isso vai trazer um desgaste muito grande à candidatura do governo, mas tais possibilidades não nos permitem apontar de forma conclusiva o desfecho. Porém, qualquer que seja, o desgaste é enorme e pode representar a fragilização da candidatura Dilma.

    Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.

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  • Xingu e a vingança Mapuche

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    260410_mapuches.jpgCorreio da Cidadania [Roberto Malvezzi] - Quando os Mapuches conseguiram pôr as mãos em Pedro Valdívia, o levaram para uma de suas aldeias. Primeiro cortaram suas orelhas e seu nariz, para que se recordasse de todos os narizes e orelhas que cortara dos Mapuches e despachara em cestos rio abaixo para exibir sua crueldade.

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    Em seguida, num ritual solene, acenderam uma fogueira e o assaram brandamente, retirando e comendo pequenas lascas de carne assada do conquistador Espanhol. 

    Finalmente, derreteram um pote de ouro e despejaram garganta abaixo de Valdívia, para saciá-lo da sede de ouro que possuía, motivo fundamental de suas chacinas sobre os Mapuches.

    Esse é, em outras palavras, o relato que nos faz a escritora chilena Isabel Allende, em seu livro "Inés de Minha Alma", onde relata a conquista do território chileno por Pedro Valdívia. Os Mapuches mataram Valdívia, com vingança cruel e requintada, mas perderam a guerra. Hoje há um punhado de Mapuches que resiste em território chileno.

    Uma Bíblia foi o pretexto para Cortés massacrar os Astecas. O ouro foi motivo para Pizarro dizimar os Incas, para Valdívia arrasar os Mapuches. Em nome das terras, da fé e do ouro os portugueses dizimaram os índios brasileiros. Sobraram alguns, poucos, como na região do Xingu. Quando eles pensavam que iriam ter paz, uma hidroelétrica, um presidente, uma candidata a presidente, as corporações nacionais e transnacionais, em nome do progresso, do desenvolvimento, da segurança energética – mas, poderia ser da Bíblia, do ouro, ou qualquer outro pretexto –, vão dizimar o que lhes restou de espaço na sua turbulenta história.

    São as leis da história e do progresso, não é mesmo? Afinal, como disse um jornalista da TV, "ou se devolve o Brasil aos índios, ou se pensa nos outros 195 milhões de brasileiros".

    O capital tem seus deuses e sua voracidade. E eles pedem sacrifícios contínuos dos povos, nesse caso os indígenas, em qualquer época da história. Quando se perde o sentido do humano, sempre há um argumento para justificar a crueldade, seja contra a natureza, seja contra a pessoa humana.

    Roberto Malvezzi (Gogó), ex-coordenador da CPT, é agente pastoral.

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  • Campanha da Assembleia de Mulheres do Condado: Contra as agressons, auto-organizaçom!

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    260410_condado.JPGAMC - Dous novos casos de violência machista contra mulheres do Condado. Um dos agressores acumula já várias denúncias por ataques a mulheres. Perante os nossos olhos, na nossa vila, na nossa paróquia, as nossas vizinhas, amigas e companheiras de trabalho estám a ser brutalmente agredidas. Mais umha vez, parece que só as feministas estamos dispostas a denunciar e actuar… e assim é, estamos dispostas!

     

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    Já chegou de fecharmos os olhos e calar. A diário as mulheres do Condado levamos hóstias, somos perseguidas e violadas, vivemos com medo dos homens, nom temos outra que obedecer os nossos maridos e companheiros se nom quigermos levar umha tunda. Sabemos bem que as quatro linhas que -de má vontade- publicam os jornais som apenas umha ínfima parte do problema. Som poucas as mulheres que se atrevem a denunciar e menos ainda as que decidem fazê-lo publicamente.

    Os juízes, os representantes municipais, os polícias e guardas civis nom vam acabar com a violência contra as mulheres. Eles som parte do problema, eles som cúmplices (e por vezes responsáveis directos) da situaçom que padecemos. Som os que nos esquecem nos actos oficiais, som os que nos questionam e desprezam quando denunciamos, som os que ditam sentenças ridículas contra os nossos verdugos, som os que nos negam o apoio económico que necessitamos para sairmos adiante por nós próprias...

    É questom de vida ou morte. Nom vamos esperar à notícia dum novo assassinato. As mulheres do Condado temo-lo claro, a única saída que temos é a autoorganizaçom, juntarmo-nos e enfrentar o terrorismo machista lá onde aparecer, denunciar e conscientizar, arroupar as vítimas e fazer-lhes um sítio para que luitem ao nosso lado, encurralar os agressores e dar-lhes o que merecem. Porque unidas somos fortes, muito fortes, unidas nom há medo, unidas podemos defender-nos e devolver os golpes.

    Da Assembleia de Mulheres do Condado fazemos um apelo urgente às vizinhas da comarca para se somarem ao combate contra o terrorismo machista. Pom-te já em contacto com a AMC!

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  • Mais de meio milhão de catalães já votaram nas consultas independentistas

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    260410_ppcc.jpegRacó Català - Reúne portanto mais votos do que quatro dos seis partidos políticos do Parlamento de Catalunha, com menos da metade do recenseamento, e com uma participação no 25-A à roda dos 20%. 

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    Mais de meio milhão de catalães votaram já em alguma das três convocatórias de consulta sobre a independência da Catalunha que se realizaram no 13-D (Arenys de Munt incluído), no 28-F ou neste 25-A, e mais de 90% optou pelo "Sim" à independência. Isto representa aproximadamente 22% do total dos cidadãos que tinham direito a voto, uns 2.3 milhões, que são todos os registrados em algum dos 461 concelhos que fizeram a consulta, maiores de 16 anos (incluídos cidadãos de fora do Estado espanhol).

    Se compararmos com as últimas eleições ao Parlamento, é salientável que sem ter feito a consulta em todos os municípios do Principat (falta mais de metade do recenseamento), as consultas independentistas ultrapassam já 4 dos 6 partidos políticos que têm representação a nível catalão, um número que só é ultrapassado pelo PSC e CiU, restando ainda consultas, especialmente a de Barcelona, que afectará 1.5 milhões de pessoas. Precisamente hoje, da Coordenadora de Consultas, pediu-se "respeito" por todo este processo, já que mais de meio milhão de catalães se pronunciaram numas consultas não vinculativas, sem publicidade nem financiamento oficial; consultas que mobilizaram uns 30.000 voluntários que trabalharam sem qualquer remuneração económica.

    Segundo o porta-voz da Coordenadora, Uriel Bertran, a consulta deste 25-A "dá definitivamente um carácter nacional" ao processo, já que implicou fazê-la em capitais de comarca como Réus, Lleida, Manresa, Girona ou Granollers. Neste senso, disse que tudo somado é mais um passo para "fortalecer e consolidar a grande consulta sobre a independência em Barcelona em Abril de 2011".

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  • Vulcám Islandês “Eyjafjalla” paralisa indústria do turismo na Europa

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    260410_vulcam.jpgGalizalivre - Superada a paralise ocasionada pola cinza emitida à atmosfera desde o vulcám Islandês Eyjafjalla, a industria aeronáutica europeia começa a tirar o regueiro de cifras com as perdas sofridas. ::/introtext::
    ::fulltext:: Os dados falam de arredor de 1.265 milhos de euros que se teriam deixado de ganhar num exercício já marcado pola crise. A pesar das cifras, o sucesso do vulcám encerra muita mais informaçom, até mesmo se converte numha radiografia do estado actual da sociedade europeia.

    Quem som os afectados?

    Milheiros de pessoas ficarom estancadas em geografias alheias, além dessa circunstancia puramente ocasional, a verdadeira emergência sofreria-na 800 pessoas que viviam nas imediaçons terrestres afectadas polo vulcám, pessoas que se virom afectadas por inundaçons como consequência do des-geo do glaciar próximo ao vulcám. Porém para a maioria da populaçom tele-vidente, os fluxos de capital que viajam de aeroporto em aeroporto tornaram-se as principais vitimas da catástrofe.

    As cifras do turismo

    Alguns indicadores económicos sobre o turismo podem explicar a alarma mediática criada na última semana. Segundo o Instituto de Estudos Turísticos Espanhol, no ano 2008 os cidadãos da Uniom Europeia gastarom um total de 265.759 milhos de euros em consumo de turismo. Tam só no estado espanhol a cifra ascende a 41.901 milhos, sendo o estado da Uniom Europeia que mais ingressou. Segundo dados do mesmo organismo, até Fevereiro do 2010 os turistas chegados ao Reino de Espanha já gastaram só em dous meses a suma de 2.534 milhos. Destas cifras, cabe destacar que na Galiza o gasto percentual da quantidade sinalada até fevereiro foi inferior do 5%; apesar do esbanjamento de capital público com motivo da celebraçom do ano Jacobeu, o turismo procedente da Europa continua a concentra-se nos polos tradicionais de destino: Catalunya, Levante e Canarias.

    Algumhas especulaçons sobre os efeitos do vulcám

    Fora do económico, o vulcám mesmo poderia ter efeitos positivos na regulaçom climática; as cinzas emitidas junto com o dióxido de xofre podem chagar a criar umha capa densa que se estanca na atmosfera durante um período (até anos) filtrando assim os raios solares. Isto ocoreu em 1991 nas Filipinas, mas nom se passará desta volta por que a emissom de cinzas nom chegou até alturas de estabilidade. As industrias contaminantes nom podem à fim celebrar nem umha pisca do ocorrido.

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  • Servidores federais em luta fazem ato em São Paulo nesta terça feira

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    260410_sp.jpgConlutas - Além da proposta de congelamento salarial por dez anos que está para ser votada na Câmara dos Deputados - o PL549/09 -, o governo Lula tem mostrado total descaso com várias categorias do serviço público que sofrem um brutal arrocho e estão sem reajuste ou revisão de suas tabelas salariais há vários anos.

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    Mas os servidores não baixam a cabeça. Estão com um calendário de mobilização até o mês de maio. De 19 de abril até 4 de maio estão programadas diversas atividades unitárias nos estados, de acordo com a dinâmica de cada região - assembléias conjuntas, reuniões por local de trabalho, atos públicos e panfletagens à população.

    Manifestação em São Paulo - Na terça feira (27), em frente ao Banco do Brasil, na esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista, às 13h, várias entidades dos servidores federais, como Sintrajud, Sindisef-SP e Sinsprev, realizarão uma manifestação conjunta contra a aprovação do projeto de lei 549/09. Os trabalhadores do Ibama, Ipen, MTE SPU e Incra, que estão realizando greves e paralisações desde o dia 5 de abril, vão engrossar a manifestação com suas reivindicações.

