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protesto-ambulantes-camaraBrasil - PCO - Camelôs pressionam a justiça e ordem do mini-ditador é revogada.


Desde maio deste ano, a prefeitura da cidade de São Paulo vem tentando suspender as licenças de cerca de 4 mil camelôs.  Nesta quarta-feira, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ-SP), pressionado por manifestação com mais de mil pessoas na porta do local, suspenderam a decisão de Ivan Sartori, presidente do órgão, que derrubou a liminar que autorizava o trabalho dos camelôs. A votação ganhou com 22 votos a 3, a favor dos trabalhadores.

A partir desta quinta-feira, 28, a maioria dos camelôs voltou a trabalhar normalmente. A decisão ainda pode ser questionada, mas para isso a prefeitura terá de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça ou ao Supremo Tribunal Federal e enfrentar a crescente mobilização dos vendedores ambulantes. O grupo atingido já organizou várias manifestações, alguns chegaram a se acorrentar e dormir em frente à prefeitura pelo fim da perseguição feita pelo mini-ditador, Gilberto Kassab.

No dia 12 de junho, Ivan concedeu a liminar à prefeitura para retirar os camelôs das ruas. Oito dias depois, a Defensoria Pública entrou com recurso e Grava Brazil, membro do Órgão Especial do TJ, concedeu liminar, mas Ivan revogou a mesma por ter saído do mesmo poder.

Segundo a prefeitura, o objetivo seria de realocar os camelôs que ficam na Praça da Sé e na Rua 25 de Março para as feiras livres existentes. No entanto, seriam somente 2 mil vagas, o que atenderia a menos da metade dos atingidos. E os demais? Teriam que parar de trabalhar ou ficar a mercê do “rapa”. Além disso, os camelôs teriam que trabalhar cada dia em um lugar, coisa completamente inviável para a maioria deles que não têm dinheiro para pagar o transporte para levar os materiais para todos os pontos, além de muitos deles serem idosos e deficientes.

Ao todo, em seu mandato, Kassab já tirou mais de 6 mil camelôs das ruas. Essas ações se somam a várias outras de higienização social da cidade, como se pôde ver no caso da Cracolândia que, em nome do suposto combate ao crack, prendeu e agrediu a população pobre retirando-os do local para poder aumentar a especulação imobiliária na região e, por fim, chegou-se à conclusão que a ação foi um desastre no que se diz ao combate ao crack. Além disso, houve a tentativa de acabar com os artistas de rua que também foi mal sucedida, devido à mobilização dos mesmos, entre outros vários casos.


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