O ex-soldado da Polícia Militar André Luiz Castilhos Campos e o soldado Rosivaldo de Souza Pereira são acusados dos crimes de roubo qualificado e tentativa de homicídio qualificado contra um adolescente de 15 anos.
A violência dos PMs contra o jovem ocorreu em agosto de 2010, mas só ficou conhecida do público em 2011, depois de um vídeo ser divulgado. Nas imagens é possível ver um PM agredindo o adolescente. Após ser atingido pelo primeiro tiro, o jovem tenta escapar, mas outro policial atira novamente, e em seguida um terceiro tiro é disparado. Mesmo com os disparos, o adolescente resistiu e não morreu. O jovem ainda afirmou que um dos policiais roubou a corrente de ouro que estava usando.
O crime deles foi filmado e amplamente divulgado nas redes sociais. Taxados como covardes, por abrirem fogo contra um jovem desarmado, eles foram afastados, julgados e absolvidos pelo tribunal do júri, pois os jurados não reconheceram a materialidade de que o adolescente recebeu os tiros.
Obviamente essa não é a real razão para a absolvição desses policiais. O júri certamente se esquivou de ser, ele mesmo, o próximo alvo dos policiais que abriram fogo contra o jovem. Ninguém sabe, também, se as pessoas do júri foram ameaçadas, pois absolver os PMs nesta situação é como negar a existência do sol.
A materialidade estava mais que comprovada só pelas imagens. Além do mais, o exame de corpo de delito que estava nos autos demonstrou que o adolescente levou três tiros que atingiram o pulmão, fígado e diafragma.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Amazonas, Ednaldo Medeiros, apresentou uma petição pedindo novo julgamento, pois "há imagem clara dos PMs atirando contra o adolescente".
Por outro lado, a imprensa burguesa, mesmo com o vídeo mostrando a PM atirando no rapaz, chama de "suposto" crime o que aconteceu, confere todo direito às falas da defesa dos PMs, e coloca em dúvida a vida do jovem.
Tentam justificar, em último caso, que o jovem negro, pobre, de periferia merece morrer. Essa imprensa sim, de "suposto" veículo imparcial, é a defesa da liberdade de matar da PM.
A PM é a Pena de Morte
O resultado deste processo é a legalização da pena de morte instaurada pela polícia militar. Não é a toa que os PMs da Rota de tempos em tempos instauram um regime de exceção nas periferias, contra negros e pobres, executando centenas de pessoas em poucas semanas. Eles possuem a certeza da impunidade.
Está fora de cogitação a "reformulação" dos métodos da PM. Pelo contrário, sua dissolução e punição de todos os assassinos de farda é a única segurança do povo negro e pobre; para que não seja alvo de animais fardados e tenha que contar com a sorte para ficar vivo, já que nem mesmo a justiça consegue conter os matadores do Estado.



Diário Liberdade defende a discussom política livre, aberta e fraterna entre as pessoas e as correntes que fam parte da esquerda revolucionária. Porém, nestas páginas nom tenhem cabimento o ataque às entidades ou às pessoas nem o insulto como alegados argumentos. Os comentários serám geridos e, no seu caso, eliminados, consoante esses critérios.