Em um recente editorial denominado Da indústria da seca à indústria das chuvas este jornal denunciou que, assim como latifundiários montaram um esquema para se beneficiar das mazelas dos locais onde chove pouco, foi montada um grande esquema por capitalistas para se beneficiar com dinheiro público após as tragédias decorrentes de enchentes, inundações, deslizamentos de terra etc.
Um levantamento recente foi divulgado na própria imprensa capitalista e mostra estes fatos. Desde a tragédia da região Serrana do Rio, em janeiro de 2011, o maior desastre natural da história do País, não foi construída nenhuma casa para abrigar as pessoas desamparadas pela chuva. A mesma situação se repete no morro do Bumba, em Niterói. Nenhuma casa popular foi construída apesar da tragédia ter ganho destaque nacional tamanho o número de vítimas atingidas.
O mais grave, no entanto, é que não são realizadas as obras de infraestrutura, nem as obras que emergenciais para entender as necessidades mais fundamentais dos cidadãos que sofrem com enchentes, inundações, deslizamentos de terra etc.
Enquanto isso, a cada ano que passa o montante de dinheiro público destinado a estas obras cresce. São milhões de reais repassados do orçamento público para os capitalistas, sobretudo grandes empreiteiras.
Os chamados "desastres ambientais" poderiam ser evitados e, mesmo as vítimas das últimas enchentes, poderiam ter recuperado parte das perdas materiais que tiveram nestas tragédias.
Neste sentido, é preciso combater mais este mecanismo de exploração da população e colocar um fim nesta "indústria das chuvas" para que o dinheiro do orçamento público, obtido através das riquezas geradas pela classe operária, sejam destinados aos interesses da população e não para enriquecer um pequeno punhado de capitalistas.


