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CartazfeministarevelaBrasil - PCO - Na última semana a imprensa carioca noticiou que uma clínica denunciada por realizar abortos clandestinos foi fechada no Rio de Janeiro.


As informações divulgadas eram de 11 pessoas presas. Pelo menos três eram mulheres presas em flagrante, acusadas de estarem realizando um aborto no momento da batida policial.

A permanente ação para a prisão de mulheres acusadas de aborto acontece juntamente com uma campanha ideológica, direitista, que procura condenar moralmente as mulheres que decidem interromper sua gestação.

No primeiro dia do ano, o Papa Ratzinger voltou a fazer declarações onde chega ao absurdo de declarar que o aborto é um dos empecilhos para a tal “paz mundial”.

Agora são líderes judeus que saem a público para fazer campanha contra o direito das mulheres de decidirem livremente sobre a maternidade.

Dois grandes rabinos de Israel estão divulgando cartas onde se utilizam da malfadada campanha em “defesa da vida” para condenar as mulheres que decidem pela interrupção da gestação.

Numa entrevista à rádio militar israelense um rabino afirmou que esse ano este tema será alvo de campanha especial entre os judeus.

Em Israel, o aborto não é considerado crime para menores de 17 anos, para vítimas de estupro ou de relações incestuosas. Nos casos médicos, como quando há malformação fetal ou a gravidez representa risco para saúde da mãe uma comissão médica também pode entrar com o pedido para realizar o aborto.

No Brasil existem três situações para o acesso ao aborto legal. Estupro, risco de vida para a gestante, ou diagnóstico de anencefalia fetal. Mas a burocracia, resistências enfrentadas no sistema de saúde, na sociedade etc. faz muitas mulheres aumentarem as estatísticas dos abortos clandestinos. O que faz deste procedimento um problema de saúde pública, e a quarta causa de morte materna no País.

Mesmo nessas circunstâncias dramáticas a campanha contra o direito das mulheres ao aborto segue como uma verdadeira ofensiva direitista. É papel de todos os setores democráticos, que defendem o Estado Laico e o direito das mulheres, apoiar a legalização e fim da perseguição, processo e punição das mulheres por aborto.


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