    A Conlutas convoca todas suas entidades a participarem dessa atividade e a enviarem moções de apoio e solidariedade aos trabalhadores em greve, que lutam contra o arrocho e o congelamento salarial.

    Trajetória da mobilização - Os servidores estão demonstrando que estão com disposição de lutar por seus direitos. Mais de 2 mil trabalhadores do setor público federal marcharam pela Esplanada dos Ministérios em Brasília na semana passada. Depois da concentração na Catedral de Brasília reuniram-se em frente ao prédio do Ministério do Planejamento, onde está situada a Secretaria de Recursos Humanos, e realizaram um grande ato político. Ali, além das entidades nacionais, falaram as Centrais Sindicais, parlamentares e representantes dos partidos políticos, PSTU e P-Sol.

    Apesar de se ter constituído uma Frente Sindical Contra o PLP-549/09, a manifestação não se limitou apenas em denunciar esse projeto, como queria a CUT e as organizações ligadas à central. A ampla maioria dos servidores que esteve em Brasília atendeu ao apelo da CNESF (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais) para transformar o dia em um grande protesto contra as políticas do governo Lula de congelamento salarial, demissões e de acabar com importantes direitos conquistados pela categoria. Em síntese, a destruição do serviço público no Brasil.

    No final da tarde do mesmo dia, a CNESF reuniu suas entidades para fazer um balanço da manifestação e definir os próximos passos. A avaliação foi positiva e foi aprovado um calendário de lutas (ver abaixo).

    A Conlutas esteve desde a primeira hora ajudando na construção e organização das atividades através de suas entidades filiadas e com participação direta através da Secretaria Executiva Nacional. Isto por entender que o funcionalismo federal – reconhecidamente uma categoria de combate e enfrentamento aos governos neoliberais como Collor, Fernando Henrique e agora Lula – pode derrotar essa proposta de congelamento salarial, através da luta e unidade de suas entidades.

    Calendário de Luta do Funcionalismo Federal

    A CNESF, em reunião realizada no dia 15 de abril, definiu pela continuidade ações unitárias com a Frente de Luta Contra o PLP-549/09 e aprovou os seguintes encaminhamentos:

    Período de 19/04 a 4/05 – Atividades unitárias nos estados, de acordo com a dinâmica de cada região (assembléias conjuntas, reuniões por local de trabalho e atos públicos). Neste período serão realizadas atividades públicas com distribuição de material para a população, explicando o conteúdo nocivo do projeto e pressão aos parlamentares e seus partidos em seus estados de origem.

    Dia 27/04 – Ato Público dos servidores federais, incluído as categorias em greve, em São Paulo-SP.

    Dia 5/05 – Dia Nacional de Luta com ampla participação das entidades na sessão da Comissão do Trabalho e Serviço Público, quando o relator apresentará seu parecer sobre o projeto.

    Dia 12/05 – Mobilização Nacional em Brasília, se confirmada a votação do PLP-549/09 na Comissão do Trabalho e Serviço Público.

    Mês de Maio – A CNESF vai definir a realização de uma plenária nacional do funcionalismo federal.

    Redação Conlutas

    (Com informações de Paulo Barela - Secretaria Executiva Nacional da Conlutas)

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  • A Intersindical viva e presente na reorganização da classe trabalhadora

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    260410_classista.jpgUnidade Classista - A Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora - criada em 2006 se consolidou com uma organização nacional presente em importantes sindicatos, oposições e coletivos em todas as regiões do País por não se pautar pelas disputas estéreis em busca de construir instrumentos que distanciados da classe repetem os velhos erros do ciclo que se encerra.::/introtext::
    ::fulltext:: Nos construímos tendo como princípios fundamentais de nossa ação a organização da luta a partir dos locais de enfrentamento da classe contra o Capital e seu Estado, a independência dos trabalhadores em relação aos patrões e governos, a autonomia em relação aos partidos políticos, a formação como ferramenta que potencializa nossa ação, a solidariedade concreta da classe que rompe as cercas das categorias, dos vínculos de formalidade e das nações.

    Nesses 4 anos de existência restabelecemos ações de solidariedade concreta entre a classe, como as paralisações nas regiões de Campinas e Baixada Santista/SP em solidariedade aos trabalhadores na Volks que lutavam contra as demissões, bem como as iniciativas de mobilização em solidariedade aos metalúrgicos na GM de SJC/SP que lutavam contra o banco de horas e a redução salarial.

    A partir da analise densa da realidade intervimos na conjuntura não pelo caminho que levou boa parte da esquerda a priorizar as ações institucionais em detrimento da luta direta dos trabalhadores. Na crise quando muitos marchavam juntos com a Força Sindical, UGT e demais organizações de conciliação com os patrões, a Intersindical estava nos locais de trabalho parando a produção e a circulação de mercadorias, lutando contra a tentativa do Capital em reduzir direitos, salários e seguir com as demissões.

    Estamos nas principais disputas contra os velhos e novos pelegos. Afirmando direções nos Sindicatos comprometidas com luta da classe trabalhadora, organizando e apoiando Oposições sindicais e coletivos que se formam para enfrentar os mediadores dos interesses do Capital e seus governos.

    Num trabalho duro enfrentando as limitações que ainda temos, nosso esforço diário é estar com classe e não pela classe, para não estar no próximo passo fazendo contra a classe trabalhadora, como várias organizações que hoje se transformaram em instrumentos que atacam a classe para defender os interesses dos patrões e do governo.

    Por estarmos com a classe e não pela classe nesse pouco tempo de existência nos consolidamos como uma Organização que é reconhecida não por retórica, mas por ação pratica e direta no cotidiano da classe trabalhadora.

    Certamente é por isso que aqueles que mecanicamente numa ação completamente distanciada da classe, insistem em tentar criar uma confusão na vanguarda dos trabalhadores, usando o nosso nome, mas não conseguem o resultado que esperavam.

    A Conlutas e os setores do Psol que romperam com a Intersindical no inicio de 2009 tentam através de seus chamados para o congresso que fundará uma nova central dizer que a Intersindical está nesse processo e agora propõem que o nome dessa central seja Conlutas-Intersindical, com argumento que serão as duas organizações a deixar de existir a partir do congresso de junho de 2010.

    Tentam desesperadamente essa confusão, pois segundo seus próprios documentos públicos afirmam honestamente que o congresso que fundará a nova central, não terá a participação real da classe, serão pouquíssimos sindicatos presentes (informes no site da Conlutas dão conta de 40 sindicatos  e 20 movimentos populares) o que resultará num congresso que terá a participação de organizações, “representações” da classe.

    Reafirmamos que embora tenhamos divergências no debate de reorganização do movimento tanto com a Conlutas, como com aqueles que romperam com a Intersindical e hoje tentam se intitular como “Intersindical- instrumento de luta, unidade da classe e de construção de uma central”, isso não nos impedirá de seguir construindo a unidade na luta concreta da classe trabalhadora.

    Mas a unidade não se constrói por vontade política, por intenções em discursos e muito menos com praticas oportunistas, como a que infelizmente os que estão na convocação do congresso da nova central estão fazendo. Não será o uso indevido da nossa logomarca que como outras  se consolidou em importantes setores da classe trabalhadora, que trará os trabalhadores para essa nova central.

    É a partir da analise da realidade que a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, não participará de nenhum dos chamados “Conclat’s que se realizam até o final do 1?semestre de 2010.

    Um deles tem como o objetivo reunir CUT, CTB, Força Sindical, UGT e outras centrais sindicais e movimentos populares para construir uma agenda que tem como objetivo “impedir a volta do neoliberalismo ao País”, como se essa forma do capital se manifestar a partir da década de 90 e nada mais é do que forma, pois o conteúdo é o mesmo,tenha sido superada com a vitória do PT em 2002. Ou seja, esse encontro tem como objetivo colocar em campanha eleitoral as entidades que o convocam para tentar emplacar a sucessora de Lula a presidência da Republica.

    O outro encontro reúne os setores que se colocam à esquerda e infelizmente hoje muito mais na retórica do que na ação pratica. Chamam a unidade da classe através da construção de uma “nova representação” da classe trabalhadora. Buscam desesperadamente a fundação da nova central até o fim do primeiro semestre, para que o calendário eleitoral não seja prejudicado. Argumentam que para superar a fragmentação hoje colocada é necessária a construção imediata de uma nova central. São esses mesmos setores que no cotidiano das disputas contra os instrumentos que hoje trabalham contra a classe não conseguem ao menos estarem juntos nas mesmas chapas. Exemplos como o Sinsprev-DF são didáticos, onde a divisão daqueles que estão inscritos para fundar uma nova central, possibilitou a vitória da CUT nas eleições desse Sindicato.

    A Intersindical não participará do congresso que auto-proclamará a criação de uma nova central, bem como não deixará de existir como tentam de maneira oportunista dizer aqueles que infelizmente não conseguiram se consolidar na base da classe.

    A central sindical necessária para classe trabalhadora será fruto da tarefa mais difícil, ou seja, reconstruir a unidade de ação a partir dos locais de trabalho, no enfrentamento direito da classe contra o Capital e seu Estado. Essa unidade não será construída através de decretos para depois buscar a classe.

    Para seguir a luta por nenhum direito a menos, para avançar nas conquistas e das ações cotidianas construir como necessidade real da humanidade uma sociedade sem explorados e exploradores, uma sociedade socialista, AQUI ESTÁ A INTERSINDICAL VIVA E PRESENTE NA LUTA DA CLASSE TRABALHADORA.

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  • Marx é revisitado e se transforma no oráculo de novos economistas

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    260410_marx.jpgVermelho - Um dos escritores mais vendidos na Europa nestes últimos meses, Karl Marx deixou de ser o filósofo inspirador de líderes comunistas como Lenin e Stalin para se transformar em uma espécie de oráculo para economistas que buscam uma explicação plausível para a crise dos subprimes, iniciada nos EUA, que devasta mercados e impõe perdas devastadoras para populações inteiras, a exemplo do que ocorre agora com a Grécia.::/introtext::
    ::fulltext:: Além de buscar as causas do declínio econômico das grandes nações capitalistas do mundo, provocado por uma onda de ganância sem precedentes, o aumento significativo nas vendas dos escritos de Marx significa, para alguns analistas, uma releitura do comunismo como solução para os descaminhos da economia globalizada.

    Parte-se do princípio que, para Marx, não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, pelo contrário, o seu ser social é que determina a sua consciência. O “ser social” do homem está ligado a sua existência, aos modos de produção a que está submetido e são os modos pelos quais os homens produzem os bens materiais necessários à vida humana que são os geradores das grandes mudanças históricas.

