A decisão foi tomada durante uma reunião da comissão ocorrida em Brasília, no dia 24 de abril de 2013. O objetivo é esclarecer se a causa da morte foi mesmo natural, conforme divulgaram na ocasião as autoridades do regime militar, ou outra, como por exemplo pela via do envenenamento.
Jango poderia ter sido assassinato, segundo algumas fontes, com a substituição de medicamentos rotineiros feita por agentes da repressão uruguaia. Família e amigos próximos do ex-presidente naquele período defendem esta hipótese.
A família de João Goulart, que já tornou pública a autorização para exumação, pronunciou através de Christopher Goulart, advogado e neto de João Goulart. Segundo o site G1, Christopher disse que o procedimento pode significar a comprovação de uma "versão oficial mentirosa" e vai acabar com uma dúvida histórica levantada sobre a morte de Jango, além de abrir caminho para elucidar outras suspeitas sobre a ditadura brasileira.
No vídeo abaixo, um ex-agente do serviço de inteligência uruguaio, afirma que participou de uma operação que teria resultado na morte de João Goulart na Argentina em 1976.
João Goulart nasceu em São Borja (RS) em 1º de março de 1919. Em 1955, já considerado principal nome trabalhista do país foi eleito vice-presidente do Brasil. O fato se repetiu em 1960. Em 7 de setembro de 1961, com a renúncia de Jânio Quadros, assumiu a Presidência. Em 1° de abril de 1964, foi deposto pelo Golpe Militar, deixou o Brasil e exilou-se no Uruguai. Morreu em Mercedes, na Argentina, em 6 de dezembro de 1976. Os seus restos mortais estão na sua cidade natal.
