Um soldado israelense passará 45 dias no cárcere por matar a duas mulheres palestinas durante a guerra de Gaza que começou em dezembro de 2008 e durou três semanas.
Em 2010 o militar hebraico em questão, cuja identidade não se fez pública, foi acusado do homicídio de Riyeh Abu Hajaj de 64 anos e de sua filha, Majda Abu Hajaj, de 37 anos. Não obstante, no domingo a acusação foi modificada pelo tribunal militar e atualmente ao francotirador é acusado só o uso ilegal da arma. A modificação foi o fruto de um acordo entre ambas partes do processo judicial.
Segundo B'Tselem, uma organização de direitos humanos israelense, o incidente teve local a 4 de janeiro de 2009 quando a família dos Abu Hajaj estava saindo de sua casa que era o objetivo do ataque de um tanque israelense. "Quando eles viram um tanque a uma distância de 150 metros, duas mulheres do grupo começaram a mexer as bandeiras brancas e os meninos que as acompanhavam se sentaram no chão", assinala B´Tselem. Não obstante, de repente alguém abriu fogo sem prévio aviso contra o grupo de civis. Uma das balas matou Majda Abu Hajaj e outra feriu de gravidade a sua mãe, que posteriormente faleceu por causa dessas feridas.
Este caso foi um dos reportados no relatório Goldstone da ONU sobre os supostos crimes militares de ambas partes durante o conflito de Gaza de 2008-2009. Mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses perderam a vida nesta guerra que durou 22 dias. O Exército israelense fechou a investigação de dezenas de casos similares porque "de acordo com as regras da guerra, não se encontraram infrações nas ações dos militares" de seus homens.