Desse total, 1,3 mil é referente às ocorrências provenientes de mulheres negras ou pardas, o que corresponde a 47% de todas as notificações. Outros 30% são de notificações feitas por mulheres brancas.
A chamada subnotificação, ou seja, quando não há registro especificado por raça, é responsável por 23% do total não registram cor ou raça. Apesar da ausência de algumas declarações dessa natureza, os números levam a crer na predominância do grupo de mulheres negras e pardas sobre o de brancas, conforme a modalidade de violência e frequência em Goiás.
Os dados demonstram que as negras e pardas aparecem com maior frequência nas formas de violência psicológica (54,81%, contra 32,30%); violência financeira e econômica (40%, contra 36,66%); e repetição de violência (57,30%, contra 33,42%), por exemplo.
No que tange a sobre violência sexual, a diferença se acentua ainda mais. De acordo com dados do Sinan, de 2009 a 2011, 467 negras e pardas realizaram notificações junto ao sistema de saúde, enquanto 275 brancas fizeram o mesmo.
Contra negros a violência e reconhecida e praticada pelo Estado
A violência, em geral, se trata de um programa de estado, do governo que se coloca contra qualquer política social que vise modificar a realidade racista do sistema. Isso é comprovado, inclusive, pela diferença salarial entre mulheres negras e homens brancos ocupando a mesma função.
O atendimento na saúde também já demonstrou que as mulheres negras são as que mais sofrem com a privatização do sistema de saúde feita tanto pelo PSDB/DEM, quanto pelo PT/PMDB de Dilma e Cia.
O que está colocado, diante destes números que se repetem nacionalmente e anualmente, é a necessidade da reorganização do movimento negro de forma independente da burguesia e dos governos por ela escolhidos, para, assim, buscar através da luta a vitória em suas reivindicações.