    Os homens sempre se organizaram para produzir bens. Os primitivos eram nômades, extraiam da natureza os meios para sua sobrevivência e quando a caça, os frutos, as raízes acabavam eles se transferiam para outra área. Enquanto o homem saía para caçar e colher, a mulher permanecia em “casa”. Foram elas que observaram que as plantas nasciam das sementes jogadas: era o início da agricultura e o fim da vida nômade.

    Mas, para cultivar o solo e criar o gado, o homem precisou tomar posse de um determinado território: era o fim do comunismo e o começo da propriedade privada. Mesmo sendo, nas sociedades primitivas, a propriedade dos meios de produção comum e não existindo ainda o dinheiro foi nesse período que começou a propriedade privada que junto com o desenvolvimento da agricultura propiciou o acúmulo do que era produzido por algumas famílias que detinham a propriedade, quem não tinha propriedade nem meios de produção trabalhava: era o começo da luta de classes e o fim da paz na terra.

    Quando o esforço de produção já tinha condições de gerar excedentes, surgiu a escravidão. Agora uma minoria detém os meios de produção e, por consequência, é dona da força de trabalho e do produto do trabalho. A condição natural do homem não é a escravidão, então logo surgem também as revoltas. Para proteger os proprietários das revoltas dos escravos surgiu o Estado.

    Quando Igreja Católica e Estado se unem surgem os servos. A Igreja pregava a obediência dos servos aos senhores e o respeito à autoridade real que provinha de Deus.

    Os donos das terras detinham o poder econômico e político, faziam as leis, é o Estado cumprindo o seu papel: defender os detentores dos meios de produção. Aos servos que não eram escravos, restava trabalhar nas terras do senhor tendo alguns dias para trabalhar para si, não podendo abandonar o feudo em que nascera.

    A partir do séc. XIV, começa a se constituir o capitalismo. A situação do escravo que se tornou servo que agora é assalariado, segundo Marx, é melhor, mas longe do que se pode chamar de liberdade. O modo de produção capitalista tem por finalidade obter lucro e aumentar o capital. A riqueza do proprietário advém não da venda do produto mas da mais-valia que é a diferença entre o que o operário produz e o que lhe é pago por essa produção.

    A distribuição de consumo desigual devido aos homens ocuparem postos ou lugares no mundo do trabalho é responsável pelo aparecimento das classes sociais.

    Para Marx, a “base real” da igualdade e da liberdade é o processo do valor de troca. Toda mercadoria deve ser levada ao mercado para ser trocada. E para que essa mercadoria possa ser trocada é necessário uma relação entre proprietários que, de livre e espontânea vontade (liberdade) e em condições de igualdade, efetuem a troca. Esta é uma relação de compra e venda entre o proprietário do meio de produção e o trabalhador, proprietário da força de trabalho. A celebração de um contrato pressupõe capacidade jurídica, liberdade e igualdade.

    O assalariado tem uma ilusão de liberdade e igualdade quando assina o contrato de trabalho. Ele não tem a liberdade de vender ou não sua força de trabalho, ou vende por quanto o proprietário deseja pagar ou morre de fome. O contrato não lhe permite decidir sobre o que vai produzir e em que condições, não escolhe o horário, o ritmo de trabalho, não decido sobre salário, não projeta o que vai ser feito é comandado de fora, por forças estranhas a ele.

    Entrega, assim, a única coisa que lhe pertence: a força de trabalho; perde a posse de seu produto, perde-se a si mesmo, já não é mais a referência de si mesmo: é um alienado. Sua “livre vontade” não passa de coação legalizada. A igualdade e liberdade que legalmente existe não passa de ilusão criada pelo capitalismo que manipulou e manipula as leis, a política e todo o sistema.

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  • De camelos e outros estereótipos

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    Ângelo Meraio

    Nunca me deixa de surpreender como participamos, mesmo as pessoas com consciência e de esquerda, dos estereótipos criados sobre o mundo árabe. Uns estereótipos que muitas vezes vêm de longe e que outras têm sido propositadamente fomentados pelo imperialismo ocidental e mais recentemente pelo aparelho de propaganda sionista. Desta maneira, a opinião pública fica pronta para não se importar e até justificar invasões e agressões de todo o tipo a esses “bárbaros fundamentalistas”.

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    Acreditamos e alimentamos informações tendenciosas baseados na ignorância e na mentira. Agimos numa escala que vai do paternalismo, por nos acharmos superiores intelectualmente ou mais “civilizados”, até ao racismo e a islamofobia tão infelizmente na moda.

    O estereótipo mais difundido liga com isto último e parte de não fazer diferença entre muçulmano e árabe. Pode parecer algo muito básico e algumas pessoas podem achar-me exagerado mas acredito que é necessário fazer esta aclaração.

    Muçulmana é  uma pessoa que professa o Islão, independentemente da sua origem étnica. Há muçulmanos galegos, suecos ou senegaleses e obviamente não são árabes.

    O país com mais muçulmanos do mundo é a Indonésia. Coincidirão comigo em que não é um país árabe.

    Da mesma maneira a Turquia, o Irão, o Afeganistão ou o Paquistão são países de maioria muçulmana mas não países árabes, é dizer não falam árabe.

    Nestes países falam-se línguas diferentes que nem são da mesma família linguística. Nos 3 últimos casos utilizam o alfabeto árabe. Também finlandês, português e vietnamita usam o alfabeto latino...

    Árabe é uma pessoa de cultura e língua árabe, consideram-se árabes fundamentalmente os povos que falam a língua árabe, em todas as suas variantes da Mauritânia ao Iraque.

    Os árabes são  maioritariamente de fé muçulmana mas também há cristãos (no caso do Líbano um terço da população), há judeus (como a importante comunidade existente em Marrocos) e de outras crenças, até inclusivamente há árabes que não acreditam em deus nenhum. Sim, há árabes que não são religiosos. 

    A religião nos países árabe e muito especialmente no Médio Oriente tem um papel muito importante na sociedade, não só no âmbito estrito da fé mas no cultural e no político.

    Mas não sejamos hipócritas, qual é o papel que o Vaticano e as igrejas de cada estado têm ainda hoje na nossa sociedade? Qual foi o papel do catolicismo em regimes fascistas tão recentes como o franquismo ou o salazarismo?

    Ou pensemos em conflitos mais próximos a nós como o da Irlanda, onde a religião joga um papel muito importante como elemento identitário. Mas é claro, e parafraseio a Bíblia, é mais fácil ver palha em olho alheio do que entrave no próprio. 

    Também acho preciso aclarar que árabe não é um conceito “racial” mas cultural, que compreende diferentes tipos humanos. Tende-se a relacionar árabe, inclusivamente no sul da Europa, com pessoas de pele muito morena e de olhos e cabelos pretos. Bem, o mundo árabe é muito grande e os tipos humanos que compreende muito variados. No caso de países como Líbano, Síria ou Palestina, por razões históricas óbvias, muito similares a nós peninsulares. Sim, também há árabes com os olhos claros.  

    Os estereótipos são diversos, mas têm um objectivo principal, criar uma imagem de povos atrasados e incivilizados que merecem a intervenção ocidental para “salvá-los” ou directamente, merecem ser eliminados (esta é a opção preferida pelos sionistas). 

    A propaganda sionista tem-se dedicado especialmente a alimentar estes tópicos, definindo Israel como a única democracia do seu contorno. Um país moderno e aberto em contraposição à barbárie árabe que o rodeia.

    Sem pararmos a debater as bondades e maldades da democracia ocidental. É ao menos um paradoxo que um estado criado a sangue e fogo, à custa de roubar e matar a um outro povo, baseado no racismo e a superioridade religiosa de uns indivíduos, ou que submete a população de um território a um regime de apartheid, se defina como democrático! É um paradoxo que seja esse Estado quem alimente estereótipos e se apresente como exemplo de liberdade. 

    O mundo árabe é  diverso, como são diversos os seus sistemas políticos: Da teocrática Arábia Saudita às democracias de tipo ocidental. Certamente, na maioria dos casos com um respeito pelos direitos humanos e uma existência de direitos civis mais recuada que nos países ocidentais no seu conjunto.

    Mas, deve ser um problema de memória histórica, sobretudo para latitudes como a Península Ibérica, regidas por sistemas totalitários e confessionais até  há bem pouco.

    E na sociedade franquista por exemplo, eram todos fascistas? Eram todos integristas religiosos? Eram todos machistas? Da mesma maneira, os árabes não o são.

    Coloquemos um exemplo, o tão recorrido tema do véu islâmico: só dois países árabes têm leis em relação a isto: Arábia Saudita e Tunísia. O primeiro torna-o obrigatório em público, o segundo proíbe o seu uso. No resto de países árabes é uma opção político-religioso ou cultural que nalguns casos particulares se torna imposição social.

    As sociedades árabes, especialmente as de Médio Oriente são compostas por pessoas muito conservadoras, por pessoas moderadas, por pessoas progressistas e até por pessoas revolucionárias.  É isto assim tão diferente de nós? 

    Generalizarmos e alimentarmos os estereótipos faz fraco favor aos processos de emancipação que existem nos países árabes. Faz fraco favor aos movimentos pelos direitos civis, às mulheres feministas árabes, ao movimento LGBT dos países árabes, faz fraco favor à esquerda dos países árabes, à sua intelectualidade e massa crítica. Porque  sabem uma coisa, elas e eles... existem!

    Por último dizer que no Líbano não há desertos com camelos, mas montanhas nevadas, e férteis vales. 

    Beirute, 27 de Abril de 2010

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  • Encol da crise: diagnose e alternativas (II)

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    Xosé Manuel Beiras

    O actual sistema-mundo constitue un conglomerado de formacións sociais artellado polo modo de produción capitalista, que ocupa nel unha posición e un rol dominantes. 

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    É neste senso no que se pode denominar capitalista ao sistema no seu conxunto, inda que en boa parte do seu espazo e das formacións sociais que o integran esteñan vixentes modos de produción non-capitalistas ou pre-capitalistas -primordialmente na periferia do sistema, mais non só…

    Concluía o día pasado dicíndovos que estamos mergullados nunha crise sistémica que atinxe á totalidade da estrutura global e a cada unha das suas instancias ou esferas. Despréndese desta aseveración, se concordamos con ela, que a crise maniféstase e opera nos diferentes níveis estruturais do actual sistema-mundo -ou sexa, non só na base económica do sistema: non é só unha crise económica. Compre engadirmos agora que nen sequer se cinxe ao espazo socio-humano abranguido polo sistema mundializado, senón que sobarda os seus lindes e incide na sua contorna "natural": nos ecosistemas que artellan a biosfera do planeta Terra. A crise, xa que logo, reviste ou proxéctase asemade en varias diferentes dimensións. Resulta así unha desconcertante fasquía polimorfa e mutante da crise, como a das imaxes proxectadas polos espellos nun caleidoscopio, que dá a impresión de se tratar dunha serie de crises diferentes e mesmo inconexas -cando en rigor son, insisto, só diferentes níveis nos que opera e dimensións nas que se proxecta unha soa e mesma crise sistémica: a "crise unha e trina" á que irónicamente me teño referido xa nalgunha ocasión, parodiando o enigma teolóxico da trinidade. Mais cómpreme pasar do sarcasmo á necesaria espricación deses fenómenos.

