Sargento Soares, contrário aos ideólogos da globalização diz que "desde que existe a sociedade burguesa a economia é global", e "o que existe nos últimos 22 anos é que a partir do fim do chamado socialismo real do leste europeu, as potências imperialistas dirigidas pelos monopólios privados, tentaram e tentam ainda instituir a ideia de que a historia e o passado acabaram, a sociedade é global, luta de classes não existe mais".
Para ele, "o suposto fim da história e da luta de classes é um discurso ideológico da classe economicamente dominante que quer enganar justamente os trabalhadores". "O Estado", diz Soares, "nunca foi tão usado para financiar os interesses privados dos grandes monopólios".
Na verdade, não vivemos um processo de diminuição, ou definhamento do Estado, o que ocorre é que ele "tem deixado de ser é um ente, um agente, cujo interesse seja em alguma medida – por que em absoluto nunca o foi – um Estado de garantia sociais". Para Soares, "o Estado de bem-estar-social, construído na Europa e nos EUA especialmente no segundo pós-guerra, principalmente para dar uma resposta ao socialismo que vinha do leste, tem sido desmanchado nas ultimas duas décadas".
Finalizando o pronunciamento, Soares afirma que "precisamos refletir que tipo de Estado e que tipo de sociedade que queremos" visando instalar um processo onde seja fortalecido o serviço público, e não o contrário, como tem sido as últimas décadas de retirada de direitos dos trabalhadores.



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