A Espanha gosta de criticar Cuba, mas faz vista grossa à extrema violência com que trata a oposição à gestão do Presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. Já Cuba anunciou, nesta quarta-feira (7/7), a libertação de 52 presos. A decisão, além de reafirmar o compromisso cubano com os direitos humanos, deu fim à greve de fome de Guillermo Fariñas.
Cinco heróis cubanos
Enquanto se ocupam em agredir Cuba, as Damas de Branco silenciam sobre os cinco heróis cubanos (Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Rene González, Antonio Guerrero e Fernando González) que estão encarcerados pelos EUA há 12 anos. O mesmo faz a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que ainda se prestou a criticar, sutilmente, a decisão do governo cubano. "Nós achamos que é um sinal positivo. É algo atrasado, mas ainda assim é muito bem-vindo." Hillary bem que podia seguir o exemplo cubano e liberar os cinco prisioneiros que detém em seu país.
Por hora, até mesmo a Espanha está revendo seus conceitos. "Não há razão nenhuma para que a UE (União Européia) mantenha a posição adotada em 1996" --- que limita o diálogo dos Estados-membros com Cuba à questão dos direitos humanos. "Isto era o que os meus colegas me pediam, espero que agora respondam ao compromisso", disse nesta quinta ao "El País", o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Ángel Moratinos. Ele também declarou que a Espanha está de portas abertas para receber os dissidentes cubanos.
Fonte: produção Cuba Información, texto e tradução da TV Vermelho, com informações de agências.