    A empezar polo lerio dos niveis estruturais. Vexámolo. O actual sistema-mundo constitue un conglomerado de formacións sociais artellado polo modo de produción capitalista, que ocupa nel unha posición e un rol dominantes. É neste senso no que se pode denominar capitalista ao sistema no seu conxunto, inda que en boa parte do seu espazo e das formacións sociais que o integran esteñan vixentes modos de produción non-capitalistas ou pre-capitalistas -primordialmente na periferia do sistema, mais non só: dende formas de comunismo primitivo en povos indíxenas, sociedades campesiñas con economías de susbsistencia, autoconsumo, troco ou produción simples de mercadurías, até formas socialistas ou de transición, con propiedade colectiva, cooperativa ou mesmo estatal dos medios de produción, e así seguido. En todo caso, para o que nos ocupa, o fenómeno determinante é o rol dominante do modo de produción capitalista, que impón o seu modelo de acumulación e de desenvolvemento a tódolos demáis existentes e ao conxunto de formacións sociais que integran o sistema-mundo. Eis por qué a crise do capitalismo se propaga, con diversas formas e degraos de incidencia, por práticamente tódolos recantos do sistema.

    Ora, cada formación social -e portanto o proprio sistema- está estruturada en tres instancias ou níveis cardinais: a económica, a ideolóxica e a xurídico-política. A primeira constitue a "base real" da sociedade; as outras duas son as suas superestruturas. O artellamento das tres require que, entre elas, exista unha necesaria "correspondencia" -é dicir, unha indispensábel congruencia ou compatibilidade entre as suas respeitivas índoles: así, unhas formas feudais de aparellaxe ideolóxica e política son congruentes con relacións de servidume no modo de produción, pero incompatíbeis coas de traballo asalariado proprias do capitalismo, que require forza de traballo "libre" nun "mercado laboral". E outro tanto debe acontecer dentro da base económica, entre a forma e nível de orgaización das forzas produtivas -recursos, forza de traballo e medios de produción- e a das relacións de produción e distribución dos produtos, ou tamén entre a esfera da produción e a da circulación: así, o escravismo nas relacións de produción é incompatíbel co "industrialismo" ou "civilización industrial" na orgaización das forzas produtivas -e por iso, primordialmente, estralou a guerra de secesión nordeamericana, que non o foi por establecer unha igualdade racial que os negros aínda tardarían cen anos en conquerir, malia que os "federais" do norde industrial se abandeirasen coa ideoloxía "abolicionista" como coartada para facérenlles a guerra aos "confederais" do sul escravista. Mais disimulade por este impremeditado excurso peripatético.

    Voltándomos ao rego, o caso é que a crise actual enxéndrase e estoura na instancia económica ou "base real" das formacións sociais do centro do sistema, pero, ademáis de esparexerse por todo il, implica e atinxe tamén ás duas instancias superestruturais, tanto a xurídico-polìtica -marco legal e aparello de estado- canto a ideolóxica -como o ideoloxema neo-ultra-liberal e o famoso "pensamento único", cos seus coñecidos mecanismos estupefacientes e de coerción ideolóxica. Instancias que, compre sinalalo, resultan implicadas tanto no impacto e "xestión" da crise dende que estoupa coma tamén xa na sua xénese e "deflagración" . Relembremos por caso, tocantes á instancia ideolóxica, a teimuda e sórdida angueira dos think tanks reaccionários da escola de Hayek e M.Friedman -os "evanxelistas do mercado", en certeira metáfora sarcástica de Keith Dixon- e dos ideólogos da xenocida "doutrina do shock" imperial. E, no que fai á instancia política, a fabricación do "pinochetazo" polo tandem Nixon-Kissinger, a supresión unilateral da convertibilidade do dólar, a imposición de tiránicos reximes militares ou de "transicións á española" -por só darmos mostras dos anos setenta.

    Pero non se non trata só da implicación das instancias superestruturais no proceso crítico. O máis relevante é que ese proceso de crise desencadeado na base económica, ao cabo, pon en crise tamén ás superestruturas ideolóxica e política. Non outra cousa é o fracaso e o descrédito do modelo neo-liberal. Tampouco outra cousa é a grave crise de lexitimidade e representatividade "democrática" na que se achan as institucións do chamado "Estado de dereito", ou a demolición do Welfare-state e sustitución do "Estado providencia" polo "Estado penitencia" -en sarcasmo esta vez de Loïc Wacquant no seu lúcido e valente ensaio As prisións da miseria. Na trastenda destes fenómenos está a operarse un proceso que, de proseguir, conduce á crise da xa referida "correspondencia necesária" entre base económica e superestruturas ideolóxica e política -que, por certo, ten como correlativo fenómeno crítico o percibido polo común como "divorcio" entre a "sociedade civil" e o aparello de poder político. Históricamente, se a correspondencia entre base e superestrutura acada o punto límite da creba, ábrese unha transición sistémica de longa duración, na que se "remudan", digámolo así, as tres instancias das formacións sociais, e non só o modo de produción stricto sensu. Na historia europea, a transición do feudalismo ao capitalismo propriamente dito durou cousa de tres séculos (do Renacemento ao "século das luces") -ou inda máis se, como fan os seguidores de Braudel, situarmos o comenzo xa nas florecentes cidades-estado italiáns do XIII-XIV. Mais, en troques, no Xapón durou apenas meio século, só que arrincou moito máis tarde, ben andado xa o s. XIX -como elucidara o grande Paul Baran, hoxe cáseque esquecido.

    Eu non son tan ousado como pra diagnosticar que estamos mergullados nunha transición desa caste. Mais si que ouso considerar evidente que o modelo de Estado "democrático" deseñado pola ilustración europea do XVIII e nacido coas subseguintes revolucións liberal-burguesas, o modelo "correspondente" á consolidación e expansión do capitalismo, ese modelo, digo, está obsoleto, deturpado e en proceso de descomposición. De aí que o esteñan tamén a maioría dos reximes políticos instalados no edificio institucional dese mesmo modelo. E tamén concordo con Antoni Domènech cando fala de "re-feudalización" na instancia ideolóxica e boa parte das pezas da xurídico-polìtica -e portanto na sua acción sobre a conciencia social e modos de relación da cidadanía, reconvertida en súbdita, ou "suxeita" por elas. De xeito que as superestruturas das formacións sociais que integran o actual sistema-mundo tamén están en crise. Mais, e qué dicirmos das construídas após a IIª Guerra Mundial para o "goberno" da "comunidade internacional" e o mantemento da paz universal?. Acaso non están en crise a ONU e demáis institucións e orgaísmos correlativos?. Podería a crise sistémica derivar en caos, como está a suceder, se esas superestruturas globais non estivesen en crise tamén elas?

    Mais abonda por hoxe. Xa vos decatades que isto ven ser como tirar cereixas dun cesto: saen encerelladas unhas nas outras -e compre parar, sob pena de indixestión. 

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  • Em prol da imprensa alternativa galega

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    ::columna_opiniom::Às vezes ouço passar o vento::/columna_opiniom::
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    Manoel Santos

    Já temos falado de que a crise de vendas e de credibilidade que assola os meios de comunicação -especialmente a imprensa escrita- tem muito que ver com a sua concentração corporativa e com a necessidade de procurar recursos financeiros díspares, pois só com as vendas já não suportam a sua existência. De jornais a bazares. Nos dois casos a independência e a ética informativas ficam presas, quer dos interesses dos accionistas das corporações, quer dos anunciantes e dos governos que põem o dinheiro.

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    A crise, junto ao aparecimento da Internet, provocou o surgir de multidão de organizações dedicadas a contrainformar, ou a contar o que os meios corporativos ocultam ou deturpam. São os meios alternativos. Na Galiza nossa o seu desenvolvimento está ainda em fraldas. As razões são várias, mas algo terão que ver com a escassez de colectivos dedicados expressamente a difundir e gerar informação antagónica. Os que há são pequenos, funcionam em precário, com pouca gente, muitas vezes instável e inexperiente e têm problemas para obter um mínimo financiamento que garanta dedicação e continuidade, além de que qualquer actividade anti-hegemónica deva levar acrescentado o altruísmo.

    A isto haveria que somar a falta de formação em comunicação tanto destes poucos e voluntariosos colectivos, como dos contados departamentos de imprensa das organizações e redes de movimentos sociais, que não são quem de gerar mensagens atractivas e interessantes desde o ponto de vista comunicacional. Mas também a incomprensíbel falta de compromisso real dos movimentos no seu desenvolvimento, quando a comunicação é básica para engrossar as massas críticas e assim caminhar para a mudança radical do modelo de sociedade.

    No entanto, é preciso apoiar e ter em conta alguns projectos que na actualidade existem no país, porquanto estão a construir uma actividade pioneira que por força será cada dia mais relevante e influente. Os mais deles têm certo carácter libertário, anticapitalista, relacionado com a emancipação do povo galego a partir da base, ou tudo junto. Tal é o caso da Galiza Livre, um dos mais veteranos e que acabou de melhorar muito o seu design; Indymedia Galiza, um espaço colaborativo inserido numa das maiores redes mundiais de informação alternativa; as secções galegas de Kaos en la Red ou La Haine; o Novas da Galiza, heróico por ser em papel; Diário Liberdade, que trabalha no estratégico mundo da lusofonia; Olholivre; Altermundo; ou os dedicados ao audiovisual, como GZ Videos, que faz alguns trabalhos gloriosos; Audiolivre, que difunde arquivos sonoros; ou rádios já de comprido percurso como A Kalimera, Rádio Piratona, Rádio Filispim, entre outras.

    Na imprensa alternativa também poderíamos incluir algumas iniciativas que, estando inseridas de um ou de outro modo no comprado, têm linhas editoriais que fogem da ideologia dominante, como o veterano Vieiros e, porque não dizê-lo, um Galicia Hoxe que a partir dos movimentos sociais é julgado por questões que pouco têm que ver com a referida linha editorial, que ao cabo é o importante.

