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AlckminPCCBrasil - LBI-QI - A ameaça da perda de uma hegemonia de vinte anos a frente do segundo maior “poder” da república brasileira, estamos obviamente falando do governo do estado de São Paulo, fez com que o PIG entrasse em cena para “fabricar” uma operação midiática de resgate da imagem do opustucano Geraldo Alckmin.


 

Como já é de costume utilizar o PCC para estes fins eleitorais, coube a este “organizar” para um futuro próximo uma “onda de ataques” em represália às ações da polícia e ministério público paulista. Os supostos ataques do PCC seriam uma resposta à transferência de seus líderes encarcerados para um regime penitenciário fechado, o chamado RDD. O planejamento da nova “onda terrorista” se prolongaria até a Copa do mundo em 2014 (Copa do Terror), incluindo a tentativa de assassinato do governador Alckmin. Também foi noticiado pelo PIG a intenção do PCC de se “infiltrar” nos protestos sociais, em particular no interior dos Black Blocs. Segundo o “pastelão” O Estado: “As novas ordens do crime surgiram depois de a defesa de criminosos como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, o chefão do PCC, ter acesso aos detalhes da megainvestigação realizada por três anos contra o crime organizado” (OESP, 14/10).
 
Fica evidente para qualquer observador minimamente lúcido que as “ameaças do PCC” foram produzidas na verdade dentro das redações da mídia “murdochiana” com o objetivo de recrudescer ainda mais a repressão policial ao movimento de massas, legitimando desta forma o retorno da vigência da famigerada LSN, e de quebra “fabricar” a imagem de um “herói contra o crime organizado”, exatamente no momento em que Alckmin está mergulhado no mar da corrupção do Metrô paulistano. Desde 1994 os Tucanos governam ininterruptamente São Paulo, se somarmos ao governo Montoro, eleito em 1982, são vinte e quatro anos de gestões que privilegiaram beneficiar setores da burguesia financeira em detrimento de um projeto de desenvolvimento (capitalista), o resultado é a decadência da produção industrial e o aumento do lúmpem-proletariado e da exclusão social. Mas parece que o “modelo” estatal do “compadrio” Tucano está dando sinais de esgotamento e se faz necessário para as classes dominantes uma “operação de resgate” do PSDB como parte do contraponto ao provável triunfo da Frente Popular em nível nacional.


Ao contrário do Rio de Janeiro que é infestado por várias quadrilhas (ao menos três grandes máfias) que compartem o controle do tráfico e do crime organizado, São Paulo “conquistou” a unificação da marginalidade com o advento do PCC. Mas este “monopólio” do PCC só foi possível graças à benção da polícia tucana, encarregada de centralizar os negócios do crime organizado e utilizá-lo no momento político mais adequado. Desta forma sempre que é conveniente o “fantasma” do PCC entra em cena para “polarizar” a conjuntura e comprovar a “mão firme” do governo Tucano, vocalizado em discursos fascistizantes que tanto agradam a reacionária classe média paulista.


Alckmin é o homem da Opus Dei no Brasil, organização parareligiosa Franquista surgida na Espanha pouco antes da guerra civil, tendo profunda identidade com a ideário fascista de “limpeza” étnica e social. O PCC e Alckmin são dois elementos reacionários ligados em uma relação de promiscuidade do estado burguês com o narcotráfico, onde só os “operadores” das ruas acabam atrás das grades, em nenhum momento um ou outro jamais pensaram em “eliminação”, pois são parceiros em inúmeros “negócios”, como o financiamento de campanha de vários parlamentares. A suposta ameaça de morte ao governador Tucano não passa de mais um blefe criado pelo PIG, às vésperas do início da campanha eleitoral.

Nós marxistas revolucionários defendemos a destruição de todo o aparato policial do estado burguês, montado para defender a propriedade privada dos meios de produção. Por esta mesma razão não advogamos pela “democratização” da instituição policial e tampouco pela suposta “desmilitarização” da PM. Como Leninistas sabemos muito bem que a polícia em seu conjunto deve ser encarada como inimiga de classe do movimento operário, o que contempla não prestar apoio a nenhuma reivindicação salarial ou corporativa de seus membros. Desgraçadamente as correntes revisionistas prostituem o marxismo ao defender a possibilidade de algumas “reformas” do aparato repressivo do Estado capitalista, incluindo o apoio às reacionárias greves policiais por “melhores salários e condições de trabalho”. Diante de qualquer ameaça de hordas marginais fascistas (PCC) ou do recrudescimento institucional da violência estatal, como assistimos hoje, a classe operária deve responder com sua própria organização militar, materializada politicamente na criação de comitês de autodefesa diante da repressão e na intensificação da agitação de massas contra a barbárie capitalista. Esta plataforma separa como água e óleo os genuínos marxistas dos sociais democratas (assumidos ou não) que acreditam na reforma das instituições deste regime burguês.

 


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