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071112 vereadoresnomrepressentamBrasil - Diário Liberdade - [Alexandre Diniz] Em Piracicaba, interior de São Paulo, os vereadores aprovaram em caráter de urgência um aumento dos seus salários em 66%. Surgiu então um movimento popular de pessoas indignadas e organizaram o Reaja Piracicaba. Tal movimento surge com o intuito de revogar o aumento abusivo dos subsídios dos vereadores. Em sua primeira manifestação com cartazes e apitos, o presidente da Camara dos Vereadores taxou os membros do Reaja de “drogados, alcoolizados e baderneiros”. Tal publicação vinculou-se pela cidade através do jornal local. 


As manifestações do movimento continuaram. O movimento fez o chamado Ato de Vergonha, raspando a cabeça em frente a Câmara. Também está atuando com o levantamento de 14 mil assinaturas de cidadãos a fim de provar a indignação popular. O Reaja Piraicaba possui caráter anarquista, sem líderes ou organograma. Mas essa característica ímpar não entrou na cabeça dos vereadores locais, que indignados por serem questionados, manifestam-se opostos ao movimento, e declaram que abririam inquérito para apurar e caçar os líderes do movimento.

No dia 29 de Outubro, um dos manifestantes do Reaja Piracicaba foi expulso da Câmara dos Vereadores por não se levantar durante a leitura bíblica no início da sessão. Régis Monteiro estava respeitosamente em silêncio e sentado, porém mesmo assim o presidente da Câmara João Manoel pediu para que policiais o retirassem. Nesse mesmo instante, um cinegrafista de mídias livre, a SUP, também foi expulso da sessão por estar registrando o fato ocorrido com o manifestante.

As repercussões sobre os fatos ocorridos correm por toda mídia no Brasil. Para se defender, os vereadores não se prolongam no assunto principal, o aumento abusivo dos subsídios em 66%, mas dizem que o Reaja Piracicaba veio com o intuito de desmoralizar a casa.

Refletindo então, como podemos qualificar uma casa onde ela aumenta para si um salário exorbitante, e ainda inibe a liberdade de imprensa e religiosa?

A ditadura deixou seus resquícios. Mas a luta também.

Foto: Del Rodrigues


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