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  • Crise climática: já tem guizo o gato

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    Sílvia Ribeiro

    Na Bolívia, teve rejeição enérgica e repetido ao "Entendimento de Copenhague" que quiseram impor os maiores responsáveis pela crise climática.

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    Tiquipaya, Bolívia. Mais de 35 mil pessoas responderam à convocação que lançou a Bolívia à Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática e Direitos da Mãe Terra (CMPCC), em Cochabamba, de 19 a 22 de abril. A terceira parte veio de 142 países em cinco continentes. A maioria dos participantes foram movimentos sociais, camponeses, indígenas, organizações de mulheres, ambientalistas, pescadores. Também foram representantes de governo de 47 nações, acadêmicos, intelectuais, ativistas, artistas, músicos. Debateu-se intensamente em 17 grupos de trabalho convocados pelos organizadores e 127 oficinas autorganizadas.

    Ademais, uma das grandes federações indígenas da Bolívia: o Conselho Nacional de Ayllus e Markas do Qullasuyu (Conamaq), chamou com outros agrupamentos à "Mesa 18" para tratar temas que não viam refletidos na agenda da conferência, como a crítica a projetos mineiros, de gás e petróleo.

    A convocação a esta cimeira ultrapassou todas as expectativas, tanto em número como em conteúdo, se convertendo numa meta histórica no debate internacional sobre a crise climática. Ante as manobras dos governos poderosos em Copenhague, a Bolívia convocou as bases das sociedades do mundo a manifestar suas posições e propô-las aos governos. Ambas coisas sucederam em forma contudente. Também se afirmaram as redes e interações entre os movimentos, com uma saudável distância das propostas de criar novas redes globais, agora sobre crise climática. Isto ficou para discutir entre os movimentos: a maioria não considera que se precisa uma nova estrutura, e sim mais interação e complementação.

    Criou-se sim, uma base comum para a compressão, a análise crítica e as estratégias em frente à crise climática, enriquecida por diversas perspectivas desde muitas culturas, povos, organizações temáticas e sectoriais do continente e o mundo. O Acordo dos Povos em Cochabamba reflete isto (www.cmpcc.org) .

    Teve rejeição enérgica e repetido ao "Entendimento de Copenhague" que quiseram impor vinte países -os maiores responsáveis pela crise climática- em dezembro passado. Os cínicos "compromissos" que ali se assinaram significariam um aumento da temperatura até de quatro graus, uma catástrofe anunciada para os povos do Sur. A CMPCC exige deter o esquentamento "descolonizando a atmosfera", com uma redução de 50 por cento das emissões de gases dos países industrializados em sua fonte, não mediante mecanismos de mercados de carbono, aos quais se opõe em todas suas variantes. Recusa também aos mecanismos chamados REDD, que sob o título de reduzir a desflorestação, na realidade aumentá-la-ão e provocarão a alienação da gestão dos bosques pelas comunidades e povos, além de promover os monocultivos de árvores, que não são florestas, mas agravantes das crises.

    Emoldurando tudo isto, foi proposta uma denúncia das causas reais da crise climática planetária. "Confrontamos a crise terminal do modelo civilizatório patriarcal baseado no submetimiento e destruição de seres humanos e natureza, que se acelerou com a revolução industrial. O sistema capitalista impôs-nos uma lógica de concorrência, progresso e crescimento ilimitado. Este regime de produção e consumo procura o lucro sem limites, separando o ser humano da natureza, estabelecendo uma lógica de dominação sobre esta, convertendo tudo em mercadoria: o água, a terra, o genoma humano, as culturas ancestrais, a biodiversidade, a justiça, a ética, os direitos dos povos, a morte e a vida mesma", expressa o Acordo dos Povos.

    Condena a agricultura industrial e as corporações dos agronegócios -directamente responsáveis por cerca da metade das emissões que causam a crise climática-, bem como os mecanismos e propostas que apoiam o avanço das trasnacionales e a devastação da Mãe Terra, como os tratados de livre comércio e a introdução de novas e arriscadas tecnologias, como transgênicos, tecnologia terminator, nanotecnología, geoengenharia e agrocombustíveis.

    "Denunciamos como o modelo capitalista impõe megaprojetos de infra-estrutura, invade territórios com projetos extrativistas, privatiza e mercantiliza o água e militariza os territórios, expulsando os povos indígenas e camponeses das suas terras, impedindo a soberania alimentar e aprofundando a crise socioambiental", continua o Acordo dos Povos.

    A declaração da "Mesa 18" enfatiza estes mesmos aspetos, criticando políticas extrativistas e projetos de exploração de hidrocarburos e mineiros do governo boliviano. Esclarece que a sua iniciativa não foi "uma tribuna para desacreditar ao governo nem para socavar a legitimidade de um conclave do que nos sentimos parte" (trata-se de) formular propostas que ajudem a endereçar o rumo do processo de mudança, assumindo a responsabilidade do defender e o proteger, porque foi concebido pelo movimento popular boliviano em muitos anos de luta"

    A CMPCC propõe também estratégias e propostas, como reclamar a dívida ambiental, a criação de um tribunal internacional de justiça climática, a Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra. A a mais longo alcance segue sendo implementar a soberania alimentária, baseada em formas de vida e produção camponesas, indígenas e locais, que é o principal factor que enfria o planeta e o que pode o voltar ao equilíbrio, além de promover a justiça social e a biodiversidade.

    Tudo isto e mais chegará a Cancum, onde as negociações oficiais sobre o clima reunirão em dezembro. Mas sobretudo, já está entre os movimentos sociais de todo mundo.

    Fonte: La Jornada

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  • Quase 1.500 pessoas reivindicam serviços públicos em Compostela

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    250410_sp.jpgDL - A plataforma em defesa dos serviços públicos levou neste domingo quase 1.500 pessoas às ruas de Compostela, bastantes menos das que nas últimas semanas se tenhem manifestado em defesa da sanidade pública em três comarcas galegas. 

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    A plataforma foi nos últimos dias palco de confrontos com acusaçons de práticas dirigistas e sectárias da corrente hegemónica, representada polo BNG, que culminárom com o abandono de umha das facçons minoritárias, a representada por IU-EU, que finalmente se desmarcou à última hora da convocatória.

    A marcha tivo um claro predomínio do BNG e dos seus grupos afins, incoporando a CIG e levando também à rua a nova entidade agrária lançada pola UPG contra o Sindicato Labrego Galego: a FRUGA. Com a legenda 'Contra a privatizaçom, em defesa dos serviços públicos', a iniciativa  deste domingo deu continuidade às sucessivas mobilizaçons anteriores em defesa da sanidade pública, com críticas às políticas privatizadoras do PP.

    Para além dos sectores ligados ao BNG e de várias federaçons da CIG, outras correntes participantes fôrom o Sindicato Labrego Galego, NÓS-Unidade Popular, Nova Escola Galega e Esquerda Anticapitalista.

    Apesar de que a CIG disponibilizou autocarros em várias cidades, a participaçom ficou claramente aquém dos resultados noutras manifestaçons recentes.

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  • Eleições cubanas, neste domingo

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    250410_cuba.jpgRádio Havana Cuba - Hoje, mais de oito milhões de cubanos irão às urnas para eleger os delegados de base do Poder Popular que integrarão as Assembléias Municipais em todo o país. O processo é mais uma amostra da democracia participativa vigente em Cuba.

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    Neste 25 de abril, a população expressará, com seu voto, o respaldo à Revolução, reafirmando os princípios e valores defendidos ao longo dos últimos 50 anos.

     

    No domingo passado, realizou-se nos centros de votação um teste dinâmico, que mostrou a disposição e disciplina dos que participam diretamente da organização e funcionamento do sistema. Cerca de 200 mil pessoas estão envolvidas nesse processo.

    Rubén Pérez, vice-presidente da Comissão Eleitoral Nacional, elogiou o trabalho sério e responsável das autoridades e do pessoal de apoio, que tornou possível detectar eventuais falhas e dificuldades que poderiam dificultar a votação.

    No pleito do próximo domingo serão eleitos 15.093 delegados do Poder Popular, posto semelhante ao de vereador noutros países. Cabe recordar que eles foram indicados nas assembléias de bairro, pelos moradores de cada localidade. As reuniões se caracterizaram pela transparência e a participação maciça.

    Mais de 87% dos indicados tem nível educacional superior ou médio-superior. Do total, 9.190 exercem o cargo atualmente e poderão ser reeleitos pela massa.

    Aliás, a capacidade, méritos pessoais e disposição de trabalhar em benefício da população são características comuns de todos os candidatos, que foram indicados pelo povo e não por partidos políticos.

    Em Cuba, todos os cidadãos têm o direito de eleger e de serem eleitos, em contraste com outras nações onde os partidos e a maquinaria eleitoral fazem fraudes, falsificam dados e promovem os que podem garantir melhor seus interesses políticos.

    A contagem é pública e transparente, sendo realizada logo depois do fechamento do centro de votação, cujas urnas são custodiadas por crianças e adolescentes. Quem quiser pode assistir ao processo. Nas circunscrições em que for necessário, será disputado um 2º turno em dois de maio.

    O presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular, Ricardo Alarcón, ressaltou o caráter democrático das eleições em Cuba depois da vitória da Revolução em 1959. Essa é uma das principais conquistas do povo, indicou.

    Por isso, a jornada eleitoral deste domingo será uma demonstração de rechaço às campanhas anticubanas na mídia, impulsionadas pelos EUA e seus aliados, e de rejeição às mentiras, às pressões e à chantagem.

    Mais informações sobre as eleições no blog Solidários ou cobertura ao vivo na Rádio Havana.

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  • Prevaricação, franquismo e antifranquismo

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    250410_garzom.jpg El punt - [traduçom Ângelo Pineda para o Diário Liberdade] Face a notícia do delito de prevaricação imputado ao juiz Garzón em relação com a repressão franquista  -e não noutras acusações de prevaricação, caso Gurtel e caso Botín-  e face ao movimento de apoio que tenta identificá-lo como defensor dos direitos humanos, cumpre fazer as seguintes considerações:

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    o juiz Garzón, pouco antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, aprovou a nossa incomunicação em dependências da Guarda Civil. Os dias que ficáramos detidos fomos objeto de tortura, muitos de nós tínhamos feridas bem visíveis que evidenciavam o trato que recebêramos. Todos nós declaramos diante do juiz Garzón sem que este fizesse absolutamente nada por saber a origem das lesões que apresentávamos. Muitos de nós fizéramos menção explícito do trato recebido sem que o juiz se alterasse.

     

    O juiz Garzón empregou as declarações tiradas sob tortura para instruir a sua causa. As denúncias por tortura foram arquivadas todas, sem exceção. Nem ele, como juiz da Audiência Nacional, nem nenhuma outra instância judicial espanhola fizeram qualquer tipo de pesquisa.

