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220611_maquinaBrasil - Diário Liberdade - Apresentamos mais uma poesia do jornalista mineiro, poeta e blogueiro de Verso Fractal, Pedro Penido.


O relógio marca o tempo.

O despertador marca a pressa.

Correndo contra o tempo,

fazendo apenas o que não interessa.

Correndo de um lado para o outro,

sem motivos, sem verdade sincera, confessa.

Homem e máquina,

em bela e monstruosa

dança macabra.

A carne intacta,

em singela e saborosa

hora-máquina.

Quando isso aconteceu?

Quando o homem morreu?

Resto de carne errante

pelos corredores das máquinas.

Não importa a mente (ou a alma)

desde que a carne (engrenagem)

esteja pronta para a máquina.

Isso... é verdade... aconteceu!

O homem virou máquina

e a máquina virou deus!


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