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160312_cinemaBrasil - Vermelho - Começou hoje e vai até dia 22 a primeira edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que será exibida nas salas de cinema da capital paulista. Mais de 40 filmes poderão ser vistos, gratuitamente, em diversas salas de cinemas da capital paulista.


São longas, médias e curtas metragens, divididos em eixos temáticos: ativismo, povos e lugares, consumo, energia, água e mudanças climáticas. A programação também inclui debates e palestras.

Também foi preparado um panorama histórico sobre as questões ambientais retratadas no cinema. O objetivo é mostrar como a questão ambiental despertou ao longo dos anos o interesse e a criatividade de importantes cineastas brasileiros e estrangeiros como Agnès Varda (Os Catadores e Eu), Jorge Bodanzky e Orlando Senna (Iracema, uma Transa Amazônica), Andrea Tonacci (Serras da Desordem), Leon Hirzsman (Ecologia), Sérgio Bianchi (Mato Eles?), Jorge Furtado (Ilha das Flores), Joaquim Pedro de Andrade (Brasília: Contradições de Uma Cidade Nova) e Francisco Ramalho Jr. e Reinaldo Volpato (Tietê, Um Rio que Morre na Grande Cidade).

Para os pequenos, há uma mostra infantil com quatro animações de diferentes países. Da França (Kiriku e a Feiticeira), Alemanha (Animais Unidos Jamais Serão Vencidos) ou EUA (Wall-E e Os Sem-Floresta).

Destaques

A programação da mostra, abarcando ficção e documentário, será distribuída pelas salas de cinema Cine Livraria Cultura, Cine Sabesp e MIS. Entre os totalmente inéditos no Brasil, destacam-se o premiado "There once was an island", ("Era uma vez uma ilha", em tradução literal) de Briar March, a respeito dos efeitos das mudanças climáticas em uma pequena comunidade da Polinésia (conjunto de pequenas ilhas próximas à Oceania) no Pacífico; o "Food, Inc.", ("Comida, SA", em tradução literal) de Robert Kenner sobre a indústria alimentícia estadunidense, e "Crude", de Joe Berlinger, que narra a disputa entre um grupo de 30 mil indígenas contra a gigante petrolífera Chevron, na Floresta Amazônica equatoriana. Os índios alegam que as operações petrolíferas dizimaram parte de sua população e contaminaram a região depois de três décadas de despejo de milhões de galões de detritos tóxicos de petróleo.

O Veneno está na Mesa, de Silvio Tendler, de 2011, compõe o conjunto de filmes do eixo temático Consumo. Em seus 49 minutos, o documentário revela como o Brasil se tornou, desde 2008, o país que mais consome agrotóxicos no planeta.

Assista vinheta da mostra e trailer do documentário O Veneno está na Mesa:


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