    Tiveram que passar doze anos para que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de Estrasburgo condenasse o Estado Espanhol por ter vulnerado o artigo número 2 da Convenção contra a Tortura por não ter investigado as denúncias por tortura a pesar das evidências existentes. Aquela condena foi literalmente uma condena por prevaricação (por não ter feito o que por lei se deveria) e um dos máximos responsáveis jurídicos desta prevaricação era precisamente o juiz Garzón. Embora a rotunda sentença, o aparelho político e jurídico espanhol não esclareceu nenhuma responsabilidade.

    O próprio juiz foi responsável judicial da nossa detenção e tortura a mãos da Guarda Civil

    O juiz que fora responsável da nossa detenção e tortura é hoje  vítima da sua própria medicina. Quem hoje julga o juiz Garzón forma parte da mesma estrutura jurídica-política que ele; e, se ganhar, continuará aplicando as leis como sempre e provavelmente, a incomunicação e a tortura continuarão fazendo parte do seu decálogo e da sua maneira de instruir.

    A tortura e a impunidade são uma constante sem solução de continuidade desde a morte do ditador. Os setores que pactuaram a chamada transição deixaram intacta uma parte importante da estrutura do estado totalitário. O exemplo mais paradigmático é a Audiência Nacional, herdeira direta do Tribunal de Ordem Pública franquista, que exerceu um papel especialmente repressor contra o independentismo catalão dos anos oitenta e noventa, e que continua sendo a fórmula escolhida pelo Estado para resolver determinados conflitos políticos.

    A impunidade que nós vivemos então, tem raízes no franquismo e parte dos motivos pelos quais fôramos detidos têm relação com aquele período e com a maneira como se quis fechar.

    Mais de trinta anos depois da morte do ditador, a tortura continua sendo uma mácula no Estado espanhol e, apesar dos relatórios e as sentenças internacionais, o aparelho jurídico-político do Estado espanhol continua negando a tortura. Cumpre apontar que, segundo dados da Coordenadora pela Prevenção da Tortura, no Estado espanhol o número de denúncias ultrapassa as seis mil desde começos do século XXI.

    Como vítimas da tortura queremos manifestar que não concordamos com o fato de que este juiz sentar no banco dos acusados por causa da iniciativa que muitas associações e pessoas anônimas estão levando avante desde há anos em contra da impunidade franquista e a favor das vítimas do alçamento fascista, associações e pessoas que têm todo o nosso apoio.

    Como vítimas da tortura quereríamos ver a erradicação total desta prática e das leis que a facilitam. Quereríamos ver no banco dos acusados os agentes que nos torturaram e os seus responsáveis políticos e judiciais. Como vítimas da tortura quereríamos ver o juiz Garzón no banco dos acusados respondendo pela sua passividade face as centenas de pessoas torturadas que passaram diante dele.

    Assinado por Carles Bonaventura, David Martínez, Eduard López, Eduard Pomar, Esteve Comellas, Guillem de Pallejà, Jaume Oliveras, Joan Rocamora, Jordi Bardina, Josep Poveda, Marcel Dalmau, Oriol Martí, Pep Musté, Ramon López, Ramon Piqué, Vicent Conca, Xavier Ros.

    Fonte: http://www.elpunt.cat/noticia/article/7-vista/8-articles/161677-prevaricacio-franquisme-i-antifranquisme.html 

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  • Causa Galiza lembrou os 'Mártires de Carral'

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    250410_carral.jpgVieiros - A plataforma polo dereito á autodeterminación celebrou este sábado un acto político para lembrar a importancia da revolta de 1846.

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    A plataforma autodeterminista Causa Galiza celebrou na tarde do sábado un acto político en lembranza dos chamados 'Mártires de Carral'. No municipio da bisbarra coruñesa desenvolvéronse varias actividades entre os que se poden salientar unha pequena marcha polas rúas da vila e unha ofrenda floral no cemiterio de Paleo, onde xacen algúns dos militares sublevados. Os manifestantes estiveron vixiados en todo momento por un despregamento especial de axentes da Garda Civil. 

    Coa chegada da noite a xornada decorreu por camiños máis festeiros e  rematou cun concerto na Sala The Star, onde tocaron Machina, Bouba Pandereteiras e Labregos do tempo dos sputniks.

    Vídeo de Gz Contrainfo:

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  • Pelos direitos civis e o secularismo do Estado: Uma marcha pela liberdade também no Líbano

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    250410_beirute1.jpg DL [Ângelo Meraio] - Neste 25 de Abril o Líbano também marchou pela liberdade.  Milhares de pessoas saíram às ruas de Beirute para reclamarem o secularismo do Estado e o fim do sistema sectário  que rege a vida política e social do país.

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    No protesto popular participaram libanesas e libaneses de todas as idades e identidades.  Com o especial protagonismo dos jovens e a destacável liderança das mulheres, entoaram-se palavras de ordem por direitos civis como o casamento ou a igualdade da mulher na transmissão da cidadania (direito que hoje só possuem os homens).

    Na marcha que percorreu as ruas do, ainda em reconstrução, centro beiruti, as pessoas participantes mostraram aos governantes e à sociedade libanesa a vontade de mudança existente no povo libanês.

    A polícia não permitiu finalizar a manifestação em frente do parlamento da República como assim estava programado. De qualquer maneira as organizações, colectivos sociais (entre eles o LGBTQ) e pessoas individuais que fizeram parte do protesto, não perderam o fôlego e continuaram por mais uma hora concentradas a cerca de 200 metros do parlamento.

    Hoje também é uma data histórica para o Líbano, é a primeira vez que se realiza uma manifestação destas características. As reivindicações além de serem básicas, pretendem romper com o marco sócio-político do sectarismo religioso que envolveu o país durante 15   anos (1975-1990) numa destrutiva e dramática guerra civil. Assim líamos nalgum dos cartazes: Direitos civis, não guerra civil!

    25 de Abril... sempre! também para o Líbano.

     

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    *Crónica e fotos de Ângelo Meraio

     

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  • Líder de Associação de Trabalhadores Rurais é assassinado no Ceará

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    250410_mst.jpg Adital - O líder comunitário José Maria Filho, presidente da Associação dos Desapropriados Trabalhadores Rurais Sem Terra da Chapada do Apodi, no Ceará, foi assassinado nas proximidades de sua casa com 19 tiros de pistola, na última quarta-feira (21).

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    O agricultor era conhecido por denunciar o agronegócio e a utilização intensiva de agrotóxicos por grandes empresas de plantio e exportação da região.

    Vários movimentos e organizações, entre elas o MST e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), publicaram uma nota repudiando o assassinado de José Maria. No texto, além de traçarem a trajetória do agricultor na luta contra as violações dos direitos humanos que vitimam as comunidades da Chapada, apontam a relação do crime com a presença do agrohidronegócio, instalado em meados da década de 1990, na região jaguaribana do estado.
     

     

     

     

     

     

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  • O 1º de Maio: Dia Internacional dos Trabalhadores

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    250410_1maio.jpgMidiaindependente - O presente texto apresenta subsidios que possibilitam a compreenção do "1º de Maio". A ideia é socializar para o "grande publico" o resultado de investigações historiograficas, que permitam conhecer os acontecimentos para além do "meramente" panfletário.

     

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    O 1º de maio, dia internacional dos trabalhadores, é data de maior significado político na cultura e identidade de classe. Este texto tem a intenção de conhecer a origem do 1º de maio e seu significado na formação do movimento operário internacional.

    Michelle Perrot escreve que a ?invenção do 1º de maio? está relacionada a dois fatores que, dependendo da corrente ideológica, destaca-se um ou o outro. Os operários do final do século XIX preocupavam-se em estabelecer uma data como marco fundamental de unificação internacional da luta dos trabalhadores. Esta preocupação era compartilhada por trabalhadores dos Estados Unidos, por franceses e de outros paises. Os debates apontavam a importância de serem aproveitados elementos da cultura popular para a escolha desta data. Vários fatores apontavam para a escolha de um dia que culminasse com a Primavera. Já existia uma tendência cultural em comemorarem-se o 1º de maio como dia do renascimento (festejavam-se as boas colheitas, etc.).(PERROT,1988, p.130)

    Nos Estados Unidos, o 1º de maio é inaugurado em 1886, pelos ?Cavalheiros do Trabalho?, e já tinha suas vítimas: a violência dos confrontos com a polícia, naquele dia, resulta em nove mortos em Milwoukee e seis em Chicago. O processo dos ?oito mártires de Chicago?, entre os quais, quatro são enforcados, em 11 de novembro de 1887, tem uma repercussão real, visível nos jornais e no imaginário popular. (grifo meu) (Idem.)

    A II Internacional, em Congresso em Paris, no dia 20 de julho de 1889, discute a proposta da escolha e uma data fixa para um dia de protesto internacional, para reivindicar as 8 horas de trabalho. Leva-se em consideração que havia sido decidida uma manifestação para o 1º de maio de 1890, pela American Federation of Labour, em seu Congresso de 1888. (grifo meu) (Idem.)

    De acordo com a revista ?Solidariedad?, uma série de protestos tem inicio no dia 1º de Maio de 1886, na cidade de Chicago nos Estados Unidos. Estes protestos culminam com a prisão e condenação à morte dos operários organizadores das manifestações que reivindicavam oito horas de trabalho diário. Os oito trabalhadores chamavam-se: Spies, Flelden, Neebe, Fisher, Schwab, Lingg, Egel, Parsons, dos quais quatro morreram na forca. Os trabalhadores do mundo inteiro decidiram que 1º de maio seria um marco na luta por melhores condições de trabalho e de luto pela morte dos ?mártires de Chicago?. (REVISTA SOLIDARIEDAD, 1988, p.08)

    Eric Hobsbawn escreve que, além da reivindicação das 8 horas de trabalho, em cada país, em cada localidade, acrescentavam-se pautas específicas aos protestos. O ?ritual? consistia em um dia de ?Greve geral? internacional, com simbologias, bandeiras, conferências etc. Porém, segundo Hobsbawm, ?o desfile público dos trabalhadores como uma classe consistia o núcleo do ritual.?(HOBSBAWN, 1997, p.293)

    Segundo Silvia Petersen, em 1891, aparecem as primeiras notícias do 1º de maio no Brasil. Em 1893, evidenciam-se algumas manifestações em cidades do Rio Grande do Sul. (PETERSEN, 1991, p.30-52) Apresentam-se alguns exemplos de comemorações do 1º de maio, para estabelecer algumas comparações, assumindo os riscos das generalizações. Ao tratar da comemoração do 1º de maio de 1905, em Porto Alegre, Petersen descreve que no evento ocorre utilização de banda de música, bandeiras desfraldadas, festa campestre, conferências, baile, ato político deliberativo. (PETERSEN, 2001, p.163) Edgar Rodrigues publica o texto: ?O 1º de maio na História do proletariado paulista?, texto este encontrado pelo autor no jornal A plebe, 1º de maio de 1918. Segundo o texto, a primeira comemoração de destaque do 1º de maio em São Paulo ocorre em 1898. Ocorre passeata pelas ruas do centro da cidade com bandeiras vermelho e pretas dos anarquistas e banda de música.

