O Supremo Tribunal Federal encaminhou para a Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que propõe reajuste de 7,12% para os ministros da corte, vale destacar, maior que diversas categorias que realizaram greve este ano.
Os trabalhadores dos Correios, cujo salário base é de cerca de R$ 900,00 obtiveram apenas 6% de reajuste, o mesmo ocorreu com outras categorias.
Os juízes do STF que possuem o maior salário do serviço público também decidem seu próprio índice de reajuste.
"Não é atraente ser juiz, menos ainda ser servidor do Judiciário. O poder de competição junto a outras carreiras ficou quase ao rege do chão", afirmou o ministro Ayres Britto. O ministro tenta convencer os demais que seus supersalários na realidade são muito baixos.
Ele afirmou ainda que os salários da categoria sofreram perdas inflacionárias superiores a 54%. Se os salários dos ministros sofreram tamanhas perdas inflacionárias imagina o dos trabalhadores.
Quando os trabalhadores dos Correios reivindicaram na sua campanha salarial 47,3% de reajuste, tendo em vista as perdas salariais da categoria nos últimos anos, os juízes do Tribunal Superior do Trabalho disseram que era um muito e agora utilizam o mesmo argumento para exigir o seu próprio aumento salarial!
São dois pesos, duas medidas. Quando os juízes reivindicam suas perdas, está correto, quando os trabalhadores apresentam as suas é exagero.
Se for concedido o reajuste, os ministros passarão a receber mensalmente R$ 28,6 mil, o equivalente a 46 salários mínimos. Hoje o salário de um ministro do STF é de R$ 26,7 mil. O impacto do reajuste no salário de um punhado de juízes é de R$ 1,14 milhão no âmbito do Supremo e de R$ 285,4 milhões no Poder Judiciário.
O STF é a instituição mais reacionária do País. Os juízes são nomeados pelo chefe do poder Executivo e atuam sem qualquer controle da população. Um exemplo é o próprio julgamento do mensalão. A direita utilizou o órgão mais reacionário do regime politico para condenar o PT durante as eleições.

