Na quarta-feira (19), ocorreu a diplomação da próxima gestão municipal da cidade de São Paulo, realizada na Sala São Paulo, na Luz, região central da cidade. O evento oficializou os 55 parlamentares e o prefeito, Fernando Haddad (PT).
Durante o discurso do futuro prefeito, ele elogiou a atual gestão, dispensando as críticas feitas no período de campanha. "O período de eleições é para discutir as divergências. Passadas as eleições, se discutem as convergências", disse Haddad.
Foram cerca de dois minutos dedicados à elogiar o atual prefeito e sua gestão. Enquanto que no período eleitoral, Haddad tinha preferência por ser visto como opositor ao Gilberto Kassab PSD, cuja sigla irá compor a base aliada do governo do PT.
O petista procurou, ainda, afirmar que o seu governo será de continuidade à gestão repudiada pela população de São Paulo. "O que está funcionando bem será mantido" disse Haddad, afirmando também que "não tem por que ter um governo de descontinuidade".
O líder do partido de Kassab, reforçou o discurso conciliador do futuro prefeito. "Não tem motivos para criticar o Kassab, foi um governo excelente que a sociedade vai saber reconhecer".
A gestão do ex-DEM, em São Paulo foi marcada por um caráter impopular, com várias ações de higiene social e favorecimento para os grandes empresários. Entre essas, está o projeto "Nova Luz" que será continuado pela futura gestão e foi responsável por ataques à população pobre na região central da cidade, para entrega-la a empresas privadas e aumentar a especulação imobiliária.
Entre os vereadores presentes no ato, estavam dois representantes da "Bancada da Bala", composta por ex-oficiais da Polícia Militar. Paulo Telhada (PSDB), que ficou famoso por suas declarações à favor do genocídio da população pobre, foi ao evento de farda e fez declarações contra os moradores de rua.
Os parlamentares entrarão na prefeitura em 2014, já com aumento de 63% no salário, aprovado pelos vereadores do atual mandato. O valor sairá de R$ 9,2 mil para R$ 15 mil, gerando um impacto de R$ 3,8 milhões no orçamento da cidade.

