Somente em Brasileia, município de 30 mil habitantes, vivem atualmente cerca de 1.250 haitianos. Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos do estado, Nilson Mourão, a situação está caótica e o governo federal precisa dar apoio financeiro e auxílio profissional para resolver o problema.
O secretário afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que até o momento o estado recebeu apenas 14 toneladas de alimentos doados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os maiores problemas na assistência aos imigrantes estão no fornecimento de alimentos e abrigos. Outra questão é a falta de pessoal especializado para cuidar dos casos de vacinação e triagem de saúde.
Dos mais de mil haitianos em Brasileia, somente 260 possuem a documentação regularizada e podem seguir viagem para outros locais. Os imigrantes desse país estão recebendo "vistos humanitários", com os quais eles podem trabalhar e ter acesso a serviços de saúde e educação. Mais de 1,2 mil pessoas receberam essa autorização. Porém, os pedidos de refúgio, que foram todos negados, ultrapassam os três mil casos. A onda migratória de haitianos ao Brasil iniciou em 2010, após o terremoto que devastou o país.