    No ano seguinte, a comemoração é feita com comícios e passeatas. O mesmo ocorrendo em 1901. Nos anos de 1902 e 1903, não há paralisação do trabalho, mas há conferências e comícios. Em 1904, diz o texto, é melhor o nível das manifestações operárias. Em 1905, pelo dia, há comícios e à noite um baile. Em 1906, são feitos comícios em praça pública e em salões. Em 1908, é promovido um comício e à noite um festival com a representação de peças de caráter social. Destaca-se no texto reproduzido por Edgar Rodrigues que: ?No ano de 1911 é que foi legalizada a data de 1º de Maio, passando a figurar na folhinha como feriado nacional.? Faltam exemplos nos quais as comemorações degeneravam em conflitos com as forças repressivas dos patrões e do governo. Em 1906, um congresso já alertava que o 1º de maio era um dia de luta e de luto, não de festas. Seria um dia em que os trabalhadores internacionalmente lembrariam aqueles operários que morreram lutando pelos direitos adquiridos e pelos que ainda faltavam adquirir. (RODRIGUES, 1992,p.61)

    Silvia Petersen faz um estudo sobre o 1º de maio, que, segundo ela, possui algumas características:

    - De 1891 a 1894, acontece uma transição nas comemorações do 1º de maio no Brasil, em uma fase na qual o movimento operário e o 1º de maio eram liderados por intelectuais, profissionais liberais e, até mesmo, militares e, predominantemente, composto de brasileiros, para um momento em que predominavam estrangeiros e com vinculação mais orgânica com os operários, por sua própria condição social ou por atuarem como ?intelectuais da classe?;
    - As transformações ideológicas que ocorrem nas comemorações do 1º de maio vão de um socialismo heterogêneo a um anarquismo também heterogêneo;
    - da presença significativa do intelectual, passa a presença marcante do imigrante;
    - Desenvolve-se o xenofobismo da classe dominante contra os operários imigrantes;
    - mudanças na comemoração, passando de uma atividade festiva para atividades de protesto;
    - passam a acontecer prisão e deportação de militantes. (PETERSEN,1981, p.51)

    No final do século XIX e inicio do Século XX existiam duas correntes que disputavam o significado e a simbologia do 1º de maio. Enquanto o dia era hegemonizado pela Social-Democracia, com seu centro irradiador nos Partidos Social-Democratas europeus e ligados a II Internacional (alemão, italiano, Frances, português e espanhol) as atividades do primeiro de maio eram festivas. Quando passou a hegemonia dos anarquistas, a partir do inicio do século XX, suas referencias eram os protestos de Chicago e o assassinato dos operários em luta pelas oito horas de trabalho. O dia deixou de ser Festivo e passou a ser de protestos e greves. Um dos aspectos mais interessantes é que no hemisfério norte, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, o 1º de maio é uma data característica do inicio da Primavera (ver Perrot). Para certas culturas, a Primavera é a data do renascimento, ressurreição. O 1º de maio em sua origem possui este caráter místico e messiânico de certas culturas. Depois da morte dos trabalhadores em Chicago, o 1º de maio faz lembrar aquela frase que diz: ?Por mais rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera!?

    Texto publicado originalmente em:  http://www.estrategiaeanalise.com.br/modelo02.php?idsecao=7efa0c2ef238a48d45709e5c7dbcffb1

    BIBLIOGRAFIA:

    HOBSBAWM, Eric. A produção em massa das tradições; Europa, 1879 a 1914. In: a Invenção das Tradições. Organização de Eric Hobsbawm e Terence Ranger. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
    PERROT, Michelle. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
    PETERSEN, Silvia Regina Ferraz. Origens do 1º de maio no Brasil. Textos para Discussão/1. Porto Alegre. Ed. Universidade, 1981.
    PETERSEN, Silvia Regina Ferraz. ?Que a União operária Seja Nossa pátria!? História das Lutas dos operários gaúchos para construir suas organizações. Porto Alegre; Editora Universidade; 2001.
    REVISTA SOLIDARIEDAD. 1º de mayo de lucha. p.08; Año 02; Nº 04; Mayo 1988. (R.O.Uruguay).
    RODRIGUES, Edgar. A nova Aurora Libertária (1945-1948). Rio de Janeiro. Achiamé, 1992.

    Imagem: http://www.wilsonsalmanac.com/images2/nov11_haymarket_exec_sm.jpg

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  • As brigadas de demoliçom do Feijóo avançam para Ferrol Velho

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    250410_carvalho.jpgFeijoo mente - Hoxe saíu publicada no DOG a Resolución de 8 de marzo do Director Xeral de Patrimonio Cultural pola que se acorda a non declaración de BIC de Ferrol Vello, na categoría de conxunto histórico.

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    Merece a pena denunciar, máis unha vez, a hipocrisía sen límite que nos goberna, e a peculiar versión do populismo neoliberal que pretende aplicar José Manuel Rey Pichel na Dirección Xeral de Patrimonio (versión que pudémos escoitar da súa voz na primeira comparecencia pública que fixo o pasado venres para falar da protección dos camiños de Santiago). O director xeral enunciou así o seu criterio político: "se debe proteger el patrimonio SIN IMPOSICIONES". Así, en español y con dos cojoncios, o Director Xeral confesou abertamente que o que pretende é "laisser faire, laisser passer". O de sempre.

    Os argumentos que da a Resolución comentada para arquivar o expediente son claros: non constan no expediente os informes favorables de, como mínimo, dúas institucións asesoras.

    O gran problema, no entanto, é que esa afirmación é pura e simplemente falsa. Volvemos a constatar o descaro co que este goberno incorpora mentiras ao DOG sen ningún tipo de pudor.

    Como recollen os propios fundamentos da resolución, os informes das institucións asesoras foron os seguintes:

    a) o da Universidade da Coruña, rendido pola Xunta de Facultade da Facultade de Humanidades o 28 de febreiro de 2008, é claramente favorábel. Da Xunta de Facultade é membro Ramón Yzquierdo Perrín.

    b) O da Real Academia Galega de Belas Artes - na que, por certo, se integra como membro numerario Ramón Yzquierdo Perrín - é desfavorable, por entender que o bairro está tan deteriorado que hai que acometer unha reforma interior total.

    c) O Consello da Cultura Galega, pola súa parte, encargou tres informes: un a Iago Seara Morales, ex director xeral de patrimonio nos anos 1990-1993 co Partido Popular; outro, de novo, a Ramón Yzquierdo Perrín, que aparece até na sopa neste expediente; e outro a Alfredo Vigo Trasancos. Os tres informes chegan a conclusións distintas: Alfredo Vigo está a favor da declaración, Ramón Yzquierdo non, e Iago Seara sí, ainda que discrepa coa delimitación do BIC. O 18 de xuño de 2009, o xerente do Consello da Cultura remite á Dirección Xeral apenas o informe de Iago Seara, esquecendo os outros dous. E nese informe, Iago Seara afirma: "o asinante emite informe favorable sobre a proposta do expediente de declaración ben de interese cultural para o Ferrol Vello, facendo a excepción de que debe ampliarse a área de influencia desa declaración e do seu contorno nos termos que se expresan nas liñas anteriores".

    Cantos informes favorábeis hai, preguntarase o amábel leitor? Calquer persoa con dous dedos de frente concluiría que dous: o da Universidade e o do Consello da Cultura Galega. Os necesarios para continuar a tramitación como BIC.

    Pois ben: esa evidencia non existe para o Director Xeral de Patrimonio Cultural: "pódese considerar que a única institución que emite informe favorable á proposta de declaración de ben de interese cultural formulada pola Dirección Xeral de Patrimonio Cultural é a Universidade da Coruña".

    O carácter FAVORÁBEL da opinión de Iago Seara é ocultado co patético recurso ás súas propostas sobre a delimitación, tema distinto e sempre polémico que en nada elimina a opinión expresamente favorábel de Iago Seara á declaración de Ferrol Vello como BIC.

    En definitiva: que, como dirían os profesores de dereito administrativo, esta Resolución é anulable por carecer manifestamente dunha motivación congruente cos feitos determinantes, e desde aquí anunciamos a nosa intención de presentar un recurso de alzada contra tamaño dislate, que deixa Ferrol Vello nas mans das retroexcavadoras das promotoras privadas.
     

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  • Contra os crimes da Igreja: Bandeiras negras para receber Bento XVI

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    250410_igreja.jpgExpresso - Grupo apela no Facebook à colocação de bandeiras negras nas janelas e carros durante a visita de Bento XVI a Portugal.

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    Bandeiras negras, de protesto por crimes de pedofilia praticados por membros da Igreja, "não entram" no recinto da missa presidida pelo Papa Bento XVI no Terreiro do Paço, em Lisboa, disse hoje o padre Mário Rui Pedras, da organização.

    "As pessoas (que levem as bandeiras) podem (entrar), as bandeiras, não", afirmou, em conferência de imprensa, Mário Rui Pedras, da comissão organizadora da missa papal em Lisboa, a 11 de maio.

    O padre foi confrontado com a eventual tentativa de entrada no recinto da missa papal de pessoas levando bandeiras negras, depois de ter sido criado na rede social Facebook um grupo apelando à colocação dessas bandeiras nas janelas e carros durante a visita de Bento XVI a Portugal.

    Bandeiras prejudicam visibilidade

    Designado "Contra os crimes da Igreja: panos e bandeiras negras para receber o Papa" , o grupo reunia hoje 2115 apoiantes no Facebook.

    Mário Rui Pedras explicou, aliás, que mesmo "grupos católicos" foram aconselhados a "não levar bandeiras e estandartes para o sítio" da missa, para não prejudicar a visibilidade para a celebração. "Aconselhamos a todos os grupos que não levem bandeiras", afirmou.

    Àqueles que mesmo assim levem as bandeiras, ser-lhes-á pedido que "sejam todas enroladas durante a missa".

