Os rodoviários do transporte coletivo de Maceió decidiram cruzar os braços e paralisar todo o serviço após deliberação em assembleia realizada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 21. A categoria dá continuidade à paralisação iniciada ontem que já afeta 80% da frota, cerca de 500 ônibus.
Ainda ontem o Tribunal Regional do Trabalho em Alagoas (TRT/AL) concedeu uma liminar favorável aos empresários determinando que a categoria retornasse ao trabalho e como não foi cumprida, sete pessoas foram detidas e encaminhadas para a sede da Polícia Federal, porém foram soltos ontem mesmo.
Eles cobram um reajuste de salário de 15%, que, segundo eles, tramita desde maio deste ano no TRT/AL, além de melhores condições de trabalho. Só este ano é a terceira paralisação dos rodoviários, organizada pela categoria, porém esta não tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro/AL).
A paralisação segue com troca de acusações. Por um lado, o presidente do sindicato, Écio Angêlo, destaca que a manifestação é uma iniciativa do empresariado, devido a uma decisão judicial que determinou que as empresas baixassem o valor da passagem de R$ 2,30 para R$ 2,10. Já os manifestantes alegam que o sindicato não está mais no poder e que a categoria não se sente mais representada por eles.
Ontem os rodoviários entraram em confronto com a Polícia Militar, que usou bomba de gás lacrimogêneo para dispensar os manifestantes que haviam bloqueado uma pista, esvaziando os pneus dos coletivos e exigindo que os passageiros descessem.
De acordo com a categoria, a greve segue por tempo indeterminado e enquanto não houver sinalização de um acordo, eles não retornarão ao trabalho.


