Os moradores do bairro Presidente Dutra, em Guarulhos, na Região Metropolitana, protestaram contra o desaparecimento de dois jovens desde a quinta-feira da última semana.
A última manifestação ocorreu por volta das 17 horas. Um ônibus foi queimado e um homem detido pela polícia.
Os moradores denunciam que esse foi mais um caso em que os jovens desapareceram, depois de uma abordagem da PM.
Foram colocados em uma viatura e não chegaram na delegacia. Nunca mais foram vistos.
Uma primeira manifestação ocorreu por volta das 13 horas e a Avenida Papa João Paulo I foi bloqueada por cerca de 100 pessoas com pneus e pedaços de madeira queimados.
Polícia Militar reprimiram o protesto e esse foi dispersado.
Um trator retirou o material queimado da via. Os manifestantes permaneceram no local e param um ônibus. Os passageiros desceram e foi ateado fogo como forma de protesto.
A polícia novamente reprimiu a manifestação com balas de borracha, acertando todos que estavam por perto, como mulheres e crianças.
Essa é a forma de agir da polícia militar nas periferias do país. Esse caso não é exceção, mas é a regra de como age a corporação. No Rio de Janeiro são relatados vários casos de jovens que são baleados na perna e chegam ao hospital morto com tiro na cabeça.
O Observatório das Violências Policiais-SP divulgou no dia 29/5/2012, o relatório do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de S. Bernardo do Campo, com a denúncia de execução sumária, sem qualquer motivo, de dois adolescentes – F.M.P. e D.S. – que trafegavam em uma motocicleta por policiais militares. O assassinato aconteceu em 30 de novembro de 2011, por volta das 21h, quando eles voltavam da escola.
Leia o informe do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de S. Bernardo do Campo.
Já no início do mês de junho a ROTA executou seis pessoas. A PM divulgou oficialmente que cerca de 100 mil pessoas foram abordadas entre os dias 24 e 30 de junho e 400 pessoas foram presas.
Isso é o que é considerado por eles possível de ser divulgado. Junto a isso foi instituído o toque de recolher, prisões, desaparecimentos e mortes.
Não é excesso dos policiais. É uma política de estado que faz um cerco policial contra os trabalhadores e a população pobre.
Exigir a imediata dissolução da PM e suas milícias paramilitares é um primeiro passo para se discutir segurança.


