A família de um morador da Rocinha acusa policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de agressão a um rapaz, Luis Gustavo Silva, de dezenove anos.
Em uma abordagem, os policiais espancaram o jovem e reprimiram a população que protestava contra a ação. A ação da polícia foi toda gravada por um morador.
Nas imagens um policial enforca o rapaz até que ele desmaie. O jovem afirmou que desmaiou várias vezes enquanto o policial dava uma gravata. Uma moradora protesta contra a abordagem, mas é reprimida por policiais.
A Policia Militar informou que ele estava em “atitude suspeita”, mas imagens gravadas com celular mostram que mesmo depois de rendido, ele foi agredido pelos PMS.
Outro caso
No dia 6 de abril moradores de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, se revoltaram com policiais da Unidade de Polícia Pacificadora da favela, quando um menor estava sendo levado arbitrariamente para a delegacia. A ação também foi filmada por moradores.
No vídeo aparece um morador gritando “larga meu filho” e que é pego pela polícia e leva uma gravata.
Segundo o pai e a irmã da principal vítima, um menor de 17 anos, os policiais pediram para revistá-lo, e depois agiram com brutalidade e o machucando o rapaz na área genital.
Todos os moradores que protestaram contra a ação foram detidos. Na 37ª DP, o menor foi autuado por ameaça e desacato e os maiores, por desacato.
As Unidades de Polícia Pacificadora ocuparam militarmente as comunidades pobres e negras do Rio de Janeiro. Essa ocupação é como se essas comunidades estivessem vivendo na ditadura militar, onde todos são culpados por suspeita.
A máscara da UPP cai a cada dia que passa, mostrando que estão à serviço da repressão da população, para entregar as comunidades para os empresários, especialmente os especuladores imobiliários, que estão de olho nos grandes eventos esportivos, a Copa e as Olimpíadas.
Contudo, cresceu consideravelmente a resistência da população contra essas ocupações militares, e os moradores já comprovaram que é possível expulsar os militares das favelas, fatos que devem acontecer no próximo período.

