A mobilização foi organizada pela comunidade imigrante de origem paquistanesa, por uma associação de trabalhadores imigrantes e por um movimento antirracista grego, contando com o apoio da esquerda social e política do país.
A marcha, uma das maiores convocadas em Atenas contra o racismo, concluiu às portas do Parlamento grego, entre gritos contra a islamofobia e contra o nazismo.
Um dos porta-vozes do movimento antirracista grego declarou que "esta ação é uma resposta aos pogroms racistas da polícia, que encorajam os neonazis da Aurora Dourada a sair à rua e a atacar os imigrantes".
De facto, desde o início de agosto, a polícia grega já deteve mais de 7.000 estrangeiros e prendeu mais de 1.650 imigrantes acusados de não terem visto de residência. Os e as manifestantes reclamaram nesta sexta-feira que o governo grego trave as operações policiais que estão a atiçar os sentimentos racistas no país.
A ONG Human Rights Watch contabilizou 59 casos contrastados de pessoas que fugiram de ataques racistas só entre agosto de 2009 e maio deste ano, num informe que conclui que o número real deverá ser muito superior, já que muitas vítimas evitam denunciar as agressões por medo a represálias.


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