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TRAFICO mulheresBrasil - PCO - No Brasil 80% das vítimas do tráfico humano são mulheres. A maioria delas levadas para o exterior para se tornarem escravas sexuais. Este é o terceiro crime mais rentável do mundo. 


O tráfico de pessoas é uma realidade cruel. O terceiro crime mais rentável do mundo. E que envolve 2,5 milhões de pessoas por ano.

Há notícias dos mais variados tipos e objetivos do tráfico. Inclusive de crianças, de órgãos. Essa modalidade de tráfico foi registrada em pelo menos 127 países.

O Brasil está entre os cinco países com mais registros de casos.

Segundo reportagem da Brasil Atual (publicada em 13 de julho), que reuniu dados e documentos sobre o assunto, no Brasil o tráfico humano está relacionado com , “adoção ilegal, casamento servil, servidão por dívida, exploração da prostituição e tráfico para fins de trabalho escravo, remoção de órgãos, entre outras”. De todos esses, o mais comum é o de mulheres.

Estima-se que 80% das vítimas brasileiras sejam mulheres. Na maioria dos casos elas são levadas para países europeus onde se tornam escravas sexuais.

A condição de escravidão e de vítima se dá porque mesmo quando elas são aliciadas e levadas para o exterior conscientes de que a “proposta de trabalho” envolve a prostituição, ao chegarem lá elas têm o passaporte apreendido pelos chefes dos bordeis e ficam sem pagamento, impedidas de sair e principalmente de voltar para o Brasil.

Desde o início dos anos 2000 as goianas são um alvo preferencial do tráfico e principal “exportador” de mulheres, para países como Espanha e Itália.

Na Espanha, um centro de atendimento a vítimas de exploração sexual registrou que três entre cada quatro atendimentos eram de mulheres brasileiras, e todas de Goiás.

Em todos os casos a busca por uma nova vida, fora do país, oportunidade ou superação da miséria, chance de ajudar a família, os filhos, são algumas das razões que levam mulheres se envolverem nessa situação.

Anualmente esse crime chega a movimentar US$ 50 bilhões em todo o mundo. Os números são estimados porque, afinal, não há registros dos negócios que envolvem o tráfico de pessoas.

A única prova são os desaparecimentos, as notícias de aliciadores e, no caso das mulheres, o registro de sua luta para por fim à sua condição de escrava. A luta para por fim à exploração sexual. O fim, muitas vezes, de um sonho e do desejo de buscar fora do Brasil aquilo que não foi possível encontrar aqui, a possibilidade de garantir uma vida melhor, casa, educação e saúde, para a família e para si própria.


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