     



     

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  • Repressom sindical em XADE

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    250410_manrique.jpgPrimeira Linha - A empresa que gire as instalaçons desportivas compostelanas Multiusos do Sar e o complexo desportivo de Santa Isabel despediu a um destacado militante da CIG após anos anos de perseguiçom e múltiplas repressálias.

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    O companheiro Francisco Manrique González tem-se destacado por defender incansavelmente os direitos das trabalhadoras e trabalhadores desta empresa frente aos contínuos abusos e duras condiçons de precariedade e limitaçons das actividades sindicais impostas polo seu gerente Antón Antelo e o conselheiro delegado Santiago Cuadrado.

    As duras condiçons do conjunto do sector provocárom umha greve nacional de 47 dias durante todo Fevereiro e o mês de Março que logrou boa parte dos objectivos de melhorar as condiçons contratuais e de trabalho. Foi atingindo um incremento salarial de 800 a 1.000€ reduzindo a jornada laboral a 38 horas semanais. Francisco Manrique foi um dos mais destacados promotores desta greve. A consequência da sua firmeza na defesa dos interesses da classe trabalhadora a empresa vinculada com o PSOE, pois José Sanches Bugalho, -presidente da Cámara de Compostela-, é o presidente de XADE, despedia-o sem justificaçom.

    Embora na porta das instalaçons Antón Antelo e Santiago Cuadrado impediam a entrada do despedido com dous seguranças contratados para tal efeito a assembleia de trabalhadores/as de XADE e a CIG respaldam ao socorrista solicitando a sua imediata readmisom.

    Onte celebrou-se diante do Multiusos do Sar umha concentraçom de apoio. Centos de panfletos fôrom distribuidos entre as milhares de pessoas que se achegavam às instalaçons para participar num evento lúdico. Umha forte presença policial intimidava às dúzias de pessoas concentradas em apoio ao companheiro Manrique dificultando o exercício à liberdade de expressom.

    Primeira Linha adire à solicitude de readmisom de Farncisco Manrique e solicita à Cámara Municipal de Compostela um posicionamento de apoio a este companheiro, assim como a rescinsom do contrato assinado com XADE por umha persistente atitude antisindical.

    Para mais informaçom consultar www.xadesolidariedade.blogspot.com/

    Reproduzimos respeitando a normativa o artigo de opiniom de solidariedade do escritor Bieito Iglesias publicado no jornal El Correo Gallego sexta-feira 16 de Abril.

     

    O NADADOR

    ?O sarau do sábado, no Bernabeu, foi emotivo desde os prolegómenos, pois “merengues” e “polacos” gardaron un minuto de silencio por outros polacos (sen aspas) mortos nun avión sinistrado. Tanto ten finar de accidente aéreo como de accidente cardiovascular pero a sociedade do espectáculo subliña as catástrofes. Os defuntos viñan sendo militares e políticos (co presidente á frente) da elite de Polonia, desta vez a morte apampou o mundo coa espantosa noticia de que tódolos homes son iguais.?

    Así que rolou a bóla, a atención xa converxiu nos agonistas, nun Real Madrid de nervios abalados, que pretendía furar a rede culé a velocidade de liscánzaro, e nun Barça sabiamente leccionado por Guardiola, que esperou sereno a ocasión de arrebollar a Casillas. Os blaugranas permaneceron azorrados atrás, brincando ao matraquillo ou futbolín, e, cando o rival quedou embazado igual que un paxaro diante dunha cobra, metéronlle un gol que lle sentou ao conxunto branco como un tute no estómago. A vitoria non tivo a lucería da do ano pasado, porén desatou idéntica alegría entre os seareiros do Barcelona: en Santiago e noutras partes, o brillo que faltou no xogo apareceu no ceo en forma de folión con foguetes de sete estalos.?

    Para min sería a festa completa se non botase a faltar o sábado no Sar ao amigo Paco Manrique, compañeiro e profesor meu de natación ata que o despediu a empresa explotadora das piscinas municipais, en represalia polas folgas que promoveu e as mellorías que conseguiu a prol dos empregados desas instalacións deportivas. Vénme ao acordo aquel filme intitulado O nadador, cun Burt Lancaster empeñado en atravesar unha cidade a nado (de piscina en piscina), procurando quizais a pureza adamita dun Edén no que o bañador substitúe á folla de uveira. Haberá que nadar a repelo da inxustiza.

    ?A loita étnica (simbolizada no fútbol) existe e a loita de clases persiste.

     

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  • Ir Indo censura texto de Antom Arias Curto num livro colectivo de homenagem a Fernando Pereira

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    250410_fernandoPereira.jpgGZ livre - O passado sábado celebrou-se o décimo cabodano do pasamento do histórico nacionalista, com um acto em Souto Maior, onde se aproveitou para apresentar o livro colectivo publicado pola editorial viguesa Ir Indo, intitulado “Fernando Pereira sempre con Galicia”.

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    Em el incluem-se artigos de Xosé Luís Méndez Ferrín, Xesús Alonso Montero, Xesús Ferro, Avelino Pousa, Xosé Neira Vilas, Camilo Nogueira, Xosé Manuel Beiras ou Anxo Quintana, porém o escrito polo independentista Antóm Arias Curto foi censurado.
    O galizalivre.org tivo acceso ao texto, que publicamos íntegro a continuaçom:
     
    A Fernando Pereira, in memoriam
     
    Um amigo, companheiro e possível camarada (o anonimato nom permite detalhes), pediu-me que escrevesse algo para o vindeiro cabo de ano do Fernando Pereira. Dixem-lhe que ainda que nom tivem muito trato com el, efectvamente coincidiramos em algumha manife e em algumha concentraçom. Conhecim a sua história política e sabia da sua valoraçom de Galiza Ceive e do Partido Galego do Proletariado, de cujo comité central figem parte. Insistiu-me este anónimo amigo em que intentasse traguer à memória aspectos da sua biografia política sobre, por exemplo, questons similares às da minha, dado que eu fom tenente de alcalde e vereador em Monforte, como independente, ao igual do que o Fernando Pereira foi, também como independente, presidente da sua câmara municipal; no seu caso, 16 anos.
     
    Daquela Galicia Ceibe, conhecida por el despois de Novembro de 1983, pouco ficou; até o Arturo (O Relojeiro), quem me declarara, na véspera da reuniom em que se votaria pola dissoluçom ou continuaçom da organizaçom, que el estava pola continuidade, logo no dia seguinte trocou o seu voto e foi-se co Ferrim e os seus. Depois, a Galicia Ceibe em que eu continuei a militar, porque os estatutos nom permitiram a dissoluçom, pouco tinha a ver coa que o Fernando Pereira conheceu. A Galicia Ceibe, logo Galiza Ceive, que continuou, fo a que deu militante e membros para o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC), como Antom Garcia Matos, José Antom Mata-Lobos Rebolo, Manuel Chao Do Barro… todos condenados pola Audiencia Nacional; também eu.
     
    A Galiza Ceive que continuou foi o piar fundamental para a constituiçom da Frente Popular Galega no ano 1988, quando esta respaldava um projecto político-militar, que executava o EGPGC, o mesmo que parou a celulose de Ponte Vedra (ENCE); logo ainda dim, que vam de sumos sacerdotes do independentismo, que as do EPGC eram aventuras utópicas.
     
    Como tenente alcalde no meu Monforte do ano 1979, intentei sempre cumprir coa minha vizinhança sem querer cobrar nada polo meu trabalho na cámara municipal, pois eu tinha a parte o meu ofício. Eu seu que também o Fernando Pereira tinha esse conceito de entrega política para defender os interesses d@s vizinh@s de Souto Maior e acabou pobre, como quem da todo.
     
    Em esta feira de traidores e vendidos, possivelmente (se vivesse) o Fernando ficaria surpreendido e espantado de comprovar como está outro ex – companheiro, que el também conheceu, chamado José González (Pepinho), que anda loando, por escrito, o labor profissional do Garcia Manhá (chefe superior da polícia espanhola na Comunidade Autónoma Galega) e mais de algum general da Guarda Civil ou do exército espanhol –nom lembro bem-. O que há que ler! O Pepinho, que me acompanhou à entrevista em Euskadi com Domingo Iturbe Abasolo, Txomin, no ano 1978; o Pepinho que saía no Faro de Vigo defendendo a luita armada.
     
    Já ves, Fernando: depois de dezasseis anos como presidente da tua câmara municipal, da emigraçom, do teu labor cultural pola identidade galega, da tua simpatia por Galiza Ceive (OLN), tampouco era ouro todo.
     
    Sei que as tuas filhas estám defendendo a tua luita política e o teu nome; também é umha ledícia e estarias satisfeito de comprová-lo, já que quem somos pais bem sabemos como nos enche de orgulho olhar os bons feitos dos nossos filhos, ao contrário de casos de outros antigos nacionalistas, como o defunto do meu ex – companheiro de detençom (1980) Manuel Pousada Covelo, a quem saiu um filho da Galicia Bilingüe; seria como se os meus dous filhos estivessem no ninho da direita da Asociación de Víctimas del Terrorismo, sendo seu pai quem é.
     
    DENANTES MORTOS QUE ESCRAVOS
    Abril de 2010, A. Arias Curto

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  • UdC-Ferrol, amiga do capitalismo predador de Tojeiro

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    250410_udc_ferrol.jpgAGIR - O colectivo ambientalista trasanquês Comité Cidadám de Emergência para a Ria de Ferrol, conhecido polo seu labor à volta da denúncia da instalaçom da planta de gás de Reganosa na ria nortenha, denunciou no seu portal na rede a presença dumha propaganda pseudo-cinetífica no Campus de Serantes de Ferrol.

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    Lá, o chefe de mantenimento de Reganosa, Jesús Losada Maseda, dava umha ponência sobre o processo de operativos dumha planta de gás natural liquado, como a ubicada em Mugardos. Mui longe dos serviços científicos e do contributo crítico que a universidade deve oferecer ao estudantado e à sociedade em geral, este acto encenou umha descriçom asséptica e propagandística dum cargo directivo da empresa contaminante que tem desfeito a paisagem natural, os bancos marisqueiros, a produtividade e o futuro da ria, e a soberania galega sobre a nossa produtividade energética, entre outros atentados.
     
    Representantes do Comité Cidadám aguardárom à turma de intervençons para desacreditar o orgulho capitalista do ponente, criticando que nom figesse referência aos aspectos negativos do processo desde a extracçom do gás até a sua chegada e processo de tratamento e armazenamento na nossa ria.
     
    De AGIR denunciamos a utilizaçom das grandes empresas capitalistas de participaçom da burguesia galega, como esta, nas universidades para promocionar os seus interesses em contra dos do Povo Trabalhador.

     

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  • Acordo Militar Brasil/Estados Unidos