Guilherme foi abordado e atingido por chutes e socos na rua Peixoto Gomide, e só não foi mais ferido graças à intervenção dos funcionários de um posto de gasolina. Na delegacia, ele foi dissuadido pela PM que o atendeu a não registrar BO contra os agressores. A policial ainda corroborou a defesa dos agressores, de que o ativista teria “cantado” os acusados, que teriam revidado. Os funcionários do posto, porém, contestaram essa versão e testemunharam a agressão gratuita e de cunho homofóbica.
O protesto não só denunciou a agressão, como exigiu medidas concretas em defesa de gays e lésbicas. ”Estamos aqui protestando contra a violência praticada contra a comunidade GLBT, mas também pela aprovação de leis que criminalizem a homofobia, para que quando uma vítima chegue na delegacia, tenha o direito de prestar queixa contra um crime de homofobia, de H-O-M-O-F-O-B-I-A”, discursou Dirceu Travesso, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.
Douglas Borges, do Grupo de Trabalho GLBT da CSP-Conlutas e da Secretaria GLBT do PSTU, defendeu a união da comunidade homossexual contra as agressões. ”Estamos aqui fazendo uma demonstração de força, porque os fascistas querem que voltemos aos armários, mas isso é algo que não vamos aceitar”, afirmou, contextualizando a agressão cometida contra o ativista do PSTU em meio aumento da violência contra gays e lésbicas.
O próprio Guilherme compareceu ao ato, onde recebeu o apoio e solidariedade dos companheiros. “Estamos para dizer um basta! Um basta à homofobia!”, enfatizou.
”Essa luta contra a homofobia é uma luta do conjunto da classe trabalhadora”, discursou Zé Maria, dirigente nacional do PSTU. Ele exigiu a criminalização da homofobia e a proteção dos GLBT’s à violência fascista, mas defendeu também a autodefesa dos trabalhadores e da juventude, caso o Estado não garanta isso.
Várias entidades GLBT e de classe enviaram moções de solidariedade, exigindo a punição dos agressores.


