Os incidentes começaram uma semana antes do Carnaval, em uma festa. Helder afirma ter sido agredido por policiais militares durante uma abordagem, além de ter recebido tratamento racista. Após denunciar as agressões para a Corregedoria da Brigada Militar e para a imprensa, o estudante passou a receber cartas com ameaças de morte.
O caso está sob análise da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência da República, e da Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público do Rio Grande do Sul. A Brigada Militar também tem duas sindicâncias em andamento contra um soldado, um sargento e o comandante da Brigada Militar de Jaguarão, major José Antônio Ferreira.
Helder tenta, agora, transferência para uma universidade da Bahia, a fim de retomar os estudos. Em entrevista para o Coletivo Catarse, Helder relata os episódios e diz temer retaliações contra um amigo baiano, que permanece em Jaguarão.
Fonte: Brasil de Fato.