Baseando-se em fontes golpistas – a revista adora de cultuar notórios bandidos como fontes, tipo Carlinhos Cachoeira –, a revista especula que o chanceler venezuelano Nicolas Maduro se reuniu com integrantes das Forças Armadas do Paraguai na véspera do golpe. Na sua visão conspirativa, o panfleto direitista conclui que o suposto encontro foi uma tentativa de golpe de "esquerda".
Mais um factoide diversionista
Ela não informa, porém, que no dia do impeachment relâmpago de Fernando Lugo uma comitiva de chanceleres foi enviada às pressas pela cúpula do Mercosul a Assunção para discutir a situação do país com vários atores políticos. A revista, famosa por inventar factoides, garante que Maduro foi ao país pedir aos comandantes militares que "reagissem caso Lugo fosse de fato deposto".
Com base nesta especulação, sem qualquer prova concreta, a Veja conclui que foi Hugo Chávez quem tentou dar um golpe. Os golpistas paraguaios, vinculados à oligarquia, aos partidos conservadores e à mídia venal, seriam "democratas inocentes". A revista também critica o Mercosul e a Unasul, "os encrenqueiros", por condenarem a deposição sumário do presidente democraticamente eleito.
Em seu direitismo fascistóide, a revista Veja pirou de vez!


